"That’s what people never understand: They see us hard little pretty things, brightly lacquered and sequin-studded, and they laugh, they mock, they arouse themselves. They miss everything. You see, these glitters and sparkle dusts and magicks? It’s war paint, it’s feather and claws, it’s blood sacrifice."
Name: Victoire Aurora Delacour Weasley.
Place of birth: Cornwall, Inglaterra.
Age: Vinte e quatro anos.
Breed: Bruxa e 1/8 veela.
Blood status: Halfblood.
Occupation: Healer do Departamento de Research and Development de St. Mungo’s.
Wand: Abeto vermelho, 28 cm, flexível. Núcleo formado por fio da cauda de unicórnio.
FC: Lily James.
Player: May.
Victoire, french for “victory”. Uma garota nascida com um túmulo atrás de si e uma tragédia sobre sua cabeça. Todo aniversário era igual: um refrão de bons desejos e melancolia. O luto nunca nos deixa, e Victoire sabe isso melhor do que todos, já que viu a prova nos rostos de seus familiares. Guerra é algo que ela não entende, mas tristeza – a tristeza, ela reconhece. Para alguém com um nome tão brilhante (victoire pela vitória da guerra, aurora pelo nascer do sol após a noite de batalha), seu nascimento foi marcado com sombras. Mas Victoire não é nada além de adaptável, sempre com o coração nas estrelas, o sol nascendo no horizonte, a luz no fim do túnel. Não conseguiu curar sua família sozinha, não conseguiu arrumar a melancolia que sempre se fazia presente em seus aniversários, mas o que podia fazer era sonhar – e assim o fez.
A vitória é diferente para cada um. Para alguns, pode ser simplesmente sorrir após a guerra. Para Victoire, é alcançar as estrelas na escuridão da noite.
Durante toda sua vida, Victoire esteve pronta para o “amanhã”. Um novo nascer do sol, um novo dia. Quando o sol nasceu, ela também. Fleur costumava dizer que a nomearam Victoire Aurora porque seu nascimento foi no mesmo dia da vitória da Batalha de Hogwarts e também marca o começo de uma nova era. Vic acha isso um pouco pretencioso e muito de contos de fadas, mas é o que é. Ainda que não seja uma pessoa que gosta muito de manhãs – ela prefere assistir ao pôr do sol na praia do que acordar durante a madrugada para ver o sol nascer – Victoire sempre aprecia o nascer do sol pelo que é: um novo desafio e um começo.
Victoire sempre gostou de atingir os próprios objetivos do que os objetivos que outros determinavam para ela. Sabe como trabalhar de maneira eficiente e efetiva, como chegar aonde quer de onde está. Por maior que sejam seus sonhos, ela continua prática o suficiente para manter a cabeça fora das nuvens e os pés no chão. Orgulha-se do seu pragmatismo e sempre mantém seus horários e to-do lists. Alguns podem dizer que ela é organizada demais, mas Vic é da opinião que não há nada impossível de resolver que não esteja organizado por cores.
Crescer em uma grande família tem suas vantagens e desvantagens. Victoire ama todos seus familiares, claro, seus tios e tias e primos, da Inglaterra até a França e além. Tenta comparecer a todas as reuniões familiares, todo brunch de Domingo no Burrow, todo aniversário que consegue ir. Seus pais sempre lhe disseram como família é importante e, considerando como os Weasleys ficaram após a guerra e quanta luz o nascimento de Vic trouxe à família, a mais velha sabe como é importante para seus avós que ela e as outras crianças fossem visitá-los. Ainda assim, estaria mentindo se dissesse que não prefere passar o tempo quieta no conforto do Chalé das Conchas com apenas seus pais e irmãos ao invés d’A Toca Barulhenta. Durante sua infância, o Chalé era seu lugar seguro, para onde poderia voltar se as coisas ficassem loucas demais em Hogwarts ou em qualquer outro lugar.
Entre Dominique e Louis, seu coração está bem cheio, mas, como sempre dizem, sempre cabe mais um e há um lugarzinho para todos de sua família. Os três Delacour-Weasley, apesar das diferenças de idade, sempre foram muito próximos. Por mais que Vic às vezes ficasse overwhelmed com trabalhos de Hogwarts, deixaria tudo para trás por eles sem pensar duas vezes, como sabe que fariam o mesmo por ela - não significa que não tenha relacionamentos próximos também com seus primos e amigos, porque família sempre foi a parte mais importante de sua vida com os Weasleys. E a verdade é que Vic sonha em ter sua própria família um dia, mas vê como um ponto longe no horizonte de seu futuro – não até achar alguém que realmente ame, não até chegar no topo de sua carreira e conquistar tudo que sempre quis.
Em seu décimo primeiro aniversário, Victoire recebeu duas cartas – uma de Beauxbatons e uma de Hogwarts. Não demorou muito para decidir que queria ir para a Escola de Magia e Bruxaria de Hogwarts, já que era lá que seus primos estudariam e, mais importante, era lá que Teddy Lupin estava já há um ano. Então lá foi ela em Setembro, sentando-se temerosa no banquinho com o grande Chapéu Seletor tocando-lhe os fios loiros herdados de sua mãe, e todos se surpreenderam quando a Weasley foi declarada uma Ravenclaw.
Com a quantidade de ambição que tem, o Chapéu poderia ter considerado mandá-la para a Slytherin, mas tempera a ambição com sabedoria da Ravenclaw e a bravura e idealismo herdados de gerações de Weasleys na Gryffindor. Quer ser reconhecida por suas conquistas e fazer grandes coisas, certamente, mas também quer ajudar o mundo a ser um lugar melhor, independente se a jornada para isso for assustadora ou não. Não significa que sua ambição não lhe tire o melhor às vezes – por mais que tente arranjar tempo para sua família e amigos, às vezes se vê presa em meio a grandes ideias, esquece de ligar de volta ou de responder cartas em um tempo aceitável. Os mais próximos a ela sabem que não é por mal, mas pode ser frustrante vê-la se perder em meio a seu trabalho.
Observe Victoire caminhando pelos corredores de Hogwarts com os seus trejeitos clássicos e polidos, uma aura quase em tom político a envolvendo com naturalidade. Como grande admiradora da época vitoriana, ela caminhava como se estivesse portando crinolina sob o uniforme azul e bronze, sempre com uma postura elegante e discreta, munindo-se de sua boa oratória e aquele constante ar de leveza e organização. Quase nunca levantava a voz ou se expunha negativamente, sorria como se realmente lhe interessasse todas as opiniões de qualquer um, olhava fixamente, era ponderada e meticulosa, ainda que constantemente envolvida em uma camada de mistério onde quase não era possível perceber se as coisas que falava eram provenientes de uma opinião genuína, ou se expressavam apenas o que era apropriado dizer.
Vic era especialmente uma jovem metódica e extremamente preocupada com sua sagrada rotina, herança da criação de sua mãe no Chalé das Conchas. Se alguém prestasse atenção, perceberia como ela organizava meticulosamente sua área no dormitório, passava minuciosamente sua própria roupa de cama, preparava diariamente chá para si – de jasmim nos dias ímpares ou flor de alfazema nos dias pares –, certificava-se que seus artefatos estavam ordenados de acordo com um padrão estabelecido a priori – seja por cores, numeração ou letra. Nada nela parecia sair do tom.
Até que, de alguma forma, um garoto de cabelos azuis e bubbly personality entrou no seu mundo. Não apenas entrar no sentido de fazer parte, mas sim de causar um efeito positivo na mais velha dos Weasley. Teddy conseguiu tirá-la de sua concha (concha, ironicamente) e o que saiu de lá foi uma Victoire que sequer lembrava a garota que era nos dois primeiros anos em Hogwarts.
Não se sabe exatamente quando foi a mudança, já que esta foi gradual. Mas, aos poucos, Victoire Weasley parou de se importar com o que pensavam dela. Às vezes pintava o cabelo de azul para acompanhar Teddy – e no dia seguinte, já era possível ver algumas outras garotas com os fios na cor celeste. Os chás meticulosamente preparados foram resumidos a apenas um, seu preferido, de jasmim, acompanhando o chocolate quente de Teddy. Ainda se importava bastante com sua aparência, mas foi deixando a postura de lado, sendo vista várias vezes rindo e dançando alegre pelos corredores. Mantinha a educação francesa proveniente de Fleur, continuava escolhendo cuidadosamente as palavras para não magoar as pessoas ao seu redor, mas desta vez ouvia opiniões, expressava seu ponto de vista, defendia as coisas em que acreditava – mas, veja bem, há um limiar entre defender e impor, e este se chama respeito, algo que a Weasley tem de sobra.
Graduou-se no sétimo ano com notas invejáveis, recomendações de professores e um namorado que a apoiava em tudo que queria. Não tardou a conseguir um estágio no Hospital de St. Mungo’s justamente na área em que mais almejava uma carreira: pesquisa e desenvolvimento. E tinha Teddy, a quem amava acima de tudo e todos. Até que um anel e uma proposta foram suficientes para assustar a mais velha dos Weasley. Vic queria uma família, sim, mas antes de tudo queria construir uma carreira, uma vida fora de Hogwarts e era simplesmente cedo demais para aquilo. Não havia maneira tranquila de negar um pedido de casamento de seu namorado de anos, não havia como fazê-lo entender que ela queria casar, sim, mas não agora, não tão cedo. Portanto, uniu o que seria bom para os dois e para sua carreira e aceitou uma proposta – viajaria por alguns hospitais do mundo, ficando seis meses em cada um, no setor de Pesquisa, para aprender novas técnicas, feitiços, poções que ajudariam também a comunidade bruxa do St. Mungo’s.