E o que a gente faz com o que sobra da dor?
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@fierybreeze
E o que a gente faz com o que sobra da dor?
Você só aceita o mínimo porque nunca viu ninguém dando o máximo por você
E foi assim que me dei conta…
Era um dia quente de verão, literalmente! Saímos animados, cantando e felizes. Seguimos viagem no nosso carro e então chegamos para aproveitar o dia. Você sempre distante. Nada presente. De repente tudo está mudado. O sorriso se foi e, como sempre, sem explicação. Eu fiquei tentando suportar, afinal de contas, tudo passa, não é mesmo? Mas não passou. Bolei um plano, me desdobrei e fiz ele dar certo, fiz ser convincente. Você claramente estava fingindo só pra fazer parte do enredo que eu criei. Quando de repente você mudou completamente. Não me olhou mais nos olhos e todas as vezes que eu me direcionava a você, você fazia questão de me afastar, me machucando com sua atitude tão fria. Eu não entendi o que estava acontecendo. Lembra do início? Estávamos tão felizes. Mas eu sabia. Eu já terminei tudo mil vezes na minha cabeça. Nosso final já aconteceu de tantos jeitos que você nem pode imaginar. E de uma coisa eu sei: ninguém que consegue deitar em paz sabendo que está causando uma guerra merece o seu amor. Isso já acabou tantas vezes. É estranho porque continuamos aqui. Mas nesse dia eu me dei conta: isso já acabou faz tempo, só falta eu ter coragem de colocar um ponto final.
ass: meus pensamentos bagunçados
hoje eu li uma frase que me pegou muito: eu não te odeio, mas se a vida nos tornasse estranhos novamente, eu não tentaria te conhecer uma segunda vez.
Amar alguém quebrado é perigoso. Porque você aprende a amar os pedaços… E esquece de cuidar dos seus.
Escriturias
Eu aprendi a viver sem você da mesma forma que aprendi a respirar durante uma crise: com esforço consciente, medindo cada movimento, fingindo que é natural algo que nunca deveria ser difícil.
Escriturias
"Me divido entre "ninguém tem noção do que estou passando" e "não quero que ninguém saiba pelo o que estou passando.""
Tik Tok: @4.for_me
eu tomei uma das decisões mais difíceis e, ao mesmo tempo, mais certas, da minha vida.
porque eu poderia ter continuado.
poderia ter fingido que não estava dividida, que aquilo dentro de mim ia se ajeitar sozinho com o tempo.
poderia ter insistido em algo que, por fora, parecia certo… mas por dentro já não era inteiro.
mas eu não quis me enganar.
e, principalmente, não quis enganar ninguém.
então eu parei.
pedir um tempo não foi sobre dúvida vazia, nem sobre indecisão impulsiva.
foi sobre reconhecer que existe algo em mim que ainda não está resolvido.
foi sobre ter coragem de olhar pra isso de frente, mesmo sabendo que poderia doer, que poderia afastar, que poderia mudar tudo.
porque estar com alguém enquanto o meu coração ainda se inclina pra outro lugar…
isso não seria justo.
não com a pessoa, e nem comigo.
eu não quero amar pela metade.
e também não quero ser o amor pela metade de ninguém.
esse tempo que eu pedi é mais do que distância.
é um espaço pra me escutar sem ruído, sem carência, sem medo de perder.
é um encontro comigo mesma, pra entender o que é sentimento real e o que é apego, o que é presença e o que é só memória insistindo em ficar.
porque no fundo, eu sei que não se trata de escolher entre duas pessoas.
se trata de entender onde eu sou inteira.
onde eu não preciso me ajustar o tempo todo.
onde eu não piso em ovos.
onde eu consigo ser leve sem me diminuir.
e eu também sei que, às vezes, a dúvida já diz muita coisa.
mas eu não quero decidir no impulso.
não quero escolher pelo medo de ficar sozinha, nem pela culpa de magoar alguém.
eu quero escolher com verdade.
talvez eu perca.
talvez eu precise abrir mão de algo importante.
talvez o caminho mais honesto não seja o mais fácil.
mas, ainda assim, eu prefiro lidar com uma dor verdadeira
do que viver uma relação construída em cima de algo que eu sei que não está inteiro dentro de mim.
porque, no fim, eu estou aprendendo a ser responsável com o que eu sinto.
e isso… muda tudo.