nome: zane alexander cruz (1st twin of three). pronomes e idade: ele/dele, 24 anos. orientação sexual: heterossexual. traços positivos: protetor, leal e empático. traços negativos: sarcástico, arrogante e intimidador. major: neurociência. minor: psicologia. fraternidade: beta sigma. atividades extracurriculares: basquete (ala-armador) + clube de música + rádio (dj). inspo: finnick odair (hunger games) e lorenzo st. john (tvd).
biografia: o nascimento de zane alexander cruz foi anunciado antes mesmo que ele chorasse pela primeira vez. herdeiro de um magnata da tecnologia e de uma supermodelo internacional, ele chegou ao mundo sob holofotes mais fortes que os da sala de cirurgia. fotografias profissionais foram tiradas no mesmo dia, contratos de exclusividade discutidos enquanto ele ainda estava enrolado em mantas azuis cujo brasão da família estava bordado em fios dourados. seus pais não tiveram filhos, tiveram eventos globais. ㅤㅤser o único homem e primeiro dos trigêmeos naquela escala social machista significou mais do que alguns minutos de vantagem, foi algo que traçou o seu destino. zane cresceu ouvindo que carregaria o sobrenome cruz como uma coroa, o que para todos parecia um privilégio mas para ele era como sufocar numa coleira. ㅤㅤa casa onde cresceu era silenciosa demais para uma família e iluminada demais por holofotes para ser um lar. haviam empregados em todos os cantos, instruídos a nunca chamar atenção e a sempre polir qualquer coisa que parecesse levemente imperfeita. risadas espontâneas, discussões e choros eram tratados como falhas e, naquela família, eram escondidas, nunca acolhidas ou realmente solucionadas. era a aparência que importava, afinal. ㅤㅤzane aprendeu cedo a sobreviver com humor: a ironia virou forma de comunicação e o sarcasmo, um modo de defesa. era sua maneira de empurrar para longe as expectativas sufocantes e de provocar pequenas rachaduras na máscara impecável da família. entre as irmãs, ria do pai, ria da imprensa, ria de si mesmo. era mais fácil fazer piada do que admitir que se sentia preso e sem rumo. ㅤㅤapesar do desapego aparente, ninguém protegia as irmãs como ele. zane se colocava entre elas e o resto do planeta sem pensar duas vezes, não porque alguém pediu mas porque, se ele não as mantivesse inteiras, quem as manteria? portanto, quando magnolia, a irmã do meio, decidira fugir do meio em que viviam ele sequer fizera questão de discordar. ㅤㅤcom o passar dos anos, o papel de “filho perfeito” começou a pesar. ele sabia se comportar diante de câmeras, responder entrevistas como um adulto mesmo quando ainda era um garoto, sorrir nas fotos com uma precisão quase mecânica. era isso que henry, o pai, esperava. e zane encenava tão bem que todos acreditavam. mas por trás das respostas prontas, havia alguém que desejava ser desconhecido. que imaginava como seria caminhar por uma calçada qualquer sem seguranças, pedir uma pizza sem que anotassem seu pedido para tabloides, sem ter sua imagem exposta em qualquer mídia social. sem ser um "produto cruz". ㅤㅤaos vinte e quatro anos, o conflito ficou impossível de ignorar. o pai já falava sobre cargos na empresa, futuros investimentos, rotações em setores estratégicos. a vida de zane parecia um tabuleiro onde ele era a peça principal mas nunca o jogador. só que então veio o ponto de ruptura: a clareza de que, se ele não pulasse para fora daquela bolha, seria engolido pelo caminho traçado para ele antes mesmo de nascer. ㅤㅤa solução que encontrou foi simples: sair não em fuga dramática, mas em manobra cuidadosa. pediu um período de “autodesenvolvimento”, argumento perfeito para convencer o pai de que aquilo seria benéfico para a futura imagem do herdeiro; e, com o apoio oculto da mãe, georgia, se matriculou na mesma universidade canadense que a irmã magnolia frequentava, a st. laurent university. ㅤㅤquando partiu, além de roupas levou somente seu violão — instrumento que o pai dizia não estar a altura de um cruz por não ser um piano heintzman — e a sensação agridoce de estar fazendo algo que nunca lhe foi permitido: existir por conta própria. e assim, o primogênito de ouro, livre da coleira que o prendia desde o seu nascimento, com o seu cinismo debochado, finalmente ganhou a oportunidade de mostrar quem realmente é.










