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@utopiacliche
Obrigada por todas as vezes que você me pegou no colo e acalmou o choro da minha alma.
Hoje passei o dia sem você.
Não falei, não li as mensagens, deixei o celular em casa e me esqueci um pouco dos pensamentos e da ansiedade que isso tava me causando. Eu tentei passar um dia sem você. Eu disse que queria um tempo, pedi pra que você não viesse e tentei, por inúmeras vezes, não pensar tanto nessa situação e em você.
E falhei miseravelmente nesse processo.
Hoje passei o dia fisicamente sem você. Mas não consegui parar de pensar na importância de ter você nas pequenas coisas. Pensei em você de manhã antes de dá bom dia, pensei enquanto me arrumava pra sair, pensei quando cheguei na praia e queria você ali pra me fazer companhia. Pensei em como, se eu tivesse com celular, eu te mandaria uma foto ou diria que estava com saudades. Pensei em você quando passei o protetor e você não tava ali pra me ajudar, pensei em você quando me perguntaram de ti e eu dei uma desculpa qualquer. Pensei em você quando me senti sozinha meio no meio de tanta gente. Pensei em você quando eu me diverti jogando com minha família e fazendo uma defesa de bola no vôlei que fez meus joelhos doerem. Os joelhos ainda doem e eu ainda penso em como eu só queria que você tivesse visto e me dado aquele sorriso orgulhoso e apaixonado que eu tanto amo. Pensei em você na volta pra casa, na visão da estrada e nos milhares de planos que a gente faz de viajar juntos algum dia. Pensei em você quando lavei as conchinhas que eu trouxe da praia, lembrando das mesmas conchas que pegamos na mesma praia há um ano atrás. Pensei em ti quando percebi que trouxe um sirizinho dentro de uma das conchas sem querer no meu bolso e a primeira coisa que eu queria fazer quando percebi foi te contar. Pensei em você quando comi um sabor diferente de pizza que eu acho que você iria gostar. Pensei em você em um caso médico da série que eu tô assistindo. Pensei em você até quando eu não tinha muito o que pensar.
Hoje eu passei o dia sem você, mas você habitou meus pensamentos e só me fez perceber o que o cotidiano as vezes tenta mascarar: o tanto que eu amo você e sinto sua falta nos míseros momentos. Tornou-se tão rotina de ter ao meu lado que deixar de fazer coisas que lembrem você parece até errado.
Hoje eu passei o dia sem você pra perceber que eu não quero mais fazer isso e tô sentindo sua falta ao ponto de só querer te beijar e abraçar até que isso passe.
As crises. O ciúmes. A ansiedade. Os conflitos.
Porque somos maiores que isso. O nosso amor é.
Hoje tive que passar o dia sem você pra relembrar coisas e emoções sobre mim e sobre nós mesmos, mas em nenhum momento parei de pensar e amar você.
Acho que o problema todo começou a partir do momento que minha autoestima começou a despencar. Hoje eu me sinto mais gorda e não consigo emagrecer, me sinto não tão inteligente (principalmente em comparação aos seus amigos da faculdade), me sinto mal por me desleixar e me deixar esquecer de mim com coisas básicas: cabelo, rosto, sombrancelha... Não pela estética em si, mas por ser coisas que atenuam a autoestima baixa que eu já possuo.
Não sei em que momento comecei a me amar menos, a me considerar meio inferior. Sempre tive uma crença que não me valorizava tanto e quando eu vejo você, tão livre e com suas tantas amigas (bonitas, inteligentes, que jogam com você, que praticamente vôlei com você...), me sinto ainda menor. E vou diminuindo e me diminuindo.
Queria saber qual foi o momento que eu me considerei tão pequena, quando me isolei no meu mundo entre casa, Darwin e você e não consegui sair. Eu comecei a sair só com você, me sentia melhor fazendo receitas ao seu lado, até pra resolver os problemas parece que você sempre era melhor. Quando foi o momento que eu comecei a achar que você sempre era superior a mim? E porquê?
Percebi que construí uma camada de vulnerabilidade, me entreguei tanto que parecia que nem eu me segurava. Estive tão frágil em alguns momentos (principalmente antes do Enem) que só você me reerguia ou chegava perto disso. Porque só você sabe quem eu sou, sabe minhas feridas e minhas cicatrizes, só você me conhece o suficiente pra abraçar essas fraquezas minhas. E só você me atingiria tanto nesse meu teto de vidro: minha insegurança e amor próprio.
O problema não é só porque você está dando um presente muito íntimo e pessoal pra Alanna. O problema não é você ser melhor amigo ao ponto de saber sobre as necessidades sexuais dela. O problema é que isso me afetou de uma forma que só você poderia atingir. Comecei a achar que ela era melhor pra você e isso, junto com o medo de te perder aliado a minha falto de valor dada a mim mesma, me fez ser dominada por sentimentos que eu não queria sentir.
Eu nunca quis ser a namorada ciumenta, chata e que fica pensando nas outras meninas quando o namorado sai. E veja só, parece que foi exatamente o que me tornei. Eu odiei essa minha versão. Odiei que você falasse pra mim onde tava, mas não com quem, pra não me magoar. Odiei que precisasse ou sentisse a necessidade de fazer isso. Odiei ficar pensando em várias coisas e supondo com quem você estava durante vários minutos de conversa. Odiei ser essa pessoa.
Não quero ser.
Odeio ficar pensando que você sabe da existência de um objeto que vai servir pra satisfazer as necessidades sexuais de sua amiga. Odeio que você saiba como esse objeto é e que você tenha dado ele. Odeio que você tenha essa intimidade com ela que eu só tenho exclusivamente com você.
Odeio o fato de você ter essa amizade incrível com uma pessoa incrível que te faz sorrir e já ficou com você. Eu odeio que eu nunca tive nada parecido com isso, exceto com você.
Odeio pensar que se a gente terminar eu não vou ter mais ninguém e você ainda vai ter ela r várias outras. Odeio o fato de estar me sentindo tão sozinha e ter pensamentos que me dizem que eu preciso de você.
Odeio precisar de você.
Odeio não conseguir desgostar de você por isso.
Odeio como eu te amo ao ponto de sentir tanto. E dói. Dói sentir tanto.
Odeio que doa.
As coisas sempre aparecem aos poucos, primeiro a desmotivação, o cansaço extremo e a sensação de desvalor. Você não se acha capaz, nem suficiente. Os resultados estão ruins e você não tem nem tempo de melhorá-los. Aí vem a frustração e o sentimento de culpa, pelo dinheiro gasto, pelo o que os outros irão passar quando vim mais um "não" e pelo notebook que você ganhou justamente pra estudar... Mas não tá conseguindo fazer isso. Você se acha ruim e não digna daquele presente e os dias começam a passar mais rápido. Voando. Improdutivos, pacatos, tediosos. Você vê nos livros sua fuga, nas séries e nas pessoas que tem tentam momentaneamente te animar. Até chegar o momento em que você acabou aquele livro legal, o mundo fantástico acabou e você encara a sua vida novamente se sentindo culpada de novo. E você não tem mais vontade de fazer nada. De voltar aos estudos, nem de ler outro livro, nem de assistir alguma coisa. Você tem diversas opções e coisas legais, mas não consegue fazer nem ter ânimo pra realizar. E aí se fecha o ciclo. Mais crises. Isolamento e ignorância das pessoas que se preocupam por ti. Vontade de ficar quieta no seu canto, ter um espaço, não falar nada sobre isso porque já sabe exatamente o que eles irão dizer. Acho que talvez isso seja covardia também, por não querer encarar palavras e fatos que talvez estejam na sua cara e você não quer aceitar. Eu, Lídia Pólido, tenho ansiedade e sou covarde. Porque quando tudo parece estar bem, quando as coisas finalmenteeeee parecem estar no eixo, crises me atormentam por semanas e me tiram do eixo completamente. E eu não aguento mais isso.
Ano após ano. Desde 2016. Meses piores ou melhores. Mas sempre com crises e mais crises. Estou melhor eu sei, tenho capacidade de lidar comigo mesma. Mas porque diabos sempre que as coisas estão indo bem, voltam ao fundo do poço? Porra. Tava tudo bem. Eu tava organizada, focada, animada. Estava conseguindo cumprir e até curtir os dias. Até mesmo ler e escrever. Porque encarar resultados é sempre ruim? Porque desvios do caminho sempre fazem com que eu fique desse jeito? A vida é uma caixinha de surpresas e eu me lascou mentalmente com uma coisinha de nada. E eu me sinto fraca. De novo. Mais uma vez.
Não quero falar com ninguém e nem sei como falar. Me sinto sozinha, mesmo sabendo que tenho pessoas dispostas a conversar comigo sobre isso. Me sinto mal por elas e por mim. As vezes me pergunto se realmente sirvo pra essa profissão e pra viver a medicina.
Quero tanto isso e tantas coisas. Tenho planos, metas e sonho tanto... Mas tenho medo de isso tudo ser uma ilusão de uma pessoa fraca demais pra lidar com tudo isso.
Não entendo essa coisa louca que acontece em alguns momentos. Essa vontade enorme de falar contigo sobre qualquer besteira ou simplesmente de ter aqui me abraçando, beijando meu pescoço e me fazendo cafuné. É uma saudade tão estranha porque eu te vi ontem, mas tão real. Queria poder ter todos os assuntos do mundo agora pra falar contigo, só pra suprir um pouquinho dessa carência doida de atenção que eu tô tendo agora. Mas sinceramente eu nem sei o que falar, só sei que queria tu aqui. Que queria você comigo. Que queria tu olhando pra mim daquele jeito que tu olha que eu amo tanto e faz meu coração bater mais acelerado no peito. Mas ao invés de estar falando isso pra ti e suprindo um pouquinho dessa necessidade estranha e oriunda da tpm... Tô aqui no Tumblr depositando mais uma vez uma parcela do meu amor por ti. Ai, garoto... Obrigada por tanto, viu? Amo você
Amo você
Por um pequeno momento tive medo de reler esse texto algum dia no futuro e acabar chorando por causa dele. Não quero ser o tipo de garota que faz declarações mega românticas ou que sofre com cada lembrança ao final de uma relação. Na verdade, torço tanto pra que não haja um "final" que as vezes entro em conflito com o meu lado racional que sempre pensa nos fins e começos de relacionamentos que sempre existem nessa vida... Enfim, já divaguei. Não quero falar de fim aqui. Aliás, nem de começos também, porque a verdade é que nunca vou saber definir o momento certo em que eu me apaixonei por você no sentido amoroso ou amei você já como meu melhor amigo. Não dá pra expressar uma data pra um sentimento tão grande. Mas, independente de ser como melhor amigo ou namorado (e pelos dois fatores), eu definitivamente amo você, Mateus.
Amo muito. Amo tanto tanto tanto. Amo ao ponto de saber o quão clichê é escrever isso aqui, mas mesmo assim continuar escrevendo. Amo ao ponto de você ter me mandando mensagens incríves há menos de meia hora, eu ler e acabar no Tumblr escrevendo esse texto de amor. Amo tanto que não sei o que amo mais, não sei definir qual parte veio primeiro, qual amor me expande mais. Amo seu sorriso e seus olhos - principalmente seu olhar quando você me encara, ora brincalhão e travesso, ora sedutor com promessas que me fazem corar. Amo seu jeito de ser e viver a vida, o quão você é social e gentil com as pessoas ao seu redor faz com que todos se apaixonem por ti logo de cara. As vezes acho que tu és bom demais pra esse mundo, sabe? Bom demais até pra mim. E mesmo que eu acredite nisso, ainda adoro o privilégio de te ter. Um tanto egoísta talvez, mas eu adoro tanto. Amo tanto. Demorei a me acostumar com a definição de "meu namorado" e com o significado disso tudo, mas hoje só sinto gratidão por ter dito "sim" naquele dia no meu quarto. Te namorar é simples, te amar é ainda mais porque é uma das coisas mais espontâneas que já fiz. Que continue tão leve assim e tão bom ao ponto que fizemos um mês há poucos dias, mas parece que já se passaram tantos anos... Meu deus, eu amo sua inteligência e sua humildade. Amo o jeito como você cozinha com cada detalhe, o olhar concentrado no que tá fazendo. Amo seu sorriso de satisfação quando a receita dá certo. Amo deitar nos seus braços e me esquecer do caos do mundo por um momento. Amo fazer cafuné em você e deslizar os dedos por seu cabelo. Amo passar as unhas pelo seu corpo e beijar sua pele até você se arquear na cama, suspirar e gemer. Amo seus gemidos e amo te deixar excitado. Amo como você consegue ser selvagem comigo e ao mesmo tempo carinhoso... Amo as duas partes e cada momento entre eles. Amo seu corpo e tudo que tem nele, mesmo que tenha partes que você não goste muito. Amo mesmo assim. Amo quando você fica animado e me abraça, me beija e parece que ganhou o mundo. Amo quando você fica feliz e estar feliz. Amo te fazer chorar de felicidade, mas só pra que eu possa beijar suas lágrimas e rir de felicidade com você também. Amo como você cuida e sempre cuidou de mim, mesmo em momentos que nem eu mesma sabia me cuidar direito. Amo sua paciência, sua persistência e sua luta por seus sonhos. Amo seu caráter e sua humanidade tão crua tão alma... Do jeitinho que deve ser sempre. Amo seu senso de justiça e seu amadurecimento ao longo de todos os anos desde que eu te conheci. Amo seus beijos, suas mãos em mim e o jeito como você me segura em seus braços como se eu não pesasse em nada (mesmo eu sabendo que peso e que tu deveria maneirar com isso. Olha a coluna, moço kkk). Amo fazer planos contigo e imaginar futuros... Mesmo que eu não curta muito prever o que vai acontecer. Amo como você sempre consegue me ler e transformar um momento em que eu não tô me sentindo bem. Amo sentir prazer contigo e ter liberdade pra descobrir mais sobre mim e sobre ti nesse processo. Amo que com você eu sou livre e sou eu. E isso é um dos principais fatores pra eu te amar amar e amar ainda mais. Amo tantas outras coisas que nem caberiam aqui, coisas que nem lembro que amo, mas amo. Coisas que nem imaginei.
Amo meu namorado. Amo meu melhor amigo. Amo meu pilar desse ano de terapia e dos próximos que virão sem psico pra me orientar. Amo meu amigo que eu observava nos corredores do colégio. Amo o menino que ainda ia completar 15 quando eu conheci. Amo o homem que você se tornou. Amo o ser humano que você é. Amo você. Seu ser e quem tu és pra mim e para o mundo.
Amo amo amo amo amo amo amo você. E se um dia você sequer esquecer ou duvidar, leia tudo de novo que tá escrito aqui e depois me pergunte. Porque com certeza eu responderei que ainda te amo, independente do rótulo de relacionamento que a gente tiver.
Você é incrível, Mateus.
E só mais uma vez:
Te amo
love you
Ich liebe dich
Je t'aime
Updates:
07.01.2020 - amo te fazer gozar e sentir você se arrepiar. Amo como você se contorce quando minhas unhas passeiam por seu corpo. Amo quando você morde o lábio pra conter o gemido. Amo esses momentos.
11.01.2020 - amo como o dia de hoje se tornou especial e incrível só por você estar nele. É assustador, as vezes. Esse sentimento todo. Hoje me encarei e percebi o quão eu mudei desde agosto pra cá, o quanto nós mudamos juntos. Cada coisinha e detalhe foi tão importante nesse processo, sabe? Antes eu tinha um medo tão grande de admitir isso e demonstrar... Hoje é tudo tão simples e natural pra mim. Amo seu sorriso de canto quando eu começo a te beijar na bochecha e no pescoço. Definitivamente amo fazer isso. Amo e sinto tanto orgulho de ti por cada coisinha e dá vontade de enaltecer sempre todas as suas habilidades incríveis, não só a culinária... Enfim, amo você. Amei hoje. Amo todos os dias.
17.01.2020 - Deixo aqui mais uma vez meu agradecimento por você estar comigo nesse dia. Nem todas as palavras do mundo seriam capaz de resumir tudo que eu senti naquele dia, seja no show, seja na praia ou em qualquer outro momento desse dia. E nenhuma letrinha saberia explicar o meu orgulho por ti, por tanto que tu conquistou. Admito, assim que olhei a minha nota senti vontade de chorar, de me esconder ou de ir pra qualquer lugar. Provavelmente minhas reações seriam exatamente essas em outra ocasião, então agradeço demais todo o apoio e tudo tudinho que você sempre faz por mim. Sabe, independente do que acontecer dia 28, eu tô tão tão tão orgulhosa e tão feliz por ti. Por tudo. Por toda a jornada até aqui. Por nós até. Eu estou escrevendo isso sem saber resultado nenhum, mas eu tenho uma certeza: você vai ser um dos médicos mais incríveis, empáticos, determinados e gentis que esse mundo merece. Eu já amo o médico que você vai se tornar, já amo o profissional que você vai ser e amo ainda mais ver tudo isso acontecer tão de pertinho. Que honra, Mateus. Que honra!
23.01. 2020 - Sinceramente não sei se vou manter isso escrito aqui, mas só pra deixar registrado: amo sua língua. E definitivamente amo sua boca em mim. Foda-se que eu esteja vermelha agora por causa disso kkkk eu tinha que dizer.
28.01.2020 - Amo você por você simplesmente ser você. Amaria de qualquer forma, mesmo que o dia de hoje fosse só um dia normal. Independente se tudo vai dá certo ou dá errado, te amo mesmo assim. Você merece o mundo, amor. Você merece!!
“Em algum momento você vai querer desistir. Você vai ter que escolher, desistir de tudo ou tentar mudar, ser melhor, fazer a vida valer a pena. Você vai ter que decidir se quer continuar e se esforçar para fazer o seu futuro ser diferente, melhor ou então esquecer todos os seus planos, todos os seus sonhos. Você tem curiosidade? Quer saber como vai ser o seu futuro? Então não desista, seja uma pessoa curiosa. Mas também seja uma pessoa determinada, faça aquilo que lhe assusta, enfrente seus medos e não deixe ninguém te deixar para baixo. Seja forte e não desista.”
— Emotizar.
Ter alta da terapia é como largar as muletas. É como se você tivesse tido um contratempo na jornada com consequências visíveis (como uma perna quebrada) e o psicólogo fosse o seu fisioterapeuta a fim de ajudar na recuperação dos movimentos. No começo, é difícil: o machucado dói e mexer nele machuca. As vezes temos vários machucados que nem sabemos que existiam, mas já estavam ali antes, crescendo com você. Porém, aos poucos, começa a ficar mais fácil, você e sua terapeuta/fisioterapeuta constroem um ritmo, descobrem as origens das dores e aí começa a ver o poder do seu corpo (e da sua mente) para visualizar essas raízes e controlar essa dor. Só assim as feridas começam a cicatrizar. Tem alguns momentos que você força demais, a perna volta a doer, os movimentos parecem cessar e toda a dor que você sanou parece voltar com tudo. Até mesmo os processos de cicatrização tem recaídas e momentos de descuidado em que você sem querer bate o machucado naquele canto que dói, fazem você se sentir péssimo. Você pensa que não vai conseguir, que não adiantou de nada tudo que você fez até ali. Até sua fisio/psico olhar pra você e mostrar que a jornada é longa, mas ainda tá ali e não é uma mera recaída que vai fazer você desmoronar de novo. E aí você começa a compreender sua própria força e não tem nada mais que importante que isso.
Ter alta da terapia é o momento em que você percebe que a dor na perna melhorou, os movimentos voltaram e a muleta (que você antes tanto precisava) agora já não serve mais. Então chega a hora das despedidas porque o trabalho da psicóloga/fisioterapeuta ali já está feito: você já voltou a caminhar com suas próprias pernas sem suporte algum. A sensação de liberdade, felicidade e alívio vem no peito como uma enxurrada, você quer rir e chorar ao mesmo tempo, quer abraçar aquele profissional e colocá-lo em um potinho de tão grata que você se sente. As lágrimas vem junto com o sorriso, mas além disso vem um pouquinho de medo do desconhecido e do velho. Um medo da vida sem muletas que você há tanto tempo não encarava.
É aquele momento em que você começa a testar suas pernas de novo, a pular degraus pra ver se os joelhos suportam, a cruzar ruas que antes você nem mesmo teria coragem. E só ali você vê que o medo faz parte (a ansiedade também), mas que você realmente está pronta e forte pra encarar a vida de novo.
“Sei que todos nós somos obrigados a passar por diversas dificuldades durante a vida. Sei que muitas vezes achamos que não vamos suportar a perda, o fracasso, a decepção, o sofrimento. Sei que as vezes parece impossível seguir em frente. Mas nós conseguimos, porque apesar dos momentos de fraqueza, somos mais fortes do que acreditamos ser. Não permita que as dificuldades obscureça seus sonhos, seus planos, seus sentimentos, sua vontade de amar, sua vontade de viver. Não permita que as lembranças do passado te faça parar de viver o presente, e temer o futuro. Também não tente esconder o que sente, permita-se chorar, ficar triste, ficar bravo, sorrir, se apaixonar, ser feliz. Permita-se sentir.”
— Christiellen Pinto, Elucubrar em Palavras Escolhidas.
Você vai chegar lá, você vai terminar sua faculdade e vai se destacar muitão… confia no pai
“Querida ansiedade, não me torture. Apenas, me deixe viver.”
— Clamaste.
Vamos todos pedir perdão pra nós mesmos por nossos próprios pecados?
Por favor
Como é ter depressão e ansiedade ao mesmo tempo.
- Não aguentar a ideia de tirar nota baixa em um prova mas não ter energia para estudar.
- Ficar incomodado com a bagunça mas olhar e pensar “amanhã arrumo”.
- Fazer listas e listas com os afazeres mas no fundo saber que nunca fará as coisas de fato.
- Ter medo que as pessoas em sua volta se cansem e acabem indo embora, e a ansiedade sussurrar no seu ouvido que eles deveriam ir por merecerem algo melhor.
- Medo de ficar sozinho mas acidentalmente se isolar.
- Dormir demais ou não dormir nada.
- Ignorar mensagens e recusar convites mas ficar triste quando as mensagens e os convites não vem.
- Precisar fazer tudo mas não conseguir fazer nada.
- Sentir coisas demais ou não sentir coisa alguma.
É horrível
É pior que horrível
É horrível. Pior é não conseguir compartilhar isso com quem está a sua volta. Eu não me ajudo,eles não me ajudam.
Isso não é viver. Eu não aguento mais. Mas ao mesmo tempo não consigo fazer nada pra melhorar.
Apesar do fardo e das dificuldades, existem “anjos” que podem ajudar, sempre há saída. A vida vale a pena e deve ser vivida com bons sentimentos por mais complicado que isso pareça.
Quando coisas ruins acontecem, é de repente, sem aviso. Raramente conseguimos ver a catástrofe se aproximando. Não importa o quanto nos preparemos bem para ela. Damos o nosso melhor mas às vezes não é o suficiente. Atamos o cinto de segurança, colocamos o capacete, andamos por caminhos iluminados. Tentamos ficar seguros. Tentamos tanto nos proteger, mas não faz a menor diferença, porque quando coisas ruins acontecem, elas vêm do nada. Coisas ruins vêm de repente, sem avisos, mas nos esquecemos que, às vezes, é assim que as coisas boas acontecem também. Parte 2 de tqent
Grey’s Anatomy. (via confessarte)
Sem palavras para títulos
Com o olhar fixo em seus olhos cinzentos eu sorri e desci meus olhos para fitar descaradamente sua boca avermelhada. Meus dedos tocaram sua cintura, uma mão perto de sua costela, outra trazendo o seu quadril pra mais perto de mim e ali, com os olhos fixos em sua boca eu me senti um maldito sortudo do caralho. Por estar com ela. Por tê-la comigo. Por realmente amar e ficar louco, insano, descontrolado de paixão por Anna Clara Bennet.
Eu tomei seu lábio superior vagarosamente como um sopro, uma lembrança do primeiro beijo naquela praça de esquina. Eu desci pro seu lábio inferior com lentidão, desfrutando do breve suspiro de sua boca aberta, esperando por mim. Pela minha própria boca.
Mas, porra, quando finalmente minha língua invadiu a carne quente dos seus lábios e eu mergulhei completamente nela, eu me senti perdido. Perdidamente louco. Mais uma vez: por ela. O gosto leve de morango, a língua ousada brincando comigo, os suspiros, a respiração descompassada e o sorriso que ela queria dar... Tudo me deixava louco.
Pois sim, eu podia ser o caralho de um nadador estudantil, metido a dançarino, idiota em certos momentos, maluco em outros... Mas, mesmo com todos os defeitos que eu tinha e todos as qualidades que eu não tinha... Ah, apesar de tudo isso, eu amava inespedamente e desesperadamente Anna Clara Bennet.
Anna.
A minha Branca de Neve desse maldito caçador.