Esses dias parei pra pensar em revisitar lugares que não me cabem mais. Ouvi as mesmas músicas, procurei por fotos, pelas pessoas, na tentativa de reviver os sentimentos confusos e imaturos. O gatilho é a distância física e emocional. Lembrei do meu primeiro amor e do quanto o magoei, fiquei me sentindo culpada por muitos anos, e ao mesmo tempo, trazer essa culpa para esse instante.
Nessa reviravolta dos dias que se passam, me deparei com um texto, pedi desculpas pra ele e disse que sou uma pessoa livre e que não consigo ser de ninguém, além de mim mesma. Há 10 anos atrás, apesar da imaturidade, tive a consciência de que não conseguia ter um relacionamento. Meu coração nunca foi confuso sobre o que sentia, era real, mas não era pra sempre. E nem a minha culpa, mas as desculpas são imensamente verdadeiras. Numa tentativa falha de me redimir, acertei e continuo acertando ao desejar que essa pessoa, que também está em desenvolvimento, seja muito feliz e que consiga se encontrar, sem o sentimento de posse e medo de perder.
Sempre tive medo de me perder e definitivamente essa culpa que o meu inconsciente trouxe é insustentável, não me arrependo de nada do que fiz, e jamais vou deitar pra opinião de ninguém, sendo que a pessoa mais importante pra mim é ser fiel a mim mesma, mesmo que ainda precise aprender a ser fiel as outras pessoas. Ainda tenho muito o que aprender, “o amor cresce dez metros e explode” então eu também posso crescer. Com os livros, com novas e antigas músicas, sentindo saudade das pessoas diante das fotos, numa tentativa de viver intensamente tudo o que ainda posso me proporcionar.
Esse é mais um dos textos que escrevo e não mando pra ninguém.