Ok, isso. Você… Pera, você está falando muito rápido. Respirou fundo. Isso, siga reto até o final da rua.
Desculpe, são essas faixas de propaganda política me cegando. Nunca vi essa cidade tão movimentada.
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Ok, isso. Você… Pera, você está falando muito rápido. Respirou fundo. Isso, siga reto até o final da rua.
Desculpe, são essas faixas de propaganda política me cegando. Nunca vi essa cidade tão movimentada.
“Não sei, acho que não penteei. Eu acordei com tanta sono hoje que saí de casa sem prestar atenção do meu cabelo” Anastasjia arqueou as sobrancelhas, fitando a pessoa a sua frente. “É engraçado você notar isso, pra ser sincera.”
Não dormiu direito, é? Não que esteja tão ruim, só... Tá, um pouco engraçado talvez.
chaos is raining down around us · thrishen
A primeira coisa que irrompeu na mente do irlandês, diante da súbita propagação daquele som nas ruas, anunciando uma espécie de estado de confinamento e quarentena, foi que estava decididamente mentecapto. Louco. Sonhando com impossibilidades, imaginando cenários apocalípticos. Entretanto, assim como a dor imediata espalhou-se rapidamente na mente inquieta, submetendo-a em um silêncio absoluto, Stephen soube que não estava dormindo. Aquilo era real. Aquilo estava acontecendo.
A noção de realidade fez com que Barlow levantasse rápido demais do sofá, contudo, da mesma forma como sua mutação parecia ter misteriosamente desaparecido, suas dores de cabeça também. O moreno sentia-se peculiarmente vazio, desguarnecido e livre. E era o fato daquelas sensações causarem uma ponta de aversão que preocupava o rapaz. Não era natural. Ele sabia que nada referente aquilo era certo, não quando o som de tropas e vozes na rua continuava existindo para além dos confins de sua cabeça.
Stephen apressou-se até a janela do apartamento, afastando as cortinas apenas o suficiente para enxergar pelas frestas criadas. E foi ali que os viu; dezenas de homens fardados e carregando armas de fogo, talvez algumas de isolação de poderes. Um palmo tocou distraído a têmpora esquerda do irlandês, mas não sentia mais nenhuma conexão ali, nenhum resquício do que um dia fora seu bloqueio psíquico. Vagarosamente, o sentimento de pânico se instalava. Da última vez que o governo havia pisado em Bradcliff, as coisas não haviam acabado bem para sua facção, todavia, da mesma forma como se preocupava que as coisas teriam piorado para eles agora, algo dizia que aquele cenário apocalíptico era mais homogêneo. Que todos naquela cidade estavam amaldiçoados por igual.
Em silêncio, Stephen procurou se concentrar no que ouvira durante seu estado de torpor, semi-acordado e imaginando se estaria alucinando novamente. Qualquer palavra daquele discurso seria bem recobrada, mas a única frase que parecia se destacar no silêncio temeroso de sua mente era a oração final: “Qualquer atitude ofensiva sofrerá represália imediata e nenhum morador poderá sair enquanto estivermos aqui.” Estava preso, e não fazia a menor ideia de a partir de qual horário, ou sequer dia, poderia sair.
A lembrança da companhia que dividia sua moradia naquele momento voltou com firmeza à sua mente, tão atribulada que por um minuto esquecera do fato de que Schwachofer havia passado a noite ali. Caracteristicamente, a preocupação tornou a inundar o âmago do irlandês, contudo, de forma até curiosa, havia uma pincelada de alívio naquilo: Pelo menos daquela vez, fosse por quanto tempo o governo determinasse a duração daquele cativeiro, ela estaria perto. E ele poderia cumprir a promessa, quebrada anteriormente, de não se separar da austríaca em meio a iminência de um novo pandemônio.
Afastando-se da janela à medida que as tropas avançam pelas ruas, Barlow se dirigiu ao quarto que lhe pertencia, e o qual havia cedido a amiga para que passasse a noite em seu apartamento, após o encontro tardio do dia anterior. Com cuidado, se aproximou da porta fechada. Não sabia se Thrisha também havia despertado com aqueles anúncios matutinos e infelizes, mas precisava constatar a hipótese o quanto antes, e também descobrir se ela havia sofrido a desativação inexplicável de seus poderes.
Um tanto inquieto, o irlandês tocou a superfície de madeira com uma única batida rígida dos nós de seus dedos, e chamou. “Thrish? Está acordada?”
Anastasjia pensou que já havia encontrado um amigo nele antes mesmo de saber que também era irlandês. Contudo, ao sabê-lo, animou-se ainda mais com a ideia. “Ah! Também sou de Dublin” contou, igualmente. Falar de casa, quando chegou a Bradcliff, costumava ser muito difícil, mas agora ela conseguia fazê-lo sem tirar o sorriso do rosto. Sentia falta dos pais, só já não era tão doloroso. “É difícil não se perder quando estamos tão longe de casa” concordou ela, sem melancolia. A menor estendeu a mão para o rapaz. “Olá, Stephen, é um prazer conhecê-lo. Sou Anastasjia Cárthaigh” para americanos ou ingleses, seu sobrenome poderia até soar diferente, algo comprovado no primeiro dia na escola em Bradcliff. Contudo, pensou que, para um irlandês como ela, não seria tanto assim. Enquanto o fitava, não conseguia deixar de imaginar como seriam os lugares que ele mostraria.
Geralmente sempre tão privado quanto ao mundo interno que lhe constituía, havia agora uma certa familiaridade que Stephen sentia partilhar com a garota à medida que conversavam. Parte dele culpava a origem que atualmente sabiam dividir, ainda que parecesse existir mais algo nela que facilitasse a súbita aproximação. De repente, era como se já a conhecessem de seus anos na Irlanda. “Onde estava se escondendo?!“ Perguntou entre um riso, ainda que sua fala fosse verdadeira. Não havia encontrado mais irlandeses ali -- Evening era uma exceção complicada. Stephen apertou a mão que ela estendeu, seu sorriso se ampliando. Era a primeira vez que alguém acertava a pronúncia de seu nome sem que ele contasse o segredo da dicção particular de antemão. “É um belo conjunto de nomes, Anastasjia.” E de fato era, havia outra nova familiaridade em reconhecer uma denominação da mesma origem. Mais uma vez, ele riu baixo antes de prosseguir. “Não faço a menor ideia de como as aulas funcionam mais, acho que vai ter que me falar dos seus horários disponíveis para sair se perder por aí.”
Thrisha não queria sair dali, mas também não queria forçar uma aproximação caso o irlandês não quisesse mesmo a presença dela. Antes que pudesse ouvir o chamado dele, aquela sensação que lhe atingia quando ela sentia o que as pessoas ao redor sentiam lhe pegou desprevenida. Ela nunca sentia aquilo quando Stephen estava por perto por conta do escudo alheio. Se naquele momento ela era afetada pelo sentimento dele, só podia significar que ele também estava tendo problemas com o poder desde o baile, como se já não bastasse as marcas no rosto, algo que ela tinha notado assim que ele abriu a porta. Queria perguntar se ele tinha certeza, mas antes que pudesse fazer isso, ele abriu espaço para que ela passasse, respondendo silenciosamente uma pergunta que ela nunca fez. E ignorando a impressão que teve, ainda que ela estivesse presente, se aproximou de onde ele estava, assim entrando no apartamento alheio, mas parando logo em seguida esperando por um sinal dele. “Acho que acertei o sabor.”
Stephen esperou que a ruiva acatasse ao pedido para fechar a porta do apartamento. Fora como se o silêncio caísse como uma cortina sobre ambos, vedando qualquer interação. As íris escuras não buscaram aquelas de cor mais clara, o irlandês apenas sorriu de modo mais contido com a fala de Schwachofer, movendo a face em um movimento silencioso de chamado, para que seguissem até a cozinha. Só ali, encostou os palcos no balcão que dividia o cômodo, fitando o rosto da amiga. "Você nunca erra, não é?" Comentou na tentativa de ser casual, ainda que houvesse algo esquivo em seu sorriso. Mais evidente sobretudo ao indagar mais incerto no fim. "Você ficou bem?” Não tinha certeza de até onde Thrisha se recordava, mas se ele estava passando por dificuldades com sua mutação, ela de certo também estaria. E Barlow ainda sentia que a culpa era inteiramente dele. “Você sabe. Depois... Daquilo.”
“Sim” confirmou com a cabeça, deixando escapar a expressão do rapaz. Ela riu com seu comentário. “Não, tento nunca fazer isso. Odeio deixar uma tarefa incompleta, e tenho que fazê-la direito, por isso posso demorar muito tempo para terminar pequenas coisas…” sua voz foi perdendo força e ela parou por um momento.
“Espera aí, meu sotaque? Você é irlandês também? Não diga!” abriu um grande sorriso. Subitamente, o pouco de cansaço de fim de dia que começava a sentir abandonou-a por completo. “Eu perdi muito do meu sotaque pela convivência com americanos, ingleses, enfim, é o que acho. Não consigo diferenciar bem como eu falo, entende?” ela fez uma careta. “Mas eu deveria tê-lo reconhecido. É diferente com outras pessoas” percebeu que estava tagarelando, então parou e pigarreou. “Você me mostra seus lugares e podemos fingir estar perdidos, que tal?”
O riso fluiu dos lábios do irlandês conforme a garota explicava seus comportamentos; não porque Stephen achava aquilo passível de zombaria, mas porque era divertido perceber seu próprio discurso refletido no alheio. "Ei, relax. Eu sei exatamente como é." Novamente, o moreno riu. “Eu não disse que era, mas... É, acho que podemos concluir isso. Born and raised in Dublin.” Havia um certo orgulho na informação que cedia, o sorriso largo em seus lábios. “Acho que é por isso que eu demorei pra perceber que não havia tanta diferença... I mean, meu pai é americano. Talvez eu tenha perdido uma parte da essência por conta disso.” Era estranho ceder fatos pessoais tão naturalmente, porém, mesmo no suspiro pesado que soltou, Barlow manteve-se animado pela nova descoberta em comum. “Parece um ótimo plano, só acho que daria mais certo se não acontecesse entre estranhos, talvez? Mesmo que sejam estranhos com o mesmo sotaque.” Arriscou com o leve pressionar da arcada no lábio inferior, acabando por rir num sopro baixo. “Acho que não me apresentei. Stephen Barlow.”
“Eu não me dou bem com tecnologia” respondeu em igual tom humorado. Contudo, ao observá-lo, percebeu sua tensão e o sorriso foi diminuindo. Mencionou Evening e aquilo fora muito errado, o que notou sem dificuldade, dada a expressão de Stephen. “Ela não necessariamente me disse quem era, mas as pessoas comentam. Podem saber meu nome por aí sem eu sequer saber disso. É como eu sei o dela…” explicou com cautela. Vocês não se dão bem, completou em pensamento, pois não precisava comentar em voz alta o que era óbvio. “Desculpe.”
Stephen sabia que era errado tornar-se tão evasivo diante da menção da irmã, sobretudo quando a missão atual visava disfarçar as correlações, porém sua condição desequilibrada ainda se estendia para a situação atual. E a morena adiante infelizmente era um alvo para tais mudanças. “Não explica exatamente como sabe que ela... Bem, é minha irmã.” Seu tom era menos irritadiço, mas a desconfiança ainda estava presente no olhar e expressão do rapaz. O pedido de desculpas foi ouvido, mas ignorado. Barlow aceitava uma resposta concreta no lugar.
Por mais que o rapaz tenha dito que seus braços eram curtos, Phoebe, vendo-o daquele ângulo, tinha a certeza de que alcançaria suas chaves. Não foi para menos, ele conseguiu tirá-las de lá, coisa que a jovem demoraria horas para fazer. Pegou o molho com ele e abriu um sorriso simpático. “Muito obrigada. Eu não queria ter que subir pelas escadas de incêndio e entrar pela janela” admitiu, por mais que já tenha feito isso anteriormente. “Você é o Stephen, não é? Irmão da Evening.”
Stephen riu diante da resposta da jovem, arqueando as sobrancelhas com o sorriso enviesado nos lábios. “As pessoas ainda fazem isso hoje em dia? Achei que houvesse algum aplicativo para resolver isso.” Seu tom era jocoso, conferindo leveza a situação. Com a mão livre, fez menção de estendê-la, pronto para apresentar-se e talvez oferecer companhia até as escadas do prédio, quando a indagação da morena fez o irlandês quedar-se em silêncio. No lugar de responder de imediato, apenas a fitou numa expressão inteiramente desconfiada. Como era possível ela saber daquilo, sem que ele sequer soubesse sobre quem ela era? “Talvez.” Respondeu de forma curta e quase ríspida. Era difícil esconder sua atual aversão pela lembrança da irmã, ou sua postura tão defensiva. “Como conhece Evening?”
“Ei! Não sou uma dessas pessoas” retrucou, mesmo sabendo que era brincadeira do rapaz. Sentiu-se na obrigação de explicar. “Eu admiti não saber muito, porém tudo que eu falei eu sabia de certeza”
“É, só pode ser isso. Só que, por mais que eu não saía muito dessa área, conheço muitos dos moradores dessa facção. Muitos, não todos. Sei disso porque não te conhecia até então e você é da 1 também, né?” ela riu com sua pergunta. Na verdade, desde que saíra da Irlanda, Anastasjia não sabia direito o que faria com sua vida. Ficar em Bradcliff para sempre não poderia, de forma alguma, ser sua única opção. Não chegara ao ponto de sair procurando pontos de fuga, nem cavou buracos para fugir como a prisioneira que era, mas estava quase lá. “Sim, acho que sim. É a minha missão do momento. Daqui alguns meses eu posso mudar de ideia” a garota deu de ombros. “Ah, é? Você precisa me mostrar!”
“Também não consegue deixar algo sem explicações, não é?” Stephen riu pela resposta rápida e insistente da garota, um traço que compartilhavam. “Queria poder dizer o mesmo, mas aparentemente ainda existe exceções demais na minha lista de conhecidos.” Um falso suspiro teatral deixou os lábios do moreno, antes que pudesse arquear uma das sobrancelhas para a pergunta dela. “Uh, sim... Você também?” No instante em que a pergunta desconfiada escapou, Barlow sentiu a ponta de preocupação surgir -- teria ela estado no baile naquela noite? Porém, não desejando causar piores impressões, apenas meneou a face e se manteve no assunto. “Sounds fair, mas não largue uma missão incompleta para trás. Seria terrível.” Ele riu, em um sopro baixo. “Talvez... Mas aí não estaria se perdendo.” Novamente havia um arquear em suas sobrancelhas, mas o sorriso suave ainda mantinha-se desenhado nos lábios do irlandês. Havia algo familiar nela, algo que curiosamente se intensificava com cada nova palavra pronunciada pela garota. “Vamos combinar algo. Eu te mostro alguns lugares e você me responde porquê diabos seu sotaque parece tanto com o meu. É, eu sei, um pouco tarde demais pra notar, mas digamos que foi difícil perceber de início.”
Sei que não precisava, mas eu quis fazer. É, imaginei que você estava ocupado. Bom, que eu saiba eles não contrataram ninguém novo, mas eu tirei a tarde de folga hoje.
Sabe, meu poder pode não funcionar com você, mas algo me diz que está me evitando e quer que eu vá embora, então…Acho que eu vou indo.
Stephen observou a menção dos movimentos da ruiva em voltar para casa, aproveitar a folga de qualquer forma que senão à porta do irlandês, e assim a ligeira sensação de culpa multiplicou-se no moreno. “Thrish.” Encostado no batente, Barlow chamou, deixando um suspiro baixo escapar. “Deixa pra lá. Foi só uma impressão.” Devagar, afastou-se de onde estava, abrindo a porta e criando um espaço para Schwachofer. “Entra. Esse milkshake já deve estar derretendo.”
“Você que me deixou confusa. Recapitulando… utopias são bonitas, sim, mas não muito praticáveis… As pessoas até tentam, como você bem sabe, só que, né…”
“Eu falo como se soubesse muito sobre o assunto, pois bem, não sei. Vou pesquisar mais” fez sinal de positivo com o dedo. Ouviu seu comentário e confirmou com a cabeça, dando fim à conversa sobre os pais. “Estou aqui há um ano e alguns meses. Eu não saía muito da área da escola e de casa, pois tinha medo de me perder. Agora eu sou livre como um pássaro e me perder será um bônus.”
“Eu tenho um problema enorme quanto a falar de utopias e ilusões, coisas do tipo. Então... É. Complicado falar sobre isso com tanta certeza.”
“Olha só, então está agindo como uma daquelas pessoas que dizem saber mais, porém não sabem de nada e só querem impressionar com o falso intelecto? Good to know.” Semicerrou as pálpebras em uma expressão desconfiada, porém o sorriso ao fim da fala entregou o teor da brincadeira. “I’m joking, sorry.” Acrescentou depressa, um tanto mais aliviado pela nova direção da conversa. “Não é muito tempo... Mas, uh, escola? Ok, talvez isso explique o porquê de não termos nos esbarrado tão cedo. Essa é sua missão aqui? Se perder? Conheço ótimas áreas para isso, se quer saber.”
Hey! Hm…Eu vim aqui te ver e trazer seu milkshake favorito, porque se você não vai até ele, ele vem até você. Mas não se acostume, não é sempre que você vai ter o serviço de delivery.
E bom, vim ver como você estava…Você sumiu desde o baile.
Thrish... Não precisava fazer isso, você sabe. E, bem, eu estive ocupado... O baile foi um desastre, tive que cobrir gastos, ajeitar planilhas. Você não deveria voltar para o Nino’s? Vão sentir sua falta lá, não acho que tenham conseguido outra garçonete mais bonita.
— E isso é problema de quem, mesmo? Não vejo onde você foi obrigado a fazer alguma coisa nessa história — perdendo um pouco de sua calma devido a igual irritação do homem, Laurel acabou respondendo rispidamente, sem ao menos pensar nas palavras a se escolher ou se poderia deixar a situação pior do que já estava. Quando estava prestes a procurar o mínimo de conforto em não conseguir escutar os pensamentos do moreno, percebeu o quão estável o escudo alheio estava: não era capaz de ler sua mente com perfeição, mas conseguia visualizar algumas das coisas que ele pensava através das brechas que o bloqueio abria. Em resposta ao apelo do outro, Christensen respirou fundo e soltou um suspiro frustrado. — Eu só me lembro de sair do controle, machucar algumas pessoas e desmaiar. Depois disso, acordei com uma dor de cabeça insuportável. Can’t say anything else.
“Se você não faz nada pela sua facção, é problema seu, mas a minha foi subitamente massacrada por uma merda de acordo que a maioria sequer sabia. Não ia assistir essa chacina doentia de braços cruzados.” Novamente, o tom do irlandês era irritado; surgindo em picos como eram os rompates em seu escudo, arrancando mais suspiros frustrados de seus lábios. Naquele momento, estava mais irritado com os mandantes daquele plano grotesco -- e algo lhe dizia que a morena adiante de nada sabia sobre o mesmo. Sobretudo pela resposta final. “Alright.” Com outro suspiro, Stephen cedeu. Percorrendo os fios escuros com os dígitos, fitou-a em silêncio. Sua desconfiança ainda era presente, mas havia alguma sinceridade notável no que ela falava. “Tome cuidado. Não vai querer viver com essas dores para sempre a cada vez que perder o controle.”
[FLASHBACK] helping hand |@leon/stephen
A fumaça do fogo apagado paira por sobre o salão, não inteiro, mas boa parte e principalmente onde estão. Leon tosse como tentativa dos pulmões de expulsão a toxina deles de volta para o ar e o cansaço efeito dos poderes, começa a deixá-lo em paz do tormento de não poder ajudar aquelas pessoas. Ele sorri para Stephen, o mesmo sorriso em resposta ao que o outro comentou sobre estarem quites, e logo assentiu que deveriam tirar aquelas pessoas de lá, mas antes que pudesse dizer algo, o mais alto sai em disparada com o garoto cujo pé esta quebrado, em seu colo levando consigo a garota do vestido roxo que, por algum milagre, conseguiu se livrar do que a prendia. Alguém estava ficando para trás. Leon gritaria pelo nome de Stephen se este não estivesse muito longe e o barulho da luta que se desvencilha das partes mais comprometidas para fora do salão, talvez para as ruas ou para os jardins no fundo da mansão.
O garoto desmaiado não mais está caído onde antes o corpo recostava, mas os olhos procuraram por alguém que estivesse por ali, vivo, desacordado e que não pudesse sair. Um grupo de pessoas machucadas, e visivelmente abaladas, deixam o salão pela porta da frente, mas Leon sente que ainda é preciso ali dentro. Incêndios estão começando pelos cantos, impregnando nos pedaços de madeira, nos corpos desfalecidos espalhados pelo chão onde era um lindo piso de mármore. Sua tosse insistente lhe diz que deve sair, que deve correr de volta para Stephen, pois com ele sentiu-se seguro, e ali não estava sentindo mais nada a não ser medo de morrer, mas tinha alguma coisa. SOCORRO, vozes em uníssono gritam de algum lugar que as abafam, lugar este que o garoto não consegue ver. – ONDE VOCÊS ESTÃO? – O garoto McCall grita de volta, mas não ouve nada a não ser o som da madeira estalando com o fogo em seu encalço.
Sua busca, desesperada, começa ao mesmo que as coisas começam a cair. O fogo agora sobe pelas cortinas e o buraco que antes abriu com os raios começa a desprender alguns pedaços de telha, madeira e uma espécie de material macio daqueles usados para esquentar a casa em tempos de frio. Duas pessoas descem voando, lutando uma com a outra, trocando chutes e socos, mas são separadas por uma outra que está no chão que, com um simples balançar de mãos, jogam os dois para longe. Incrível seria se fosse em outra ocasião, em outra situação, mas está ocupado demais para prestar atenção na batalha que se estende entre um grupo de adolescentes que trocam poderes uns contra os outros. Gelo, ar, água, terra… O que restava da incrível mansão era apenas os escombros que continuam a se acumular sobre o chão.
SOCRRO. SOCORRO. ALGUÉM NOS AJUDE… Os gritos começam a ficar mais altos, mais audíveis e Leon só nota, então, ao estar ao pé da escada que leva para o andar superior. Metade do ornamento está desmoronado e, a outra metade ainda inteira, soterrada por materiais que uma vez já foi alguma coisa. As pancadas se tornam tão altas quanto os gritos. – ACHEI VOCÊS, EU VOU TIRAR VOCÊS DAÍ. – Vociferou. – Agora como eu vou tirá-los daqui? – Pergunta a si mesmo ao tentar bolar algum plano rápido e repentino. Não pode tirar os entulhos do chão, de onde está, pois isso pode derrubar o que está em cima. Não pode tirar os de cima, pois não sabe se a escada aguentaria seu peso sem que desabasse por cima dos que lá em baixo estão abrigados. – Abrigo do inferno esse… – Acaba por pensar alto.
A sua volta ele procura o garoto que jogou as duas pessoas que voavam e lutavam endoidecidas. “Ele podia tirar esses escombros”, mas infelizmente não o viu em nenhum lugar. ANDA LOGO, A ESCADA ESTÁ RACHANDO. E agora ele é colocado em uma situação com a qual não sabe lidar: ser colocado sob pressão. Eu soube que você é da 1, uma garota da voz macia e suave lhe dirige a palavra. Leon olha, rapidamente, na direção de onde ela vem. – Eu não tenho nada a ver com esse acordo que fizeram. – O garoto vomita as palavras em um ato de quase desespero. – Eu não quero lutar, só quero tirar quem está ali em baixo e sair em segurança. – Confessa seus objetivos, mas a morena apenas dá de ombros. Seu traje é… Incomum para uma festa de gala, o que levou a concluir que não estava presente. Ela veste uma calça surrada e um coturno nos pés, camiseta preta e cabelo desgrenhado, sua pele está suja, mas ela não parece se importar. Não interessa o que você veio fazer, vocês da 1 acham que podem agir pelas costas das outras facções, tomando decisões por elas…, o medo volta a fazer parte de suas sensações e lá fora o tempo muda novamente. – Moça, é sério, eu não tenho nada a ver com aquilo. Eu só recebi um convite e aqui estou eu, não me machuque, por favor. – Leon Scott McCall se vê novamente no ensino médio, mas ali é diferente.
A garota lhe mostra um meio sorriso – psicopata, ele define –, antes de lançar um raio com a ponta dos dedos e errar. O garoto desvia de última hora e o coração acelera junto com o corpo que se arrepia por inteiro. SOCORRO. As vozes tornam a gritar e só então ele nota que o raio acertou o monte de entulhos onde estão escondidos/presos em baixo. – Eu não quero lutar com você, eu não quero te ma… – Antes mesmo que terminasse a frase, Leon sente o ombro esquentar, queimar em seguida e se vê no chão com a pele do ombro descamando com bolas como efeito da descarga elétrica sofrida. Ela ri diabolicamente. – Moça, é sério, eu não controlo os meus poderes, não quero machucar ninguém aqui. – Leon a adverte, mais uma vez, sem manter contato visual com ela, olhando para baixo, para o reflexo do ombro em um pedaço de vidro com reflexo no chão, onde está caído, se concentrando para não mais sentir aquela dor.
Esta debocha ainda mais do garoto, queima algumas partes de seu corpo com pequenos choques por pura diversão enquanto cospe insultos para cima dele sobre como ele é fraco, sobre como a facção um é traidora e sobre como ela a maioral, mas chegou ao ápice de sua paciência quando, para provocá-lo, ela desferiu alguns golpes com seu poder na pilha de escombros que ainda pensa como tirar.
Os ventos tornam a soprar fortes irrompendo a porta de entrada e o buraco feito por ele no teto. – Eu avisei que eu não controlo os meus poderes. – Diz ao se levantar. A garota se vira para ele, com o sorriso divertido que mostra desde que a viu pela primeira vez, e se prepara para a luta. As mãos erguidas na altura do rosto exibe fios de energia subindo pelos dedos e por entre eles desde suas bases até a ponta. Com as duas mãos, ela lança seus raios elétricos para cima de Leon que invoca um único raio dos céus que apara o ataque da jovem. Então o garotinho também mexe com raios – Eu faço muito mais que apenas mexer com raios. – Mais um raio é evocado por Leon e acerta a moça em cheio que se mantém em pé. Obrigada, isso é… Revigorante, ela o absorve sem encontrar nenhum problema e manda em sua direção de volta. O menino salta para o lado e sente o ombro arder em queimação. – Já chega.
Seus olhos saem do tom castanho e se tornam completamente branco, embranquecem novamente repetindo o mesmo ato de quando ajudou o garoto com o pé quebrado. Os ventos se tornam ainda mais intensos, fortes o bastante para criar um tornado do lado de fora ou até mesmo onde está. A garota se desequilibra e ainda assim tenta lançar seus raios em Leon que são desviados pelos ventos, ela então tenta avançar contra o garoto, mas tem seus movimentos quase impedidos pelos ventos. Leon torce o pescoço e se esforça mais e mantém o contato visual com a jovem levando os ventos a aumentar ainda mais. Todos os escombros, todos os entulhos, tudo dentro daquela sala vão se arrastando ou voando direto para uma única parede, a que está a sua frente como resultado de seu poder. – Eu disse que não queria machucar ninguém. – Uma mesa passa voando por ele e atinge a moça que vai de encontro para a parece e o vento cessa novamente, deixando o ar calmo como antes.
As pernas fraquejam e os olhos voltam ao normal. Sua respiração está difícil, mas não o impede de ir até a escada, agora quase sem nenhum entulho, e ver que partes dos escombros de cima não estão mais lá e que as pessoas, antes presas ali dentro, agora se veem livres. – Andem, vamos sair daqui. – Assim como a respiração, Leon fala com dificuldade e tem o equilíbrio amparado por dois garotos, um alto e robusto que deve ter uns vinte e três anos, e um baixo e franzino que não deve ter passado dos quinze. – Obrigado. – Diz ao se apoiar em ambos e partirem para fora do, em algumas horas atrás, foi um grande e luxuoso salão de festas.
Leon conversa com esse pequeno grupo de cinco pessoas antes que estas partissem. Visivelmente cansado, esgotado pelos poderes, ele arrasta os pés em passos lentos e descoordenados. Visão turva e sem foco não o impede de coloca-se a procura de Stephen. – Stephen…?
Stephen realmente acreditava que seria capaz de retirar aquelas pessoas dali sem maiores empecilhos. Todo seu corpo ainda doía, e era como se os membros se retesassem a cada minuto. Cada contração era uma fisgada mais ríspida de dor, cada passo era como caminhar num solado de pregos, e a mente do irlandês já havia abandonado o fingimento de mascarar a dor, banhando o moreno numa tormenta que ele sabia que nada em seu alcance faria parar no momento. No entanto, mesmo naquele cenário de caos, com fumaça por todos os lados, gritos ainda a serem ouvidos, e feixes se abrindo do salão para a noite, a mera ideia de que cumpriria seu dever com aquelas pessoas servia como energia extra para Barlow. Pelo menos até chegar naquele beco afastado do local da festa, momentaneamente protegido do estopim daquele lugar, e deixar o garoto que trouxera em seus braços. Quando olhou por cima de seu ombro para trocar um olhar cúmplice de missão cumprida com o jovem dotado da mutação climática, percebeu o detalhe gritante de sua falta. Ele não estava lá.
O desespero fora imediato, mas mesmo energizado, Stephen não pôde agir instantaneamente. Suas pernas vacilaram e o rapaz sentou-se no chão sebento, levando os palmos à cabeça e respirando com dificuldade. Por deuses, seu cérebro parecia prestes a queimar. E mesmo contra qualquer indicação física de exaustão, o irlandês ainda usava seu escudo, ainda o expandia com as pessoas ali próximas, que agora ignoravam sua presença para se abraçarem com lágrimas nos olhos e sussurros acalentados, comemorações sutis do fato de que haviam sobrevivido.
Parte de Barlow alegrava-se com aquilo, e seus músculos faciais até ousaram um esforço para fazê-lo sorrir, mas a única coisa que recebeu fora outra agulhada mental, e o jorrar igualmente repentino de mais sangue por seu nariz. Esquecido contra aquela parede, o irlandês ofegou, abrindo as pálpebras e assistindo os pingos espessos de cor rubra caírem no espaço entre suas pernas, misturando-se com uma pequena poça de água no chão. Seu corpo lhe dizia para parar, mas seu âmago, mesmo em frangalhos, dizia para ir em frente.
O moreno ergueu a cabeça, respirando profundamente aquele ar da noite livre de confusões mesmo que por um mísero nanossegundo, antes de olhar pelo caminho pelo qual viera. Aquele rapaz de fato não estava ali -- e aquilo era motivo o suficiente para fazer Stephen voltar. Precisar achar ele, achar Thrisha, achar quem mais estivesse perdido no meio daquele tártaro causado por indiferenças doentias. Era seu dever.
Os minutos que passara naquele beco haviam servido para recobrar suas energias. Ainda sentia que seu corpo lhe trairia a qualquer momento, que seu escudo já não ofereceria mais a proteção integral do começo do baile, e sobretudo que não podia mais confiar em suas próprias ações, mas precisava se arriscar. Stephen trocou alguns palavras com o grupo que trouxera ali, dizendo-lhes que direção seguir, e assim disparou novamente ao encontro daquele caos.
Estava novamente dentro do próprio inferno. No instante em pisara no salão, as lembranças sufocaram o irlandês. Via em sua mente os rostos assustados das vítimas que não pudera salvar, o corpo imóvel do mutante que havia espancado. O fantasma da última expressão positiva que vira na face do jovem de outrora, antes de notar que ele havia desaparecido. Mesmo contra a súbita imersão naquele mar de negativismos, Stephen seguiu. O caos irrompia de todos os lados, haviam brigas acontecendo ainda, porém mais importante do que interferir nelas, era auxiliar aqueles que estavam nas mãos dos novos focos de incêndio espalhando-se no salão. “Mas que merda, isso só pode ser brincadeira.” Praguejou verdadeiramente irritado, desejando ter qualquer mutação contrária para apagar a existência do maldito mutante pirocinético que continuava causando aquilo. Incapaz de fazê-lo, no entanto, o moreno apenas buscou novos grupos para ajudar.
Debaixo de uma mesa, encontrou duas crianças junto de uma mulher que um dia fora elegante, mas que agora trocava o escarlate do vestido pelo sangue que escorria de sua cabeça. “Ma’am, are you okay?” O irlandês indagava alarmado, mas única resposta que obtinha era um gesto fraco das mãos da mulher, e o pedido mudo de seus lábios. “Take my kids out of here.” Entretanto, Barlow era um maldito teimoso, e escolhia voluntariamente tirar todos os três debaixo daquela mesa na linha de um fogo que não parecia acabar.
Era como se o tempo tivesse parado. Stephen conduziu a mulher e as crianças para fora daquele salão e dali para o beco. Aquela era sua saída oficial, e a qual serviu para abrigar o novo padrão que começava: O irlandês voltava para a festa em passos corridos, buscava todos aqueles debaixo de escombros e fracos demais para usarem seus poderes, e os levava para aquela viela mal iluminada, mas que agora servia como um oásis no meio de um deserto de fogo.
Já havia perdido a conta de quantas viagens fizera. De volta ao salão por qualquer que fosse a vez, Stephen permitiu-se respirar e enfim olhar a volta, agora sem mais procurar pessoas, mas, sim, detalhes da situação. E quase como um sopro de ânimos, percebeu: O descontrole psíquico havia acabado. Sua mente não mais captava as ondas esmagadoras de outrora. Quem quer que fosse o mutante telepata que havia perdido as estribeiras e colocado o salão em um martírio mental -- e ele tinha uma vaga noção de quem --, havia cessado agora. Podia, finalmente, afastar sua zona de proteção.
No instante em que desfez as conexões formadas pela extensão de seu bloqueio, Barlow se arrependeu. Não porque aquilo lhe fazia inútil, mas porque retrair toda aquela carga repentina o fez experimentar a sensação nítida de ter um taco de baseball sendo arremessado contra seu cérebro. Mesmo sem desejar, o irlandês bradou, os palmos tapando suas orelhas, a estática lhe sufocando. Subitamente desfazer uma barreira que estivera ali a noite toda o havia tornado violentamente acessível em questão de segundos, e a quebra brusca de parâmetro fora o suficiente para lhe fazer desejar vomitar. O salão girou ao seu redor e o rapaz tossiu, expelindo uma larga quantia de sangue contra o piso imundo. Trêmulos, os dígitos levaram a borda do que um dia fora um terno impecável aos lábios, limpando o sangue, e forçando o irlandês a olhar adiante mais uma vez.
Foi aí que o viu. Aquele rapaz com os cabelos da mesma que os seus, ainda que a estatura fosse menor. Ainda que os dois estivessem, claramente, no mesmo estado exausto.
Levara alguns bons segundos para entender o que acontecia, vendo-o subitamente cambalear como se atingido por algo àquela distância, até que a compreensão viesse tal como a súbita brisa que entrava no salão: Ele estava lutando. Imóvel em seu lugar, Stephen assistiu todo o desenrolar da cena: Os ventos, os ataques vindos de uma moça que desconhecia, os raios que incindiam flashes de luz no salão, e o instante em que uma mesa atingiu a adversária daquele rapaz; encerrando a briga, e colocando o clima dentro do que restava do salão na vertente da calmaria anterior. Pelo menos agora não via mais destroços.
Barlow quis sorrir, até juntar os palmos em uníssono como aprovação para o esforço alheio, porém tudo o que viu quando ele voltou ao habitual fora o fraquejar de suas pernas. Stephen não precisava estar perto para saber que o desconhecido estava prestes a apagar -- e mesmo assim, lá estava ele. Lutando e tentando ajudar as pessoas, como o próprio irlandês e sua teimosia faziam. Mais uma vez revigorado pela cena anterior, Barlow se moveu, mantendo o foco de seus olhos naquele novo grupo de pessoas que saía de um espaço antes coberto por escombros, e agora se dirigiam para fora do salão.
Stephen desviou das mesas caídas e o que restava do local, afastando o olhar somente para fitar o teto que agora se abria para a noite caótica, antes de finalmente alcançar os jardins da mansão que sediava o espaço da festa, e chegar até o outro rapaz. No mesmo momento em que tinha a impressão de ouvir algum chamado de sua voz.
“Hey, I’m here.” Respondeu depressa, aproximando-se do desconhecido e colocando a mão em seu ombro. “Eu vi aquilo… Foi incrível. Não tenho outra coisa pra falar.” Mesmo que a situação não fosse propícia para elogios, Stephen proferiu o seu, arriscando um olhar assombrado e repleto de incentivos, antes de perceber a fraqueza do corpo do outro. “Você está..” Tentou indagar, mas a súbita noção de que ele não era mais capaz de aguentar o próprio corpo se concretizou, quando o tronco do rapaz se moveu para a frente e Barlow rapidamente o segurou, oferecendo algum suporte. “Hey.” Exclamou, alçando o tronco alheio para que ele não fosse ao chão, e buscando as íris escuras do rapaz, não mais brancas como há minutos atrás, para encontrar algum sinal de que ele entendia o que falava. “Chega, acabou. Entendeu? Você não vai mais lutar, nós vamos dar o fora daqui.” Seu tom era assertivo, e talvez já não mais cativo como fora anteriormente, mas precisava fazê-lo entender que tinha que sair dali. Sem mais ficar para trás.
character aesthetics | STEPHEN BARLOW [02/?]
"I broadcast my feelings As if I am an old tv That still uses Satellite The audio is never in sync There’s no clear image Often there’s just S t a t i c”
Estudos comprovam que milkshake melhora o humor de qualquer um, então acredito que seria uma ótima pedida pro momento. You know, comida tem quase o poder de cura.
What are you doing here, Thrish?