YOU, IF NO ONE ELSE.
o pavor, misturado ao fim da adrenalina de batalha, é uma mistura que assola ao seu peito e dá espaço, mais uma vez, ao pânico. corpos que caem um a um são a única memória marcada no fundo da mente de niamh antes de escutar o esbravejar de hera. não é esperança que emana, não lhe dá força, mas intimamente, uma tristeza tão profunda que mal sabe explicar de onde vem. é terrível e ao mesmo tempo o clima que se instaura tem uma tensão tão palpável que ela mal consegue respirar. a perda está no ar, mas ainda assim se esforça a colocar uma expressão passiva no rosto ajuda na contenção de danos, fosse levando semideuses para onde pudessem se curar ou tirando os destroços de barracas para procurar mais um nome na lista de perdidos. eram tantos.
O Anel da Morada reage às suas emoções... O artefato brilha em seus dedo, inicialmente fraco, mas logo com mais intensidade, ofuscando sua visão, e quando você consegue abrir seus olhos novamente, você vê Baco em meio à escuridão, ajoelhado em um chão de rochas, seus braços presos a correntes que continuam a se estender pelas trevas até você não conseguir mais enxergá-las. O Deus respira com dificuldade, tão fraco que até parece que décadas se passaram mesmo que saiba muito bem que não se passaram nem mesmo dias do ocorrido. Líquor divino cobre sua figura, pingando ao chão, dourado, seu sangue. O olhar dele sobe ao seu, mas você não vê emoções boas, você vê medo e preocupação.
─ Niamh?
Antes que você possa responder, você sente um enorme peso sobre seus ombros, uma sensação ruim, como se estivesse sendo observada, o instinto de uma presa. Você se vira e ali está uma figura, um homem, vestindo roupas negras, como uma armadura feita de sombras, seus olhos brilham dourados em meio à escuridão, mas não como os dos Deuses, quase como se fossem feitos de ouro. Quando seu olhar encontra o dele, você fica paralisada e, como se o peso de dez prédios caísse sobre seus ombros, você sente uma pressão enorme (Sabedoria 9), obrigando-a a cair ao seus joelhos. Até mesmo respirar é difícil...
─ Parece que temos visitantes...
A voz ecoa por todos os cantos, grave, contendo poder que você nunca antes sentiu em sua vida. Baco luta contra suas amarras, mas ele está fraco. A figura se aproxima, mas com ela vêm as sombras, como se elas a acompanhassem, o lugar ficando cada vez mais escuro, você não é capaz de ver suas feições, mas seu olhar é tão hipnotizante que você não consegue nem mesmo desviar o seu do dele. Cada passo que ele dá, você sente a pressão aumentar, logo você já está colocando uma de suas mãos no chão, tentando o possível para não ser amassada contra as rochas. Sua respiração para, como se o ar não quisesse adentrar seus pulmões, e você sabe que se isso continuar, algo muito ruim pode acontecer... Então, você ouve algo se quebrar, ossos, e o olhar se desvia do seu; quase que imediatamente você sente a pressão diminuir, mas não tanto, o suficiente para que consiga respirar.
Seu olhar vai até a figura de seu pai e lá você vê de onde veio o som, seu braço quebrado de tanta força que ele exerceu para quebrar as correntes, e ele olha para você, seu cenho franzido, preocupado, e com visível dor ele aponta para você e energia divina a preenche, novamente um brilho a cega até que você novamente abre seus olhos... Lá está você novamente no Acampamento, seus dígitos tocando o anel.










