com o tempo eu fui aprendendo o que me fazia sentir querida e o que me fazia sentir pequena. vivenciar o amor, um dia de cada vez, me fez conhecer mais sobre mim do que sobre as pessoas que amo - e me conhecer é o passo mais importante para o amor próprio.
ao longo de minha vida, vi os diversos defeitos que meu pai tinha e descobri logo cedo com os erros dele, quais seriam as coisas que eu não aceitaria em um amor, assim como com cada acerto, eu aprendi o que eu merecia ao ser amada.
perceber que diversas vezes eu deixei de lado aquilo que me fazia bem ou que me fazia sentir amada e respeitada por querer ver quem eu amo bem, me tirou o chão. isso porque eu não posso passar todos e tudo o que amo na frente do meu bem estar e justificar isso dizendo que é amor. “e eu? fico como?” foi a pergunta que mais me fiz nos últimos tempos.
eu não nasci perfeita e não nasci sabendo amar. eu estou aprendendo. mas, onde nesse processo somos ensinados que nos colocar em segundo plano sempre é sinal de amor? onde fomos ensinados que não ser prioridade era bandeira de amor? eu não sei, mas, em algum momento aprendi isso.
amo minha liberdade, amo meu direito de escolhas, de ir e vir e bem decidir se gosto ou não. sou grata por estar aprendendo amar, por estar aprendendo qual é o meu lugar.
sou grata a todos que fazem parte desse processo e todos que me mostram cada dia mais como a imperfeição em conjunto pode nos levar a perfeição.
sou grata porque estou aprendendo o que é cuidar - de mim e de quem amo. a gratidão por si só, ainda é o maior sinal de que estamos no caminho correto.










