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@yucklis
você não é o que fizeram com você. se perdoe.
“Um pedacinho da gente sempre fica no outro que vai embora.”
— Pedro Pinheiro.
“É tão gostoso ir dormir com a consciência tranquila, né? A gente coloca a cabeça no travesseiro e a mente até agradece por aquela paz.”
— Pedro Pinheiro.
“Ás vezes é preciso dar um passo atrás, para seguir em frente.”
— Então vá em frente, diga adeus
“Mas com você foi diferente, foi de coração, de alma limpa. Você foi a primeira pessoa que eu consegui olhar com os olhos do coração. Eu te amei, sem perceber, porque antes de chegar na minha mente, já tinha chegado ao coração. Te amei pelos seus erros, suas fraquezas, suas quedas, dores, tristezas, incapacidades e medos. Te amei porque assim como eu você tinha defeitos, manias. Te amei pelo bem que você me causava mesmo sem saber, te amei por tudo que você me fazia sentir, pelos sorrisos involuntários, pelas madrugadas cheias de risos bobos, pelas músicas mal cantadas e pelo fato de você conseguir me ter sem me tocar. Eu te amei, porque antes de morar no coração, você já morava nos meus pensamentos, porque eu percebi que cada momento contigo, não era só um momento, mas sim uma memória linda, eu te amei por isso e por muito mais, te amei porque sem saber meu coração já precisava de você e eu também, te amei sem pensar, te amei por simplesmente amar.”
— 27 de maio de 2011.
“Amar grande é gastar reservas e ainda assim ter coragem pra dar o que não se tem. Amar grande é ter vertigem no chão mas sentir um chamado pra voar. Amar grande é essa fome enjoada ou esse enjôo faminto. É o soco do bem na barriga. É mostrar os dentes pra se defender mas acaba em sorriso. É o sal que carrego no fundo falso da bolsa pra quando eu não aguentar a vida. É o açúcar que carrego junto. É tudo que pode sair do controle. É meu corpo caindo. E as almofadas de várias cores pra me dizer que pode dar certo. É o desespero aconchegante.”
— Tati Bernardi.
Pânico. Medo. Falta de ar. Sensação de morte. Foi isso que eu senti quando me perdi. Quando tudo que sentia era a falta de mim e o excesso dos outros. Essa dor que faz parte de mim e eu jamais entendi o porquê, antes de quase me perder, é claro. E agora, tenho lutado constantemente para me encontrar. Esquecer que as pessoas, por mais confusas ou perdidas, podem cuidar de si mesmas. Estou tendo que aprender a me priorizar, porque jamais fiz isso. E entender que por mais empática que eu seja, por mais que eu tenha usado o meu tempo para ajudar os outros, não devo esperar que façam o mesmo por mim. Até porque não fiz esperando nada em troca. E sim porque essa já é uma característica da minha personalidade: enxergar nas pessoas o que elas fingem não ver, me preocupando demais em tirá-las do precipício e quando me dei conta, era eu quem estava no fundo do buraco. Talvez esse tenha sido o momento que me perdi. Apavorado. Totalmente lúcido desejando que tudo aquilo fosse um pesadelo. Mas não era. Era o escuro. Um dos lugares mais sombrios que já tive o desprazer de visitar. Lá, o vento corta. O frio machuca. A solidão aperta. Você grita. Só existe uma única voz presente nessa escuridão: O eco. E você a escuta lentamente vindo lá do fundo. São os resquícios da sua própria corda vocal. Nesse exato instante, você descobre que está sozinho. Não há ninguém para retribuir tantas ações boas que um dia você já fez. Você começa a questionar a existência da divindade e ao mesmo tempo vários questionamentos inundam a sua mente: Porque eu? Porque comigo? O que eu fiz para merecer isso?. Silêncio total. Ninguém vai te responder. Porque a resposta que você procura, só aparece depois de enfrentar tudo isso, e ela é única e absoluta: Você esqueceu de se amar. Viveu pelos outros e anulou sua existência: Esqueceu de viver por você. Esse foi o choque final. Foi ali, sozinho, abandonado, no frio, no escuro, com pensamentos mórbidos, que tomei a maior atitude da minha vida: Olhei pra cima. O fundo não parecia mais tão fundo. O clarão da luz tomou conta do escuro. A visão foi se tornando nítida novamente. Tudo estava mais transparente. Eu enxergava de novo. Eu havia me encontrado. Um filme começou a rodar na minha cabeça em ordem cronológica: Da minha queda ao meu renascimento. Dei pause. Refleti sobre ele e um desejo me consumiu por dentro. Era a minha hora de viver. Play. Pedro Pinheiro e Milena Borges.
e de repente não havia mais nada para ser dito. o silêncio, é o fim. céu de júpiter
eu me costuro nas tuas entranhas, na esperança de que pelo amor ou pela dor, eu faça parte de ti. constelismos
aprender a cuidar da minha dor primeiro.
“Que triste a troca de olhares entre dois desconhecidos que se conheciam tão bem.”
— Marcos Filipe.