Os sonhos já não escorrem pelas minhas mãos. O desgaste causado por presenças desalinhadas foi substituído por minha própria companhia. A solidão é sua melhor amiga, acredite em mim. O que ninguém tem conhecimento, tem a menor probabilidade de ser prejudicado. Eu sinto pela primeira vez meus pés aterrados neste plano. E sinto, pela primeira vez, meu coração conectado às estrelas. Me sinto parte, finalmente, de algo maior do que eu. Me sinto em paz com minha história contada e estórias inventadas. Me sinto plena em meio ao caos mundano. Sou humana, tenho experiências humanas, mas minha alma é estelar. Não me permito afetar pelas diferenças frequenciais do cotidiano. Ou assim, gostaria que fosse. Eu tento. A paciência se esgota ao me manter orbitando pessoas que não conseguem vislumbrar o amanhã. Tampouco, o presente. Esgota-me falar e não ser ouvida, todavia aprendi que o silêncio é a maior forma de amor ao próximo. Nem todos entenderão o que tenho a compartilhar e está tudo bem. Assim me contaram e eu acredito. Os sonhos já não escorrem pelas minhas mãos. Retornei para dentro, para casa, alcancei algo maior do que eu poderia imaginar. Alinhei-me com o incompreensível e o sustento. Compreende? Se sim, está errado. O que a mente presume tende geralmente a ser inverdade. O que a intuição sussurra é o caminho real. Logo, é exclusivo de cada um. Os sonhos já não escorrem pelas minhas mãos. Ninguém entende, está tudo bem, é dessa forma que deve ser.
@cartasparaviolet













