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@dediqueime
para onde vão todas as conexões que se quebram quando duas pessoas param de existir juntas? existe algum cemitério de paixões?
A dor da partida nunca vai embora de verdade. Ela aprende a se esconder nos detalhes mais silenciosos — num cheiro esquecido, numa música antiga, numa lembrança que chega sem pedir licença.
E então, quando menos se espera, ela volta devagar… não para ferir, mas para lembrar que o que foi vivido foi profundo demais para simplesmente passar.
Algumas despedidas não terminam…
Enquanto o céu permanecia azul, você caminhava ao meu lado como se o mundo fosse leve demais para nos alcançar. Mas bastou o primeiro cinza para que o silêncio se instalasse entre nós, preenchendo cada passo com um vazio que eu ainda não sabia nomear.
E quando a chuva finalmente desabou, você partiu.
Foi embora como se a tempestade fosse grande demais para ser dividida.
Eu fiquei — encharcada, sozinha — e ainda assim dancei, porque era o único jeito de não desmoronar.
Só que você se esqueceu de um detalhe que a vida sempre revela aos corajosos:
depois de toda tempestade, por mais feroz que pareça, existe um arco-íris esperando para nascer.
E eu aprendi a encontrá-lo sem precisar de você.
“A permanência é uma escolha — nunca uma obrigação.
Você confundiu meu querer ficar com falta de opção.
E é exatamente por isso que hoje eu me despeço.
Sigo adiante, no silêncio que grita e no espanto que me desperta.
Caminho por mim, para mim, e apesar de você.”
Embora eu sinta sua falta, já não te quero mais.
vejo o silêncio
caminha ao meu lado
no meio da multidão
ou no meio da solidão
“Fala algo bonito…” — ela pediu em um sussurro, deitada ao lado dele na toalha estendida sobre o campo. O céu os envolvia, vasto, como se assistisse em silêncio. As pontas dos dedos dela brincavam com o tecido, como quem tenta segurar o tempo.
Ele virou o rosto devagar, os olhos buscando os dela.
“Se promessas não fossem feitas, nós não teríamos tantos danos.”
Ela fechou os olhos por um instante, como se aquela frase tivesse tocado um lugar fundo demais. Depois, sorriu — um sorriso que doía e aquecia ao mesmo tempo.
“Então me promete só isso… que vai ficar. Nem que seja só agora. Inteiro. Sem pressa. Sem medo.”
Ele não disse nada. Mas o modo como segurou a mão dela — firme, quente, quase urgente — foi mais honesto que qualquer resposta.
E o vento, cúmplice, soprou devagar, como quem sela um pacto.
sem promessas, sem sentimentos, sem danos.
eu sou falha, mas jamais ingrata pelas boas coisas que me rodeia.
a falta que sinto,
é de me sentir viva,
do frio na barriga,
do vento no rosto,
do sorriso mais sincero.
malho vive morto aqui dentro,
dias cinzas tem tomado conta.
Algo se perdeu,
no tempo,
no vento,
na vida.
Já não é,
tão emocionante,
ou colorida.
em lugares diferentes, te vejo, vejo olhos, sorrisos, gestos que de alguma maneira, lhe pertence. o vento costuma trazer o cheiro amadeirado intenso, levemente fresco e doce. meus ouvidos escuta ecos, ecos de um passado que não me permite seguir. de milhões de pessoas, te escolhi para me quebrar.
Eu amei
mesmo quando estava tudo acabado
eu amei
até mesmo quando você não se amou.
Deixe, as vezes é melhor ter paz do que razão…
Andei por tantos desertos, que não é qualquer cacto que me machuca.
Os olhos castanhos fixou nos meus, por um instante senti como se me faltasse o ar. Era como se ele analisasse cada milímetros de mim. Seus olhos brilhavam com um fascínio como se fosse um diamante a ser lapidado. A aproximação fazia com que meu corpo estremecesse e algo em seu perfume confessava o quão destruidor você era. Um amante da noite, em busca de uma presa.