“ Dizem que a vida é uma coleção de momentos, então não sei como colecionei momentos antes de você, pois cada momento que importa, cada momento que me fez feliz ou me deixou triste, cada um deles que compõe minha coleção tem um pouco de você. Mesmo quando você não estava presente era a luz que iluminava com intensidade meus dias, era quem me tirava da mais completa escuridão quando eu não tinha forças para suportar a distância ou a saudade que envolvia meus pensamentos. Eram seus olhos, sua risada única e rara, ate mesmo das suas ironias eu sentia falta, usava tais memorias para me lembrar do que havia construido com você. Algo que não estava nos meus planos, que nunca pensei que viveria, algo que repudiava com todas as minhas forças sentir. E olha que irônia, hoje é algo que não quero e não gostaria de perder. Por isso que não me arrependo de ter me apaixonado por você, mesmo criando um ponto fraco em minha vida, eu não saberia ser tão forte sem você, Seo.”
Always in my mind, inked in my soul - Um conto de dia das bruxas. parte I
No velho calendário pendurado sobre o console da lareira, a figura de uma moça em vestes brancas dançava, solitária, em uma ampla clareira, enquanto a neve rodopiava ao seu redor, recobrindo as árvores do bosque. A data circulada em vermelho tinha a legenda "dia das bruxas" em letras prateadas. Era hoje.
Ao redor do calendário, uma série de fotos em sépia, em suas molduras de madeira escura, destacavam-se contra a parede alaranjada. Em quase todas, uma moça de cabelos claros se repetia, acenando alegremente para quem a observava.
O fogo crepitava na lareira, extremamente acolhedor. Entretanto, ela parecia preferir a companhia do vento frio que sibilava furiosamente de encontro ás vidraças nas quais ela mantinha a cabeça encostada.
Era a mesma moça das fotos. Os cabelosclaros caiam soltos pelos ombros e os olhos negros continham uma expressão pensativa enquanto ela observava a rua lá fora.
Os carros iam e vinham de um lado para o outro, cortando com seus faróis a neblina que viera junto com a tempestade. A chuva caia com estardalhaço, ecoando nas vidraças numa melodia contínua e entorpecedora.
Katrine observou com interesse sua respiração tranquila embaçar o vidro. O choque entre sua pele quente e a janela lhe passava uma estranha sensação de bem estar.
Aquela era a noite mais esperada do ano. APropriado que ela também marcasse mais um dia de sua mais longa espera. Sentia o coração acelerar sempre que ouvia o assovio de uma aparatação ou de uma vassoura passar perto de sua janela, para logo em seguida voltar a mergulhar em sua melancolia ao perceber que não era ele.
Inconscientemente, ela levou a mão até o decote da blusa, fechando os dedos sobre um delicado pingente, um relicário. Fora presente dele, dentro do mesmo uma lembrança, do dia em que tinham trocado seu primeiro beijo.
A lembrança a fez sorrir, tornando os olhos, antes opacos, brilhantes e cheios de uma ternura antiga. Talvez tenha sido naquela noite estrelada na festa de Halloween, com a cabeça nublada pelo alcool que, pela primeira vez, Katrine Lestrange olhara Jeonghan Seo como algo mais do que o sonserino frio e distante.
Ela certamente não saberia precisar, mas, se tivesse que escolher um momento para afirmar que fora o exato instante em que se apaixonara por ele, teria sido aquele, onde ela conheceu um lado que jamais pensou existir, a lembrança permanecia forme dentro de si apesar dos anos passados.
Katrine a apertou tão forte quanto poderia, talvez com medo de que a menor voasse para longe de si novamente. Dessa vez a loira estava resoluta a não deixar ninguém sair da sua vida novamente, mesmo que para isso tivesse que lutar muito para manter-los perto de si, ela estava cansada de ver as pessoas partindo, a deixando para trás. Não deixaria isso acontecer mais uma vez, agora seria diferente, pelo menos ninguém poderia dizer que ela nada fez. Se eles partissem novamente não seria sua culpa em nenhum momento. A mais nova continuava mais baixa que ela de modo que beijar o topo dos fios claros não lhe trouxe nenhuma dificuldade. Se afastou apenas o suficiente para que pudesse olha-la com cuidados nas orbes escuras. Fez uma cara séria mas quem a conhecia já sabia o que estava para vir depois disso, as brincadeiras eram algo que ela sentia falta, mas com Mia se sentia com 17 anos novamente e não sentia vergonha disso. - Mia, mia, mia! - ela repetia com uma nota de felicidade inconfundível em sua voz. - Não, eu não te perdoo, você vai ter que pagar sete anos de abraços e cafunés!
Sentir aquele abraço tão apertado fora realmente uma espécie de calmante para o coração da Bae, especialmente porque a menina sentia uma enorme saudade daquela mulher. Sim, sem dúvida, que sua melhor amiga no momento era uma mulher. Uma mulher à qual a ex-sonserina sentia um enorme orgulho. Na verdade, Maria sempre fora uma espécie de admiradora da mais velha, sentindo orgulho por cada pequena coisa que a mesma conquistava. A Lestrange era uma espécie de irmã mais velha para si, e sem dúvida que era ótimo saber que nada haveria apagado o que ambas construíram ao longo dos anos em Hogwarts. Era ótimo saber que pelo menos ela haveria conseguido manter uma das pessoas mais importantes para si. A magiozoologista soltou um breve suspiro de alívio, e acabou por sorrir largo ao sentir o beijo no topo dos seus cabelos. O sorriso que emoldurava o delicado rosto da asiática era sincero e completamente feliz, afinal ela estava imensamente feliz por ter reencontrado finalmente a francesa. Aquela cara séria que a outra fizera acabara por fazer com que a bruxinha soltasse uma breve risada baixa, afinal ela conhecia a mais velha como a palma da sua mão. Ela tocou na ponta do nariz alheio com o seu dedo indicador esboçando um sorriso. — “ Ah, você acha mesmo que isso vai ser um castigo, Trine? ” — questionou divertida enquanto apertava novamente seus braços em torno do delicado corpo da loira. — “ Você sabe que sempre amei seus abraços, então…se prepara porque vai ter uma Mia completamente grudenta a você. ”
Voltar a ver a melhor amiga de anos era como um conforto para o coração da loira. Saber que ela estava ali novamente tirou um peso de cima de si, ela se perguntou nesses sete anos por que a loira haveria ido embora sem nem mandar noticias ou falar qualquer coisa. Isso a preocupou por um longo tempo, mas ela também admitia que não se moveu para procura-la com afinco. A realidade era que a loira havia ficado muito apatica depois de se formar e apenas deixou que o curso natural das coisas. Mas no momento em que a viu ate mesmo ariscou algumas brincadeiras que foram bem aceitas já que Mia a conhecia muito bem. - Claro que não! Em que mundo você acha que eu conseguiria te dar um castigo minha princesa!!!!!!- ela estava muito feliz que agora tinha a menor de volta em sua vida. - Gruda mesmo que eu vou te amassar igual amassamos ervas pra fazer poções!
- Fui criada para achar o amor, algo dispensável, que te deixa fraca e vunerável. Mas não enxergo mas assim. O amor é um presente, que nem sempre a gente gosta de ganhar mas também não consegue se livrar dele.
2. Quais são as suas crenças em relação ao amor?
- Apesar de saber que ele está ali e que existe, eu não consigo acreditar em um amor que possa dar certo de verdade, relacionamentos exigem cuidado, e as pessoas hoje em dia não estão dispostas a isso.
3. O que representa para você uma pessoa solteira?
- Alguém que não está em um relacionamento.
4. Já se apaixonou alguma vez? Se sim, descreva o que aconteceu.
- Já. Não tem muito o que falar, só não deu certo mesmo.
5. Você tem um cônjuge ou semelhante? Se sim, descreva essa pessoa.
- No. Próxima...
6. O que você procura em um provável amor?
- Eu não estou procurando, na verdade não tenho interesse se a pessoa não for Jeonghan Seo.
7. Já começou sua própria família? Se sim, descreva-os. Se não, você quer? Por que ou por que não?
- Não. Não. Por que acho que já sofri demais por uma vida inteira, ta de bom tamanho.
8.O que aconteceria se você nunca encontrasse alguém para passar o resto da sua vida?
- Eu continuaria vivendo normalmente. Não me afetaria em nada.
9.Quais suas crenças em relação ao casamento ou relações estáveis?
- Que as pessoas que conseguem manter ambas as coisas são verdadeiramente abençoadas.
10.Como são normalmente os relacionamentos das pessoas que conhece? O que pensa sobre eles?
- Bem são todos casamentos arranjados, penso que são idiotas prefiro ficar solteira do que presa a uma relação onde eu não quero estar.
11. O que você pensa do relacionamento que os seus pais têm ou tiveram?
- Doentio.Meus pais não são exemplo pra ninguém.
12. O quanto é importante para você ter um relacionamento estável?
- Olha eu já desisti disso, não é algo que está na minha lista de prioridades.
13. Como seria uma relação ideal para você?
- Uma relação ideia para mim, é algo utopico, jamais vai acontecer não com a pessoa que eu quero,então prefiro não ter tais esperanças.
14. Quais características físicas e psicológicas o seu parceiro deve ter?
- Gosto de homens que sabem se vestir, que gostem de se cuidar e que mantenham a sobriedade, prefiro roupas bruxas a roupas trouxas então acho que isso já diz muito sobre como eu gosto de um homem bem vestido. No quesito psicologico, é um pouco complicado, tenho um gosto um tanto peculiar, mas não gosto de pessoas muito grudentas ou que façam escandalo atoa, um homem que gostem de ler, e apreciem uma boa companhia, que sejam adequados para conversar sobre todo tipo de tema, não precisamos concordar sempre, mas que saiba respeitar minhas opiniões. Que saiba ganhar uma discussão com classe e que aceite perder com igual classe.
15.Você normalmente se relaciona com pessoas que possuem essas características?
- Normalmente não me relaciono com ninguém.
16. Das características que gostaria que seu parceiro tivesse, quais você tem?
- Todas com o adendo que eu sou um tico ciumenta então as vezes posso fazer um escandalo toa, mas ai ele que lute.
17. Como você avalia a sua vida amorosa, até o presente momento?
- Inexistente.
18. O que você poderia fazer para melhorar sua vida amorosa neste momento?
- Eu não quero mexer nisso, quem me interessa não ta ligando pra mim, então vou deixar isso quieto.É melhor assim.
19. Qual sua opinião sobre o dia de Valentines day ?
- Algo criado para gerar a economia do mundo bruxo é tudo sobre dinheiro.
20. Você ja teve relacionamentos passados ? Como foram ?
- Eu tive um, pelo menos eu acho que foi, pra mim pelo menos foi. Mas durou bem pouco, podia ter ido pra frente mas eu principalmente desisti muito fácil, eu acho.
Sem dúvida alguma que a Bae jamais poderia se esquecer daqueles que outrora foram demasiados especiais para si. Ela não poderia se esquecer de seus amigos, afinal seu coração ainda parecia demasiado preenchido pelos mesmos. Talvez o tempo acabasse por curar suas feridas, e assim ela conseguisse conquistar novamente aqueles que outrora deixara para trás. Talvez o tempo acabasse por curar tudo. E com toda a certeza que a garota desejava isso com toda a força. Fora com uma enorme animação que Maria recebera o bilhete da Lestrange. A loira sempre fora uma pessoa demasiado especial para asiática, especialmente porque ela fora a primeira pessoa que acolhera a menina em Hogwarts. Katrine fora a sua primeira amiga, acabando por se tornar sua melhor amiga. Assim que seus olhos achocolatados poisaram sobre a silhueta delicada da francesa um largo sorriso surgiu em seus lábios. A mais nova se levantou da mesa onde estava sentada e não hesitou em rodear o corpo da amiga com seus braços em um abraço completamente apertado. — “ Trine! ” — exclamou um tanto emocionada por ter reencontrado a loirinha. A mais nova levantou ligeiramente seu rosto para poder olhar nos olhos claros da ex-colega de casa. — “ Me perdoa por ter…sumido, sim? ”
Katrine a apertou tão forte quanto poderia, talvez com medo de que a menor voasse para longe de si novamente. Dessa vez a loira estava resoluta a não deixar ninguém sair da sua vida novamente, mesmo que para isso tivesse que lutar muito para manter-los perto de si, ela estava cansada de ver as pessoas partindo, a deixando para trás. Não deixaria isso acontecer mais uma vez, agora seria diferente, pelo menos ninguém poderia dizer que ela nada fez. Se eles partissem novamente não seria sua culpa em nenhum momento. A mais nova continuava mais baixa que ela de modo que beijar o topo dos fios claros não lhe trouxe nenhuma dificuldade. Se afastou apenas o suficiente para que pudesse olha-la com cuidados nas orbes escuras. Fez uma cara séria mas quem a conhecia já sabia o que estava para vir depois disso, as brincadeiras eram algo que ela sentia falta, mas com Mia se sentia com 17 anos novamente e não sentia vergonha disso. - Mia, mia, mia! - ela repetia com uma nota de felicidade inconfundível em sua voz. - Não, eu não te perdoo, você vai ter que pagar sete anos de abraços e cafunés!
" I won't give up on us
Even if the skies get rough
I'm giving you all my love
I'm still looking up.”
2. Mirrors - Justin timberlake.
“Cause I don't wanna lose you now, I'm lookin' right at the other half of me
The vacancy that sat in my heart is a space that now you hold
Show me how to fight for now and I'll tell you, baby, it was easy
Comin' back into you once I figured it out.”
3. Give me love - Ed Sheran
“ Give a little time to me or burn this out
We'll play hide and seek to turn this around
All I want is the taste that your lips allow
My, my, my, my, oh give me love.”
4. I like me better - Lauv
“I like me better when I'm with you
I like me better when I'm with you
I knew from the first time, I'd stay for a long time cause
I like me better when
I like me better when I'm with you”
De todas as coisas que Katrine desejava poder fazer, ela queria dar um tapa no sorriso presunçoso e satisfeito de sua avô. Ambos sabiam muito bem que ela podia entendê-la, entendia que esse era um limite que ela estava atravessando. Ela estava em uma loja de roupas, encomendando um vestido para a neta, marcando encontros com rapazes da alta sociedade e ela não podia fazer nada sobre isso, adinal nas proprias palavras da avô, como uma das ultimas herdeiras ela deveria dar prosseguimento a linhagem da família de alguma forma. Ela odiava a maneira como os detalhes daquele vestido brilhavam ao refletirem no espelho, como se a estivesse provocando, o reflexo da avó no espelho ao seu lado, era outro lembrete do poder que ela tinha sobre ela. A unica coisa que lhe acalmava naquele reflexo, era um delicado colar, com um relicário, algo muito mais antigo do que aquele vestido em seu corpo, ate mais antigo que seus novos anseios, se lembrava perfeitamente do dia em que lhe fora entregue, era mais uma das lembranças que haviam dentro dele. Um sorriso podia ser visto em seu rosto, mas o contentamento não era por ter gostado do vestido e sim pelas lembranças que seu colar lhe trazia. Ela tirou rapidamente o vestido cinza deixando a profusão de panos sem cor e sem vida cairem aos seus pés. O vestido foi embrulhado e a avó partiu deixando Katrine para escolher outras coisas, a loira usou isso como desculpa para permanecer queria escolher outro, não iria usar aquilo em nenhum jantar mais tarde. Precisava de algo novo, algo vivo, algo que lhe aquecesse o interior gelado. Seus olhos correram pelo tecido verde esmeralda, ela pegou o vestido e sem hesitar se dirigiu ao provador. Queria ver como ficava.
Ao sair do provador, no entanto, ela parou no lugar sem nem dar nenhum outro passo, podia sentir o tremor passar pelo corpo com uma energia nervosa e ela precisou segurar no ornamento do espelho para se manter no lugar. Ela estava tão entorpecida com a visão que tinha do homem sentado naquela cadeira. A unica coisa que ela sabia que existia era o seu coração que batia severo, forte e descompassado, a quentura no rosto, trandormando suas bochechas normalmente marfim, em um tom escuro de rosa. Katrine não estava ciente de nada ate ouvir a voz da Malkin chegar ate seus ouvidos. Não. Ele não poderia estar aqui. Agora não. Por que Jeonghan tinha que estar em todos os lugares, por que ali e naquele momento? Aquilo não estava certo, era algo cruel demais.
Ela poderia voltar ao provador e ficar lá ate que ele se fosse. Covarde, quando que ela havia desenvolvido essa característica? Não que ele a vendo iria acontecer alguma coisa, especialmente considerando o estado em que ela estava. - Jeonghan. - Ela disse num tom hesitante, forçando o nome a sair. Certamente não era o que ela queria, não queria que ele a visse, mas não era certo para ela vê-lo e sair como se não o conhecesse ou pior se esconder como uma quintanista envergonhada. Mas o que ele estava fazendo ali? Será que ele estava apenas encomendando roupas ou será que tinha algum encontro? A simples possibilidade fez seu sangue gelar com a simples possibilidade.
Os ponteiros do relógio pareciam ter congelado enquanto o homem, sentado na poltrona, respirava profundamente e encarava as vestimentas as quais nunca pensaria em comprar. Se ao menos tivesse trazido consigo algum livro, pensou e revirou os olhos. Era incrível como, a alguns meses, sua mente parecia estar tendo algum tipo de problema e o fazia parar de raciocinar com frequência, o que irritava profundamente Jeonghan. Ele sabia que não sairia da loja tão cedo; Seulgi era tão seletiva quanto o mais velho, para piorar, era uma mulher que não aceitava qualquer roupa, cada detalhe era importante para ela e se houvesse um mísero e bobo defeito, a Hwang já não queria.
Encarou o relógio em seu pulso esquerdo na esperança de que este estaria funcionando e que já teria se passado, ao menos, umas duas horas. Todavia, desde a última vez que encarou os ponteiros, fazia apenas cinco minutos. E entediado como estava, o moreno passou a mão pelas madeixas escuras e ajeitou-se na poltrona em busca de uma posição mais confortável - como se isso fosse possível; irritado como estava, nada no momento poderia fazer se u humor melhorar. Ao erguer o olhar e encarar o lugar em que Seulgi estava minutos atrás, ele se surpreendeu ao ver que a mesma já havia saído dali. Por que a mais nova tinha de ser tão hiperativa?
Jeon, frustrado, soltou um suspiro e coçou as pálpebras. Encarou novamente o relógio em seu pulso, apenas dois minutos desde a última olhada. Se fosse em outra ocasião a qual estivesse no conforto de seu apartamento, no silêncio, com um bom livro, a lareira acesa e uma música clássica tocando, não iria reclamar de estar sentado sem nada para fazer. Mas não era como se fosse a mesma coisa, ali tudo que vinha a sua mente era observar os bruxos comprando roupas, provando-as, clientes para cá e lá, funcionários e roupas, muitas roupas. Seu olhar corria pela loja com tédio, até parar em um provador específico a qual, de dentro deste, saiu a figura de alguém a quem Jeon não esperava encontrar por ali.
Então, sua mente foi bombardeada com possibilidades e variáveis do porquê ela estaria em Hogsmeade, visando que estava acontecendo o festival de dia dos namorados. E embora houvesse muitas ideias passando por sua mente, cada uma delas foi capaz de fazê-lo estremecer e um nó formar-se em seu estômago. Ele engoliu em seco, um tremor em seu corpo se fez presente e o coração gelou, desde quando ficava tão nervoso pela presença de alguém? Porcaria, pensou consigo. “Lestrange.” Cumprimentou-a formalmente, incerto e hesitante de como deveria agir e falar naquele instante. Já havia se passado tanto tempo, o que iria fazer? Seu olhar caiu para o corpo da ex-capitã, observando com atenção a delicadeza a qual o vestido verde esmeralda dava volume para as curvas alheias. Seu peito aqueceu e Jeon, uma vez mais, engoliu em seco. Para sua infelicidade, sua atenção não conseguia deixar a silhueta à sua frente e na tentativa de manter controle, ergueu-se com certa brutalidade da poltrona e passou por ela, indo em direção a uma seção de roupas qualquer.
A loira não sabia o que fazer, ele estava ali sentado e seus olhos continuaram presos a ele, de alguma forma. Ela tinha que parar com aquilo, Jeonghan não estava interessado. Definitivamente não estava, mas o que ela estava pensando, foram sete anos. Não eram sete dias, nem sete meses. Ele de certo já tinha seguido sua vida, ele já tinha mesmo ainda em Hogwarts. Então por que era tão dificil para ela aceitar isso? O som do seu sobrenome na voz já amplamente conhecida a deixou nervosa.
E então ele se levantou de forma abrupta, antes que ela pudesse falar alguma coisa. O que ele estava fazendo? Ele estava fugindo dela? Por que raios Jeonghan Seo fugiria de alguma coisa? Ele passou por ela como se a mesma nada fosse, pior como uma criança se esconde quando está fugindo de alguma coisa. Ela se virou, e antes que pudesse se impedir seus passos estavam fazendo o mesmo caminho que os dele. - Jeonghan Seo! Não seja infantil, por que está fugindo dessa forma? - Se fosse para ter certeza de alguma coisa ela queria ouvir saindo dos lábios dele, não queria mais aquela incerteza dentro de si, ela já tinha se magoado demais com aquilo tudo, estava na hora de deixa-lo partir de dentro de si, quando a sessão acabou, ele não tinha mais para onde ir, se quisesse sair ia ter que passar por ela. Sabia cada expressão daquele rosto, saberia caso ele quisesse mentir para si.
Ela mirou nas costas dele, era a unica parte que conseguia ver da forma que ele havia parado, conteve o impulso de tocar nele, de pedir que se virasse, de olhar no rosto dele, ate mesmo de ver o sorriso tão raro brincar na face dura e estoica. Coisas e momentos que ela sabia que jamais iam acontecer novamente. - E então, podemos conversar como os dois adultos inteligentes e maduros que somos? Ou você prefere continuar me evitando por mais sete anos talvez. - ela disse com um ponta de cinismo na voz, algo que era tão raro nela, que só uma pessoa conseguia extrair de sim, e não era nos melhores momentos. Mas ela estava tão cansada de tentar concertar coisas que não havia quebrado. E principalmente de tentar entender o que se passava na cabeça dele.
Give a little time to me
Or burn this out
We'll play hide and seek
To turn this around
All I want is the taste that your lips allow
My, my, my, my, oh give me love
Sabe quando algo acontece seu intenção ou motivo? Que são tão repentinas que te deixam confuso e sem saber o que fazer? Pois é, foi assim que você entrou na minha vida. Era só uma festa da qual eu não esperava muito, mas encontrei você e isso mudou, eu entornei bebida em você, você gritou comigo. okay até ai, nada de novo. Era só o que você fazia desde que nos conhecemos. Mas ai começamos a conversar, e soltamos coisas que não deveriamos. Você dividiu uma parte de você comigo naquela noite, uma parte do Jeonghan que eu aprendi a amar e respeitar. E então veio aquele beijo... Você conseguiu que um ponto de interrogação surgisse na minha cabeça e no meu coração, mas você estava lá no dia seguinte, sim, você estava lá, e no outro também, e depois e continuou lá e eu me deixei levar, ou melhor, você me levou com você, e mais uma vez me mostrou um lado seu que eu desconhecia, o carinhoso, o compreensivo, quem enxugou minhas lagrimas quando eu estava tão perdida… E definitivamente você me conquistou, me fez sentir algo novo, forte e tão bonito, eu não sabia o que era, e eu tive medo. Então quando todas aquelas coisas aconteceram antes da gente se formar, eu não sei em que ponto a gente se perdeu. Meu coração se partiu de tantas formas diferentes, Eu te odiei e te amei de muitas formas, e isso machucava. Então quando fui embora ainda doeu um pouco, mas aos poucos aquilo foi fechando, suavisando, cicatrizando. E parou de doer, mas não sumiu. Ficou lá, quietinho. Sete anos, e quem diria parece ironia que eu iria reencontrar você logo na Londres trouxa. Minha respiração parou naquele momento, ao contrario do meu coração que saiu em disparada. E ai aquele mar calmo e sereno, se agitou em uma tempestade, forte e dominante, e o meu coração agora parece um barco preso nessa tempestade. Eu não devia estar escrevendo isso Jeonghan Seo, por que cartas de amor são ridiculas, por que te amar me deixa fraca e vulnerável. Eu só queria que você soubesse que continua bagunçando meu mundo imperfeito. Sim, por que ele só está perfeito e com tudo onde deveria estar quando você está por perto. Por que não importa quantos anos se passem. Eu gosto mais de mim quando estou com você. Mesmo que isso não faça o menor sentido.
Espero que não me odeie muito por estar sendo tola
Era estranho para ele estar ali, aquelas pessoas que não pareciam normais para alguém como Junmyeon que mesmo após anos de convivência com os irmãos e até mesmo alguns poucos amigos bruxos, ainda não tinha se acostumado com o fato de existirem mágicos.
Kang observava os demais com um olhar atento, como se houvesse perigo iminente e precisasse de se cuidar. Talvez estivesse julgando demais, pensou consigo e balançou a cabeça, piscando algumas vezes antes de respirar fundo e decidir que seria mais mente aberta.
Apenas não fazia muito sentido para si saber que vivia em um mundo em que existia magia, e só de imaginar que metade dos trouxas - a palavra também não era algo que o agradava de um todo - sequer faziam ideia daquilo? Realmente, era muito confuso.
“Então está me dizendo que… Essa vassoura, um objeto usado para varrer… V-v… Vo-oa?” Inquiriu, completamente surpreso e boquiaberto. “Impossível.” Comentou baixinho, em descrença.
Já que estava ali para encontrar a vó dali a algumas horas ela podia pelo menos tentar se divertir um pouco, sabia que havia um estande de vassouras na festa, havia quanto tempo que ela não voava?
Bastante tempo e ela queria experimentar a sensação novamente, não sabia dizer mais a sensação lhe fazia se sentir como a capitã de 17 anos pelos terenos de Hogwarts novamente, quando as coisas eram bem mais fáceis de lidar.
Estava alugando uma vassoura quando a conversa entre um rapaz e o vendedor lhe chamou a atenção. Ela então terminou de pagar o aluguel da vassoura e se virou, os braços apoiados no tampo do balcão, a cabeça se virando levemente na direção dele.
“ Como assim desse tamanho todo você não sabe que vassouras voam? Por algum acaso é um trouxa?” Inquiriu como se a minima possibilidade fosse uma simples piada, mas algo na expressão dele dizia que não era. “ Quer atestar por si mesmo?” ela perguntou com um sorriso pensando se tratar de uma brincadeira dele.
i don’t wanna lose your love tonight || jatrine || valentine’s day
@k-lestrange
Por mais que quisesse acreditar que ir ao festival resultaria em algo bom - como um contrato fechado com uma companhia, ou, por exemplo, poderia se tornar acionista de uma porcentagem maior da empresa de seu avô -, quanto mais as horas se passavam, mais Jeonghan percebia que tinha sido uma péssima ideia. Afinal, o que ele estava pensando? Iria chegar em Hogsmead e todos seus problemas iriam se resolver? Não, de modo algum. Também não era que tivesse sido ingênuo a ponto de acreditar nisto, é claro, mas não poderia negar que tinha um pressentimento bom no final das contas. Tolice sua, pensou consigo enquanto revirava os olhos para si mesmo, como se não apenas sua consciência como ele, num todo, estivesse rindo de seu próprio ser.
Quem diria que estaria parecendo tão desprezível daquele jeito? Para sua sorte, ninguém conseguia vê-lo por dentro, caso contrário, poderia até mesmo vir a ser motivo de chacota e Jeon, em hipótese alguma, suportaria tal humilhação. Todavia, não poderia negar o inegável; se sentia uma miséria e talvez, em seu passado mais antigo do que alguns poderiam se recordar, não iria se importar em tal sensação mas depois de ter passado por certas situações, Seo apenas não conseguia acreditar que tinha, novamente, se permitido virar aquela confusão. Era difícil para ele aceitar que estava em um caminho a qual já teria percorrido anos atrás quando acreditou fielmente que nunca mais iria se sentir assim.
Jeon suspirou, odiando cada segundo daquele clima meloso e romântico, enquanto caminhava ao lado de Seulgi, a acompanhando até a Trapo Belo Moda Mágica para depois seguirem até o três vassouras. O caminho foi curto por estarem perto da loja, mas mesmo assim foi suficiente para fazê-lo irritar-se com pequenas coisas como risadas alheias e casais agindo em suas formas ridiculamente românticas e exageradas, além de nojentas - em sua opinião. Ao adentrar a Trapo Belo, o moreno sentou-se em uma cadeira enquanto a noiva ia observar as roupas.
De todas as coisas que Katrine desejava poder fazer, ela queria dar um tapa no sorriso presunçoso e satisfeito de sua avô. Ambos sabiam muito bem que ela podia entendê-la, entendia que esse era um limite que ela estava atravessando. Ela estava em uma loja de roupas, encomendando um vestido para a neta, marcando encontros com rapazes da alta sociedade e ela não podia fazer nada sobre isso, adinal nas proprias palavras da avô, como uma das ultimas herdeiras ela deveria dar prosseguimento a linhagem da família de alguma forma. Ela odiava a maneira como os detalhes daquele vestido brilhavam ao refletirem no espelho, como se a estivesse provocando, o reflexo da avó no espelho ao seu lado, era outro lembrete do poder que ela tinha sobre ela. A unica coisa que lhe acalmava naquele reflexo, era um delicado colar, com um relicário, algo muito mais antigo do que aquele vestido em seu corpo, ate mais antigo que seus novos anseios, se lembrava perfeitamente do dia em que lhe fora entregue, era mais uma das lembranças que haviam dentro dele. Um sorriso podia ser visto em seu rosto, mas o contentamento não era por ter gostado do vestido e sim pelas lembranças que seu colar lhe trazia. Ela tirou rapidamente o vestido cinza deixando a profusão de panos sem cor e sem vida cairem aos seus pés. O vestido foi embrulhado e a avó partiu deixando Katrine para escolher outras coisas, a loira usou isso como desculpa para permanecer queria escolher outro, não iria usar aquilo em nenhum jantar mais tarde. Precisava de algo novo, algo vivo, algo que lhe aquecesse o interior gelado. Seus olhos correram pelo tecido verde esmeralda, ela pegou o vestido e sem hesitar se dirigiu ao provador. Queria ver como ficava.
Ao sair do provador, no entanto, ela parou no lugar sem nem dar nenhum outro passo, podia sentir o tremor passar pelo corpo com uma energia nervosa e ela precisou segurar no ornamento do espelho para se manter no lugar. Ela estava tão entorpecida com a visão que tinha do homem sentado naquela cadeira. A unica coisa que ela sabia que existia era o seu coração que batia severo, forte e descompassado, a quentura no rosto, trandormando suas bochechas normalmente marfim, em um tom escuro de rosa. Katrine não estava ciente de nada ate ouvir a voz da Malkin chegar ate seus ouvidos. Não. Ele não poderia estar aqui. Agora não. Por que Jeonghan tinha que estar em todos os lugares, por que ali e naquele momento? Aquilo não estava certo, era algo cruel demais.
Ela poderia voltar ao provador e ficar lá ate que ele se fosse. Covarde, quando que ela havia desenvolvido essa característica? Não que ele a vendo iria acontecer alguma coisa, especialmente considerando o estado em que ela estava. - Jeonghan. - Ela disse num tom hesitante, forçando o nome a sair. Certamente não era o que ela queria, não queria que ele a visse, mas não era certo para ela vê-lo e sair como se não o conhecesse ou pior se esconder como uma quintanista envergonhada. Mas o que ele estava fazendo ali? Será que ele estava apenas encomendando roupas ou será que tinha algum encontro? A simples possibilidade fez seu sangue gelar com a simples possibilidade.
somewhere over the rainbow - event 002 - marine plot 1.
"Mia? " perguntou ela com um sorriso suave ao se aproximar da mesa indicada pela atendente. Estava havendo encontros ali naquela, e ela agradeceu o fato de ter reservado a mesa. Fazia muito tempo que não ia ali, uns sete anos pra ser mais precisa, praticamente o mesmo tempo que não tinha noticias da loira, estava curiosa com o que haveria acontecido com ela nesses sete anos. Enquanto Trine nada tinha de novo a relatar, tinha certeza que Mia havia feito muitas coisas boas e maravilhosas em sua vida desde então.
Assim como acontecia quando Hei se sentia particularmente ansioso ou animado com alguma coisa especifica, como naquela noite estava sendo tanto o festival quanto as pessoas inesperadas que estava encontrando pelo percurso ele perdia completamente a noção da temperatura ao redor. Também em parte por estar se acostumando a adaptar-se as temperaturas exteriores, fazendo shows em ambientes abertos e publicos com bastante frequencia. Por conta disso por vezes tinha que se virar por uma tarde inteira com apenas uma blusa fina, quando acabava por esquecer seu casaco em casa e não queria perder a tarde ou tempo indo buscar. Comparadas a situações como essas estava bem agasalhado e, naturalmente a presença de uma quantidade de pessoas tão grandes como aquelas sempre ajudava a subir a temperatura, mesmo que apenas um pouquinho. Pensando um pouco sobre Katrine, era mesmo estranho pensar que os dois aparentando ser tão diferentes tivessem tantos elementos em comum. Haviam estudado mais ou menos na mesma altura na escola, e durante algum tempo até mesmo haviam se relacionado com as mesmas pessoas. Possuiam um gosto parecido no que dizia respeito a esportes e, quem sabe mais do que poderiam compartilhar, mas nunca tiveram a oportunidade de aprofundar as conversas entre os dois. Se questionou se algum dia chegariam a conversar sobre assuntos mais intimos, ou se algum dia chegaria a entender um pouco melhor a Katrine. Sabia que seu questionamento não fazia muito sentido, fazendo um bom tempo desde que não fazia esse tipo de coisa. Assim que começara a aprender o inglês esse tipo de pergunta havia sido bastante frequente, na medida que mesmo que estivesse disposto a absorver a lingua alguma coisa resistia a alguns assuntos. Alguma coisa em si o impelia a questionar do porque eles pensarem de uma determinada maneira. Até porque aprendera que para falar linguas diferentes era necessário pensar de maneira diferente também. Sentia-se diferente quando falava em inglês. — Algumas coisas são estranhas. — por fim comentou, mas ja não tão atento a esse assunto em questão.
Talvez fosse pelos cargos importantes que havia ocupado enquanto estudava na escola, assim como as responsabilidades que tudo aquilo trazia; o status do próprio sobrenome, mas Hei sempre a observara como uma filha prodigio. Havia conseguido até mesmo um cargo como auror, algo que não era exatamente fácil. Eram necessárias muitas habilidades para isso, qualquer família olharia isso como motivo de orgulho. Mas, diferentemente do que imaginara não o pai de Katrine. Escutar a resposta alheia o fez se sentir um pouco mais curioso a respeito. Com isso ela quisera dizer que ele havia reclamado sobre a escolha dela ? Até que ponto tinha discutido com ela a respeito ? Será que ela tinha passado pelas mesmas coisas que ele para ter chegado aonde chegou ? E novamente a pergunta que não faria, mesmo que estivesse morrendo de vontade; tinham brigado por isso ? Até porque seria algo que teriam em comum, caso tivesse acontecido. No entanto, de alguma maneira duvidava. Ela continuava seguindo uma carreira “promissora”. No caso dele nem mesmo se tornasse o cantor mais conhecido da galaxia faria com que seu avô reconhecesse que estava certo. As vezes pensava se não era o fato disso o ligar com a família do irmão renegado dele. — Talvez todas as famílias sejam assim, afinal de contas.. — concluiu por fim com um pequeno sorriso; embora o assunto não o agradasse muito. Nunca fora do tipo que gostava de discussões em família, havia passado tempo longe demais para querer qualquer tipo de distanciamento. Mas o que fazer quando a pessoa não colaborava? — Nunca queremos algo que seja bom o bastante para eles, não é mesmo ?
Mesmo que ela não tivesse dito exatamente isso, saber que ela havia ido contra o que seu pai esperava que ela fizesse o fez se questionar a respeito da visão que tinha dela antes. Ou pelo menos quase acreditara por alguns instantes. Não gostava de pensar em pessoas preconceituosas, principalmente as que tivera algum contato anteriormente. Ja havia conversado e visto Katrine de longe, nunca parecera ser do tipo que caía em pensamentos assim. No entanto, sabia o quão insistentes essas pessoas tendiam a ser. Pensou então se esse comentário não estava apenas relacionado ao estresse dela estar perseguindo ou algo relacionado ao seu trabalho. Poderia aparentar estar calma, mas duvidava que esse era um tipo de trabalho que permitia com que se acostumasse inteiramente. — O que? Ameaçando ? — ecoou incerto se tinha realmente entendido o que ela quisera dizer. Será que estava falando dos nascidos trouxas ? No momento foi tudo o que ele conseguiu pensar; e pensando na maneira como ele as vezes tinham que compartilhar com seus parentes sobre sua condição poderia a fazer pensar dessa maneira. Não que ele concordasse, é claro. De qualquer forma ele pessoalmente as vezes se perguntava o que tinha de tão ruim se revelar a comunidade trouxa. Se fizessem da maneira correta e aos poucos poderiam tirar essa sensação de medo que muitos tinham, e medo os faziam ter atitudes horríveis. Inevitavelmente pensava na história de Sunee quando esse assunto era abordado. Se soubessem que ela era bruxa, que bruxos existiam as coisas teriam sido diferentes ? Alguém teria a ajudado e livrado de passar por tanto sofrimento ? Ou a avó teria aceitado e estado mais presente de alguma forma ? Essas eram possibilidades que não sabia. Não tinha como enquanto não tentassem algo diferente.
Novamente retornando a realidade, deixando um pouco de lado esse tipo de pensamento Hei conseguiu por muito pouco evitar de corar diante do comentário alheio. Algo que teria sido inevitavel em uma outra época. — Você ainda se lembra desse acidente… — comentou, ainda incerto se apanharia se risse do incidente. Mas ao mesmo tempo era algo dificil se lembrando da expressão que a mesma fizera na epoca. E havia sido tão aletório... — Vou pensar nisso… Talvez algum pub bruxo esteja precisando de alguma atração… — refletiu consigo mesmo sentindo o aparelho no seu bolso vibrando de maneira insistente. Sabia que se tratava do seus amigos querendo saber aonde havia se enfiado. E realmente havia passado um pouco de tempo do horário que haviam combinado de se encontrar. Relutantemente Hei desligou a chamada. Conversaria com eles daqui a pouco. — Bem… Tenho que ir. — explicou indicando o celular em sua mão, embora isso pouco informasse a bruxa a sua frente. — Nos vemos um outro dia ? Se quiser conversar vou estar apresentando no beco diagonal daqui alguns dias. Combinei com o Kaien, ai você pode falar com ele também. — sugeriu despedindo-se da mesma.
{Closed}
The moment to live and the moment to fight II Plot drop - Jatrine FB
@fxckseo
Assim que o relógio da torre bateu meia noite o silêncio das pessoas se quebrou, Katrine soube que seu trabalho de fato começaria. E como havia previsto logo começaram os problemas para lidar. Ao longo dos minutos, Katrine só foi capaz de salvar algumas pessoas que encontrava, no meio da confusão ela levantou encantos de proteção, limpava apressadamente suas memórias e exortando-as para fora do local, deixando cair seus encantos de proteção por alguns segundos e os levantando em seguida assim ninguém conseguiria voltar para o meio do caos. Quando estava quase terminando, ela sabia que tinha que adentrar na confusão, só um nome bloqueava sua mente e ela tinha que verificar se tudo estava bem com ele. Enquanto corria entre as pessoas, deixando de lado o que havia aprendido quando criança, na forma de 'movimento aceitável e feminino'. Não havia tempo para decoro depois do que havia acontecido. Sua respiração ficou ofegante quando ela saiu do perimetro que tinha que vigiar, cada passo aterrissando com força no chão, cada um levando-a cada vez mais longe do centro da confusão.
Katrine estava ciente das outras pessoas ao seu redor, olhando para ela, opulentamente vestida e com uma varinha em mãos, embora nenhum deles soubesse o que de fato aquilo era. Ela não parou para pensar em como ela era estranha para os trouxas. Eles não sabiam nada do que estava acontecendo. Tudo o que Katrine tinha que fazer era procurar e seguir em frente. Ate que ela achou. Num beco adjacente a confusão lá estava ele, então ela correu, mas do que havia feito em toda a sua vida. Não importava quem eram aquelas pessoas que estavam atrás dele ou o cercando. Ela sabia que a única forma de sair dali era aparatando. Mas haviam tantas pessoas. - Jeonghan! - ela chamou assim que se aproximou já disparando um expeliarmus assim que se aproximou dele e das outras pessoas, ela não tinha muito tempo para pensar e tinha muito tumulto não podia pensar em acertar um trouxa com um encantamento pesado. Ou um feitiço mais ofensivo. - Você está bem?- ela conteve qualquer impulso de abraça-lo ou qualquer contato que pudesse assusta-lo.