I wanted to everything I never had, like the love that comes with light. I had a one-way ticket to a place where all the demons go, where the wind don't change and nothing in the ground can ever grow. No hope, just lies.
- quando você diz ‘isso’ se refere a…? - perguntou sem conseguir entender direito
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“Você se faz de sonsa ou apenas sente prazer em criar este tipo de situação?” Indagou-a. O olhar voltou-se para a mancha de café em sua camisa e a fúria pudera ser vista mais uma vez na face dele. Talvez não passasse de um descuido ou um incidente, é claro. Todavia, Jeonghan não estava interessado em saber como acabara com aquele cappuccino virado em sua roupa - já bastava a humilhação que sentia naquele instante. “Patético.” Murmurou, mas alto o suficiente para que a desconhecida ouvisse. O moreno a fitou dos pés a cabeça e afastou-se dali, praguejando-a mentalmente.
“Goodnight my goddess of the moonlight, softly tuck me into sleep with a kiss on my forehead and embrace me in the warm glow of your heart.. your beauty touches my eyes, sinks into my soul, and it creates waves in the ocean of my love. Let me sleep next to you under the blanket of stars on cool nights until the sun rises to my heartbeat, and you can walk through the garden of my mind on the warm morning breeze.. goodnight honey baby, kiss my lips as sweet as can be.. come and lay next to me while I dream.”
My thoughts revolve around you like world’s spin around the sun, like the moon do with the world.. my sweet goddess breathe next to me, and love me like a fantasy - eUë, read Chapter 11..
De todas as coisas que Katrine desejava poder fazer, ela queria dar um tapa no sorriso presunçoso e satisfeito de sua avô. Ambos sabiam muito bem que ela podia entendê-la, entendia que esse era um limite que ela estava atravessando. Ela estava em uma loja de roupas, encomendando um vestido para a neta, marcando encontros com rapazes da alta sociedade e ela não podia fazer nada sobre isso, adinal nas proprias palavras da avô, como uma das ultimas herdeiras ela deveria dar prosseguimento a linhagem da família de alguma forma. Ela odiava a maneira como os detalhes daquele vestido brilhavam ao refletirem no espelho, como se a estivesse provocando, o reflexo da avó no espelho ao seu lado, era outro lembrete do poder que ela tinha sobre ela. A unica coisa que lhe acalmava naquele reflexo, era um delicado colar, com um relicário, algo muito mais antigo do que aquele vestido em seu corpo, ate mais antigo que seus novos anseios, se lembrava perfeitamente do dia em que lhe fora entregue, era mais uma das lembranças que haviam dentro dele. Um sorriso podia ser visto em seu rosto, mas o contentamento não era por ter gostado do vestido e sim pelas lembranças que seu colar lhe trazia. Ela tirou rapidamente o vestido cinza deixando a profusão de panos sem cor e sem vida cairem aos seus pés. O vestido foi embrulhado e a avó partiu deixando Katrine para escolher outras coisas, a loira usou isso como desculpa para permanecer queria escolher outro, não iria usar aquilo em nenhum jantar mais tarde. Precisava de algo novo, algo vivo, algo que lhe aquecesse o interior gelado. Seus olhos correram pelo tecido verde esmeralda, ela pegou o vestido e sem hesitar se dirigiu ao provador. Queria ver como ficava.
Ao sair do provador, no entanto, ela parou no lugar sem nem dar nenhum outro passo, podia sentir o tremor passar pelo corpo com uma energia nervosa e ela precisou segurar no ornamento do espelho para se manter no lugar. Ela estava tão entorpecida com a visão que tinha do homem sentado naquela cadeira. A unica coisa que ela sabia que existia era o seu coração que batia severo, forte e descompassado, a quentura no rosto, trandormando suas bochechas normalmente marfim, em um tom escuro de rosa. Katrine não estava ciente de nada ate ouvir a voz da Malkin chegar ate seus ouvidos. Não. Ele não poderia estar aqui. Agora não. Por que Jeonghan tinha que estar em todos os lugares, por que ali e naquele momento? Aquilo não estava certo, era algo cruel demais.
Ela poderia voltar ao provador e ficar lá ate que ele se fosse. Covarde, quando que ela havia desenvolvido essa característica? Não que ele a vendo iria acontecer alguma coisa, especialmente considerando o estado em que ela estava. - Jeonghan. - Ela disse num tom hesitante, forçando o nome a sair. Certamente não era o que ela queria, não queria que ele a visse, mas não era certo para ela vê-lo e sair como se não o conhecesse ou pior se esconder como uma quintanista envergonhada. Mas o que ele estava fazendo ali? Será que ele estava apenas encomendando roupas ou será que tinha algum encontro? A simples possibilidade fez seu sangue gelar com a simples possibilidade.
Os ponteiros do relógio pareciam ter congelado enquanto o homem, sentado na poltrona, respirava profundamente e encarava as vestimentas as quais nunca pensaria em comprar. Se ao menos tivesse trazido consigo algum livro, pensou e revirou os olhos. Era incrível como, a alguns meses, sua mente parecia estar tendo algum tipo de problema e o fazia parar de raciocinar com frequência, o que irritava profundamente Jeonghan. Ele sabia que não sairia da loja tão cedo; Seulgi era tão seletiva quanto o mais velho, para piorar, era uma mulher que não aceitava qualquer roupa, cada detalhe era importante para ela e se houvesse um mísero e bobo defeito, a Hwang já não queria.
Encarou o relógio em seu pulso esquerdo na esperança de que este estaria funcionando e que já teria se passado, ao menos, umas duas horas. Todavia, desde a última vez que encarou os ponteiros, fazia apenas cinco minutos. E entediado como estava, o moreno passou a mão pelas madeixas escuras e ajeitou-se na poltrona em busca de uma posição mais confortável - como se isso fosse possível; irritado como estava, nada no momento poderia fazer se u humor melhorar. Ao erguer o olhar e encarar o lugar em que Seulgi estava minutos atrás, ele se surpreendeu ao ver que a mesma já havia saído dali. Por que a mais nova tinha de ser tão hiperativa?
Jeon, frustrado, soltou um suspiro e coçou as pálpebras. Encarou novamente o relógio em seu pulso, apenas dois minutos desde a última olhada. Se fosse em outra ocasião a qual estivesse no conforto de seu apartamento, no silêncio, com um bom livro, a lareira acesa e uma música clássica tocando, não iria reclamar de estar sentado sem nada para fazer. Mas não era como se fosse a mesma coisa, ali tudo que vinha a sua mente era observar os bruxos comprando roupas, provando-as, clientes para cá e lá, funcionários e roupas, muitas roupas. Seu olhar corria pela loja com tédio, até parar em um provador específico a qual, de dentro deste, saiu a figura de alguém a quem Jeon não esperava encontrar por ali.
Então, sua mente foi bombardeada com possibilidades e variáveis do porquê ela estaria em Hogsmeade, visando que estava acontecendo o festival de dia dos namorados. E embora houvesse muitas ideias passando por sua mente, cada uma delas foi capaz de fazê-lo estremecer e um nó formar-se em seu estômago. Ele engoliu em seco, um tremor em seu corpo se fez presente e o coração gelou, desde quando ficava tão nervoso pela presença de alguém? Porcaria, pensou consigo. “Lestrange.” Cumprimentou-a formalmente, incerto e hesitante de como deveria agir e falar naquele instante. Já havia se passado tanto tempo, o que iria fazer? Seu olhar caiu para o corpo da ex-capitã, observando com atenção a delicadeza a qual o vestido verde esmeralda dava volume para as curvas alheias. Seu peito aqueceu e Jeon, uma vez mais, engoliu em seco. Para sua infelicidade, sua atenção não conseguia deixar a silhueta à sua frente e na tentativa de manter controle, ergueu-se com certa brutalidade da poltrona e passou por ela, indo em direção a uma seção de roupas qualquer.
Uma consequência que não passa de reações químicas.
Quais são as suas crenças em relação ao amor?
Não é óbvio?
// Jeon tem sérios problemas em acreditar no amor.
O que representa para você uma pessoa solteira?
Uma pessoa que cuida de sua própria vida e não tem tempo para ficar importunando os demais com perguntas estúpidos e invasivas.
Já se apaixonou alguma vez? Se sim, descreva o que aconteceu.
Poupe-me deste tipo de pergunta.
// Sim, ele já se apaixonou e é apaixonado até hoje por uma pessoa.
Você tem um cônjuge ou semelhante? Se sim, descreva essa pessoa.
Não, e mesmo que tivesse, não falaria visto que não minha vida particular não é da conta de ninguém.
// Ele é noivo de Seulgi mas como não a ama e é uma relação com fins lucrativos e sem romance nem nada, prefere fingir que nem existe.
O que você procura em um provável amor?
Não procuro.
// Katrine.
Já começou sua própria família? Se sim, descreva-os. Se não, você quer? Por que ou por que não?
Não. E me recuso a responder as demais perguntas.
// Ele até pensa em ter uma família com uma certa pessoa, mas prefere não pensar muito nisso porque o machuca.
O que aconteceria se você nunca encontrasse alguém para passar o resto da sua vida?
Nada, nunca precisei de ninguém para viver. Não é como se fosse morrer se passasse o resto da minha vida sozinho.
Quais suas crenças em relação ao casamento ou relações estáveis?
Não possuo opinião a cerca disto.
// Ele é muito cético com o amor, e com tudo que presenciou na casa dos avós, se tornou ainda mais difícil acreditar em casamento e essas coisas.
Como são normalmente os relacionamentos das pessoas que conhece? O que pensa sobre eles?
Eu cuido da minha vida e apenas da minha vida, relacionamento de terceiros pouco me interessa. Logo, eu nada penso.
O que você pensa do relacionamento que os seus pais têm ou tiveram?
Uma tolice completa.
// Ele diz isso porque, não só pelo fato de que a mãe morreu no dia em que ele e Gus nasceram, então nenhum dos dois conheceram Sana e nem tiveram oportunidade de ver como era o relacionamento dos pais, mas também porque Jeon guarda uma mágoa muito grande dentro de si porque acredita fielmente que se os pais não tivessem se envolvido, a vida tanto dele quando do irmão teriam sido diferente. Além de que Jeon acha uma tremenda estupidez o que a mãe fez.
O quanto é importante para você ter um relacionamento estável?
Não entendo, na verdade, o motivo que leva as pessoas a pensarem e colocarem relacionamento como uma prioridade em sua vida. Isso pouco me interessa.
Como seria uma relação ideal para você?
Eu não estou interessado em me relacionar.
// Depende, se fosse com por uma pessoa e só por essa pessoa, talvez esse pensamento mudasse.
Quais características físicas e psicológicas o seu parceiro deve ter?
Certamente, não fazer esses questionamentos imbecis.
// Jeon é bem seletivo e difícil, ele gosta de meninas altas, independentes mas que gostem de serem protegidas por ele, porque dá a sensação de que ele serve pra algo. Ele gosta de cabelos longos, nada curto. Ele não se sente atraído por ruivas ou meninas que tenham cabelos com cores do tipo roxo, azul, e etc. Jeon é muito estiloso, sempre visto bem arrumado, cheiroso, o cabelo impecável, e ele gostaria que a parceira dele fosse exatamente assim. Inteligência é tudo, adora meninas que tenham assuntos interessantes pra conversar, por que um rostinho bonito todos podem ter, e ele não gosta disso. Ele gosta de quem sorri com os olhos e acha sorriso uma das características mais bonitas, por isso é o mais que repara nas meninas. Detesta barulhos altos e pessoas escandalosas, por isso a menina de seus sonhos deve ser calma, pacífica e falar com delicadeza.
Você normalmente se relaciona com pessoas que possuem essas características?
Deixe me esclarecer: não me relaciono.
Das características que gostaria que seu parceiro tivesse, quais você tem?
Todas.
Como você avalia a sua vida amorosa, até o presente momento?
Isso faz diferença?
O que você poderia fazer para melhorar sua vida amorosa neste momento?
Estou confuso, em que momento dei a impressão de que quero melhorar minha vida amorosa?
Qual sua opinião sobre o dia de Valentines day?
Não faz diferença alguma em minha vida, é como um dia qualquer.
Você já teve relacionamentos passados? Como foram?
Pergunta idiota, tolerância zero.
// Jeon teve um ‘caso’, um quase namoro, com Katrine em Hogwarts. Depois disso, ele começou a conhecer uma garota na faculdade e se aproximou dela, mas não resultou nada porque ele logo teve que noivar com Seulgi.
Um pouco exagerado, tinha de confessar. Aquela preparação toda apenas para comemorarem o festival não fazia muito sentido para ele, que achava fora de contexto considerando que os bruxos deveriam estar mais preocupados em focarem no ocorrido do ano novo do que em um evento de dia dos namorados.
Era como se tivessem esquecido que o mundo mágico estava correndo perigo. Ou o trouxa, o que fosse, naquela altura Jeonghan já nem sabia mais.
Sentado em uma mesinha enquanto bebericava seu chá e escrevia algumas anotações de alquimia, sua atenção foi desviada para uma aglomeração e um falatório próximo a Casa de Chá da Madame Puddifoot.
Por mais que soubesse a respeito do evento ja fazia alguns dias e, muitas vezes acabasse se pegando meditando a respeito do que faria a respeito do mesmo, Rei sempre acabava sucumbindo ao medo. Estava tão certa que esse evento terminaria de alguma maneira parecida com o incidente do ano novo, ou da maneira que havia terminado o que quer que tivesse acontecido nas ruas de Hogsmead apenas algumas semanas atrás que se convencer a comparecer estava se tornando cada vez mais díficil. Não se sabia o que esse grupo de pessoas estava tentando passar com esses ataques, e pelo menos no seu ponto de vista tudo o que estavam conseguindo era incitar o medo. Havia chegado ao ponto de considerar não comparecer a uma festa por medo de algum possível ataque; a última vez que havia passado por algum sentimento semelhante as coisas não haviam terminado muito bem. No entanto, usando de algum impulso ao observar a quantidade de pessoas seguindo para a festa Rei conseguiu se convencer a tentar. Durante seus primeiros minutos na festa, levando em conta o quão pouco estava arrumada e preparada para a ocasião comparadas as demais pessoas; muitas das quais pareciam estar usando de suas melhores roupas para impressionar, havia sido inevitavel não se sentir excluida. Provavelmente não teria se importado, se a diferença entre ela e o restante das pessoas não fosse tão gritante.
O processo de escolher suas roupas havia sido muito mais divertido e prazeroso do que acreditava que fosse ser; no final acabando por aceitar a sugestão da atendente e levando um conjunto que havia gostado particularmente. Bem, ela havia gostado de todas as roupas que havia experimentado de qualquer jeito. Depois disso seguiu para o encontro as cegas, com quem teve uma conversa que a deixou mais animada para querer participar das coisas. Ja estava circulando pelas ruas ja faziam algumas horas e, diferentemente do cenario imaginado pela mesma horas antes as coisas estavam seguindo de maneira surpreendentemente calma. Estava se divertindo e muito aliviada em ter escolhido vir para o festival afinal de contas. Sua empolgação de participar das coisas estava tamanha que não pensou duas vezes em se aproximar de um grupo de pessoas, que parecia concentrada em uma discussão que não conseguia identificar qual era. Tinham um ar de pessoas importantes que a intimidou a principio. — … Estão afetando os negócios da companhia, segundo meu pai. O medo de outro episódio como aquele também só aumenta com os rumores que estãos e espalhando por ai. — estava comentando um dos homens no grupo, a quem ela não tinha a menor ideia de quem era. Mas de alguma maneira pareceu a reconhecer, interrompendo o assunto tentando a incluir na conversa. Ou talvez apenas estivesse querendo se exibir para ela, era algo realmente dificil de dizer. — É interessada nos assuntos de negócios ? Estava apenas discutindo com Jeonghan algumas estratégias para evitar se deixar afetar de maneira tão severa pela crise. — seu jeito de dizer era extremamente pomposo e, mesmo para ela que não entendia sobre o assunto soava como se estivesse se gabando de algo que não entendia de fato. Parecia estar apenas repetindo coisas, sem realmente entender o que de fato estava dizendo. Mas o que a surpreendeu foi a presença do moreno, percebida somente então. Fazia tempo que não se viam, ou que sequer haviam conversado nos últimos anos. — Err… Oi Jeonghan. — o cumprimentou, incerta se o mesmo lembrava-se dela, ou se queria demonstrar isso na frente dos outros.
@fxckseo
Ele achava completamente ridículo estarem preocupando-se com o dia dos namorados quando existia uma situação que necessitava de atenção, não acreditava na estupidez que o mundo bruxo estava se tornando. Não que em algum momento anterior tivesse dado credibilidade já que o Seo era uma pessoa ruim para surpreender-se e satisfazer, agradá-lo era, sem sombra de dúvidas, uma tarefa para poucos. Algo que poderia ser vislumbrado pela expressão na face masculina enquanto o mesmo encarava Brad, filho de um dos acionistas e encarregados na empresa do senhor Dokyeom, falar pelos cotovelos sobre como seu pai lidava com os problemas da companhia e sabia administrar mesmo em tempos de crise como aquele em que estavam vivendo no momento atual, talvez com a intenção de passar uma boa imagem de seu pai apenas para influenciar Jeon a falar do homem para o avô?
Pensar nisso o fez soltar uma risada quase inaudível e disfarçada, era graças às suas reflexões a cerca daquela conversa entediante que o moreno conseguia levar em frente a interação. Era claro que tudo poderia ser resolvido se o alquimista fosse embora pois tinha essa opção, todavia, ele tinha interesse em saber mais da família de Brad já que seu intuito era derrubar o patriarca da família e assim tomar o lugar do mesmo na SEO Corporation INC; tinha de passar por aquela maldita tortura para encontrar os pontos fracos. Infelizmente, até aquele instante tudo que descobrira era o quão irritante o filho de James era. Aparentemente, o mesmo sabia como dirigir a empresa e isso frustrava Jeon, não por duvidar da própria capacidade ou achar que não conseguiria tirar o homem do lugar, mas porque se tornaria mais difícil encontrar um motivo de fazê-lo sair do cargo.
Ele poderia sabotar o pai de Brad para conseguir o que queria, mas não acreditava em vitórias com base na trapaça. Além disto, o que estaria provando dessa forma? Só iria parecer que não era capaz de assumir o lugar de James Lee. “O mais viável seria mostrar confiança neste momento, Lee. Como não apenas acionista das empresas e suas filias, mas também um bom entender do ramo, e com base em pesquisas que venho fazendo ao longo dos anos, se souber como controlar a situação dentro de sua própria empresa e demonstrar firmeza, seus clientes não deverão ser seu maior problema. A crise sempre estará presente na economia, são as medidas que tomamos que nos diferenciam.” Ele tinha um certo orgulho relativamente ao negócio de seu avô, o mesmo, apesar de ser um péssimo ser humano, era muito bom no que fazia e só contratava os melhores dos melhores.
Jeon voltou o olhar para a face feminina quando ouviu seu nome ser chamado por essa. Já fazia anos que não a via, com sua voz sempre dócil e agradável para o ouvido de qualquer um, seu rosto angelical transbordando uma docilidade a qual ele não compreendia. “Oh, olá, Shimizu.” Cumprimentou-a, levemente suave se comparado com a forma que tinha falado momentos antes com seu colega. "Estou surpreso em revê-la."
i don’t wanna lose your love tonight || jatrine || valentine’s day
@k-lestrange
Por mais que quisesse acreditar que ir ao festival resultaria em algo bom - como um contrato fechado com uma companhia, ou, por exemplo, poderia se tornar acionista de uma porcentagem maior da empresa de seu avô -, quanto mais as horas se passavam, mais Jeonghan percebia que tinha sido uma péssima ideia. Afinal, o que ele estava pensando? Iria chegar em Hogsmead e todos seus problemas iriam se resolver? Não, de modo algum. Também não era que tivesse sido ingênuo a ponto de acreditar nisto, é claro, mas não poderia negar que tinha um pressentimento bom no final das contas. Tolice sua, pensou consigo enquanto revirava os olhos para si mesmo, como se não apenas sua consciência como ele, num todo, estivesse rindo de seu próprio ser.
Quem diria que estaria parecendo tão desprezível daquele jeito? Para sua sorte, ninguém conseguia vê-lo por dentro, caso contrário, poderia até mesmo vir a ser motivo de chacota e Jeon, em hipótese alguma, suportaria tal humilhação. Todavia, não poderia negar o inegável; se sentia uma miséria e talvez, em seu passado mais antigo do que alguns poderiam se recordar, não iria se importar em tal sensação mas depois de ter passado por certas situações, Seo apenas não conseguia acreditar que tinha, novamente, se permitido virar aquela confusão. Era difícil para ele aceitar que estava em um caminho a qual já teria percorrido anos atrás quando acreditou fielmente que nunca mais iria se sentir assim.
Jeon suspirou, odiando cada segundo daquele clima meloso e romântico, enquanto caminhava ao lado de Seulgi, a acompanhando até a Trapo Belo Moda Mágica para depois seguirem até o três vassouras. O caminho foi curto por estarem perto da loja, mas mesmo assim foi suficiente para fazê-lo irritar-se com pequenas coisas como risadas alheias e casais agindo em suas formas ridiculamente românticas e exageradas, além de nojentas - em sua opinião. Ao adentrar a Trapo Belo, o moreno sentou-se em uma cadeira enquanto a noiva ia observar as roupas.
Eu trouxe um presente pra você.”, ela disse depois de fechar a porta e já ter entrado no apartamento do noivo. Seulgi deixou as bolsas de suas compras que havia feito um pouco antes de ir até ali em cima de uma mesinha próxima a entrada do elevador, perto da escada para o segundo andar do apartamento, e procurou entre elas o presente que havia comprado para ele. “— Aqui.”, ela disse e andou até ele e entregou o presente. “— Espero que goste, comprei especialmente pensando em você, vai ficar ainda mais elegante e bonito.”
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Ele não sabia se algum dia iria se acostumar com aquela personalidade falante que em breve se tornaria sua esposa. Jeon nunca foi de lidar bem com pessoas que falassem muito, apreciava o silêncio e se irritava com muito falatório, como faria depois do casamento era um ponto a qual o coreano se pegava pensando diversas vezes. Muito embora qualquer outro achasse que era um presente inocente, o Seo a conhecia bem o suficiente para dizer que havia algo por trás. “E comprou por qual motivo?”
“— Não nego que ele tem me ensinado algumas coisas.”, respondeu dando uma risadinha para ele. Augustus era um dos poucos mestiços que Seulgi gostava, alguns diriam que era por ele ser gêmeo de Jeonghan. Ela equilibrou o bolo em uma de suas pequenas mãos e levou a outra até a mão dele para o puxar para cima e o levou até a bancada da cozinha. “— Vamos, experimente e me diga se está gostoso.”, pediu com um sorriso largo e sentou ao seu lado esperando ele comer um pedaço da fatia que ela havia cortado para ele. Seulgi sabia que ele não era fã de doces, nunca esqueceu da vez que havia oferecido um pirulito a Jeonghan e ele negou mas esperava que agora ele aceitasse.
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Existia algo na relação de Seulgi com o gêmeo que o fazia se sentir bem com aquela situação nada agradável a qual a morena e ele se encontravam, era bom saber que apesar de tudo a mais nova parecia mais aberta aos mestiços e nascidos trouxas. Ou talvez nem isso, mas pelo menos a Hwang não era má com seu irmão, o que já era suficiente para Jeonghan. O mesmo que ficou extremamente surpreso pelas ações dela em lhe puxar e fazê-lo se sentar para experimentar o bolo. Tinha de admitir que admirava o esforço alheio em tentar fazer dar certo entre eles. Talvez por isso que cedeu ao pedido e pegou um talher para comer um pedaço - mesmo que pequeno.
Hesitante, deu a primeira mordida e mastigou a massa com calma. Após engolir, Jeon meneou a cabeça e encarou a morena. “Está cru.”