pelos deuses! aquele ali passeando na praia é 𝐸𝑅𝐼𝑆? ah, não, é só 𝐸𝑍𝑅𝐴 𝐵𝐿𝐴𝐾𝐸 𝐴𝑉𝐺𝐸𝑅𝑂𝑃𝑂𝑈𝐿𝑂𝑆, uma 𝑪𝑼𝑹𝑨𝑫𝑶𝑹𝑨 nos agraciando com sua beleza nos halls do aletheia hotel. as moiras avisaram: mesmo com os 𝑻𝑹𝑰𝑵𝑻𝑨 𝑬 𝑼𝑴 anos nesse novo corpo, segue tão e 𝑀𝐴𝑁𝐼𝑃𝑈𝐿𝐴𝐷𝑂𝑅𝐴 e 𝐴𝑆𝑇𝑈𝑇𝐴 quanto na antiguidade. repararam também que ele lembra muito 𝑃𝐻𝑂𝐸𝐵𝐸 𝑇𝑂𝑁𝐾𝐼𝑁? a maldição levou tudo, menos sua beleza. que prazer tê-lo como 𝐻𝑂𝑆𝑃𝐸𝐷𝐸 do nosso hotel!
𝑬𝑹𝑰𝑺: Ἔρις é a deusa grega da discórdia e do caos calculado, filha de nix. lançou a maçã dourada “para a mais bela”, gesto simples que acendeu a centelha da guerra de troia. foi éris quem mudou o curso do sol e das plêiades durante o conflito entre atreu e tiestes, os filhos de pélops.
“ 𝐿𝑎 𝐷𝑒𝑒ſſ𝑒 𝐷𝑖ſ𝑐𝑜𝑟𝑑𝑒 𝑎𝑦𝑎𝑛𝑡 𝑏𝑟𝑜𝑢̈𝑖𝑙𝑙𝑒́ 𝑙𝑒𝑠 𝐷𝑖𝑒𝑢𝑥, 𝐸𝑡 𝑓𝑎𝑖𝑡 𝑢𝑛 𝑔𝑟𝑎𝑛𝑑 𝑝𝑟𝑜𝑐𝑒̀𝑠 𝑙𝑎̀-ℎ𝑎𝑢𝑡 𝑝𝑜𝑢𝑟 𝑢𝑛𝑒 𝑝𝑜𝑚𝑚𝑒; 𝑂𝑛 𝑙𝑎 𝑓𝑖𝑡 𝑑𝑒́𝑙𝑜𝑔𝑒𝑟 𝑑𝑒𝑠 𝐶𝑖𝑒𝑢𝑥. ”
La Fontaine (1668)
𝒈𝒆𝒕 𝒕𝒐 𝒌𝒏𝒐𝒘 𝒉𝒆𝒓 𝒔𝒕𝒐𝒓𝒚.
tw: violência física implícita.
resumo: órfã de mãe e criada sob o ódio do pai e o desprezo dos irmãos, aprendeu cedo a sobreviver com a língua afiada e a inteligência estratégica que a tornariam sua marca. fugiu da cidade natal, formou-se com honras antes do previsto e passou a viver como nômade, trocando de endereço constantemente. sua carreira corporativa surgiu por acaso, mas acabou como o palco perfeito para seu talento em manipular negociações, criar instabilidade quando vantajoso e restaurar a ordem quando necessário. ganhou reputação como a mulher capaz de salvar empresas à beira do colapso ou destruí-las por interesse próprio. aceitou, a contragosto, um trabalho na grécia, atraída apenas pelo desafio. ezra é pragmática, controladora e nunca diz nada sem intenção. aprecia vinhos raros, coleciona arte e encontra prazer secreto nas lutas clandestinas, onde aposta com sorte quase infalível. seus excessos, quando escapam ao controle, são habilmente encobertos por sua equipe de advogados. vive em busca de manter o mundo sob rédeas firmes, sem perceber que é o próprio caos que tenta sufocar.
olhos de cigana, oblíqua e dissimulada. ezra é quase tudo que você poderia esperar de éris em suas ilusões de vida mortal. a discórdia é uma parte inerente de sua vida. sua mãe, que falecera no parto, deixara para trás um pai que só conhecia um sentimento em direção à sua filha: o puro ódio. não era muito diferente de seus irmãos. desde cedo, aprendera com maestria a arte de se defender, fosse com os punhos, fosse com a maldita língua. era uma víbora. palavras que alienavam, manipulavam… e em seu desenvolvimento solitário, entendera que aquilo que lhe faria chegar longe. claro que saíra da maldita cidade. era inteligente. mais do que o idiota do seu pai ou os seus estúpidos irmãos jamais conseguiriam ser. formara-se com êxito, honras, um ano antes do previsto. pudera escolher a dedo qual universidade iria, e optou, claro, pela que a levaria o mais distante possível.
ela nunca teve um verdadeiro lar, então. pois sem jamais ter tido o primeiro, os subsequentes lugares que habitou foram apenas acomodações. por curto período, até superar um determinado estágio de sua vida. frankfurt, tóquio, milão, paris, viena… pode nomear. ela havia morado em todos aqueles. a profissão que escolheu para si, ou mais que caiu sobre seu colo, era apenas uma aliada em sua cultura nômade. começou com uma empresa de um colega de faculdade, que havia uma posição perfeita para ela: precisava de alguém para intermediar os negócios da corporação. era como uma maldita jogadora de xadrez em seu núcleo empresarial. excepcional em perceber tendências, em pressionar…. manipular e seduzir onde necessário, ou recuar quando vantajoso. e ainda particularmente incrível em provocar descontrole e raiva, a quantidade necessária para deixar a maré ao seu favor.
suas habilidades não passaram despercebidas, logo havia consolidado uma boa reputação em salvar empresas que estavam arruinadas… ou de ela mesma arruinar empresas, quando era do interesse de sua corporação. foi o que a levou para grécia, não? ela não queria. como se algo sobre o país a incomodasse profundamente, ainda que não soubesse determinar o quê. talvez a própria ascendência, que carregava no nome? desgostosa, só acatara o emprego pelo ego: “não há ninguém como você”.... e lá estava ela, em um avião.
ezra é alguém com um senso de humor bastante… peculiar. as vezes, pode parecer até ausente, dado de cara com as ironias que podem surgir com pessoas que não lhe são importantes. é pragmática, direta, e pode ter certeza que cada palavra que sai de sua boca possui uma intenção. nada despretensioso, exceto talvez o que lhe escapa em seus excessos alcoólicos. amante de vinhos, costuma apreciar a arte e até a ter a pintura como um hobbie. entretanto, seu verdadeiro hobbie é um mais secreto, com seu vício em assistir (ou participar, muito mais raramente) de lutas livres, legais ou ilegais. ela parece ter uma sorte quase que inabalável em suas frequentes apostas, …. e pode ficar violenta quando essa sorte “quase que inabalável” se prova errada. temos que agradecer sua extensa equipe de advogados então por manter seu histórico completamente impecável.
𝒂𝒏𝒅 𝒘𝒉𝒂𝒕 𝒊𝒔 𝒔𝒉𝒆 𝒍𝒊𝒌𝒆?
ezra entra em qualquer sala como se fosse dela antes mesmo de cruzar a porta. não há hesitação no passo, qualquer resquício de indecisão no olhar. o seu perfume, a fragrância discreta, caro, inconfundível ... anuncia sua chegada meio segundo antes que seus saltos toquem o mármore.
imagine casacos de alfaiataria que caem como lâminas de seda, tecidos que abraçam o corpo na medida exata, cada botão e costura parecendo calculados como um lance de xadrez. colar fino de ouro sobre a clavícula, quase invisível. batom vinho ou vermelho escuro, a promessa de que cada palavra que sai daqueles lábios terá um preço.
os olhos, oblíquos e atentos, observam tudo. mede pessoas como quem avalia ativos: calcula riscos, enxerga fraquezas, e sabe exatamente onde aplicar pressão. há um certo prazer em ver o desconforto brotar nos outros, não porque busca o caos gratuito, mas porque entende que o desequilíbrio é uma ferramenta.
em reuniões, a voz é firme e modulada. nunca alta demais, nunca urgente demais, afinal, ela sabe que o poder real raramente grita. em jantares de negócios, o vinho é escolhido com cuidado, goles medidos como um comentário afiado. a verdade é que nos bastidores, o sangue pulsa mais rápido nas arquibancadas de uma luta clandestina, o ar denso de suor e apostas alimentando seu lado mais visceral.
há quem a chame de fria, mas o erro está em confundir frieza com controle... ezra sente, sim... apenas não se dá ao luxo de sentir na frente de quem não merece (tempo é dinheiro). e quando ri, genuinamente, é como se o gelo rachasse por um instante, revelando o fogo por baixo.
ela não precisa que você goste dela. só precisa que a respeite. e, no fundo, sabe que, mesmo que você não queira, vai acabar fazendo as duas coisas.
𝒕𝒉𝒆 𝒄𝒖𝒓𝒔𝒆 𝒘𝒊𝒕𝒉𝒊𝒏...
acontece que em suas encarnações, como todos os outros deuses, éris não foi despida apenas de seu nome, mas arrancada de sua própria natureza. abandonava sua identidade como a deusa que semeava o caos, para viver eternas encarnações que vivem para sufocá-lo. o equilíbrio como meta, a concórdia como refúgio. não porque o ame, mas porque algo dentro dela a empurra compulsivamente para mantê-lo.
e esse paradoxo? é cruel. quanto mais tenta manter as peças alinhadas, mais profundamente sente uma inquietude sem nome. é como se, sob cada reunião meticulosamente conduzida, cada negociação calculada ao milímetro, houvesse um eco distante, uma música dissonante que a chama de volta.
mas é a base de seu sucesso, não? é assim que antecipa movimentos, previne erros, neutraliza ameaças antes mesmo de surgirem... é uma arquiteta de estabilidade. às vezes, em raros momentos, a maldição falha. uma faísca de discórdia atravessa seu olhar, e a ordem que construiu se estilhaça: ela escapa para bisbilhotar alguma luta, para uma pintura violenta, para uma discussão acalorada em um bar. mas é só uma faísca.
𝒊𝒎𝒑𝒐𝒓𝒕𝒂𝒏𝒕 𝒕𝒐 𝒄𝒉𝒆𝒄𝒌…
família;
task 02, interrogatório;
pov 01, de volta à worcerster;
pov 02, vértices partidos;
update, drop: adeus santorini;
𝒋𝒖𝒔𝒕 𝒂 𝒇𝒆𝒘 𝒅𝒆𝒕𝒂𝒊𝒍𝒔 𝒎𝒐𝒓𝒆.
sua cidade natal é worcerster, england;
possui 1,70 m de altura;
é assumidamente bissexual, e o único relacionamento público que teve foi com uma mulher;
ela nunca deixa a taça de vinho vazia em jantares, mesmo que não esteja bebendo, mantém sempre algo nela;
prefere voos noturnos, já que diz que a escuridão a ajuda a pensar;
fala italiano, francês, alemão, inglês, mandarim, russo, e ainda um pouco de grego moderno, ainda que o evite falar a todo custo;
tem uma coleção de canetas-tinteiro que usa apenas para assinar contratos importantes;
não suporta relógios digitais, está sempre com modelos mecânicos clássicos;
ela sempre sabe exatamente quanto tempo leva para chegar a qualquer lugar que frequenta, e nunca chega cedo ou atrasada, apenas no tempo perfeito;
compra flores frescas toda semana para seu quarto, mas nunca as mantém vivas até murcharem, as troca antes que morram;
tem uma habilidade incomum para perceber microexpressões e mentiras;
nunca deixa ninguém preparar seu café... sempre faz pessoalmente, do mesmo jeito todos os dias.
carrega um isqueiro de prata antigo, mesmo sem fumar, “para emergências”;
tem o costume de girar um de seus anéis no dedo quando está nervosa, hábito que não percebe;
mantém uma única foto de infância, que não mostra para ninguém;
é supersticiosa com números pares, evitando-os em negociações e reservas;
frequenta lutas clandestinas não apenas para apostar, mas para observar o comportamento humano em seu estado mais bruto;
tem sonhos recorrentes com festas grandiosas em salões dourados, onde sempre acorda antes de descobrir o que está prestes a acontecer.
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