Always, almost.
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Kaledo Art
almost home
Three Goblin Art
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Aqua Utopiaïœæ”·ăźćșă§èšæ¶ă玥ă
YOU ARE THE REASON

shark vs the universe

#extradirty

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Fai_Ryy
PUT YOUR BEARD IN MY MOUTH
"I'm Dorothy Gale from Kansas"
Cosimo Galluzzi

Love Begins
Misplaced Lens Cap

⣠Chile in a Photography âŁ
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wallacepolsom

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@chatissimo
Always, almost.
à estranho perceber que não havia nada atrapalhando a gente além de nós mesmos.
Mr. Darkman
Talvez a eternidade fosse sobre memĂłrias, nĂŁo pessoas.
â Monalisa.
te amo com gosto de despedida, porque nem na mais improvĂĄvel realidade paralela acabarĂamos juntos. teu riso Ă© a melhor melodia do meu dia, mas vocĂȘ nĂŁo Ă© a pessoa que o destino reservou para mim. te olho como aquele amor intenso, Ășnico, mas que eu nunca vou ter. que vai existir nas histĂłrias na roda de amigos, nas fotos esquecidas no celular, mas nĂŁo no meu futuro. te amo no hoje como se eu nĂŁo pudesse te amar no amanhĂŁ, porque nĂŁo sei quanto tempo mais tempos juntos e seguro tua mĂŁo com a vontade de caminhar todos os caminhos ao teu lado, mas sei que podemos nĂŁo passar da prĂłxima esquina. eu te amo porque amor nĂŁo se controla e nem se mede, mas sei que nĂŁo somos um para o outro. porque mesmo que o amor exista, sĂł o amor nĂŁo vai suportar as explosĂ”es e os estilhaços que somos. nĂŁo Ă© comigo o seu final feliz, nem o meu com vocĂȘ.
voarias
Eu vou te deixar ir embora
e vai doer sei que vai mas eu fiz o meu melhor agora nĂŁo dĂĄ mais entĂŁo guardarei o que foi bom pra nĂŁo correr perigo de esquecer
vocĂȘ
[Nossa quase histĂłria]
vĂł.
a senhora nunca vai ler isso e ninguĂ©m nunca vai te contar sobre isso. primeiro porque parente nenhum sabe que tenho isso aqui, segundo porque sou tĂmido demais pra te contar que te escrevi.
Ă© impressionante como a gente Ă© fraco, como nosso corpo cede com tanta facilidade ao tempo. foi do nada. de repente, a senhora nĂŁo tinha mais aquela força, aquela disposição. de repente a senhora mal conseguia levantar da cama e eu sentia vontade de chorar toda vez que a senhora precisava se mover. foi rĂĄpido e cruel. lembra quando seu Ășnico problema era o ouvido? eu lembro. e lembro tambĂ©m de quando a senhora nĂŁo tinha problema nenhum.
lembro de quando ainda na minha infĂąncia eu contava os dias pra entrar de fĂ©rias e imediatamente viajar pra sua cidade. ia sozinho mesmo, de van, e ia parar na sua casa. alĂvio pros meus pais, alĂvio pra mim. eu adorava... primeiro porque amava brincar com meus primos e primas. segund porque a senhora fazia tudo que eu gostava pra comer - e sinceramente, nem tinha trabalho. meu paladar sempre foi raso e nunca dei trabalho. a senhora fazia com todo o amor do mundo farofinha, caldinho... pro lanche, quebrador! nossa, como eu amava quebrador. e o natal? puts. a senhora separava com todo carinho 10 reais pra cada neto... a conta saĂa alta! hoje talvez dez reais nĂŁo seja muito mas na Ă©poca, na nossa quantificação infantil, dez reais era tanto...
com o tempo, a idade chegou pra mim tambĂ©m, e a adolescĂȘncia infelizmente me afastou da senhora. me afastei tambĂ©m dos meus primos... eu lembro exatamente do dia, talvez da minha Ășltima viagem assim, em que nĂŁo sentia mais meus primos com vontade de brincar - as crianças, agora eram adolescentes entretidas demais com a internet e com vergonha de brincar na rua.
deixei de ir pra sua cidade nas férias. passei a ir só em datas comemorativas, como natal, ano novo, dia das mães... infelizmente me afastei. depois de muitos anos me afastei mais ainda, mudei de cidade, depois mudei de estado, e agora estou completamente longe.
hoje a senhora foi entubada. e eu juro que tento ser otimista mas seu estado tĂĄ tĂŁo comprometido e a senhora tĂĄ sentindo tantas coisas que eu me sinto atĂ© culpado de querer que a senhora continue entre nĂłs. foi tĂŁo do nada. se eu soubesse que aquela seria a Ășltima vez que eu teria te visto, talvez eu tivesse dito que te amo pela primeira e Ășltima vez.
eu nunca disse que te amo porque sempre fui tĂmido demais pra falar o que sinto. eu nunca tirei foto com a senhora porque a senhora sempre foi tĂmida demais para fotos. entĂŁo tudo que me resta Ă© orar e dizer em oração o quanto eu te amo e o quanto eu quero a senhora bem, seja com a gente ou entre a gente.
eu te amo, vĂł. e eu queria ter te abraçado da Ășltima vez que a vi.
(pra vocĂȘ ler ouvindo hard for me - michele morrone)
eu nĂŁo sei se vocĂȘ ainda pensa em mim ou se vem aqui de vez em quando... eu nĂŁo sei se perdemos a validade com os meses, anos, pessoas... mas aqui estou eu. no mesmo lugar que vocĂȘ deixou - e do mesmo jeito, todo quebrado em mil pedaços que nem eu sei mais onde estĂŁo pra tentar me remontar. a gente nem se fala mais por motivos externos a gente... mas de alguma forma sei lĂĄ. pra vocĂȘ nem deve ser assim... vocĂȘ tĂĄ feliz, vivendo sua vida com alguĂ©m, seu trabalho, famĂlia etc... mas minha mente tĂĄ sempre em vocĂȘ. parece que essa Ă© a minha pena por todos os meus erros em relação a gente: pensar e estar com vocĂȘ na minha cabeça - e coração - acho que pro resto da minha vida. e eu acho que vocĂȘ deveria saber disso. nossa histĂłria Ă© muito louca, talvez sem pĂ© nem cabeça... mas a gente Ă© a gente. vocĂȘ sabe que esse texto Ă© pra vocĂȘ. sempre Ă© pra vocĂȘ. sempre vai ter algum lugar pra vocĂȘ no meu coração, mas nĂŁo Ă© como se eu precisasse abrir espaço pra te acomodar quando vocĂȘ volta porque vocĂȘ sempre estĂĄ. vocĂȘ sempre tĂĄ no meu coração, mas de alguma forma vocĂȘ sempre volta.. e quando vocĂȘ volta Ă© muito bom, muito mesmo. bagunça tudo... mas Ă© vocĂȘ. eu te amo e te tenho em cada parte minha, nĂŁo existe um dia sequer que eu nĂŁo pense em vocĂȘ. mais uma vez te escrevo com nĂł na garganta e lĂĄgrimas nos olhos. eu queria que tudo tivesse sido mais fĂĄcil, baby.
eu sou totalmente viciado em vocĂȘ e nĂŁo tenho muito o que fazer sobre isso.
te botei numa caixinha e te deixei lå. quieta. escondi, não contei pra ninguém.
mas vocĂȘ nĂŁo foi feita pra caixinhas... vocĂȘ estĂĄ em tudo; e tudo me lembra vocĂȘ.
NĂŁo vou te explicar o motivo de eu ter feito isso. SĂł espero que um dia vocĂȘ compreenda que eu nunca quis te machucar.
L.
talvez eu seja o combustĂvel pro seu ego e vocĂȘ... a tinta da minha arte
nĂŁo acho que seja justo
oi acho que podemos pular a parte do tudo bem, né?
serĂĄ que vocĂȘ ainda lembra de mim? ou melhor, serĂĄ que vocĂȘ ainda sabe quem eu sou? vocĂȘ lembra daquele tempo? em que vocĂȘ nĂŁo precisava se preocupar com muita coisa... vocĂȘ lembra daquele tempo em que seus olhos eram vermelhos apenas por causa de alguma alergia a produto de limpeza? o tempo passou... vocĂȘ... cresceu. todas as suas mĂĄgoas e dores e medos e angĂșstias e tudo que hĂĄ de ruim na sua vida foi se acumulando, e vocĂȘ, como alguĂ©m que odeia bancar o vitimista, preferiu guardar tudo pra vocĂȘ. pra mim. vocĂȘ foi me empurrando um monte de coisa ruim e eu fiquei escondido atrĂĄs delas, com medo de me mexer e de repente tudo desmoronar como a bagunça no seu guarda-roupa. aquilo Ă© um reflexo da sua vida... vocĂȘ sabe, nĂ©? vocĂȘ lembra daquele tempo? naquele tempo seus olhos tambĂ©m continuaram vermelhos, mas daquela vez foram por outros motivos. seu nariz tambĂ©m ficou vermelho, suas bochechas... ah, vocĂȘ nĂŁo sabia disfarçar. vocĂȘ lembra? seus olhos vermelhos diziam tanto sobre vocĂȘ e era a Ășnica coisa que vocĂȘ nĂŁo conseguia esconder, diferentemente de todos os seus medos e etc que empurrava pra dentro do guarda-roupa. isso vocĂȘ nĂŁo conseguiu esconder de ninguĂ©m, dela, nem de mim. mas passou, certo? ao menos era o que vocĂȘ pensava, era o que vocĂȘ me fez acreditar. vocĂȘ me fez ter esperança de que eu pudesse me mexer aqui dentro desse guarda-roupa, que talvez um dia vocĂȘ aparecesse pra lidar com essas bagunças que vocĂȘ jogou aqui dentro mas eu acho que vocĂȘ esqueceu de mim... eu acho que vocĂȘ esqueceu de mim porque o tempo passou, e seus olhos vermelhos voltaram. vocĂȘ lembra daquele tempo? naquele tempo seus olhos eram vermelhos apenas por alergia a produtos de limpeza. vocĂȘ lembra? eu lembro. seus olhos vermelhos voltaram mas vocĂȘ nunca voltou. vocĂȘ me deixou aqui - morrendo - junto com todas as coisas que vocĂȘ precisava lidar. vocĂȘ me deixou aqui dentro junto com ela, a Ășnica pessoa que vocĂȘ tambĂ©m nĂŁo conseguia lidar. porque vocĂȘ tinha medo dela, vocĂȘ tem medo dela, vocĂȘ tem medo de mim, e de tudo que vocĂȘ jogou aqui dentro. tĂĄ apertado, nĂ©? tĂĄ escuro. vocĂȘ sabe bem onde seus monstros estĂŁo e eles nĂŁo estĂŁo embaixo da sua cama. seus monstros estĂŁo no seus olhos vermelhos no espelho. nesse guarda-roupa que vocĂȘ nĂŁo quer abrir.
cara... em que momento vocĂȘ se perdeu assim? em que momento vocĂȘ se perdeu... de mim?
vocĂȘ lembra? vocĂȘ lembra de mim? eu era o verdadeiro vocĂȘ. mas seus olhos vermelhos... ah eles venceram. e agora o que vocĂȘ Ă©? isso. apenas isso. um par de olhos vermelhos que nĂŁo ficam mais em cor de mel quando o sol bate. olhos que parecem sangrar quando desaguam. bochechas que queimam e doem cada vez que vocĂȘ segura o choro porque vocĂȘ prometeu nunca mais chorar. porque vocĂȘ prometeu nunca mais sofrer por ela e de tanto se segurar, sofre mais do que o esperado. vocĂȘ Ă© sĂł isso. vocĂȘ tĂĄ morrendo e vocĂȘ sabe. vocĂȘ tĂĄ morrendo e nĂŁo tĂĄ nem aĂ. gastando seu dinheiro com qualquer coisa menos com o que deveria. vocĂȘ sabe que Ă© um merda e simplesmente aceitou. porque Ă© isso que vocĂȘ pensa de vocĂȘ, Ă© isso que ela joga na sua cara toda vez que vocĂȘs brigam. vocĂȘ lembra? vocĂȘ lembra quando seus olhos vermelhos eram sĂł alergia? eu lembro. e eu lembro todo dia.
15.05
05h29
nĂŁo ouvirĂŁo falar de nĂłs