speak now (taylor’s version) by taylor swift 💜
Antes de iniciar essa review, tenho alguns pontos a esclarecer. Eu sou fã da Taylor desde meados de 2013~2014, quando o clipe de I Knew You Were Trouble passava na Mix TV, roubando minha atenção até me consolidar como fã em 2014 — com consciência e sabendo o que era ser fã —. Acompanhar a 1989 World Tour via links que a Taylor Nation derrubava, baixar o reputation em site russo e tudo isso. É muito difícil não ser meio “clubista” ou muito fã quando se trata de alguns artistas e esses, eu tendo de evitar trazer para o blog, apenas surto em tempo real no meu Twitter e nada demais. Ocorre com a Taylor, com o Girls’ Generation, o aespa...
Porém, com esse álbum em específico, eu não poderia deixar passar batido. O Speak Now sempre foi um dos meus álbuns favoritos. Por ele ser jovem, idealista, todo poético com letras amorosas, como Enchanted e Ours, as quais eu já gritei do fundo do meu coração de madrugada imaginando sobre o amor, Last Kiss ou Back to December que me fizeram chorar quando eu já estava triste. Até as menos queridas como Innocent e Never Grow Up geram uma autorreflexão e me fazem pensar muito sobre a vida. Talvez seja isso que encante em Taylor Swift: a sua sinceridade. E em Speak Now, ela está em seu ápice. Talvez seja por isso que ele sempre me enfeitiçou e sempre fez parte da minha lista de álbuns favoritos, mesmo que eu não escutasse/escute frequentemente, ele sempre tem — e sempre terá — seu lugarzinho guardado no meu coração (com a lenda folklore e agora o novato Midnights —outro que eu não fiz review para não ser clubista, mas poderia, pois, muitas coisas me deixaram imensamente chocado).
Com essa introdução clubista, vamos à review do álbum o qual não darei nota — exceto pelas novas faixas — com uma review nem um pouco fanática e emocionada por estar escutando algumas das minhas faixas favoritas com a voz madura de Taylor Swift.
💜 data de lançamento: 7 de julho de 2023.
💜 produzido por: Taylor Swift, Christopher Rowe, Aaron Dessner, Jack Antonoff.
💜 faixas:
1. Mine (Taylor’s Version)
2. Sparks Fly (Taylor’s Version)
3. Back to December (Taylor’s Version)
4. Speak Now (Taylor’s Version)
5. Dear John (Taylor’s Version)
6. Mean (Taylor’s Version)
7. The Story of Us (Taylor’s Version)
8. Never Grow Up (Taylor’s Version)
9. Enchanted (Taylor’s Version)
10. Better Than Revenge (Taylor’s Version)
11. Innocent (Taylor’s Version)
12. Haunted (Taylor’s Version)
13. Last Kiss (Taylor’s Version)
14. Long Live (Taylor’s Version)
15. Ours (Taylor’s Version)
16. Superman (Taylor’s Version)
17. Electric Touch (Taylor’s Version) (From the Vault) (feat. Fall Out Boy)
18. When Emma Falls in Love (Taylor’s Version) (From the Vault)
19. I Can See You (Taylor’s Version) (From the Vault)
20. Castles Crumbling (Taylor’s Version) (From the Vault) (feat. Hayley Williams)
21. Foolish One (Taylor’s Version) (From the Vault)
22. Timeless (Taylor’s Version) (From the Vault)
(Taylor Swift em foto promocional para seu álbum, Speak Now (Taylor’s Version), foto por Beth Garrabrant. Reprodução, ©Taylor Swift.)
Introduzindo brevemente, Speak Now (Taylor’s Version) é o terceiro álbum de estúdio e terceiro a ser regravado pela cantora americana Taylor Swift, uma das maiores sensações da música pop atual. Foi originalmente lançado em 2010, com 14 faixas inéditas a princípio, recebendo depois uma versão de luxo com mais três faixas — incluindo If This Was a Movie que foi retirada do Taylor’s Version por algo que falarei em breve — e algumas versões acústicas. Speak Now é um projeto composto apenas por Taylor Swift, dos pés à cabeça, na verdade, dos pés à If This Was a Movie que é escrita com Martin Johnson — sendo esse o motivo pelo qual ela foi chutada da versão Taylor’s Version, servindo como um lançamento do álbum anterior, Fearless (Taylor’s Version) —. O álbum surgiu em um período catártico da vida de Swift, e a mesma descreve como “(...) as canções que surgiram dessa época da minha vida foram marcadas por sua honestidade brutal, confissões de diário não filtradas e melancolia selvagem.”
O álbum abre com Mine, continuando na sonoridade country pop pela qual a cantora era conhecida na época. Foi o primeiro single do álbum. É uma faixa bem fofinha. Porém, preciso ressaltar que a produção original do álbum é um completo caos, principalmente no refrão. Uma cacofonia onde não se conseguia distinguir absolutamente nada e eu achava impossível ouvir no máximo — sendo que eu AMO ouvir músicas no máximo —, mas felizmente, Swift deu um jeito nisso. Mine está ainda mais fofa, o instrumental delicado e com algumas diferenças no final, comparado à original. Nada que não me fizesse feliz, pelo contrário, me fizeram até chorar.
O mesmo ocorre em Sparks Fly, segunda faixa do álbum e quinto single do álbum, continuando com o country pop e com uns aspectos de rock que são bem agradáveis. Nessa faixa, foi onde eu percebi ainda mais a produção polida da nova versão. Pude admirar a voz madura comparada à voz de adolescente da versão original e o refrão — que havia toda aquela explosão caótica — foi amenizada de tal forma que eu jamais poderia esperar. Há um homem fazendo backing vocal e harmonias com ela, porém, não sei quem é — suspeito que possa ser Christopher Rowe, produtor do álbum, ou até Jack Antonoff — que dá uma ênfase ao canto de Swift, ficando a coisa mais bela do mundo.
Back to December foi uma surpresa muito positiva para mim, tendo em vista que essa é uma das minhas favoritas do álbum. O segundo single do álbum é uma balada country pop sobre pedir perdão. A harmonia entre a voz de Swift e o cantor misterioso dá todo um charme para a produção, com as adições ao instrumental que gradualmente me faziam sorrir — mais cordas no segundo verso da canção, detalhes como barulhinhos de sino — que eu só pude perceber graças à produção impecável e limpa do álbum. O segundo refrão, é ainda melhor, a música cresce e torna ainda mais dramática enquanto Swift declama o refrão, rápido e suplicante, até desaguar no final incrível. Impecável, parecendo que jamais foi regravada.
Eu estava com um leve medo de Speak Now, pois, essa era a faixa que eu mais conseguia perceber a vozinha de adolescente da Taylor. Porém, fui surpreendido — especialmente no refrão — quando a voz adolescente ressoou em meus ouvidos, quase soando como a original. No refrão, parece que a versão original se sobrepõe à antiga, de uma forma incrível e que me deixou bem emotivo. Outros detalhes como o bendito sino voltaram, algumas palminhas na ponte/último refrão, ecos em algumas frases que me deixaram muito feliz. Essa foi uma das músicas que eu fiquei mais alegre em escutar porque eu senti uma enorme diferença comparada à original.
Em Dear John, ainda abalado pela faixa anterior e por não gostar muito dessa faixa, não percebi muitas coisas. O refrão ficou polido demais, o que me causou estranheza, mas assim como todas as faixas, ela incrementou uns acordes de baixo e guitarra que ficaram incríveis. Um piano delicado no segundo refrão captou minha atenção — não me lembro se tinha na versão original — e alguns sons etéreos que eu achei muito fofo. Dear John foi um enorme upgrade para mim que não gostava muito da música, imagina para quem já gostava, né!
(Taylor Swift em foto promocional para seu álbum, Speak Now (Taylor’s Version), foto por Beth Garrabrant. Reprodução, ©Taylor Swift.)
Quando o banjo de Mean — terceiro single da era original, que conquistou dois Grammys —, se iniciou eu quis levantar de minha cadeira e dançar, mas eu não pude por ser uma hora da manhã — inclusive, essa é a resenha mais rápida que eu já escrevi por estar completamente eufórico com esse álbum, às 4 da manhã kkkk — enquanto sentia que, apesar de ter mais elementos country, a música estava menos “caipira”. Ela mudou o instrumental da ponte, adicionando um dedilhado de violão repentino que acompanha a voz dela e que me fez ficar “Ué? Que isso?”, mas nada demais. O último refrão dessa canção é uma coisa a se notar pelos backing vocals e harmonias estarem extremamente bonitos, coisa que eu amo reparar enquanto escuto uma boa música.
The Story of Us — quarto single do álbum — foi minha maior surpresa. Eu já estava levemente ansioso com essa por ela ter uma sonoridade pop-rock que destoa um pouco do álbum. Contudo, quando ela iniciou, fui surpreendido pela guitarra e o que Taylor fez nessa música. A música está completamente diferente, se tornando um pop-rock que facilmente alguma banda dos anos 2000 cantaria, com um solo de guitarra delicioso. Uma das mais bem repaginadas que as músicas desse álbum sofreram, sem dúvidas.
Never Grow Up é um tópico sensível para mim, e em quase todo álbum da Taylor, eu tenho uma música assim. Sweet Nothing no Midnights, invisible string no folklore e por aí vai… Por mais que muitos não gostem dessa, eu amo e a letra me toca bastante. Senti que ela ficou ainda mais delicada e a voz madura me pegou, ainda mais com as harmonias sopradas nos refrões. A ponte dessa está bem diferente também e chega a ser engraçado como o álbum ganha uma vibe mais lenta a partir dessa sendo que ela é seguida do rock de The Story of Us. Eu enxergo essa canção como um abraço acalentador depois de um dia difícil.
Uma das músicas mais famosas da Taylor, Enchanted, foi a minha favorita desse álbum por um longo tempo. Não é mais, pois outras roubaram o lugar, porém, ela ainda tem seu espacinho guardado em meu coração. Causou-me uma estranheza muito grande a voz madura, mas logo eu me acostumei. Adicionando mais sons etéreos no instrumental — que já é bastante etéreo, estilo conto de fadas — e uma guitarra arranhando no refrão, Enchanted mostrou o porquê dela ser tão famosa. O solo de guitarra antes da ponte ficou ainda melhor, mais polido, mais intenso. Não retirando elementos antigos que eu daria falta como os backing vocals do último refrão e um barulhinho de sino muito específico que eu adoro notar, fiquei imensamente feliz em ver como essa superou a versão original.
Essa talvez seja a maior controvérsia do álbum. Better than Revenge, a letra misógina do álbum, a única a sofrer alteração na sua lírica. Primeiramente que, essa foi a única música a qual eu senti falta da explosão caótica do refrão porque me dava um sentimento raivoso mesmo, sabe? E após The Story of Us, pensei que ela se tornaria mais roqueira como a anterior, mas não rolou. Com alguns backing vocals muito debochadinhos, eu fiquei ansioso até chegar no refrão. O refrão chegou, com a letra nova [“He was a moth to the flame, she was holding the matches, whoa!]. E sinceramente, eu não gostei, mas também não achei o fim do mundo. A analogia é boa (por ela segurar os fósforos com a chama, atraindo a mariposa para a luz), mas não é algo que combina muito com o álbum, sabe? Vou continuar cantando o verso original [“But she’s better known for the things that she does on the mattress, whoa!”] por cima, assim como faço em Picture to Burn.
Talvez o que mais me chamou atenção foi a inserção de um backing vocal que não havia na versão original, logo no último refrão. Meus olhos arregalaram ao ouvir “You know that she deserved that.” e eu pude sentir o ódio da Taylor de 2010 ali. Genial. Acho anacrônico trocar a letra de algo que foi escrito há 13 anos, mas consigo entender o porquê. De qualquer forma, Better than Revenge ainda continua incrível sendo um grande destaque desse álbum e continua sendo um dos grandes momentos em que eu peço licença para o feminismo e profiro misoginia por quatro minutos.
(Taylor Swift em foto promocional para seu álbum, Speak Now (Taylor’s Version), foto por Beth Garrabrant. Reprodução, ©Taylor Swift.)
A partir daqui, as coisas ficam bem mais emotivas para mim. Acho genial a forma como esse álbum é organizado e de Innocent até Ours, eu fico mole como um pudim. Innocent é uma letra que conversa bastante comigo, não sei por quê. Eu estava bem animado para ouvir essa, e algumas alterações como a inserção de uns tambores no refrão, backing vocals e mais cordas deixaram ainda mais emotiva do que ela já era. A produção dessa está incrível também. Não tenho muito o que dizer sobre essa faixa, pois, essa é uma daquelas em que você não analisa, você apenas sente.
Chegamos à minha faixa favorita do álbum, Haunted!!! Com um realce na guitarra, uns “ha ha ha ha” no fundo, e um eco muito aterrorizante na voz, essa faixa também foi outra onde eu senti falta da explosão caótica no refrão, principalmente no primeiro. No segundo, foi compensada pelo aumento do som de cordas, que ficou incrível, quase cinemático. A ponte está divina — obrigado aos backing vocals de “I know, I know” — , essa produção mais rockeira foi um dos maiores acertos do Speak Now (Taylor’s Version). Ah, e algo que me incomodava muito na versão original, muitas faixas acabam de forma abrupta e isso me irritava levemente. Também foi consertado na regravação. Quantos acertos...
Last Kiss, na minha opinião, é a música mais triste desse álbum. Ela manteve a voz trêmula e triste que é característica dessa faixa, incrementou um sintetizador altíssimo nos versos que me deixou confuso — e que me deixa até agora, mas agora eu já absorvi melhor comparado à primeira vez que ouvi —, deixando a música ainda mais dolorosa e triste, parecendo que ela diminuiu o ânimo em certas frases para deixar mais melancólico mesmo. A guitarra volta a brilhar nessa faixa também, não como nas faixas anteriores, ela vem mais como uma guitarra de balada de banda dos anos 90, como Oasis. Last Kiss me arrancou lágrimas na ponte, que é uma das melhores da Taylor (não aceito ser contestado). Um detalhe muito legal que chamou minha atenção: no final da faixa, tem um barulhinho como se fosse de pozinho mágico em filmes antes dela dizer “Just like our last...”, finalizando a música. Essa faixa é incrível e eu queria que tivesse mais reconhecimento. Por outro lado, fico feliz que não tenha. Obrigado Joe Jonas por terminar com a Taylor por telefone, em uma chamada de 27 segundos, e fazer ela escrever uma dessa!
O encerramento da versão original standard se dá por Long Live, que no Brasil tem uma versão com a Paula Fernandes. Essa faixa é BEM emotiva e é a única na qual a explosão caótica do refrão se manteve, o que me deixou bem feliz, porque eu sentiria falta caso não estivesse. Assim como as anteriores, a produção nos vocais tem um eco que eu adorei. Não há muitas alterações em Long Live, o que me deixou surpreso e muito contente. Talvez a mais curiosa seja a inserção de um chocalho no instrumental da ponte, que me arrancou um sorriso. Essa vai ser, para sempre, o encerramento do álbum para mim.
Ours é uma das minhas faixas favoritas por ser aquele country pop bobinho bem romântico incurável. Foi o último single do álbum original e ela abre a versão de luxo. Porém, no Taylor’s Version, isso é irrelevante. Senti que ela está ligeiramente mais rápida, o refrão está intocado, perfeito como o original. Eu amo esse tecladinho de Ours, deixa a música ainda mais fofinha. Taylor solta uma risadinha entre os versos que eu gosto de ressaltar também. Muito fofa.
Bom, era para If This Was a Movie estar aqui, mas como não está, temos Superman, fechando as faixas da versão de luxo. Eu não gosto muito de Superman porque eu já acho a letra tosca demais até para mim, é uma canção que não me pega de jeito nenhum. Mesmo assim, pude ressaltar que os backing vocals estão lindos e houve uma certa melhora na ponte da faixa, talvez por ter mais instrumentos. O instrumental todo está meio diferente, mas eu não soube identificar o que é — talvez porque eu não escuto muito a música —.
(Taylor Swift em foto promocional para seu álbum, Speak Now (Taylor’s Version), foto por Beth Garrabrant. Reprodução, ©Taylor Swift.)
Abrindo as faixas From the Vault, um conceito no qual Taylor revive músicas as quais ela escreveu e considerou para a tiragem original do álbum em 2010, mas não entrou no álbum por certos motivos, nós temos Electric Touch, que tem a participação do Fall Out Boy! Desde quando saiu a tracklist, eu estava muito curioso para ver o que sairia dessa faixa. A voz grave da Taylor durante os versos até voltar ao agudo natural dela no refrão é algo muito divertido, e especialmente no refrão, me lembrou o jeito que Selena Gomez canta em Magic — aquela música que faz parte da trilha sonora dos Feiticeiros de Waverly Place, sabe? — e quando a voz dela se encontra com a do Patrick Stump, vocalista do Fall Out Boy, é algo muito agradável e que casa de forma inegável, o que nós podemos ver na ponte da faixa onde tem um high-note dos dois e um solinho de guitarra muito delicioso. É certamente uma faixa que eu vejo entrando na versão original do álbum, passando na Mix TV em 2010, depois de When You’re Gone da Avril Lavigne. Provavelmente vou me apaixonar ainda mais por essa quando ouvir mais o álbum.
A baladinha romântica no piano, When Emma Falls in Love, nos leva de volta para quando Andrew Garfield e Emma Stone eram um dos melhores casais de Hollywood — porque foda-se o Kieran —. Primeiro que esse título é lindíssimo, porém, me deu uma vibe mais Fearless do que Speak Now. A letra é muito fofinha com algumas notas autodepreciativas da Taylor se comparando com a amiga [“She won’t lose herself in love the way I did” — era necessário se humilhar assim, Taylor?] com uma produção muito bonitinha assinada por Aaron Dessner. Eu amei essa faixa, ela é muito confortável e fofinha, tem estilo música de créditos de um filme de comédia romântica. Sorte da Emma Stone em ter uma faixa dessa escrita para ela!
Se na faixa passada eu já sentia que ela não pertencia ao Speak Now, isso é ainda pior em I Can See You. Seguindo o estilo de Don’t You? do Fearless (Taylor’s Version) que é explicitamente distante da sonoridade do álbum, I Can See You é algo totalmente novo, quase como um vintage rock daquelas bandinhas de garagem ou que viver em um trailer dos anos 80, algo meio Daisy Jones & the Six, sabe? Com uma áurea meio safadinha, com gemidos no instrumental, uns vocais sussurrados com efeito de ligação na ponte que a deixam muito divertida. O último refrão é ainda mais delicioso, quase uma irmã perdida de So It Goes... do reputation. Me fez questionar se realmente isso foi escrito durante a era Speak Now. Porém, não me importo, porque uma obra-prima dessa... vale a pena de mais. A melhor das novas faixas, mais um acerto de Jack Antonoff!
Um grande update! Taylor anunciou o clipe de I Can See You no meio do show em Kansas da The Eras Tour. Estrelando Taylor Lautner, Joey King e Presley Cash, Swift da (versão original) é resgatada — em uma alusão signifcativa e incrível aos seus álbuns, junto com uma pintura da capa do Speak Now (Taylor’s Version) — de um cofre pela dupla de atores em uma completa fuga incrível com auxílio da hacker que deixa a música ainda melhor. Com direitos a explosões, acrobacias da parte de Lautner, Swift se transporta para 2010 em um clipe digno de cinema, assinado e dirigido pela própria.
(Aliás, confiram os outros clipes da era Speak Now, que são igualmente incríveis mas não coloquei aqui por conta de 1) estarem com as versões originais e 2) preguiça mesmo.)
💜 clipe de I Can See You (Taylor’s Version) (From the Vault)
Fiquem com essa foto >>>icônica<<< dos três Taylors na gravação do clipe de I Can See You!
(Taylor Swift, Taylor Lautner e Taylor Dome Lautner em foto promocional para o seu videoclipe I Can See You (Taylor’s Version) (From the Vault) para seu álbum, Speak Now (Taylor’s Version). Reprodução via Twitter, ©Taylor Swift.)
Castles Crumbling tinha uma grande incógnita: se Hayley Williams ia cantar ou faria backing vocal como as outras parcerias femininas de Taylor, exceto Phoebe Bridgers. A letra é parecida com mirrorball do folklore, o que já me deixou meio balançado. O instrumental é lindíssimo, etéreo, solitário, frio e facilmente poderia estar em Vespertine da Björk. Quando Hayley Williams começou a cantar, fui transportado para as baladinhas do Paramore, como Misguided Ghosts ou Hate to See Your Heart Break. O momento antes da ponte da música parece um arrebatamento de tão bom, e eu adorei a explosãozinha que dá no refrão. Acho que essa também tem um potencial para ser minha favorita, mas não sei, vamos aguardar!
Foolish One é a mais fraca das faixas inéditas. Eu achei ligeiramente dispensável. A letra é meio bobinha, mas é extremamente Taylor de 2010. A música é grande demais e chegou uma hora que eu já estava um pouco cansadinho. É divertida, mas assim, nada demais. Essa e Superman... não colaram para mim. Apesar de tudo, não pularei quando estiver ouvindo todo, mas nem lembrarei dela fora do álbum.
Encerrando o álbum, temos Timeless, uma canção que parece que foi escrita por Kaworu Nagisa, de Neon Genesis Evangelion, enquanto fala que encontraria o Shinji Ikari em todas as vidas. Essa é a essência. Brincadeiras à parte, essa música é muito fofa e eu amei a produção simples, porém, impecável da faixa. É nada mais que uma baladinha apaixonada no violão. A letra é poética, como se contasse uma história de um casal que está destinado a ficar junto acima de tudo, tudo o que nós humanos sonhamos. O verso [“Hundreds of years ago, they fell in love like we did and I’d die for you in the same way.”] me pegou de tal forma que meu Deus... Fiquei muito feliz que, ao contrário de Superman, ela tem um sentimento muito gostoso para finalizar o álbum e me dá vontade de ouvi-lo inteiro de novo.
💜 nota para a capa do álbum: 5/5
É incrível como Taylor conseguia recriar de uma forma ainda melhor a capa de Speak Now. Eu, pessoalmente, não gosto muito da capa do Red, prefiro a original. Porém Fearless e Speak Now deram um banho nas originais. O roxo, o vestido, até o cabelo são impecáveis e iguais ao que ela tinha naquela época, em 2010. Apesar de tudo, a capa é madura, mais séria, mostrando o quanto Taylor amadureceu em 13 anos. Fico feliz em ver a dedicação dela em manter tudo como foi um dia e me deixa ansioso para as próximas!
💜 nota geral para o álbum — apenas as faixas From the Vault foram consideradas —: 4,6/5
Speak Now (Taylor’s Version) é uma revisita ao passado, porém com aquele gostinho de amadurecimento na boca. É uma viagem nostálgica que você faz com o seu eu interior, querendo mostrar orgulhoso a ele o que você se tornou. Apesar de algumas quedas — If This Was a Movie e as versões acústicas —, é incrível ver como Taylor foi corajosa, com apenas 19 anos, em fazer um álbum inteiramente sozinha, para provar ao mundo que eles estavam errados. As adições dessa regravação, sejam em instrumentais, faixas ou detalhes irrelevantes para alguns, apenas deixam a experiência e o conjunto ainda melhor. É incrível acompanhar essa jornada de Taylor em busca de seus álbuns, ainda mais com Speak Now, que sempre teve um apelo maior por ser inteiramente dela. Apesar de ser mais próximo sonoramente de Red e Fearless, e não do atual estilo pop de Taylor, acho que vale a pena escutar e descobrir algumas músicas que com certeza, vão roubar seu coração. É um álbum confiante, romântico, doloroso, muito intenso. Como a adolescência é. E foi essa honestidade que conquistou meu coração há anos e que me fez emocionar escutando-o novamente agora.
💜ranking individual das músicas — apenas as From the Vault —:
⭐️ I Can See You (5/5)
⭐️ Timeless (4,9/5)
⭐️ Electric Touch (feat. Fall Out Boy (4,7/5)
When Emma Falls in Love (4,7/5)
Castles Crumbling (feat. Hayley Williams) (4,5/5)
Foolish One (4/5)
*não conseguiria rankear todas as faixas, por isso apenas as faixas inéditas foram consideradas, kkkk!!!