🚢 Sou o Capitão do Meu Navio
Sou o capitão do meu navio!
Escolho a rota, iço a âncora e solto as velas. É hora de zarpar!
Eu moldo o meu caminho!
O coração é a bússola, e a fé, meu colete salva-vidas.
O vento enfuna a vela do caminho que escolhi.
Decisões, motor que impulsiona meu barco rumo à vastidão do intento da alma.
Deixo para trás o cais da inércia e sigo sereno a bordo de mim, traçando o mapa que me faz vibrar, pelo farol do amor que me sustenta.
Quando a incerteza obscurece todo o horizonte, mantenho os olhos de dentro prontos, para ver além da cerração a bombordo. O coração me ensina a rota a seguir, nele, a Intuição é a roda do leme.
Eu sou o mestre desta arca que navega, ancorando no porto dos meus sonhos pueris, onde a inocência rema solta e travessa, na imensidão de todas as possibilidades.
Cuidado, marujo! O leme é frágil,
Pode escorrer por entre os dedos se a fé do menino oscila, invertida e ferida, e o descrédito sufoca o sonho que te move.
Pobre de quem se afastou da Alma do Mundo, arriou as velas e soltou o timão da própria jornada. Sim, este é um porto que conheço de perto: É o meu mapa, onde a dor aperta.
Já naveguei pela vida como um náufrago numa jangada.
Levado à deriva pelas correntes do acaso, submerso no mar revolto da ilusão, esperando que a sorte me levasse para um porto seguro.
Sou o capitão do meu navio!
Velejo a favor do vento, sereno, saboreando o presente que se desdobra agora, Presente Divino a ser vivido intensamente.
O tempo é curto. A vida, breve demais: Se ela é ruim, é por fugir assim.
Sou o herói da minha história, o único capitão! Comando este navio e ele é só meu.
Na névoa da inconsciência, ou no temor de naufragar, muitos vestem o papel de grumete ou figurante.
Sou o capitão do meu navio!
Ainda sinto medo, confesso. Sou apenas humano!
Mas o entusiasmo é a bússola que me rege: Ele me liga ao eu real, à essência infinita, e me faz seguir avante.
Sou Jack Sparrow, sou o meu Pérola Negra!
Capitão e marujo, um velho lobo do mar, de astúcia e cicatrizes após tantas tormentas.
Voltei ao comando, por ter perdido e aprendido: Aceito as batalhas, mudo o rumo deste jogo, e navego em busca da minha melhor versão.
É preciso zarpar! Estar a bordo e liderar sua própria caravela!
E, para tanto, é preciso audácia: Pois são eles, os corajosos, que mantêm o entusiasmo aceso e constroem diques para conter o medo.
É preciso ir em busca do próprio horizonte e ser, enfim, o leme do próprio destino.
— Vânia Pereira













