O corpo de Emmeline Vance era um campo de batalha. Isso estava evidente desde o princípio, quando a beijava e deslizava as mãos com firmeza por suas curvas como se quisesse marcar ali o seu território, como se, mesmo com os termos definidos entre eles para que aquilo que tinham jamais passaria de pura atração física, Colin ainda quisesse desbravá-la como uma ilha inexplorada e deixar ali a sua marca. Tudo que ele fazia era como uma silenciosa confissão do quanto a desejava, do quanto a queria para si.
O slytherin nunca o diria em voz alta mas não tinha qualquer problema em deixar isso transparecer na forma como apalpava suas coxas e suas nádegas ou segurava seu seio na palma de sua mão, em como a beijava e a lambia entre as pernas com a dedicação de alguém que pretendia fazê-la esquecer o próprio nome. Emmeline arqueava as costas, se contorcia e puxava a sua cabeça para mais perto de seu sexo e ele não parou por um instante sequer, beijando-a e sugando-a e lambendo-a e invadindo-a com a língua ávida sem qualquer pudor, massageando-a com um polegar e sendo guiado pelos gemidos abafados, pelos suspiros e pela resposta que recebia do corpo dela, esticando uma das mãos para agarrar o seio direito e segurá-lo firmemente entre seus dedos. E ouvi-la gemer e desmanchar-se daquele jeito havia sido suficiente para mexer com seus sentidos, confundir sua mente e fazer sua ereção latejar dolorosamente, implorando por ela.
“I need you inside me, Colin. I need you to fuck me.”
“Oh, you don’t even need to ask.” Deverill sorriu maliciosamente, levantando-se e olhando-a com um brilho quase selvagem nas íris prateadas enquanto desfazia-se de seu cinto e abria o zíper da calça do uniforme. O rapaz rapidamente abaixou suas roupas, segurando o próprio membro em uma das mãos e massageando-o lentamente enquanto se aproximava para beijar Emmeline mais uma vez, agora de uma forma um pouco mais urgente e feroz enquanto puxava os fios castanhos de sua nuca. Colin então inclinou-se sobre Vance, que estava deitada na escrivaninha, apoiando o peso de seu corpo em um dos cotovelos enquanto a mão livre manipulava seu pênis contra o sexo dela, esfregando muito devagar a glande contra o clitóris numa tortura que o fez ofegar e tomar o lábio inferior dela para si, mordiscando-o com mais força do que o usual. “Oh, fuck.” Deixou escapar, seu rosto contorcendo-se numa prazerosa careta, o prolongamento do momento que eles tanto desejavam descarregando uma onda de prazer que fez os fios castanhos de sua nuca se eriçarem. E quando não conseguia mais adiar e negar a si mesmo algo que queria de uma forma quase dolorosa, Colin penetrou-a muito lentamente e apenas alguns poucos centímetros, um gemido rouco fugindo de sua garganta ao senti-la de forma tão íntima.
Merlin, he almost slide right into her.
“God, you’re so fucking wet, Em.” Murmurou ofegante, beijando o seu pescoço e arquejando a respiração quente contra o ouvido dela, criando uma trilha de beijos que ia desde o lóbulo de sua orelha, passava por seu maxilar, encontrava o queixo e terminava em seus lábios. “So wet and so warm and so tight...” Suas palavras morreram no momento em que começou a se mover em cima dela, atendo-se a todo o auto controle que ainda tinha para não exagerar ou ir rápido demais e acabar machucando-a.
Because that night it wasn’t about him. It was about her. It was about giving her the best sex of her life and making her unlearn all the words except his name.
“God, how I missed being inside you.” As palavras saíram de sua boca tão naturalmente quanto a forma que instintivamente acelerava os seus movimentos, deslizando para dentro e para fora de Emmeline exatamente como o mar fazia quando beijava a areia.
And he would gladly drown on that ocean that Emmeline Vance was.