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Pois o belo muda, o saber muda, a inteligência muda, a medida muda. Mas o desejo é inalterável.
Rubem Fonseca
Te empresto minha neblina Vamos nos espalhar sem linhas Ver o mundo girar de cima No tempo da preguiça
Pra que eu fotografe assim meu verdadeiro abrigo. Deixa a luz do quarto acesa, a porta entreaberta. Só na minha voz não mexa, eu mesmo silencio. Deixa o coração falar o que eu calei um dia. A casa sem barulho achando que ainda é cedo. Deixa tudo que lembrar, eu finjo que esqueço. Deixa o que não for urgente que eu ainda preciso. Deixa ali teu endereço qualquer coisa aviso. Deixa o que fingiu levar, mas deixou de surpresa. Deixa eu enfrentar a insônia como gente grande. Deixa ao menos uma vez eu fingir que consigo. Deixa a minha insanidade é tudo que me resta. E eu por à prova toda minha resistência. Deixa eu confessar meu medo do claro e do escuro. Deixa eu contar que era farsa minha voz tranquila. Deixa eu sonhar que você não tem nenhuma pressa. Deixa de sofisma e vamos ao que interessa. Deixa tudo que eu não disse mas você sabia. Deixa o que você calou e eu tanto precisava.
MONTENEGRO, Oswaldo.
A gente não tem como saber se vai dar certo. Talvez, lá adiante, haja uma mesa num restaurante, onde você mexerá o suco com o canudo, enquanto eu quebro uns palitos sobre o prato — pequenas atividades à s quais nos dedicaremos com inútil afinco, adiando o momento de dizer o que deve ser dito. Talvez, lá adiante: mas entre o silêncio que pode estar nos esperando então e o presente — você acabou de sair da minha casa, seu cheiro ainda surge vez ou outra pelo quarto –, quem sabe não seremos felizes? Entre a concretude do beijo de cinco minutos atrás e a premonição do canudo girando no copo pode caber uma vida inteira. Ou duas. Passos improvisados de tango e risadas, no corredor do meu apartamento. Uma festa cheia de amigos queridos, celebrando alguma coisa que não saberemos direito o que é, mas que deve ser celebrada. Abraços, borrachudos, a primeira visão de seu necessaire (para que tanto creme, meu Deus?!), respirações ofegantes, camarões, cafunés, banhos de mar – você me agarrando com as pernas e tapando o nariz, enquanto subimos e descemos com as ondas — mãos dadas no cinema, uma poltrona verde e gorda comprada num antiquário, um tatu bola na grama de um sÃtio, algumas cidades domesticadas sob nossos pés, postais pregados com tachinhas no mural da cozinha e garrafas vazias num canto da área de serviço. Então, numa manhã, enquanto leio o jornal, te verei escovando os dentes e andando pela casa, dessa maneira aplicada e displicente que você tem de escovar os dentes e andar ao mesmo tempo e saberei, com a grandiosa certeza que surge das pequenas descobertas, que sou feliz. Talvez, céus nublados e pancadas esparsas nos esperem mais adiante. Silêncios onde deveria haver palavras, palavras onde poderia haver carinho, batidas de frente, gritos até. Depois faremos as pazes. Ou não? Tudo que sabemos agora é que eu te quero, você me quer e temos todo o tempo e o espaço diante de nossos narizes para fazer disso o melhor que pudermos. Se tivermos cuidado e sorte – sobretudo, talvez, sorte — quem sabe, dê certo? Não é fácil. Tampouco impossÃvel. E se existe essa centelha quase palpável, essa esperança intensa que chamamos de amor, então não há nada mais sensato a fazer do que soltarmos as mãos dos trapézios, perdermos a frágil segurança de nossas solidões e nos enlaçarmos em pleno ar. Talvez nos esborrachemos. Talvez saiamos voando. Não temos como saber se vai dar certo — o verdadeiro encontro só se dá ao tirarmos os pés do chão —, mas a vida não tem nenhum sentido se não for para dar o salto.
O Salto, Antônio Prata (via cantinhodalma)
"Não tem nada não, o pensamento marca a história pela canção (...) Sempre os mesmos e nunca mudando, estranhos se tornam melhores amigos; melhores amigos se tornam estranhos. Sem conceito não se pede a paz. O tempo corre, eu corro atrás."
"Nem palavras conseguem mais amenizar. E a saudade é capaz de me enlouquecer..." — Qualquer Lugar, Daniel Chaudon.
Ele quis lhe pedir pra ficar; de nada ia adiantar. Quis lhe prometer melhorar, e quem iria acreditar? Ela não precisa mais de você, sempre o último a saber.Ele quis lhe pedir pra ficar; de nada ia adiantar. Quis lhe prometer melhorar, e quem iria acreditar? Ela não precisa mais de você, sempre o último a saber. — Ela Disse Adeus, Paralamas do Sucesso.