Miudezas Gigantes
seu cafuné sua conversa ao pé do ouvido pra mim tudo é tão gigante até quando desenha um coração com seus dedos no meu corpo e me engana nos domingos vazios que é tão cheio tão sincero e eu sinto falta desta nostalgia antecipada.
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Miudezas Gigantes
seu cafuné sua conversa ao pé do ouvido pra mim tudo é tão gigante até quando desenha um coração com seus dedos no meu corpo e me engana nos domingos vazios que é tão cheio tão sincero e eu sinto falta desta nostalgia antecipada.
Sinestesia
o sol do verão caía como uma luz suave e delicada macia aveludada minha pele aguçada nessa sensação que tateia meus seios -despidos e minha pele arrepia desprevenido meus âmagos sucumbiam num só estímulo.
eu não sorrio sou mar.
EXÍLIO
dou tantas voltas envolta desse mundo a caminhar continuo perambulante e não descanso um sequer segundo buscando não sei o que pra onde a brisa me levar ouvindo minha respiração e sentir minha pulsação onde jazz meu coração.
DOCE CAOS moreno te encontrei te reencontrei lembras daquele dia? daquela foto? você me pareceu camarada sua camisa azul combinava com seus olhos que combinava com o meu sorriso me apaixonei mas você desapareceu a procura de ti fiquei estive olhando essa fotografia de anos atrás e encontrei meu sorriso dessa tarde.
meu verso é manso é um gato miando é sua voz me chamando o movimento de um balanço eis que me lanço aos teus braços ao teu laço ao que me liga a você. a.
ciranda roda volta e meia me assola ciranda gira no rodapé do muro que separa tua mão da minha ando tão romancista tudo em volta se torna hipérbole eis que encontro você que me arranca um sorriso porém lembro que é uma desgraça viver nesse singular se o que mais quero é te chamar de lar.
a.
bebo da tua ausência todas as noites perfuro meu peito com nossas fotos e desde então me alimento de poemas como se fossem feitos de carne na qual quero me engasgar e vomitar todas as lembranças e seu beijos que um dia me dera. a.
17 de abril sou sua minha e sua já fui mais minha hoje sou muito sua já fui tao minha quanto sua e tão sua quanto minha já fui egoísta mas quando se trata de você sou altruísta. a.
no meu corpo bate um coração que não mente naquela expectativa que engole a mulher espero até quando você vier. esperando, até quando não mais der.
a.
em cima da árvore o vento vai tentar te derrubar derrubar teu ninho teus filhotes teu lar mas a vida é como um par de asas você decide se cai ou se voa desabroche faça acontecer a cura da vida é viver.
a.
e quanto mais estou no escuro nesse breu mas quero tocar o céu.
a.
observe, lolita a prosa não fala a prosa grita deixa escorrer as palavras como todo líquido dentro d'um jarro sua escrita é um precipício que te jogarás ao abismo tecendo camuflar nessa tenebrosidade que hoje não vives, apenas sonhas.
olhe lolita, a poesia é bonita ela não engana nem se arrepende ela só faz enxergar o quão ainda sente.
não te entristece, lolita depois do vendaval lá está está a tua calma tua cura o teu sossêgo pois a vida é um par de asas voa e te liberta.
a.
estou vestindo poemas mas minha alma é completamente nua.
a.
me tornei cinza virei pó pó e cia poesia.
a.
amanheci na janela só pra te ver passar do outro lado da rua.
a.
tomei uma dose de você fiquei de bom-amor.
a.