Em nome de toda a beleza provocante que a minha rotina fustiga;
Da minha recusa em ser um lago de águas claras higienizado, sem a incessante corrida de vida e morte animalesca;
Da recusa em ser uma alma sem segredos;
Da minha certeza de que vivo estou, e só deixarei de ter essa certeza quando morto estiver;
De todas as paixões febris, dos desejos ardentes, das feras raivosas que habitam os locais mais secretos e íntimos do meu espírito:
Eu não renunciarei a mim mesmo, ainda que tudo pareça perdido ou queiram tomar tudo de mim.
Guardarei quem eu sou, ainda que os ventos da vida soprem com força apocalíptica, ainda que em um dilúvio afogue até mesmo a esperança, presa em uma torre de pedras no fundo do meu ser.
Assim eu juro, e viverei com a sombra dessa promessa no fundo dos meus olhos.
Não abdicarei.
Beijo os lábios da musa pura e nefasta que assombra meus sonhos mais doces e selo este acordo.
Esse blog é apenas um reduto onde eu posso jogar meus pensamentos e desocupar espaço na minha cabeça. Gosto de escrever em um blog aberto pois isso me dá uma sensação mais libertadora do que só escrever algo em um lugar fechado onde ninguém além de mim leria. Só estou esclarecendo isso caso você, falante incauto de português, se pergunte o que diabos é esse blog. E é apenas isso que falei, um reduto, tanto de texto, quanto de estética. Isso quer dizer que não vão ter poemas bonitinhos ou qualquer coisa que o valha no que eu escrevo. O que eu boto pra fora aqui é o que eu preciso escrever, independente de ser bonito ou não. Também é uma forma de refletir enquanto escrevo, de registrar o que eu penso e talvez ler depois de um tempo para não esquecer que eu também possuo um histórico particular. Não espero falar com ninguém por aqui, mas não vou me opor se você queira falar comigo, fique a vontade.
















