Olha só quem os ventos nos trazem… PENELOPE BLANCO, não é? Que curioso, por um instante, eu poderia jurar que você era MELISSA COLLAZO, mas sejamos honestos: ela jamais sobreviveria ao destino dos heróis. Os deuses me sussurraram que você tem 25 anos, jovem o bastante para enfrentar seu destino, mas velho o suficiente para pagar o preço da herança divina. Sendo filha de ARES e criada sob as leis do ACAMPAMENTO MEIO-SANGUE, a mudança para um novo lar deve estar sendo difícil para você. Talvez você precise se acostumar a ouvir seu nome seguido do título DIRIGENTE e espero que, até lá, tenha encontrado aliados dignos no SETOR BELICA. Que os deuses lhe observem e que as Parcas, por ora, sejam misericordiosas.
¹ summary . ² connections . ³ full background .
⚔ 𝐛𝐚𝐬𝐢𝐜𝐬.
nome: penelope blanco
apelidos: penny, pen, nell, lupe
idade: 25
hierarquia: dirigente do setor belica
atividades: instrutora de combate corpo a corpo & cuidados com a horta e estufa
personalidade: temperamental, destemida, audaciosa, cabeça-dura, protetora
⚔ 𝐞𝐧𝐡𝐚𝐧𝐜𝐞𝐝 𝐚𝐛𝐢𝐥𝐢𝐭𝐢𝐞𝐬.
força ampliada - resistência física
⚔ 𝐰𝐞𝐚𝐩𝐨𝐧. par de espadas
Apesar de sua bênção garantir o manuseio de qualquer arma, Penelope tem preferência pelo par de espadas que seu pai presenteou após sua reclamação. Feitas de bronze celestial, ambas são xiphos gregas com lâminas de 60 cm e cabo decorado em couro vermelho. Em uma das espadas, gravada em grego antigo, está a palavra fúria (μῆνις) e na outra, a palavra guerra (πόλεμος). Quando não estão em uso, as espadas se tornam braceletes de bronze.
⚔ 𝐩𝐨𝐰𝐞𝐫. replicação
Penelope é capaz de multiplicar-se, mas apenas por um período de tempo; afinal, nenhuma réplica dura para sempre. Caso ela tente forçar o tempo de duração de uma réplica a prolongar-se, é possível fazê-lo, mas a custo de sua energia (física e vital); a verdade é que, para cada réplica, um pouco de si é cedido para que esta possa existir e, quando o tempo limite é excedido, essa energia vital não retorna para a fonte e, portanto, Penelope fica extremamente cansada e vulnerável, precisando de várias horas ou até mesmo dias para se recompor. Quanto mais energia se gasta, maior é o tempo de recuperação.
⚔ 𝐛𝐥𝐞𝐬𝐬𝐢𝐧𝐠. odicinese
Concedida por seu pai após seu sucesso em uma missão, a odicinese é a habilidade de manipular qualquer arma com a qual entre em contato. Basta simplesmente tomá-la nas mãos para que saiba exatamente o que fazer com ela para que seu uso seja rápido, eficiente e, mais importante, letal. Espadas sempre parecem se adequar às suas mãos; facas e adagas tornam-se ainda mais rápidas e perigosas quando ela as manuseia, e armas de fogo não são um mistério pra ela, tampouco armas de guerra. Contudo, por não ser uma divindade como seu pai, sua habilidade não se estende a conjurar armas por vontade própria. É necessária muita concentração para isso e, quando ela consegue, as armas que conjura a partir de outros objetos respeitam as dimensões iniciais de sua origem. Uma caneta jamais poderia se tornar um tanque de guerra, por exemplo.
— 🌬️🔥NÃO POSSUÍA AS MESMAS HABILIDADES primorosas dos filhos de Ares em combate, mas partilhavam de uma natureza genuinamente caótica, dentro do possível da comparação. Por isso, não deveria ter sido exatamente novidade para ninguém que Piero se envolveria com alguma filha do deus grego da guerra, mais cedo ou mais tarde, sendo Penélope sua escolhida para isso por alguns motivos óbvios: a beleza, as habilidades e, sobretudo, a personalidade, embora, ultimamente, Piero tivesse admitido a si mesmo que andava preferindo as mais tranquilas, ou, pelo menos, as que menos ameaçassem socá-lo por alguma gracinha feita no dia a dia. De qualquer forma, realmente continuava apreciando a presença da Blanco, fosse nas noites em que conversavam sobre suas atribuições dentro dos cargos que ocupavam, durante os treinos de combate ou simplesmente qualquer outro cenário em que se topassem e decidissem conversar, como agora. Embora, diante da abertura final dela, Piero tivesse recalculado só um pouco sua rota, decidindo se arriscar; um ano e meio já havia se passado, mais recentemente ele havia se enfiado em um relacionamento catastrófico com Zehra e isso ainda doía um bocado, mas sua percepção sobre até onde poderia ir ou não se contaminava um pouco sempre que seus olhos pousavam sobre Penny. "Se prometer que não vai querer me socar de novo, mesmo sem poder fazer isso hoje à noite, eu posso te mostrar."
Havia algo de contraditório no relacionamento dos dois, ela sabia. Um término relativamente conturbado não deveria resultar em ambas as partes permanecendo amigas, mas ali estavam eles. A verdade era que, apesar do namoro não ter dado certo, Penelope gostava de Piero e estava mais do que disposta a tê-lo em sua vida sem estarem romanticamente envolvidos. Ele era uma boa companhia e havia maturidade em admitir que, por mais que não funcionassem como um casal, poderiam funcionar de outras formas. — Prometer? Você me conhece melhor que isso. — Ela inclinou levemente a cabeça, o olhar fixo nele enquanto girava uma pétala de hibisco entre os dedos. — Mas ok, me impressione. E se eu achar sem graça, a gente reconsidera essa parte do soco. Pra amanhã, é claro. — Completou, assentindo brevemente.
@battledaughter sent: "you're making this very difficult for me."
⟡˙⋆˖ ☘︎ ݁˖⋆˙⟡ "O que? Por que? que que eu to fazendo?" perguntou Gwyn confusa, em seu ponto de vista não estava fazendo nada demais, pelo menos nada que justificasse a chamada de atenção. "A menos que minha beleza esteja te distraindo" Brincou, tentando descontrair um pouco.
— Tá me fazendo rir. — Foi sua resposta. Resquícios de um sorriso ainda marcavam seu rosto, mesmo por trás da expressão indignada, como se fosse óbvio. — Sabe, eu tenho uma imagem a manter. Sou a dirigente séria, etcetera; não posso ficar distribuindo sorrisos por aí à toa. Isso é coisa do Matteo, sabe? — É claro que ela não falava sério, não mesmo. Poucas pessoas recebiam seus sorrisos genuínos; isso era um fato, mas isso não queria dizer que ela nunca sorria ou que se limitava a uma imagem a ser mantida. Contudo, inspirada pela energia do festival, Penelope se permitiu brincar um pouco.
Um olhar rápido ao redor era tudo o que Matteo precisava para acessar toda a situação. O sentimento de paralização que havia sentido ao ver Fauno morrer daquela forma precisou ser deixado para segundo plano diante do ataque. Haviam muitos karpoi, muitos mesmo. Acreditava que talvez houvessem mais deles do que haviam campistas. E para piorar, muitos deles estavam embriagados, ele próprio havia bebido, mas aquilo não era o suficiente para que não conseguisse focar assim que percebeu o ataque. O clamor da batalha ecoava em seus ouvidos e imediatamente o deixava com todos os sentidos em estado de alerta. Preparava-se para desembainhar Ptolemaea quando um karpoi o atacou no tornozelo, deixando arranhões irritantes ali, ainda que não propriamente dolorosos. — Cazzo. — xingou, dando um chute na pequena criaturinha para afastá-lo por tempo suficiente para puxar seu pingente e deixar que ele se transformasse no seu espadão. Porém, ao fazê-lo com mais força do que planejava, acabou acertando o karpoi em um daqueles gigantes bizarros que haviam surgido do chão. E agora tinha toda a sua atenção em si. Levantou o espadão com as duas mãos e preparou-se para o ataque, percebendo que não estava sozinho. — E aí, esquentadinha? Vamos chutar o traseiro daquele treco juntos ou só quer me ver virar geleia? — o bicho se aproximava deles lentamente, com um de seus enormes punhos de terra e sabe-se-lá-mais-o-quê, mas ainda assim Matteo permitiu-se olhar para a parceira Dirigente e lhe direcionar uma rápida piscadela. — Ou você prefere trabalhar sozinha? Porque, por mais que fosse me agradar muito te assistir lutando em toda a sua beleza letal, não faz muito meu estilo sentar e observar em uma luta. — enquanto flertava descaradamente com a filha de Ares no momento mais inapropriado possível, o gigante aproveitou seu momento de distração para tentar pisoteá-lo. Com sorte, Matteo tinha ótimos reflexos e conseguiu desviar-se habilidosamente do enorme pé da criatura. — Parece que a coisa terra tá com pressa. — ironizou, golpeando com Ptolemaea e arrancando um bom pedaço de terra de onde supostamente devia estar a panturrilha da coisa, o que não pareceu fazer nenhum efeito na criatura.
Ela jamais admitiria a qualquer um o quanto sentiu medo mais cedo naquela noite; o quanto todos os pelos de seu corpo se arrepiaram ao ouvir o som terrível que logo descobriu vir de Pã, encolhido em frente à fogueira após ser acidentalmente invocado em pessoa ao acampamento. Jamais admitiria como o ar lhe faltou ao ver a figura se dividir, tornando-se então Fauno e Pã separadamente, somente para aniquilarem um ao outro ao tentarem se atacar. Ela esperava que ninguém tivesse visto as lágrimas que, instintivamente, marejaram seus olhos pelo choque; pelo medo do que aquilo poderia significar. Mas não houve tempo para processar o que tinham visto, pois fosse por bênção ou maldição, karpoi invadiam e inundavam o espaço, demandando atenção imediata. O pouco vinho em seu sistema não era o suficiente para afetá-la, mas o choque do acontecido sim e por isso Penelope demorou alguns momentos para retomar o foco, dedicando-se, a princípio, somente a afastar as criaturinhas irritantes com seus pés, conseguindo chutar alguns deles para dentro da fogueira. Como se sentissem que eram necessárias, suas espadas assumiram suas formas reais e os braceletes desapareceram de seus punhos ao tomar Mênis e Pólemos em mãos. O que a trouxe completamente de volta ao momento, porém, foi uma voz conhecida. Matteo. — Te ver virar geléia? Don't threaten me with a good time. — Atirou, rezando para qualquer olimpiano que a escutasse para que o filho de Vênus não tivesse notado seu choque inicial. Os flertes dele, porém, ajudaram-na a manter o foco. — Por que é que você flertar num momento desses não me surpreende? — Era mais um comentário solto do que uma pergunta direcionada a ele de fato. — Está tentando se matar?! — Ela o repreendeu tão logo o viu desviar por pouco de ser pisoteado pelo gigante, fatiando mais alguns karpoi que insistiam em tentar subir por suas pernas.
— Ah, disso não tenho dúvidas. — Mark parecia estar brincando, mas levantou as mãos de forma apaziguadora. A última coisa que queria era estar no lado ruim da filha de Ares, tinha muito medo dela para se atrever. — Ah bom, já estava achando que tinha perdido a cabeça e esquecido que me conhece há anos. — deu um gole de seu vinho, observando ainda desgostoso as pessoas que aproveitavam o festival ao redor da pergunta. Suspirou ao ouvir a pergunta da garota. — Está tão aparente assim? — perguntou desgostoso. — De fato, nada disso faz o meu estilo, mas que escolha temos, não é mesmo? Mas a sua companhia é agradável o suficiente para deixar as coisas melhores. — sorriu de lado para a garota. Gostava dela, apesar de acima disso ter medo dela, afinal, mesmo com seus longos anos de treinamento, Penelope podia derrubá-lo com apenas uma mão enquanto tomava um latte com a outra.
Fossem os anos como conhecidos ou o ar do festival que começava a afetá-los ao deixar todos mais "soltos", Penelope sentiu certa abertura do rapaz para lhe falar abertamente. — Acho que as pessoas não te dão muito crédito, sabe. — Começou, observando-o sem escrutínio. — Não precisa de muito pra entender que você não é ruim como mostra ser. Só te conhece a fundo quem tá disposto a tentar. — Ela sorriu, surpreendentemente amigável, antes de continuar. — Basta te ver com a filha de Hermes. Mas, sim, sobre as suas opiniões sobre o festival, elas estão bem estampadas na sua cara. Podemos reclamar juntos de algumas baboseiras romanas. Convivo muito com dois deles, posso te dar insights interessantes sobre a forma como veem as coisas.
— Não acho que os deuses vão nos ouvir. Então não sei se vale a prece — deu de ombros, respirando fundo. Há algum tempo não escutava a voz do pai e isso estava demasiadamente estranho. Ophelia temia com o que poderia acontecer em seguida. — Acha mesmo que eles vão ter tempo para isso? Quando eu era mais nova no máximo joguei rolos de papel higiênico molhado na cabana do senhor D. E você? — perguntou com uma certeza curiosidade. — Ah, o de sempre, torcendo para que tudo dê certo no festival... Coisas estranhas as vezes acontecem, coisas assim.
— Não é porque não respondem que não nos escutam. — Não havia animosidade em suas palavras, mas sim a singela esperança de que, apesar do silêncio, seus pais ainda os ouviam; de que ainda estavam lá. Mas, ainda assim, imaginar que os ouviam e escolhiam permanecer distantes e silenciosos era ainda pior, passando longe de um consolo real. As travessuras passadas de Ophelia, porém, trouxeram um pequeno sorriso ao rosto da filha de Ares. — Corajosa, gostei disso. Devo ter enfiado a cabeça de alguns insuportáveis na privada. — Ela deu de ombros sabendo que dificilmente sua postura como adolescente era algo louvável para a atual dirigente de setor. — E quando coisas estranhas não acontecem com semideuses, não é?
Uma vez no banheiro, enquanto Bea ocupava-se da inspeção rotineira de seus piercings, Penelope adiantou-se em pegar sua própria escova e pasta de dentes, apoiando o quadril de leve contra a pia enquanto desenroscava a tampa do tubo. Colocou uma quantidade generosa nas cerdas antes de erguer o olhar para o espelho, observando o reflexo das duas ali enquanto começava a escovar os dentes, o movimento ritmado enquanto acompanhava Beatrice pelo espelho por alguns segundos, curiosa, antes de enxaguar a boca rapidamente. — Duvido que rejeitem qualquer coisa em Las Vegas. Devíamos achar um daqueles padres vestidos de Elvis, aposto que o Matteo ia adorar. — Ela riu, imaginando a cena de um casamento triplo com um cerimonialista caracterizado como o rei do rock. Tornou a encará-la pelo espelho, a expressão descrente pelas perguntas feitas, apontando a escova de dentes na direção da amiga. — Por favor, você ouviu o que disse? Se alguém nessa dupla fosse ficar envergonhado com alguma coisa, teria que ser o Dilan.
—🗡️ 🩸"Eu quero casar de branco, com véu, grinalda e tudo que tenho direito. Quero a mídia no meu casamento também, para eu ter provas que me casei com os dois dirigentes e ter minha parte na influência política desse lugar." Lançou-lhe um beijo através do espelho logo depois de terminar de se ajeitar: a escova, os piercings, a verificação dos cachos naquele cabelo enorme e pesado que, embora estivesse cheio de poeira, fuligem e afins, ainda era chamativo. Vivia preso por conta dos treinamentos, então naqueles momentos de pausa, era bom poder deixá-los soltos. "Falando assim, fica parecendo que você não sabe que eu sou uma mulher tímida e contida. Tanto que tô até cogitando um trisal. Mais um pouco e eu tô virando uma trad wife, mesmo que de outros dois semideuses. Ao mesmo tempo. Cada um dividindo o mesmo neurônio comigo, mas ainda assim..." Uma nova risada divertida, antes que seus olhos identificassem a figura de uma filha de Quione, um desafeto particular seu, adentrando o espaço do banheiro. Os olhos claros de Beatrice queimando na direção das costas dela, antes de se voltar para a amiga, abandonando um beijo estalado em sua de suas bochechas e um tapinha amistoso na altura de um de seus ombros. "Vamos nessa. Temos que voltar para nossas duplas dinâmicas. Serei toda sua na parte da noite, mas temos chão até lá."
—🗡️ 🩸 BEATRICE NÃO PRECISAVA OLHÁ-LA diretamente para conseguir pescar algum incômodo em Penélope sempre que falava de seus outros amigos, até porque, com ela, era igual. Duas mulheres ciumentas co-existindo, dedicadas às amizades que possuíam, como poderiam não ser carne e unha a ponto de não desejarem se partilhar? Era complexo. De qualquer forma, já nas dependências do banheiro, Bea tratou de ir até uma das pias dispostas para começar todo o ritual básico entre refeições: conferir os piercings da região da boca, remanejá-los com cuidado, alcançando sua bolsinha para retirar de lá a pasta, a escova e o mini enxaguante bucal. Apropriado de Lucca, seu irmão por parte de Belona, sem a menor pretensão de devolver o item emprestado a menos que ele o reivindicasse. "Isso foi tão romântico. Podemos nos casar em Vegas na próxima missão em que sairmos juntas, que acha? Será que aceitam um trisal? Tenho que pensar na minha parte da herança." Brincou, agora a fitando através do espelho. Realmente não tinha proximidade com gregos, mas sua conexão com Penélope viera de um lugar inusitado nesse sentido, mas previsível por ser filha de Ares. "Sinceramente, já fiz tanta coisa na vida de primeira com alguém que mal conhecia. Que mal faria um banho? Quem sabe eu deixe o Dilan esfregar minhas costas." Brincou ainda que o tom não mudasse muito, agora se entretendo pelos próximos minutos com a escovação dos dentes. O cuidado redobrado por conta do piercing no smile; e na língua. E no freio debaixo dela, até conseguir deixar a boca livre por mais alguns instantes. "Por que é que ele ficaria envergonhado e não eu, dona Penélope? Por acaso acha que eu não sou uma mulher recatada?" Definitivamente não, levando em conta o que havia acabado de dizer sobre gente desconhecida e intimidade. "Que eu não tenho vergonha na cara?"
Uma vez no banheiro, enquanto Bea ocupava-se da inspeção rotineira de seus piercings, Penelope adiantou-se em pegar sua própria escova e pasta de dentes, apoiando o quadril de leve contra a pia enquanto desenroscava a tampa do tubo. Colocou uma quantidade generosa nas cerdas antes de erguer o olhar para o espelho, observando o reflexo das duas ali enquanto começava a escovar os dentes, o movimento ritmado enquanto acompanhava Beatrice pelo espelho por alguns segundos, curiosa, antes de enxaguar a boca rapidamente. — Duvido que rejeitem qualquer coisa em Las Vegas. Devíamos achar um daqueles padres vestidos de Elvis, aposto que o Matteo ia adorar. — Ela riu, imaginando a cena de um casamento triplo com um cerimonialista caracterizado como o rei do rock. Tornou a encará-la pelo espelho, a expressão descrente pelas perguntas feitas, apontando a escova de dentes na direção da amiga. — Por favor, você ouviu o que disse? Se alguém nessa dupla fosse ficar envergonhado com alguma coisa, teria que ser o Dilan.
Olivia estava finalizando o seu momento de estar separada quando escutou um comentário breve perto dela. O seu olhar foi atraido e reconheceu imediatamente a dirigente do setor Belica, já que, para ela, era fundamental saber quem eram os campistas que estavam no comando, principalmente. Com o questionamento, ela passou alguns segundos refletindo sobre ter ou não ter preocupações naquele festival. Embora Olivia gostasse muito das tradições do seu acampamento e se esforçava bastante para realizar, era difícil estar totalmente relaxada. É como se ela precisava estar alerta o tempo todo para evitar que situações complicadas pudessem surgir. — Na verdade, concordo com você. Não tem como não ter preocupações dada a nossa situação atual. Eu sei que esses momentos deveriam nos ajudar a sermos mais... tranquilos, ou pelo menos respirar um pouco um ar mais de paz. Mas... Não é tão fácil, né. E com o quê está preocupada? —
Imediatamente soube tratar-se de uma semideusa do Acampamento Júpiter, não por qualquer trejeito, mas por não reconhecer seu rosto de imediato. Penelope era uma excelente fisionomista e, estando extremamente familiarizada com os rostos dos campistas da colina meio sangue, era de se esperar que ela conseguisse diferenciar os colegas assim. Ela manteve o olhar sobre Olivia enquanto ela parecia genuinamente pensar sobre seu questionamento. — Não quis ser desrespeitosa. — Apressou-se em comentar, já que ofender as tradições alheias era a última coisa que queria fazer. — Sei que o festival é importante e tudo o mais, mas... — Um suspiro. — É, você está certa em dizer que não é fácil deixarmos as preocupações de lado. No meu caso, penso especificamente nos adolescentes sem supervisão nas torres dos setores e em tudo o que pode acontecer enquanto estamos aqui. E você? Quais as suas preocupações esta noite?
— 🌬️🔥 NÃO HAVIA NADA QUE PUDESSE ATRAIR o olhar e a atenção de Piero como um todo, mais do que se deparar com a figura de alguma pessoa que outrora ocupara um posto de relevância em sua vida no sentido de relacionamentos, amorosos ou não. E no caso da filha de Ares, a situação não fora exatamente complexa ou dramática como Shakespeare poderia prospectar: formaram uma boa dupla na breve conexão que tiveram, mas era de se esperar que seu temperamento e sua sociabilidade não fossem agradar muito alguém como Penélope por tempo demais. De qualquer forma, não guardava mágoa; e foi por isso que se aproximou, com um punhado de hibisco na mão. "Eu nem disse nada. Mas é claro que pode ter, você pode tudo. Deixa que eu fico com toda a parte da diversão." Riu baixo numa provocação divertida, usual de sua parte; era difícil que Piero verdadeiramente estivesse disposto a dizer algo que iniciaria uma discussão num momento tão leve quanto aquela festa. "Na verdade... Por que é que você não foca em fazer algumas besteiras hoje à noite também?"
— Não precisou dizer nada, tava escrito na sua cara. — Foi a resposta imediata da filha de Ares que, apesar da rispidez no tom da voz, não mostrava raiva de verdade em suas palavras; era só a postura defensiva dando as caras antes mesmo de pensar em como se expressar melhor. Sabia que Piero era um dos que estavam mais que acostumados ao seu comportamento mais reativo; não era à toa que funcionavam tão bem como parceiros no treino de combate.
A provocação do ex-namorado, porém, arrancou dela um rolar de olhos. — Engraçadinho. Levaria um soco se não fosse contra as regras do festival. — Roubou um tantinho de hibisco das mãos dele, arrancando algumas pétalas enquanto o ouvia falar e, assim que a proposta alheia lhe alcançou os ouvidos, a sombra de um sorriso ameaçou surgir no canto dos lábios. — E que tipo de besteiras você sugeriria?
O festival parecia que não tinha fim e Ophelia estava começando a se irritar, por mais que ela levasse a celebração bem a sério. Isso era algo seu, afinal, a última vez que desobedeceu as regras, deu no que deu. Então sabia que se seguisse tudo certinho, tudo ficaria bem no final. — Acho díficil seguirem isso, estão sempre fazendo coisas estúpidas — ela murmurou de volta. Não queria dizer que tinha escutado a garota que estava próxima de si, mas infelizmente tinha escutado. — Não é a única com preocupações por aqui...
— Eu não falava exatamente do pessoal aqui conosco, mas vale uma prece. — Concordou, correndo os olhos pelos demais reunidos ali, sabendo que bastava muito pouco para que algo fugisse do controle e que besteiras começassem a se desenrolar por ali. — Minhas preocupações se estendem aos mais novos, sozinhos nos alojamentos e suas besteiras em potencial. E as suas? Se quiser dividir alguma, é claro.
Seu semblante pareceu ainda mais sereno quando confirmou o consenso entre elas. Que aquela harmonia não fosse perturbada durante o decorrer do dia. ── Por mim, parece perfeito. ── Concordou com a ideia, então acenando com a cabeça para que começassem a caminhada rumo ao estábulo. Quanto antes finalizasse aquela tarefa, melhor seria para ambas. Entretanto, já contava com um atraso mínimo, considerando que estariam na companhia de criaturas magníficas dentro de alguns minutos. Dificilmente não iriam querer desfrutar da companhia dos pégasos. ── Mas imagino que eu vá te acompanhar em mais atividades do que o contrário. Costumo me movimentar mais durante a noite. ── E neste horário já estariam livres, assim esperava. Como dirigente, imaginava que a agenda de Penelope seria muito mais intensa do que a sua. ── O que tem planejado para hoje?
A tranquilidade alheia parecia afetar Penelope desde já. Não sabia dizer se era algum tipo de habilidade da outra e, por um milissegundo, pensou em sentir-se violada ao ter as emoções controladas, mas a emoção durou pouco. Levando em consideração as regras do dia, especialmente aquelas que ditavam a proibição de qualquer tipo de confronto, se sua calma fosse, de fato, fruto da manipulação de Ayla, Penelope decidiu que se tratava de algo bom. E se não fosse, bem, ela era definitivamente contagiante. — Só o normal. Supervisionar os treinos de combate, passar na horta... Não vou te arrastar para as obrigações de dirigente, então quando chegar o momento, posso te liberar um pouco.
—🗡️ 🩸 BEATRICE CAPTOU O TOM no instante em que as palavras de Penélope escaparam pela curva de seus lábios, de modo que acabou abrindo um sorrisinho divertido na direção da amiga ao processar a resposta dela. "Apesar de formar casais ser uma ideia central dessa comemoração nos tempos mais remotos, era só brincadeira. Você ainda é a dirigente grega da minha vida." Uma piscadela divertida foi lançada na direção da Blanco, ainda que não estivessem no melhor ângulo para isso por estarem lado a lado e Beatrice ainda estar olhando um pouco para frente também. "Logo, eu sou sua primeira-dama até o dia em que morrermos ou qualquer outra coisa. Guarda compartilhada com o Matteo, no máximo, porque o conheço há mais tempo, mas até aí..." O sorriso permaneceu ali. Não era ingênua de achar que status, patentes e hierarquia não eram importantes, que influência não era fundamental na vida: criada por um mercenário ligado a toda rede de contatos possível, que sobrevivera por 45 anos graças às conexões que tinha, aos lugares que frequentara e com quem falava, além do dinheiro por trás. Ainda assim, definitivamente no caso de Penélope e Matteo, por exemplo, sua aproximação fora genuína; com o filho de Vênus há muito tempo, com a filha de Ares no remanejamento dos acampamentos. Movida por sentimentos que iam muito além de tê-los como seus superiores. De qualquer forma, no minuto seguinte, Beatrice acabou percebendo que estavam guiando seus passos na direção de um ambiente mais agradável para se aproveitar os minutos finais além da direção usual do banheiro onde pretendia escovar os dentes e dar um jeito nos cabelos arrepiados por conta da pressa em se arrumar naquela manhã. Idealmente, deveria estar comendo junto de sua dupla, mas, idealmente, também deveria ser romano. Xeque-Mate, Quiron! "Olha você preocupada com o banho também, Penny. Viu?" Provocou junto de uma risada e um apertão leve no topo do ombro da amiga. "Em geral, sempre me arrumei com a pessoa com quem estive amarrada. Nunca me importei, nudez não é tudo isso. E homens desarmados são realmente pouco interessantes, mas dá pra se soltar nesse tempo, sim. Eu não me importo, vai depender do que o Dilan vai querer e se não vai morrer de vergonha." Refletiu brevemente antes de se atentar ao nome de Ayla, tentando recuperá-lo em suas memórias do dia a dia. "Acho que sim. É preguiçoso, mas até então, tentamos alinhar nossas rotinas. Quem diria que comunicação realmente funciona..."
— Se acha mesmo que a morte poderia tirar seu posto de ser, duplamente, a primeira-dama do Belica, está muitíssimo enganada, Bea. — Sua doçura, disfarçada pelo tom jocoso, Penelope reservava somente àqueles mais próximos de si. Matteo, talvez, fosse uma exceção, já que, por vezes, acabava odiando a proximidade dos dois, ciumenta como era. Não conseguia evitar, mesmo sabendo que a amizade deles vinha de muito tempo, antes de ela mesma entrar nessa equação. Por isso, o rapaz via mais de seu tom afiado do que suas brincadeiras. — Nada disso, é só preocupação com a... logística de tudo, não com saber se isso seria uma obrigação ou não. Esquisito? Talvez, mas nada como tomar banho junto com alguém para tirar qualquer timidez do caminho. — Deu de ombros, a simplicidade da informação sendo algo tão corriqueiro quanto um sorriso entre elas. — Agora, o Dilan envergonhado é algo que eu gostaria de ver. Vai ter que me contar tudo sobre isso, se acabar acontecendo.
open starter.
pouco depois das 18h, após o pôr do sol
Desamarrada por um breve momento, Penelope aproveitava sua liberdade durante o banquete para servir-se do vinho que começava a ser servido. Havia, ao redor da dirigente, certo ar de desassossego pela ausência dos semideuses mais novos; sem a necessidade de supervisioná-los ou de seus tenentes, superiores e sub-dirigentes, era de se esperar que certa tranquilidade marcasse sua expressão, mas, por mais que tentasse fingir, aqueles que a conheciam poderiam facilmente adivinhar que, apesar de seus esforços de manter aparente tranquilidade, existia inquietação em seu coração. E aqueles que a conheciam mais a fundo saberiam se tratar da vontade de, em certos intervalos de tempo, ir verificar o setor Belica e seus adolescentes. Penelope rezou silenciosamente para que Quíron ficasse de olho nos demais, já que não marcaria presença na celebração da Lupercália, e o vinho encontrou seus lábios após um longo suspiro. — É bom não fazerem nenhuma estupidez. — Murmurou, mais para si mesma do que para qualquer ouvinte, quando percebeu a atenção de muse sobre si. — O quê? Só porque é um festival, não posso ter preocupações?
@battledaughter said: you’re not as bad as everyone says you are
Socializar não era lá o maior forte de Mark, especialmente quando estava cercado de romanos e pessoas se embebedando. Odiava festividades, quaisquer que fossem, mas aquela em especial o desagradava demais. Por isso, quando não estava amarrado a Ophelia, fazia questão de se manter longe, observando de fora, desejando poder fugir a qualquer momento. Sequer percebeu que tinha companhia quando ouviu a voz da filha de Ares. Revirou os olhos com seu comentário. — Isso parece a fala de alguém que estava agora mesmo falando de mim pelas costas. — disse sarcasticamente, e então olhou pra ela. — Eu quase te derrubo uma única vez no treino de combate corpo-a-corpo e subitamente acha que sou uma boa pessoa? Não soa como você, Penelope.
— Se tivesse algo a dizer sobre você, diria na sua cara. — Foi sua resposta imediata, e Penelope não mentia sobre aquilo. Sua sinceridade crua e desprovida de floreios era um dos motivos pelos quais, nos dias do acampamento meio-sangue, havia tido muitos desentendimentos com outros campistas. Contudo, havia um meio sorriso em seu rosto, e ele cresceu para um entretido à menção do treino corpo a corpo que tiveram. — Nunca disse que te achava uma boa pessoa. Disse que não é tão ruim quanto dizem por aí. — Corrigiu, gesticulando brevemente em sua direção com o indicador, apenas para voltar a segurar o seu copo de vinho com firmeza. — Você detesta essas coisas, não é? Onde estão seus amigos? Já te vi sorrir algumas vezes com eles; com certeza, te animariam um pouco. Ou será que consigo esse feito por mim mesma? Um milagre do festival, talvez?
Quando: Durante a tarde com @battledaughter, no horário do almoço.
Onde: Refeitório.
"Eu não tenho absolutamente nada contra gregos, você sabe. Nem contra os ctônicos, acho gente boa, inclusive. E é legal ter um dirigente ao meu lado, me sinto quase uma primeira-dama, mas porra... O Dilan é tão sossegado que me dá nos nervos. E mandão também." Desabafou com a amiga enquanto estavam na fila para devolver os talheres usados e, idealmente, deveriam seguir para outro espaço para escovarem os dentes e aproveitarem um pouco mais do horário do almoço. Solta de sua dupla de novo, ciente de que a parte da tarde não seria tão fácil porque Quíron já havia a alertado. Ameaçado, na verdade. "Como é que a gente vai se arrumar mais tarde com essas duplas? Vocês gregos minimamente sabem das regras dos banhos coletivos? Como usar cremes mágicos na pele diferente que nós, romanos, temos?" E aqui estava sua faceta não tão explorada em público, de uma mulher vaidosa e apegada à própria imagem. "Se eu me fingir de morta, será que o Quíron me liberta? E você me resgata num pégaso branco?" Muitos questionamentos enquanto respirava fundo e corrigia a postura agora que estavam voltando ao ambiente fora do refeitório, chegando a falar mais baixo antes de passar um dos braços pelo ombro de Penélope, num meio abraço. Duro, rígido, mas era. "Não é possível que a Lupa concorde com esse conceito de cooperação tão... Profunda. Com quem você ficou, mesmo?"
Ouvia Beatrice falar com uma expressão bem-humorada. — Primeira-dama, é? Pode ser que vocês acabem como ímãs, com os opostos se atraindo e tudo mais. — A provocação veio natural, quase instintiva quando se tratava da amiga, dado o histórico de como tinham se aproximado. A passos lentos na fila, um dos pés de Penelope batia repetidamente no chão, sua impaciência dando as caras, ainda que de forma discreta, enquanto esperavam sua vez de devolver os talheres no lugar apropriado. Depois dali, ela pensou, não queria mais nada além de descansar sobre a grama depois de ter os dentes escovados. — Não vamos ter que tomar banho juntos... Eu espero. — Havia incerteza em sua voz ao imaginar precisar tomar banho e se vestir enquanto amarrada a Ayla. Mesmo que fossem ambas garotas, seria, no mínimo, complicado fazer todo o necessário com uma das mãos conectada a outra pessoa. — Você faz até parecer que somos todos imundos e que não estamos dividindo a casa de banho há meses, Beatrice. — Uma risada fraca pontuou sua fala enquanto acompanhava a outra para fora do refeitório. — Tenho certeza de que algum filho de Hades ou Plutão seria instruído a trazê-la de volta, mesmo que só para o festival. Mas, sim, mesmo que você definitivamente não seja alguém que precise de um resgate, eu te salvaria. De armadura e tudo. — Sorriu com a nova provocação, piscando para ela e retribuindo o abraço ao passar um dos braços pela cintura da outra. — Duvido que ela e Quíron concordem em muita coisa. Pelo que sei, as abordagens são bem distintas. Mas fiquei com a Ayla. O dia tem sido pacífico, então tenho considerado um sucesso. Como está indo com o Dilan? Ele tem chances de terminar o dia ileso?
O olhar de Ayla se manteve sobre a fita de couro — que mantinha seu pulso preso ao da outra — durante alguns instantes, onde tentava imaginar como seria sua rotina dentro daquelas circunstâncias inesperadas. Por ora, achava tudo aquilo engraçado, mas não sabia se o humor perduraria pelo restante do dia de aprisionamento. Com um sorriso nos lábios, se dirigiu para Penelope. Ao menos não precisaria conviver com um completo desconhecido. ── Eu precisava passar no estábulo para alimentar os pégasos. ── A informou sobre sua obrigação diária, de modo que pudessem alinhar as necessidades e expectativas de ambas. ── Tudo bem por você? Ou também tem algum compromisso? ── Apenas um diálogo honesto garantiria uma boa convivência durante a dinâmica. E a filha de Selene tinha esperança de que tudo correria bem com sua dupla. ── Podemos organizar melhor nossas agendas, se for o caso. ── Os animais poderiam se queixar, mas sobreviveriam a um possível atraso na entrega de suas refeições.
A última coisa que Penelope queria era passar o dia amarrada a alguém. Seu temperamento não era dos melhores e, a depender de quem fosse o seu par designado do dia, ela sabia que o pavio de sua paciência poderia tender a queimar ainda mais depressa. Contudo, ao ter seu pulso atado ao de Ayla, Penelope se descobriu mais tranquila; pelo menos não era alguém de quem não gostava, muito menos um estranho completo. Pensou, então, que havia grandes chances do dia ser um sucesso. — É claro. — Respondeu de imediato, assentindo em concordância. — Adoro os pégasos. E, sobre as nossas atividades, o que acha de intercalarmos? Uma sua, uma minha e assim por diante.