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@te-mercurio
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so here´s another b99 calendar based on this post
By lcsanders
i just spent all day drawing this lol
The. Best.
Sora e Lua versão humanas. Lápis de cor e dedicação em folha A3. . . . Sora and Lua in human version. Pencils and dedication. . . . #lapisdecor #pencil #cats #gatas #girls #garotas #colors #cores https://www.instagram.com/p/B-Kf-ZbB1lG/?igshid=imgc4uxgbdfo
2019 Fashion year in review. (via @rover_thecat)
That mouse necklace!
Fazer isso com a lua tbm
O lírio nasce nesse inverno e me promete o fim (e recomeço) O miosótis se estampa no lamento com um desejo lamentável e sincero Pode ter sido meu querer improvável, um querer sofrido, sem querer sentido Pode ter sido um destino perdido por escolha, inalcançável por desconsolo sofrido Estimulou minha melancolia e ansiedade e queimou num peito que parecia incapaz de arder Uma história perdida, com início, meio e fim: não se esqueça dela, nem se esqueça de mim Este é o meu adeus... Adeus. . . . #nanquim #nankin #aquarela #watercolor #tintaacrilica #acrilica #acrylicpaint #acrylic #tarot #iluminura #illuminated #medival https://www.instagram.com/p/B2FFcWmB2ZS/?igshid=i4ncrtxo4115
[port] Sereia rosa [eng] Pink mermaid . . . marcador/markers #markers #mermaid #pink #magical #girl #drawing https://www.instagram.com/p/B0CwA7fBYaq/?igshid=1q971kk1g0kpz
ボヘミアンラプソティ、後半三十分くらいずっと号泣してました。
OH MY GOD PAY, BLESS YOUR FACE.
I actually get asked to see a lot of portfolio’s while I’m at cons. And while I LOVE looking at other people’s art and offering critiques if they ask, it’s sort of cringe-y to be handed a messy stack of papers or something. Nice portfolio’s look so much more professional!
putting this up, since my website project for university is finished and I don’t have to put it on the web anymore.
a very, very basic image guide on how your portfolio should be presented or appear, whether you’re in fine arts, graphic design or illustration, illustrated by yours truly
please do NOT remove the commentary while reblogging, do not reupload anywhere else.
thank you!
THIS is important
I was tagged by @inutilidadesbytamara
I'm tagging: @wonderlandiary and @aquameleon .
Top 10 series of my life
CINEMATIC PARALLELS
"Vovó, sou eu: Anastácia!"
“Let it go, let it leave, let it happen. Nothing in this world was promised or belonged to you anyway.”
— Rupi Kaur
me: you know women are allowed to not like men back
television writers:
*I Want It That Way - Backstreet Boys comes on*
Me:
Sua Esquina
Quando virei a esquina,
me deparei com seu olhar:
como alguém que tanto imagina,
o desenfrear da mente não posso findar
E então, no topo na tela:
lá estava sua foto
Apesar de silenciar ela,
sua conta se mostra de pronto
Apertei o play e te encontrei, novamente
na playlist "batata", ou no modo aleatório
Às vezes para o expurgo, outras por acidente,
entendo que agora faz parte do meu repertório
Me desviei de uma curva, por praticidade
apenas para me ver perdida na curva do seu sorriso
Após evitar o "não recíproco", com 25 de idade,
fui refém do amor unilateral, qual não preciso
E no intenso brilho do seu halo
me vi inevitavelmente cercada e atraída
Pois não importa o quanto me calo,
nunca realmente encontrei alguma saída
Mas me perco, sem pensar, em lembranças:
reflexos de você, do que sonhei, do que passou
Me custa entender que, tal qual crianças,
fomos "vítimas" das circunstâncias que a vida apresentou
O enorme desperdício de algo que nem se perdeu
A ideia e o ideal do que poderia ter sido
O custoso admitir que queimou e que ardeu,
mas não houve fogo ou chama, só algo parecido
E em cada eternidade dos momentos
levo um infinito para superar
meus subjugados sentimentos
que em mim insistem em pulsar...
Capítulo 8
“You say the sweetest things and I can't keep my heart from singing along to the sound of your song My stupid feet keep moving to this 4/4 beat, I'm in time with you (...) Someone stop this...”
Stop This Song - Paramore
Apesar de continuar falando com Pipoca diariamente, por mensagens, como era habitual, eu buscava menos por tais momentos. Me sentia menos ansiosa quanto a ele ou suas mensagens e, principalmente, me preocupava mais quanto ao nível de importância que eu me percebia dando àquilo. Parte de mim pensava que talvez fosse melhor se eu me afastasse, pois seria o jeito mais fácil de superar, uma vez que o sentimento ainda estava num estágio relativamente inicial. Porém, uma vez que havíamos construído alguma amizade, me sentia mal diante da perspectiva de agir de tal maneira. Seria injusto e até mesmo um tanto covarde. Num primeiro momento decidia continuar agindo como se nada tivesse acontecido, parando de me deixar levar tanto por impressões bobas diante de atos meigos que não significavam mais do que eram, nem carregavam qualquer sentimento a mais do que aquilo que era falado. Mas era fácil demais ser cativada pelo charme de Vitor e me deixar levar em momentos ilusoriamente adoráveis, apesar das coisas que eu sabia e das decisões que eu tinha tomado. O que eu deveria fazer se tornava cada vez mais claro em minha mente, embora eu tentasse evitar fazer qualquer tipo de planejamento muito detalhado, onde eu teria que supor um número variável de possíveis reações às minhas ações, tentando entender qual seria a melhor a tomar, enquanto eu criava planos b, c, d, ou até mais do que seria razoável. Não queria entrar naquele caminho novamente e, exceto pela “base” do que precisaria ser dito, não queria criar todo um discurso que talvez eu nem tivesse ânimo ou nervos para declarar com fidelidade total. A resposta certa naquele momento, eu entendia, seria a sinceridade. Precisava me declarar.
Seria minha primeira vez tomando tal atitude estando totalmente ciente da própria derrota. Claro, havia um pedacinho de mim que gostava de pensar como seria legal caso ele se percebesse gostando um pouco mais de mim após minha confissão, ou algo nesse sentido. Mas a verdade era que ainda que não contasse com aquilo, me sentia, finalmente, tranquila. Era melhor falar com ele sobre o que sentia, me esvaziando um pouco, ainda que isso significasse não ficar mais com ele. Não apenas porque a minha escolha era a nossa amizade, mas também por entender que continuar ficando com ele da maneira que estava acontecendo, naquele momento, não seria bom para mim. E era melhor que fosse honesta, para variar, comigo mesma e também com ele.
Com mais facilidade do que jamais antes eu conseguira tomar alguma atitude, sem rodeios, perguntava, no primeiro dia útil da semana seguinte a última festa, se podíamos nos encontrar no dia seguinte ao que estávamos. Eu sairia cedo do trabalho, no mesmo horário que ele, e tinha um shopping perto para ambos. Não tinha certeza se ele estava surpreso com o quanto eu me tornara direta ou com minha coragem, mas ele aceitava rápido e eu começava a entender o quanto poderia ter sido fácil ficar com ele diversas vezes onde eu assim desejei, mas me sentia amedrontada e insegura demais para agir. Parte de mim se sentia culpada, pois Pipoca não deveria fazer ideia da bomba que o aguardava, uma vez que aquilo podia ser facilmente um encontro casual, como vinha sendo o nosso relacionamento. E nem havia nada real para que qualquer coisa fosse terminada. Mas era exatamente aquele o motivo do que eu sentia ser tão complicado: era real demais para ser adequado a toda aquela situação. Então eu precisava ser clara com ele, devolveria o anel, que não correspondia aos meus sentimentos, justamente por ter se tornado objeto de ilusão. Seguiria adiante, me comportando como eu vinha fazendo antes, desde o final do ano anterior, com amizades verdadeiras e casinhos superficiais, até que eu me sentisse pronta para me abrir a algo mais, ou encontrasse alguém que me fizesse mudar de opinião. Vitor, no entanto, deveria permanecer apenas como amigo, uma vez que eu não conseguia vê-lo como simplesmente casual e ele não me via com seriedade.
Era quase inacreditável que quando eu finalmente conseguia tomar atitude e seria a primeira vez que sairíamos só nós dois, a intenção fosse terminar o que quer que aquilo era. Parte de mim, quando meus olhos se encontravam com os dele, ao avistá-lo no shopping, desejava apenas aproveitar a noite e a presença dele, talvez mesmo alguns últimos beijos antes de destruir qualquer coisa, mas não seria muito sensato. No entanto, eu fazia questão de me arrumar um pouco. Com uma calça preta e ajustada, de cintura alta, abria a camisa jeans social que usava, revelando uma blusa mais curta, que cobria o pedaço de barriga livre da calça, porém não o suficiente para que aquele tanto de pele não fosse revelado, dependendo de como eu me mexia. Me perfumava, fazia minhas unhas, usava tantos anéis quanto gostava, tal qual gargantilha, relógio de pulso e mesmo um fino bracelete estrelado. Estava satisfeita com meu reflexo, quando o via: bela para levar um fora. Mas finalmente a distância não era enxergada com melancolia; parecia, na verdade, libertador. E tudo estava bem, eu estava bem. Gostava de ver aquilo e queria mostrar aquilo.
Quando caminhava pelo shopping com Pipoca, após comprimenta-lo, era natural para mim me aproximar e segurar seu braço. Aquilo ainda me gerava um leve frio na barriga, mas o fardo da incerteza em ser retribuída, ao gostar, já não me pesava. Pois a expectativa tinha sido abandonada, enquanto eu desejava agir como ele, quando segurar um braço significava apenas segurar um braço. O fato de que Vitor se ajustava a mim com facilidade também não era nenhuma surpresa, nem causava conflitos sobre o que aquilo poderia significar. Eu conseguia aproveitar melhor do que geralmente a companhia dele, uma vez que não havia a insegurança de ser inconveniente, medo de ser desagradável, ou vontade de ver alguma atitude que nos aproximasse, partindo dele. Nem temor, nem expectativa: eu apenas agia de acordo com o que queria fazer, sem dar novo significado a qualquer coisa, ou querer entender demais, ou nomear, qualquer atitude.
Na praça de alimentação, escolhíamos uma cafeteria para o lanche e, cada um com seu fraputino, nos sentávamos em um estreito sofá próximo, onde nos recostávamos no móvel e um no outro, bebendo nosso café gelado, conversando sobre trivialidades, curtindo mutuamente nossa companhia, ocasionalmente fazendo carinho um no outro, enquanto desfrutávamos de um momento agradável. O assunto nunca morria e havia curiosidade das duas partes sobre o que era falado, ou a vida um do outro, e o que quer que surgisse na conversa. Era tão confortável e agradável que por um instante esquecia do que precisava ser falado e, quando lembrava, não desejava forçar tal assunto. Talvez o momento oportuno surgisse, talvez fosse melhor que eu falasse apenas quando estivéssemos no ponto, esperando o ônibus que ele pegaria. Eu não poderia deixar de falar, seria difícil voltar àquilo caso a oportunidade passasse, fora o tanto que implicaria escolher me calar. Mas já passava um pouco das dez e o shopping estava fechando. E ainda que as três horas que passamos conversando não parecessem o suficiente pro tanto que eu gostava de aproveitar a companhia dele, não havia mais tempo a perder.
Eu tinha a intenção de esperar o ônibus com ele, mas Pipoca insistia em me levar até minha casa, que ficava a dez minutos de caminhada do shopping. Naquele momento eu começava a me sentir tensa, temerosa de arruinar o momento, ou mesmo com o fim em si, ainda que eu quisesse aquilo. Não mudava o rumo da conversa, enquanto subíamos minha rua, nem encontrava um silêncio do qual pudesse tirar proveito. Mas quando chegávamos em frente ao prédio onde eu morava, antes que pudesse me despedir, decidia que o momento havia chegado e não havia mais como ignorar.
- Vitor, antes de você ir embora, preciso falar contigo algo muito importante…
-O que foi, tá tudo bem? - A preocupação era evidente nos olhos do rapaz, e eu me sentia mal com aquilo, embora não pudesse ser evitado.
- Relaxa, não é nada demais. Quer dizer, é algo demais, mas não é nada que você tenha feito de errado.
-Tem certeza, Giu? Tá tudo bem mesmo? Agora eu fiquei preocupado.
-Não, não se preocupa, é a última coisa que eu quero! Só não tem um jeito fácil de falar sobre isso…
Ele parecia ansioso com meu nervosismo, enquanto eu me sentia culpada por lhe causar aflição. Mas não tinha conseguido começar a me expressar de maneira mais branda, nem via como aquilo seria possível. E me perguntava até onde era adequado contar, ou como começaria, uma vez que nada havia sido planejado. Após um suspiro, eu prosseguia.
-Eu ainda não entendo bem como isso aconteceu, porque é algo muito muito muito raro pra mim, mas a verdade é que eu comecei a gostar de você.
-Caramba, Giu… sério? - Era incrível como ele achava aquilo algo tão extraordinário, uma vez que havia uma legião de meninas com crush nele. Mas se em parte Pipoca talvez fingisse que não se dava conta, ou preferia permanecer indiferente àquilo, não podia desconsiderar o quão inseguro ele era, ao menos quando se tratava do seu próprio valor, ou do quanto ele era charmoso.
-Bem, eu não estava contando com isso e na primeira vez que ficamos nem cogitaria que isso aconteceria. Mas talvez pela maneira que foi tão diferente ficar com você, comparado a como era ficar com as outras pessoas do Kpop, ou considerando que esse lance de ficar é muito novo pra mim, mas ainda assim houve um abismo de diferença no seu comportamento, acho que isso fez com que minha atenção fosse despertada. Mas quando continuamos conversando, não esperava nada, no máximo que poderia ser interessante ficar outras vezes com você. Só que eu gostei da pessoa que você é, ficamos amigos, isso tudo foi uma surpresa pra mim. Passei a te admirar, sabe?
- Eu te entendo. Já te achava uma menina legal antes, mas agora também te admiro muito e adorei ter te conhecido melhor, ou mesmo me tornar seu amigo. Te considero pra caramba...
- Obrigada. E é por isso que tô contando isso hoje. Eu tava começando a me preocupar demais com coisas desnecessárias, me sentia insegura todo o tempo, e por mais que soubesse que você não gostava de mim dessa maneira, não podia evitar ficar mexida com algumas pequenas coisas, ou começar a pensar mais de outras, quando não era real. Então eu achei melhor contar, ou iria me afastar de uma maneira escrota, sem explicar nada, só que não quero comprometer nossa amizade.
-Imagina, se você precisar se afastar eu entendo. Não quero isso, mas respeito seu espaço.
- Não acho que será necessário, mas seria diferente se eu sumisse do nada, aparentemente sem motivos, né.
- Eu provavelmente ia achar que vacilei, de alguma forma.
- Só que não foi o caso. Não é como se você tivesse me iludido nem nada, em nenhum momento deu a entender que queria algo sério, e eu sabia que você tinha saído de um relacionamento desgastante, ou até da sua falta de interesse em entrar num novo. Mas comecei a ficar nervosa a toa, achar que algumas coisas podiam significar mais do que deveriam e até senti ciúmes quando soube que você ficou com a Ana, ou mesmo da Taís, naquele dia, na casa do Urso. Só que não tinha nada a ver com o que rolava entre a gente e eu não quero ser esse tipo pessoa.
- Eu entendo, mas deixa eu te explicar melhor sobre meu último relacionamento… eu realmente me dedicava ao namoro, até o ponto que me perdi e fiquei completamente sem estrutura quando terminei, principalmente pela maneira que as coisas aconteceram. Então eu decidi focar em mim, na minha carreira, e isso, além da ajuda dos meus amigos, fez com que eu finalmente me recuperasse. Se eu te conhecesse em outro momento, não sei como as coisas seriam, você é uma garota incrível, uma pessoa incrível, mas eu realmente não tô nesse momento agora…
- Eu sei, de verdade. Obrigada por me explicar melhor sobre isso tudo, mas eu não tô me declarando hoje para ouvir uma resposta positiva, ou pra você se compadecer de mim. Esperava ouvir um “não”, mas ainda que já soubesse da sua resposta, precisava ouvir essas coisas da sua boca, para parar um pouco meus pensamentos e impressões desenfreadas. E é por isso que quero te devolver esse anel - finalmente dizia, me sentindo imensuravelmente mais leve, enquanto retirava aquilo do meu dedo, e entregava o objeto ao seu dono original.
-Poxa… você acha melhor me devolver? Eu fico tranquilo de não ter te feito nenhum mal, eu sei que sou muito lerdo. Mas então eu te devolvo o seu anel também… - ele dizia enquanto começava a retirar o meu antigo anel.
- Não! - Conseguia impedi-lo, para sua surpresa. - Eu não quero de volta.
- Mas é injusto, se você vai me devolver um anel.
- Eu tô te devolvendo porque tava vendo esse anel como algo muito mais especial do que deveria ser. A importância que eu dava pra usar ele todos os dias, sabe? Ou como me sentia por você também usar o que eu te dei, embora ele só seja importante pra você porque uma amiga te presenteou, enquanto o que eu usava era importante pra mim porque você tinha me dado.
- Mas eu uso todo dia porque você me deu, é importante pra mim também por ter sido presente seu e me lembra você.
- Pipoca, facilita a minha vida, por favor, e só aceita que era diferente - eu dizia, com bom humor, o deixando um pouco sem graça.
- Ainda assim, é injusto eu ficar com dois anéis.
- Mas o seu antigo anel me lembra você e meu antigo anel não é mais meu, vai dar no mesmo. Por enquanto é melhor pra mim não ter nenhum anel, você pode jogar o outro fora, ou sei lá…
- Que isso! Eu vou guardar os dois. E vou usar os dois. Um dia, quando você quiser de volta…
- Tudo bem - eu ria, bem humorada. - Um dia, quando eu me sentir pronta, pego de volta esse anel. Se ele tiver se quebrado, compramos um novo, podemos fazer a sociedade do anel! Um anel pra cada um, damos anéis até pro resto do pessoal!
Ele se unia ao meu riso, finalmente parecendo mais tranquilo.
- Ok, tudo bem. Você me avisa então.
- Nossa, eu já achava que isso ia acontecer, mas é surpreendente o quanto me sinto mais leve.
- Mesmo?
- É sim. Em parte eu contei até por isso, também. Era meio sufocante antes, porque eu tava sempre nervosa e não conseguia me expressar direito.
- Como assim?
- Tipo só conseguir ficar com você depois de metade da festa já ter rolado, da última vez. E ainda por cima de um jeito muito zoado.
- Ah, eu demorei para conseguir entender que você queria que a gente que ficasse.
- Eu sei, eu sou um vexame me expressando! Mas por mim eu teria começado a ficar contigo logo no começo da noite. Eu tentava me aproximar, ou ficar próximo, mas também não conseguia fazer muito mais que aquilo. Fora ficar sem graça perto dos seus amigos, porque não conheço eles bem, ainda que sejam gente boa. E eles não paravam quietos…
- Verdade, eu nem fazia tanta questão assim de mudar de pista todo o tempo, mas acompanhei eles. E, olha, você podia ter chegado em mim antes, eu já tinha te dito que você podia sempre chegar e tal.
- Eu sei, mas ainda assim me sentia insegura, ou com medo. E sei que sou horrível pra demonstrar o que quero, porque você também sabia que podia chegar em mim sempre, mas nem se aproximou.
- Bem, eu fiquei na dúvida e não considero nada como garantido.
- Mesmo hoje, eu achei que até poderíamos ter ficado, mas não consigo ser clara, ou tomar a iniciativa - ele parecia pesaroso com aquelas palavras, como se também contasse um pouco com aquilo, e estivesse triste agora que entendia que não sabia mais quando, ou se, poderia ter aquilo. - Ou até naquele primeiro dia de carnaval. Eu quis te beijar durante o bloco, ou enquanto estávamos na casa do Urso, mas não tive coragem para me aproximar mais do que consegui. Aí achei que no ponto de ônibus seria uma boa oportunidade, mas mal chegamos lá e você me avisou logo que meu ônibus tava chegando, daí achei que você não fazia muita questão…
- Sério? Caramba, Vitor… que gênio, parabéns! Claro que você achou isso - ele se agitava, visivelmente incomodado consigo mesmo. - Me desculpa pela lerdeza, é claro que eu queria ter te beijado, naquele dia. Mas não tinha entendido que você também queria.
- Mesmo com o tanto que ficamos juntinhos, na casa do Urso?
- Achei que você tivesse só sendo carinhosa, sei lá.
- Não, o problema é que eu fico tímida com essas coisas, principalmente com um monte de gente perto.
- Ah, sim. Isso eu consegui perceber melhor nessa última festa.
- Pois é, por isso que eu queria sair sozinha com você e te chamei até pro cinema e tudo mais.
- Verdade, nós ainda temos que ir ao cinema.
- Agora não rola mais. Pelo menos irmos sozinhos, não acho boa ideia.
- Ah, é, né… - novamente, apesar da simpatia, ele parecia um pouco desapontado, o que era uma pena.
- Sei lá, eu acho melhor a gente não ficar mais, nem preservar certos comportamentos, assim não me iludo mais com as coisas que posso criar na minha cabeça…
- Entendi…
- Só é uma pena, porque à parte qualquer sentimento, era muito bom ficar com você - caía na gargalhada, surpresa por conseguir ser tão sincera e, embora ele risse comigo, em seu olhar o via concordar com o que eu havia dito.
- Eu sei, eu também acho.
- Aaaah que desperdício - eu cobria meu rosto com a mão, por um momento, enquanto sentia a tensão entre nós no ar, após a revelação de tantas oportunidades perdidas, onde ambos teríamos ficado, e já não seria mais possível compensar aquilo de nenhuma maneira. - Ok, talvez um dia eu volte a ficar contigo.
- Você me avisa então.
- Pode deixar - e então o abraçava pra nos despedirmos, mas a tensão ainda estava ali e era evidente. - E é melhor eu me afastar… - alegava, sem esconder minha atração, para agitação de ambos.
- Eu vou morder sua barriga! - Ele respondia, para minha surpresa, enquanto se inclinava na direção no pequeno pedaço de pele exposto, apesar da minha roupa.
- Não! - Eu reagia numa mistura de gritinho com riso, enquanto segurava no ombro dele e recuava com minha barriga.
- Então para com essas coisas, se não vamos mais ficar - seu tom era bem humorado, e estávamos nos divertindo, embora a tensão não houvesse esmaecido.
- Mas é sua culpa, você que é muito tentador.
- Ah tá, só eu, né dona Giu?
- É claro! - Brincava e, mais audaciosa, dava um tapinha na bunda dele, rindo em seguida. - Um dia, Pipoca, um dia… Mas agora vou ficar na minha.
- Hun, tá bem.
- Mas você é sim muita tentação, é só ver a lista de pessoas atrás de ti.
- Você também! Inclusive, sei de alguém que quer…
- Que? Sério? Quem?
- Sério! Mas depois te conto isso, agora não é o momento…
- Hun, então tá. Se você diz.
Me perguntava quem do grupo poderia ser, supondo que talvez seria o Jorge, uma vez que ele era sempre muito caloroso comigo, mas não conseguiria afirmar com certeza quem era a pessoa, preferindo não me arriscar deduzindo. Finalmente nos abraçamos mais uma vez e nos despedimos. Quando ele partia, já não me sentia tão pesarosa ou nervosa. Pelo contrário, fazia algum tempo que não me sentia tão leve e calma: estava em paz.