O assunto do Top 5 Wednesday de hoje me deu um pouquinho de trabalho... Tive que dar uma geral nas minhas leituras no Skoob, mas acabei achando 5 livros “dignos” de entrar na lista de hoje.
Livros com assuntos difíceis
Todos os livros citados tem temas que podem ser “gatilhos” pra alguém, como suicídio, violência doméstica, drogas e doenças psiquiátricas. Se vocês tem algum problema com qualquer um desses assuntos, considere antes de continuar lendo o post.
5# Os 13 Porquês, Jay Asher
O livro conta a história de Clay Jensen, que um dia recebe pelo correio fitas cassete, gravadas por uma menina que tinha cometido suicídio um tempo antes. Hannah Baker explica nas fitas quais foram os treze motivos que a levaram a tomar essa atitude.
Esse livro me tocou bastante. Por causa da forma como ele é escrito, às vezes parece uma conversa entre as gravações de Hannah e Clay. Além disso, nos faz perceber que uma pequena atitude pode ter um impacto enorme na vida de alguém. Eu adorei esse livro, e recomendo muito.
4# Rose Madder, Stephen King
Esse é o único livro de ficção que eu já li do mestre do terror (e sim, me envergonho disso!). Ele conta a história de Rose Daniels, a esposa de um policial que sofre violência doméstica em casa, tanto mental quanto física. Ela aguenta o sofrimento por anos, até que um dia toma uma atitude e foge de casa, sem levar praticamente nada. O problema é que seu marido vai atrás dela, e ela precisa enfrentá-lo de uma vez por todas.
Stephen King incluiu um lado meio sobrenatural no livro que eu não gostei muito, mas a história de superação da Rose é realmente incrível. Ela começa sendo uma esposa completamente submissa, e ao longo da sua jornada se torna dona de si mesma. Em tempos de feminismo, é realmente interessante.
3# Garotas de Vidro, Laurie Halse Andersen
Eu li esse livro já faz tempo, mas eu lembro que ele fez com que eu me desse conta da profundidade do sofrimento das pessoas com distúrbios alimentares. Ele conta a história de duas amigas que apostaram quem coseguia ficar mais magra. Lia era anoréxica, e Cassie era bulímica. A aposta servia pra “testar” qual dos dois métodos era mais eficaz. Até que Cassie morre sozinha num quarto de motel, depois de ligar 33 vezes para Lia. A partir disso, não só a Lia perde totalmente o controle do distúrbio alimentar, como começa a perder o controle mentalmente também.
É um livro com uma mensagem importantíssima, e que e escrito de forma a dar vazão a essa mensagem de forma profunda. Eu me senti mal em vários momentos da leitura, por perceber de verdade o sofrimento da Lia. Acho imprescindível a leitura desse livro!
2# Viva Para Contar, Lisa Gardner
Esse é um dos livros mais perturbadores que eu já li, e não por causa da história, cuja protagonista é a sargento D. D. Warren. É um thriller policial no mesmo estilo dos livros da Tess Gerritsen e John Verdon, mas o “pano de fundo” desse livro que é dificil: crianças com doenças psiquiátricas. Um dos plots do livro apresenta, por exemplo, uma mãe que precisa lidar com o filho de 8 anos que a diz que a ama enquanto tenta matá-la. E como uma parte da história se passa na ala da psiquiatria infantil de um hospital, essa é só um dos vários tipos de psicopatia apresentado pelas crianças dessa história. Eu fiquei abalada quando li esse livro. Normalmente associamos às crianças com imagens de pureza e tranquilidade, e Lisa Gardner traz uma história cheia de crianças com instintos animalescos e com desejos assassinos. Realmente perturbador.
1# Eu, Christiane F., Treze Anos, Drogada, Prostituída...,Kai Herman e Horst Rieck
Eu sei, eu sei, estou roubando com esse livro! Não é um livro de ficção, mas eu acho que isso o torna ainda mais difícil. O livro é escrito por dois jornalistas com base no relato contado pela própria Christiane. Eu li esse livro pela primeira vez quando era muito nova, coisa de 11 ou 12 anos. E ele ficou marcado em mim, não tenho uma forma melhor de descrever. Tem coisas que eu li nesse livro que jamais vou esquecer, cenas da vida dela que mesmo depois de todos esses anos eu lembro com clareza. Pra mim, esse é o melhor livro com tema difícil que já li.
E vocês, já leram algum dos livros que escolhi? Quais os livros com assuntos difíceis vocês mais gostam?
Mais um quarta feira, e o assunto de hoje me deixou com vontade de um tempo fresquinho e chuvoso, bem diferente do calor terrível que está fazendo em Porto Alegre!
Livros para dias de chuva
Escolhi alguns livros que eu acho que são ótimos pra ler em dias chuvosos, mas cada um por um motivo diferente.
5# Qual Seu Número?, Karyn Bosnak
Um dia chuvoso, sem graça... Que tal um livro pra animar um dia assim? Esse livro é um dos mais divertidos que já li na vida! Sério, é daqueles chick lit que chega a doer a barriga de tanto dar risada... Com certeza uma boa escolha pra animar um dia chuvoso
4# Will & Will, John Green e David Levithan
Que tal, então, um livro despretensioso mas cheio de significado? A história de Will Grayson e Will Grayson é um dos livros mais legais que já li. E ainda tem o maravilhoso Tiny Cooper, personagem que faz esse livro ainda mais incrível. Uma ótima opção para dias chuvosos.
3# Toda Luz Que Não Podemos Ver, Anthony Doerr
Esse é um livro bem mais sóbrio, e por isso combina tanto com o clima chuvoso. É uma história tocante e delicada, que superou completamente qualquer expectativa que eu tivesse...
2# O Hobbit, J.R.R. Tolkien
E se mesmo com um dia de chuva você quiser sair numa aventura épica? A história de Bilbo Bolseiro é perfeita pra isso! Um livro tão incrível e empolgante que a gente nem percebe o tempo passar.
1# Feita de Fumaça e Osso, Laini Taylor
Mas bom mesmo é pegar um livro que a gente ama e aproveitar a companhia de personagens que a gente não vive sem, né? Por isso, Feita de Fumaça e Osso é também uma escolha pra um dia chuvoso. Esse é um dos meus livros favoritos, com uma história e um mundo completamente diferente de tudo que já li, e por isso é sempre uma boa opção.
Gostaram das minhas escolhas de leitura para dias de chuva? Me contem quais livros vocês gostam de ler em dias chuvosos!
No mês de março, consegui aumentar a média de livros lidos para minha meta pessoal: 10 por mês! E, para minha felicidade, dois desses foram lidos em inglês, o que eu considero uma conquista!
Esse mês eu finalmente li As Crônicas Lunares, que é uma das séries mais divertidas que já li na vida! Os diálogos são incríveis, os personagens são todos muito complexos, e o desenvolvimento de todos eles é visível ao longo dos livros. Cada livro tem o nome de uma das personagens femininas cuja história é contada.
Eu gostaria de falar um pouco mais sobre cada um dos livros, mas esse post ia acabar ficando MUITO grande! (Acreditem, eu tentei...) O que é importante falar sobre essa série, no entanto, é que são “recontos” das histórias da Cinderella, Chapeuzinho Vermelho, Rapunzel e Branca de Neve. Mas a forma com que a Marissa Meyer fez os paralelos entre as histórias originais e seus recontos é maravilhosa! Ao mesmo tempo em que algumas características são bem marcantes em ambas, alguns aspectos são completamente novos e fazem bastante sentido nas narrativas.
Leiam As Crônicas Lunares!
O próximo é um livro curtíssimo, que li em uma sentada: a transcrição do discurso “Sejamos Todos Feministas”, da nigeriano Chimamanda Ngozi Adichie (ai, nome difícil...). Não vou falar muito, porque fiz resenha dele aqui.
Também li esse mês a novela Cicatrizes de Aço e o segundo volume da série da autora Victoria Aveyard, Espada de Vidro. Eu gostei dos dois, mas foi só isso. Eu confesso que esperava mais do conto, mostra muito pouco do passado da Farley que seja interessante. Sobre o segundo volume da série Rainha Vermelha, eu fiquei com a impressão de que a autora quis fazer um livro profundo, que tocasse as pessoas, mas acabou com uma protagonista que se martiriza e com uma “frase de efeito” por parágrafo. Me decepcionei um pouco.
Li também o último livro da série Mestres da Maldição, da autora Holly Black. Alma Negra, pra mim, foi um livro meio confuso. Muita coisa acontecendo, e nada se resolvendo. E confesso que o final foi completamente previsível pra mim.
O último livro que eu li no mês foi O Fio do Bisturi, da Tess Gerritsen. Eu AMO os livros da autora, principalmente a série Rizzoli e Isles. São livros de mistério e cheio de reviravoltas. Nesse, Kate Chesne é uma anestesista que perdeu uma paciente em cirurgia, e agora está sendo processada por isso. Mas ela tem certeza que não cometeu nenhum erro, e se esforça pra provar que, na verdade, foi um assassinato.
O grande problema desse livro pra mim foi o romance. Esse livro é de 1990, e por isso grande parte da história é sobre a atração imediata que a Kate sente por quem deveria ser “seu oponente”, o advogado da família da paciente. E aí o mistério fica completamente em segundo plano por causa do romance deles.
Eu deixei o melhor para o final: dia 08/03 FINALMENTE saiu o novo livro da Cassandra Clare sobre o mundo dos caçadores de sombras, Lady Midnight, o primeiro da nova série The Dark Artifices. Ele se passa 5 anos depois de Cidade do Fogo Celestial, e conta a história de Emma Carstairs. Esse livro é o melhor livro da Cassie que eu já li! De verdade, é nítido o quanto a escrita dela evoluiu, como ela desenvolve melhor as relações entre os personagens. E a trama é completamente diferente das outras séries. É um livro incrível, e com certeza minha leitura favorita do mês!
Última quarta feira de março, e o tema de hoje é muito interessante! Sabe aquela série que você ama, mas que tem um livro que não é tão incrível quanto os outros?
É deles o post de hoje!
Livro “menos favorito” nas suas séries favoritas
5# Harry Potter e a Ordem da Fênix, J. K. Rowling
De todos os sete livros de Harry Potter, esse COM CERTEZA é o que eu gosto menos. Acho o Harry muito chato nesse livro, entre várias outras coisas, e por isso eu considero esse o livro que eu menos gosto na série Harry Potter.
4# O Clã dos Magos, Trudi Canavan
Eu adoro a trilogia do Mago Negro, mas esse primeiro livro é o que eu menos gosto. É um livro inteiro de perseguição, e isso me incomoda. O livro é ótimo (tanto que me fez continuar a trilogia), mas a busca que dura o livro inteiro me cansa um pouco.
3# A Esperança, Suzanne Collins
Eu reli a trilogia Jogos Vorazes o ano passado, antes de ir ao cinema assistir ao último filme. E apesar de gostar muito, mas muito mesmo da história da Katniss, esse terceiro livro é o que eu menos gosto. Eu acho que tem mais sofrimento do que seria necessário para a história se desenrolar.
2# O Herói Perdido, Rick Riordan
Vou confessar que esse é o meu livro menos favorito de Os Heróis do Olimpo por causa de uma única coisinha: não tem o Percy! Ele (e a Annabeth) são meus personagens favoritos, e por mais que eu goste do Jason, do Leo e da Piper, não me conectei com eles da mesma forma que com o Percy. Esse é meu único motivo.
1# Cidade das Almas Perdidas, Cassandra Clare
Assim como o anterior, meu motivo pra gostar menos desse livro do que os outros não é bem “gostar”... Esse é um dos livros da série Os Instrumentos Mortais com a história mais interessante, mas ela é angustiante demais pra mim. Sou sensível demais, e apesar de ter um enredo incrível, esse livro foi sofrido de ler!
Lembrando que são minhas séries favoritas, o que significa que eu gosto dos livros que estão aqui, eu só gosto deles menos do que gosto dos seus companheiros de série.
Qual o livro que você gosta menos na sua série favorita?
Resenha | Sejamos Todos Feministas, Chimamanda Ngozi Adichie
Para o desafio I Dare You de março, eu escolhi ler um livro escrito por mulher. Eu sei que eu escolhi um livro curtíssimo, a transcrição de um discurso, mas é porque eu queria muito, muito mesmo ler algo da Chimamanda. E não me arrependi!
Sinopse
O que significa ser feminista no século XXI? Por que o feminismo é essencial para libertar homens e mulheres? Eis as questões que estão no cerne de Sejamos todos feministas, ensaio da premiada autora de Americanah e Meio sol amarelo.
Chimamanda Ngozi Adichie ainda se lembra exatamente da primeira vez em que a chamaram de feminista. Foi durante uma discussão com seu amigo de infância Okoloma. “Não era um elogio. Percebi pelo tom da voz dele; era como se dissesse: ‘Você apoia o terrorismo!’”. Apesar do tom de desaprovação de Okoloma, Adichie abraçou o termo e — em resposta àqueles que lhe diziam que feministas são infelizes porque nunca se casaram, que são “anti-africanas”, que odeiam homens e maquiagem — começou a se intitular uma “feminista feliz e africana que não odeia homens, e que gosta de usar batom e salto alto para si mesma, e não para os homens”.
Neste ensaio agudo, sagaz e revelador, Adichie parte de sua experiência pessoal de mulher e nigeriana para pensar o que ainda precisa ser feito de modo que as meninas não anulem mais sua personalidade para ser como esperam que sejam, e os meninos se sintam livres para crescer sem ter que se enquadrar nos estereótipos de masculinidade. Sejamos todos feministas é uma adaptação do discurso feito pela autora no TEDx Euston, que conta com mais de 1 milhão de visualizações e foi musicado por Beyoncé.
Minha Opinião
Eu li numa sentada, devido ao pouco número de páginas. Mas cada frase que eu lia me fez ter vontade de fazer um poster, um outdoor com esse livro e espalhar pelo mundo inteiro.
Chimamanda expõe no seu discurso exatamente aquilo que o feminismo significa: igualdade. Contando vários casos ocorridos ao longo de sua vida que demonstram o machismo na sociedade nigeriana (embora muitas coisas se apliquem também ao Brasil, e ao mundo), ela vai também dando soluções. Mas sem radicalismos.
E é assim que devemos começar: precisamos criar nossas filhas de uma maneira diferente. Também precisamos criar nossos filhos de uma maneira diferente.
Eu fiquei especialmente apaixonada pelas palavras dela porque esse discurso representa exatamente a forma que eu me sinto com relação ao feminismo. Não é preciso ser radical, não se arrumar, e diversas outras coisas que vejo alguns grupos feministas “extremistas”, digamos assim, defendendo. Ser feminista não é sinônimo de não ser feminina. É sinônimo de desejar igualdade.
Curto, mas essencial. Um livro que deveria ser distribuído à população mundial, suas questões discutidas por todos, pra garantir que em algum momento a nossa sociedade deixe de ser machista, e que possamos deixar um mundo melhor para as futuras gerações.
Como o livro é curto, mas o assunto tem que ser amplamente discutido, aproveito pra deixar o vídeo do discurso da Emma Watson na ONU, em 2014, no lançamento da campanha HeForShe, que eu acho extremamente esclarecedor também.
Sempre tive um pouco de curiosidade de ler esse livro, porque o nome não entrega absolutamente nada sobre a história, né? Então, quando vi a lista de temas do I Dare You 2016, e em fevereiro tinha “Livro com a inicial do nome”, achei que seria a oportunidade perfeita!
ATENÇÃO: Spoilers leves
Sinopse
Cassel vem de uma família de mestres da maldição – pessoas que têm o poder de mudar emoções, memórias e destinos com o mais leve toque das mãos. Mas fazer isso é ilegal, o que significa que todos eles são criminosos. Exceto Cassel. Ele não tem o toque mágico, está de fora: é o único filho normal em uma família paranormal. O único detalhe é que matou sua melhor amiga.
Tentando fugir de seu terrível passado, Cassel faz de tudo para ser como os outros garotos. Uma noite, porém, tudo vai por água abaixo: depois de sonhar repetidas vezes com uma estranha gata branca, um ataque de sonambulismo o põe em perigo e ele começa a achar que seus irmãos estão escondendo mais do que alguns segredos.
Desconfiado de que não passa de uma pequena peça de um grande golpe, Cassel começa então a fazer uma busca em seu passado e em suas memórias, que parecem lhe fugir. Para desvendar os mistérios de sua vida, ele vai precisar armar um verdadeiro golpe de mestre.
Minha Opinião
Quando peguei esse livro pra ler, eu não tinha lido a sinopse inteira. Eu só sabia que era sobre “mestres da maldição”. Por isso,eu demorei um pouco até entrar no ritmo desse livro. O começo é meio confuso, e a autora explica o mundo de uma forma muito sutil, o que me deixou um pouco perdida no começo.
A história começa quando Cassel acorda no telhado da escola onde estuda. Foi um mero ataque de sonambulismo, mas as pessoas começam a pensar que ele tentou se matar. Por precaução, a escola o suspende até que ele traga um atestado médico de que ele está bem.
O que a maioria dos colegas não sabe é como o Cassel se sente. Quando tinha 14 anos, ele matou a garota por quem era apaixonado. Ele só não se lembra disso. A única coisa que ele lembra é de se sentir muito feliz depois. Por isso, ele tenta se passar por “um garoto normal” na escola, tenta ter uma namorada, apesar de se sentir como um assassino. Além disso, a família do Cassel é completamente envolvida com o mundo do crime: o avô e o irmão mais velho se relacionam com a máfia, e a mãe está presa por causa dos golpes que aplica. Além disso, todos os parentes dele são mestres, mas ele não.
Todo o desenrolar da história começa porque ele vai morar com o irmão, depois com o avô, após ser suspenso da escola. E é a partir de detalhes e sonhos muito estranhos que ele começa a desconfiar que seus irmãos, Philip e Barron estão escondendo algo dele.
Meu maior problema com esse livro é meu senso de honestidade. Cassel e toda a sua família estão acostumados a enganar, roubar, se dar bem em cima dos outros. E isso me incomoda.
Uma coisa que achei muito interessante sobre a forma que a autora escolheu criar o mundo foi um detalhe sobre as maldições. Existem seis tipos de maldições: de emoções, física, de sorte, de sonhos, de memória, de morte e de transformação. Essa última, entretanto, é raríssima. Mas o que eu gostei foi o fato de existir um rebote: toda vez que um mestre usa seu poder, ele “sofre” da maldição também. Um mestre de morte perde um pedaço do seu corpo, um de memória perde um pedaço da sua própria, o de emoções fica instável, e por aí vai. Eu achei isso genial.
Sobre os Personagens
O Cassel é um personagem que eu não sei se eu gosto, ou se me irrita. Acho que um pouco dos dois. Às vezes ele é muito ingênuo, às vezes quer ser adulto. Acho que faz sentido, levando em conta que ele é um adolescente.
Eu gostei muito do melhor amigo dele, o Sam. Apesar de ser aquele típico personagem secundário feito pra dar uma graça ao livro, um alívio cômico, ele é um personagem muito bacana. Se mostra um bom amigo, às vezes até contra a vontade do Cassel.
Outra personagem que faz as coisas mesmo sem o Cassel querer é a Daneca (alguém me diz como se pronuncia isso? É “Danéca” mesmo???). Ela é decidida, e não importando se as pessoas gostam ou não, ela faz o que ela quer.
Os irmãos do Cassel, Philip e Barron, são dois chatos. Sério, dá pra perceber ao longo do livro que eles escondem algo, e isso irrita muito, porque vemos a história pelo ponto de vista do Cassel. Mas, ao mesmo tempo, ambos são criminosos, e são verdadeiros da sua própria forma.
É um livro com uma história interessante, com um sistema de “magia” bem curioso, mas eu não me envolvi muito com a história. Até pretendo continuar lendo a série, mas não estou muito empolgada.
Fevereiro é meu mês favorito! É o mês do meu aniversário (dia 26, aceito presentes rs), e esse ano também é o mês da minha formatura! Então, pra começar um mês maravilhoso, nada melhor que um tópico maravilhoso também!
Maiores “Durões”
Juro que não foi proposital, mas minhas escolhas são todas mulheres.
5# Sonea, de “Trilogia do Mago Negro”
Eu adoro o fato da Sonea ser teimosa, briguenta, e fazer qualquer coisa pelo que ela acredita que é certo. Ela passa por muita coisa ao longo dos livros, e apesar de não ser a típica fodona, ela é uma personagem incrível.
4# Annabeth Chase, de “Percy Jackson e os Olimpianos” e “Os Heróis do Olimpo”
Annabeth é o meu tipo de favorito de badass. Sério. Ela sempre se supera com uma inteligência extraordinária. Em Os Heróis do Olimpo, ela é a única semideusa da profecia sem nenhum tipo de poder especial. E mesmo assim, todos a consideram a líder. Porque ela é foda demais! Amo/sou Annabeth.
3# Karou, de “Feita de Fumaça e Osso”
Duas coisa me fazem achar a Karou foda. Primeiro, por causa das missões para Brimstone, ela aprendeu a lutar com uma infinidade de armas. Segundo, porque quando a vida dela vira de cabeça pra baixo, ela ainda assim continua lutando. Mesmo que seguir em frente a machuque (literalmente), ela segue dando o máximo de si pra conseguir o que quer. E eu acho isso o máximo.
2# Elizabeth Bennet, de “Orgulho e Preconceito”
A Lizzie é uma das melhores personagens femininas de todos os tempos! Ela chega a ser “discriminada” por causa da espontaneidade e da personalidade dela. Badass à moda antiga!
1# Morgana, de “As Brumas de Avalon”
Seguindo na onda de personagens que são incríveis, mas não do jeito tradicional, tem a Morgana. Ela é uma personagem com uma força de vontade! Por várias vezes ao longo da história ela se eixa abater, mas sempre acaba dando a volta por cima.
Menção honrosa para as personagens femininas de As Crônicas de Gelo e Fogo. E o Tyrion Lannister. (Dá pra ver que minha concepção de “badass” não tem exatamente a ver com características físicas, né?)
No mês de janeiro eu tirei férias, o que fez com que minhas leituras rendessem demais!
Como tem muitos livros, e a grande maioria deles são séries, vou falar da série como um todo, porque fica mais fácil. Sem spoilers, prometo!
Trono de Vidro, Coroa da Meia Noite, Herdeira do Fogo e A Lâmina da Assassina, Sarah J. Maas
Eu sempre ouvi coisas muito boas sobre essa série, pelo menos até antes do lançamento do terceiro livro. Sobre como a protagonista, Celaena Sardothien era badass, sendo a maior assassina do reino, e etc.
No primeiro livro, eu fiquei um pouco decepcionada com a personagem. Eu não senti durante o livro que ela fosse como as pessoas diziam que ela era. Eram alguns poucos momentos que ela parecia ser assassina, que não me convenceram. Apesar disso, o livro é muito bom, e o desenvolvimento das relações dela com o príncipe Dorian e o capitão Chaol é bem interessante. Achei a história de fundo meio confusa. Não achei que o problema central da história ao longo da série foi apresentado direito, mas enfim...
No segundo livro, o passado da Celaena começa a se revelar, e ela começa a descobrir segredos e conspirações. Esse é um livro muito melhor do que o primeiro, tanto que é meu preferido da série. Mas não dá pra falar muito dele sem dar spoilers...
O terceiro livro, em compensação, eu terminei de ler só por “obrigação”... Os personagens estão irreconhecíveis, uma vez que a personalidade deles mudou demais. Não gostei da condução da história, e agora tenho sérias dúvidas se vou continuar a série...
Li também o livro de contos, A Lâmina da Assassina, que conta um pouco do passado da Celaena. Confesso que só gostei de um dos contos. É interessante pra conhecer a personagem um pouco melhor, mas não são histórias incríveis não. Basicamente, servem pra esclarecer menções ao passado que ela faz nos livros principais.
Percy Jackson e os Olimpianos, Rick Riordan
Entrando no clima de férias, li durante minha estadia na praia uma das minhas série favoritas! Eu sempre adorei mitologia grega, e juntar isso com personagens cativantes e engraçados só me faz amar, na certa!
Foi uma releitura, e acho que não preciso falar muito sobre Percy Jackson, não é mesmo?
Os Heróis do Olimpo, Rick Riordan
Seguindo no clima olimpiano, também li a série que dá continuidade às aventuras de Percy, Annbeth e companhia. Eu já tinha lido até o terceiro livro, A Marca de Atena, há alguns anos, então só os últimos dois eram novidade.
Essa série tem temas um pouco mais adolescentes do que a anterior, mas nem por isso deixa de ser uma leitura divertidíssima! Eu gosto muito de ler Rick Riordan porque ele sabe criar personagens com senso de humor incrível, mas que nem por isso são irritantes. Todos tem sua dose de maturidade e senso de humor. Além disso, ele inclui a mitologia romana nessa série, o que eu gosto muito.
Aquele Verão e Os Bons Segredos, Sarah Dessen
Eu adoro ler Sarah Dessen no verão!
O primeiro, Aquele Verão, é um livro bem curtinho. É o primeiro publicado pela autora, e tem uma temática bem diferente dos outros livros YA que já li. Nada de relacionamentos românticos para a protagonista: durante o livro, Haven aprende a lidar com a família, e descobre que às vezes nossas melhores lembranças não são tão verdadeiras como pensávamos.
Os Bons Segredos foi lançado ano passado, e gostei demais desse livro! A protagonista, Sydney, sempre se sentiu a sombra do irmão mais velho Peyton. Até que ele é preso por dirigir alcoolizado e atropelar um garoto. Mas ela se sente como se fosse a única que culpasse o irmão, uma vez que seus pais continuam fazendo de tudo pelo irmão. Depois do ocorrido, a pressão em cima dela pra ser perfeita aumenta ainda mais, e junto com amigos novos, numa escola novo, ela vai aprendendo a ser ela mesma, pra todo mundo.
Esses foram os livros que li em janeiro de 2016. Espero que tenham gostado, e me contem quais livros vocês leram em janeiro!
O tema do desafio I Dare You de janeiro que eu escolhi foi “um livro de verão”. Como ano passado eu já tinha lido A Caminho do Verão, da Sarah Dessen, resolvi repetir a dose, dessa vez com Aquele Verão.
Sinopse
Há muita coisa acontecendo na vida de Haven... Primeiro, o casamento do pai com Lorna Queen, a “Mulherzinha do Tempo” da televisão local. Depois, o casamento da irmã Ashley com o chato Lewis Warsher, que não parece combinar com Ashley de jeito algum. Haven também não consegue ignorar o fato de ter quase um metro e oitenta e cinco de altura e ainda continuar crescendo. Ela mal consegue ver quem ela é agora ou onde ela pode se ajustar.
Então, o antigo namorado de Ashley, Sumner Lee, aparece e reacende as lembranças de Haven do verão quando seus pais eram felizes, a irmã era descolada e despreocupada, e tudo era perfeito... ou pelo menos assim parecia.
Minha Opinião
Aquele Verão é um livro curtinho, simples e rápido de ser lido, mas com uma mensagem tocante. É um livro sobre relacionamentos, sobre descobrir a si mesmo, e perceber que nem sempre nossas lembranças são fiéis a realidade.
Diferentemente dos típicos YA contemporâneos, o foco desse livro não é o romance, mas sim os relacionamentos da protagonista, a Haven. E também a evolução da própria personalidade dela.
Os pais dela se separaram depois que o pai, um jornalista esportivo importante na cidade dela, admite que tinha um caso com a “Mulherzinha do Tempo”. O livro começa no dia do casamento do pai dela, para o qual a mãe não foi convidada. Ela vai com a irmã, Ashley, que agora tem um noivo totalmente diferente de todos os namorados anteriores, o que a deixa diferente também. A Haven sente falta da época em que a irmã parecia mais feliz, e isso era por causa do então namorado: Sumner Lee.
Ao longo da história, a Haven começa a lembrar de coisas que ela fazia junto com a irmã e Sumner durante o verão que eles namoraram, e pensa nessa época como a mais feliz da família dela. Até que, numa noite, a irmã termina com ele, sem dó, na porta de casa. Haven assistiu à cena e ficou revoltada com a falta de sensibilidade da irmã por todos esses anos.
Até que, um dia, a Haven reencontra o Sumner. E acaba topando com ele em vários lugares, porque ele está sempre trabalhando com coisas diferentes. E cada vez que eles se encontram, ela se lembra daquele verão, da felicidade que ela sentiu. Mas ela também acaba descobrindo que as memórias que ela tinha não eram exatas, e que muita coisa era diferente do que ela lembrava.
Sumner é importante pra história, porque Haven sempre acabava encontrando com ele em momentos que ela estava pra baixo, irritada, etc. Ele trazia um pouco de conforto e liberdade, e aos poucos, isso foi tornando possível que ela se encontrasse dentro de si mesma.
Sobre os personagens
A Haven, no início, é a típica adolescente insegura. Ela tem vergonha da altura, não se sente bem com a situação dos pais separados... Mas ao longo do livro, ela vai evoluindo, até finalmente se encontrar. Eu gostei dela, achei uma personagem bastante real.
Achei a Casey, a melhor amiga da Haven, uma menina chata e meio sem noção. Não vi nenhuma participação importante dela no desenvolvimento da Haven, e seria dispensável se não fosse a única outra pessoa da mesma idade com quem a Haven interage.
O pai da Haven é o típico pai que não tem mais assunto com os filhos. Eles saem pra jantar, mas ele mal repara na Haven. A mãe dela, em compensação, é muito mais observadora e preocupada. Ela mudou depois da separação, mas se preocupa muito com as filhas.
A Ashley parece ser uma irmã mais velha chata, e na maior parte do tempo foi isso que achei dela. Mas ela se mostra uma irmã normal, como qualquer outra, que se preocupa com a família mesmo que não demonstre.
Enfim, é um livro muito gostoso de ler, diferente dos YA contemporâneos que já li, e que nos ensina muito sobre autodescoberta e idealização. Gostei do livro e recomendo pra quem quer se divertir e se emocionar.
Eu adoro uma boa lista, então não tem como resistir a um bom desafio literário. Assim como no ano passado, participarei do I Dare You. Se você também quiser participar, tem todas as informações aqui.
Diferentemente do ano passado, em que cada mês possuía um tema diferente a ser lido, esse ano a intenção foi de facilitar a vida dos participantes, disponibilizando TRÊS temas por mês, e cada um escolhe o que lhe agradar mais.
Vou compartilhar abaixo os temas, e como vocês podem ver, já assinalei quais temas eu escolhi pra cumprir esse ano.
Bora ver minha TBR?
Janeiro # Livro de Verão
Aquele Verão, Sarah Dessen
Há muita coisa acontecendo na vida de Haven... Primeiro, o casamento do pai com Lorna Queen, a “Mulherzinha do Tempo” da televisão local. Depois, o casamento da irmã Ashley com o chato Lewis Warsher, que não parece combinar com Ashley de jeito algum. Haven também não consegue ignorar o fato de ter quase um metro e oitenta e cinco de altura e ainda continuar crescendo. Ela mal consegue ver quem ela é agora ou onde ela pode se ajustar.
Então, o antigo namorado de Ashley, Sumner Lee, aparece e reacende as lembranças de Haven do verão quando seus pais eram felizes, a irmã era descolada e despreocupada, e tudo era perfeito... ou pelo menos assim parecia.
Fevereiro # Livro com a inicial
Gata Branca, Holly Black
Cassel vem de uma família de mestres da maldição – pessoas que têm o poder de mudar emoções, memórias e destinos com o mais leve toque das mãos. Mas fazer isso é ilegal, o que significa que todos eles são criminosos. Exceto Cassel. Ele não tem o toque mágico, está de fora: é o único filho normal em uma família paranormal. O único detalhe é que matou sua melhor amiga. Tentando fugir de seu terrível passado, Cassel faz de tudo para ser como os outros garotos. Uma noite, porém, tudo vai por água abaixo: depois de sonhar repetidas vezes com uma estranha gata branca, um ataque de sonambulismo o põe em perigo e ele começa a achar que seus irmãos estão escondendo mais do que alguns segredos. Desconfiado de que não passa de uma pequena peça de um grande golpe, Cassel começa então a fazer uma busca em seu passado e em suas memórias, que parecem lhe fugir. Para desvendar os mistérios de sua vida, ele vai precisar armar um verdadeiro golpe de mestre.
Março # Escrito por mulher
Sejamos todos feministas, Chimamanda Ngozi Adichie
O que significa ser feminista no século XXI? Por que o feminismo é essencial para libertar homens e mulheres? Eis as questões que estão no cerne de Sejamos todos feministas, ensaio da premiada autora de Americanah e Meio sol amarelo.
Neste ensaio agudo, sagaz e revelador, Adichie parte de sua experiência pessoal de mulher e nigeriana para pensar o que ainda precisa ser feito de modo que as meninas não anulem mais sua personalidade para ser como esperam que sejam, e os meninos se sintam livres para crescer sem ter que se enquadrar nos estereótipos de masculinidade. Sejamos todos feministas é uma adaptação do discurso feito pela autora no TEDx Euston, que conta com mais de 1 milhão de visualizações e foi musicado por Beyoncé.
Abril # Abandonado
A Teoria de Tudo, Jane Hawking
Quando Jane conhece Stephen, percebe que está entrando para uma família que é pelo menos diferente. Com grande sede de conhecimento, os Hawking possuíam o hábito de levar material de leitura para o jantar, ir a óperas e concertos e estimular o brilhantismo em seus filhos - entre eles aquele que seria conhecido como um dos maiores gênios da humanidade, Stephen. Diagnosticado com esclerose lateral amiotrófica aos 21 anos, enquanto conhecia a jovem tímida Jane, Hawking superou todas as expectativas dos médicos sobre suas chances de sobrevivência a partir da perseverança de sua mulher. Mesmo ao descobrir que a condição de Stephen apenas pioraria, Jane seguiu firme na decisão de compartilhar a vida com aquele que havia lhe encantado. Ao contar uma trajetória de 25 anos de casamento e três filhos, ela mostra uma história universal e tocante, narrada sob um ponto de vista único. Stephen Hawking chega o mais próximo que alguém já conseguiu de explicar o sentido da vida, enquanto Jane nos mostra que já o conhecia desde sempre - ele está na nossa capacidade de amar e de superar limites em nome daqueles que escolhemos para compartilhar a vida.
Maio # Prêmio Pulitzer
O Pintassilgo, Donna Tartt
Theo Decker, um adolescente de 13 anos, vive em Nova Iorque com a mãe com quem partilha uma relação muito próxima e que é a figura parental única, após a separação dos pais pouco antes do trágico acontecimento que dá início a este romance. Theo sobrevive inexplicavelmente ao acidente em que a mãe morre, no dia em que visitavam o Metropolitan Museum. Abandonado pelo pai, Theo é levado para casa da família de um amigo rico. Mas Theo tem dificuldade em se adaptar à sua nova vida em Park Avenue, e sente a falta da mãe como uma dor intolerável. É neste contexto que uma pequena e misteriosa pintura que ela lhe tinha revelado no dia em que morreu se vai impondo a Theo como uma obsessão. E será essa pintura que finalmente, já adulto, o conduzirá a entrar no submundo do crime. O Pintassilgo é um livro poderoso sobre amor e perda, sobrevivência e capacidade de nos reinventarmos, uma brilhante odisseia através da América dos nossos dias, onde o suspense e a arte são dois elementos decisivos para agarrar o leitor.
Junho # Proibido
Lolita, Vladimir Nabokov
Lolita é um livro imprescindível, e um dos mais importantes romances do século XX. Polêmico, irônico, tocante, narra o amor obsessivo de Humbert Humbert, um cínico intelectual de meia-idade, por Dolores Haze, Lolita, 12 anos, uma ninfeta que desperta seus desejos mais agudos.
Mas a obra-prima de Nabokov, agora em nova tradução, não é apenas uma assombrosa história de paixão e ruína. É também uma viagem de redescoberta pela América; é a exploração da linguagem e de seus matizes; é uma mostra da arte narrativa em seu auge. Na literatura contemporânea, não existe romance como Lolita.
Julho # Cabe no bolso
Persuasão, Jane Austen
Anne Elliot, a heroína de Persuasão, é uma nem tão jovem solteira que, seguindo os conselhos de uma amiga, dispensara, sete anos atrás, o belo e valoroso (porém sem título nobiliárquico e sem terras) Frederick Wentworth. No entanto, o futuro sentimental e financeiro de Anne não é muito promissor, e quando o destino a coloca frente a frente com Frederick, agora um distinto capitão da Marinha britânica, reflexões, conjunturas e arrependimentos são inevitáveis.
Agosto # Livro Ilustrado
Peter Pan, J. M. Barrie
Peter Pan quer ser eternamente menino. Na história criada pelo escritor escocês J.M.Barrie e publicada pela primeira vez no início do século XX, Peter e a fada Sininho levam seus amigos Wendy, João e Miguel para conhecer o lugar em que vivem, a Terra do Nunca, onde o tempo não passa. Uma sucessão de aventuras espera a turma. Eles vão se deparar com um navio pirata e ter que enfrentar o temível Capitão Gancho, conhecer a aldeia dos índios e os meninos perdidos. Uma história cheia de emoções e mensagens.
Setembro # Distopia
1984, George Orwell
1984 é uma das obras mais influentes do século XX, um inquestionável clássico moderno. Publicado em 1949, quando o ano de 1984 pertencia a um futuro relativamente distante, tem como herói o angustiado Winston Smith, refém de um mundo feito de opressão absoluta. Em Oceânia, ter uma mente livre é considerado crime gravíssimo, pois o Grande Irmão, líder simbólico do Partido que controla a tudo e todos, "está de olho em você".
No íntimo, porém, Winston se rebela contra a sociedade totalitária na qual vive: em seu anseio por verdade e liberdade, ele arrisca a vida ao se envolver amorosamente com uma colega de trabalho, Júlia, e com uma organização revolucionária secreta.
Outubro # Suspense
O Hipnotista, Lars Kepler
O massacre de uma família nos arredores de Estocolmo abala a polícia sueca, e o detetive Joona Linna exige investigar os assassinatos. Com o criminoso foragido só há uma testemunha: o filho de 15 anos, que sobreviveu ao ataque. Quem cometeu os crimes o queria morto: ele recebeu mais de cem facadas e está em estado de choque.
Desesperado por informações, Linna só vê uma saída: hipnose. Ele convence o Dr. Erik Maria Bark - especialista em pacientes psicologicamente traumatizados - a hipnotizar o garoto, esperando descobrir o assassino através das lembranças da vítima. É o tipo de trabalho que Bark jurara nunca mais fazer: eticamente questionável e psicologicamente danoso. Quando ele quebra a promessa e hipnotiza o garoto, uma longa e aterrorizante sequência de acontecimentos tem início.
Novembro # Uma palavra no título
Ligações, Rainbow Rowell
Georgie McCool sabe que seu casamento está estagnado. Tem sido assim por um bom tempo. Ela ainda ama seu marido, Neal, e ele também a ama, profundamente – mas o relacionamento entre eles parece estar em segundo plano a essa altura.
Talvez sempre esteve em segundo plano.
Dois dias antes da tão planejada viagem para passar o Natal com a família do marido em Omaha, Georgie diz a ele que não poderá ir, por conta de uma proposta de trabalho irrecusável. Ela sabia que ele ficaria chateado – Neal está sempre um pouco chateado com Georgie –, mas não a ponto de fazer as malas e viajar sozinho com as crianças.
Então, quando Neal e as filhas partem para o aeroporto, ela começa a se perguntar se finalmente conseguiu. Se finalmente arruinou tudo.
Mas Georgie estava prestes a descobrir algo inacreditável: uma maneira de se comunicar com Neal no passado. Não se trata de uma viagem no tempo, não exatamente, mas ela sente como se isso fosse uma oportunidade única para consertar o seu casamento – antes mesmo de acontecer...
Será que é isso mesmo o que ela deve fazer?
Ou ambos estariam melhor se o seu casamento jamais tivesse acontecido?
Dezembro # Passe no Natal
O Presente do Meu Grande Amor, Stephanie Perkins
Se você gosta do clima de fim de ano e tudo o que ele envolve - presentes, árvores enfeitadas, luzes pisca-pisca, beijo à meia-noite -, vai se apaixonar por O presente do meu grande amor. Nas doze histórias escritas por alguns dos mais populares autores da atualidade, há um pouco de tudo, não importa que você comemore o Natal, o ano-novo, o Chanucá ou o solstício de inverno.
Para quem quiser acompanhar minha evolução ao longo do ano no desafio, fiz uma estante no Goodreads com todos os livros da TBR.
Espero que tenham gostado das minhas escolhas! Comentem o que acharam e compartilhem nos comentários as leituras de vocês para esse ano!
Resenha | I Dare You | O Misterioso Caso de Styles, Agatha Christie
Enfim chegou dezembro, e pra encerrar o desafio I Dare You 2015, a intenção era ler um livro do meu gênero favorito.
Uni o útil ao agradável e FINALMENTE li Agatha Christie.
Sinopse
Quando mr. Hastings encontra seu velho conhecido John Cavendish casualmente e aceita seu convite para passar uma temporada na enorme e isolada casa de campo de Styles, não imagina a misteriosa trama que o espera. Mrs. Emily Inglethorp, madrasta de John e Laurence Cavendish, herdou a propriedade de seu marido e tem todo o controle sobre patrimônio da família. Seu segundo marido é Alfred Inglethorp, vinte anos mais novo, cujo passado é nebuloso, o que causa enorme apreensão nos filhos de mrs. Emily e nos demais moradores de Styles. A tensão na propriedade chega ao limite quando mrs. Emily é encontrada trancada em seu quarto nos últimos estertores e morre com o nome de seu marido nos lábios.
Morte natural ou envenenamento? Quem além de seu marido teria interesse em sua morte? Como ela pode ter sido envenenada? Para responder a todas essas perguntas, mr. Hastings, velho amigo de Hercule Poirot, pede autorização à família para chamar o excêntrico detetive belga. O astuto e simpático detetive analisa as evidências, entrevista testemunhas e o leitor vai seguindo seus passos a partir da envolvente narração de mr. Hastings. E a ele fica o desafio: diante de provas desconexas, testemunhos duvidosos e inúmeras reviravoltas, como o sagaz Poirot irá desvendar esta imbricada trama onde ninguém é exatamente o que parece?
Neste que é o primeiro romance escrito por Agatha Christie, já estão presentes as marcas que a tornarão a maior escritora de suspense de todos os tempos: o mais famoso detetive, as personagens extremamente bem caracterizadas, a trama em que todos são suspeitos e o final estarrecedor, com todas as personagens reunidas – final que foi alterado pelo primeiro editor e aparece restaurado nessa versão.
Minha opinião
Bom, pra começar, preciso admitir que mesmo sendo alucinada por livros investigativos, essa é minha primeira incursão no mundo da Rainha do Crime. E já que era pra começar, comecei pelo início: o primeiro livro publicado de Agatha Christie.
A história começa com Mr. Hastings, nosso narrador, contando o que se passou durante o chamado “Misterioso Caso de Styles”. Ele foi convidado por um amigo de longa data, John Cavendish, para passar uma temporada em Styles Court, a mansão que era de seu pai e que foi herdada pela madrasta, uma mulher enérgica e geniosa. Passa-se um tempo na mais perfeita ordem, com passeios, visitas sociais, e todos esses eventos típicos da sociedade inglesa, até que dias mais agitados chegam.
Uma discussão é ouvida. Há uma briga. E a dona de Styles é envenenada.
Mas eis que Hercule Poirot, amigo do narrador, encontrava-se justamente hospedado nessa vila, e Mr. Hastings recorre ao amigo para tentar desvendar o mistério.
Eu achei a trama muito bem elaborada. Eu adoro ler livros “de época”, porque tem toda uma atmosfera, são sociedades cheias de regras de etiqueta, de “Mr.”, “mrs.” e “Miss” pra todos os lados, e todo o ambiente torna a leitura ainda mais divertida.
Eu, apesar dos muitos anos de experiência com livros de investigação, ainda assim fui incapaz de desvendar o mistério (como sempre). A história tem várias reviravoltas, e Poirot tem um jeito meio esquisitão que domina a cena, mas conduz muito bem uma investigação.
Essa edição tem duas versões do capítulo 12, onde Poirot explica aos envolvidos como o crime foi cometido: o original escrito por Agatha e a versão que foi escrita a pedido dos editores, que é usada até hoje. Eu ainda não li a versão original, mas achei interessante mencionar. Além disso, essa edição também tem uma introdução escrita por John Curran.
Sobre os personagens
Eu fiquei irritada várias vezes com Mr. Hastings. Ok, ele disse no começo que tinha o sonho secreto de ser detetive, mas para um aspirante a detetive ele é completamente sem noção! Diversas vezes ele se manifestou de formas que eu tinha vontade de bater com a cabeça dele na parede!
Além desses, eu gostei particularmente de Mary Cavendish, a esposa de John Cavendish, por causa do seu jeito. Eu não sei dizer o que exatamente me chamou a atenção nela (talvez tenha sido inclusive proposital, por causa da descrição que é feita dela), mas eu gostei muito da mrs. Cavendish,
Mas eu sei que vocês estão ansiosos é pra saber dele, Hercule Poirot. E bom, meu ideal de detetive é Sherlock Holmes, e os dois não podiam ser mais diferentes. Poirot é um excêntrico, um baixinho de modos exultantes, e que chama a atenção por onde passa. Eu gostei dele, gostei do modo como ele elabora seu raciocínio, e de como apresentou a solução para o crime.
Mas ainda prefiro Sherlock <3
Em suma, O Misterioso Caso de Styles é um ótimo livro, daqueles que te deixam com vontade de saber o que vai acontecer de uma vez, e tão cheio de reviravoltas que é quase impossível saber o que vem a seguir.
Resenha | I Dare You | As Batidas Perdidas do Coração, Bianca Briones
Essa resenha talvez seja repleta de feelings. Só avisando…
Sinopse
Viviane acaba de perder o pai. Com a mãe em depressão, ela se vê obrigada a assumir o controle da casa com o irmão mais novo. Rafael teve o pai assassinado há alguns anos e agora viu quatro pessoas de sua família, incluindo a única irmã, morrerem em um acidente de carro. Viviane pertence a uma classe social que ele despreza. Rafael é tudo o que ela sempre ouviu que deveria evitar. Eles são opostos, porém dividem a mesma dor. Jamais se aproximariam se a morte não os colocasse frente a frente, e agora, por mais que saibam que são completamente errados um para o outro, não conseguem evitar uma intensa conexão, que poderá salvá-los ou condená-los para sempre.
Minha Opinião
Esse livro é um New Adult nacional, o que eu particularmente gostei muito. Os autores nacionais não costumam ser tão divulgados quanto os estrangeiros, mas felizmente isso vem mudando, principalmente graças à livros como esse.
A narrativa da Bianca é muito fácil de ler, porque é daquelas que a gente se envolve. Ela sabe acrescentar detalhes e histórias na hora certa, pra realmente enriquecer o enredo e não ser só mais detalhes entediantes.
O enredo do livro é incrível. Eu fiquei feliz por que a autora não fez mais um caso de amor instantâneo (embora seja quase, vai...), ela desenvolveu a história deles com um pouco mais de calma. Os problemas que ela incluiu ao longo da história também são muito reais, sendo impossível não reconhecer nossa sociedade nesse livro, apesar dele se passar há 10 anos atrás.
A vida é muito mais que uma sucessão de fatos ao acaso. Quando você acha que nada mais pode acontecer, é exatamente aí que tudo muda.
Toda a história tem uma aura de sofrimento muito forte. Eu chorei diversas vezes ao longo do livro, por momentos entre a Viviane e o Rafael, entre Viviane e o irmão, entre Rafael e o primo Lucas, e vários outros. É um livro realmente muito emocionante. Eu fiquei muito tocada pela história, tanto que o quase instalove nem me fez retirar uma estrela na classificação final.
Tem algo em você, garoto... Não sei o que é, mas você desperta um instinto protetor nas pessoas. Acho que você sabe, tendo em vista o estrago que deixou pelo caminho.
Cada capítulo do livro começa com um trecho de música que se relaciona de alguma forma com o que está acontecendo. Mas eu não tenho muito conhecimento musical não, então não vou falar muito desse detalhe, porque eu nem saberia. Mais a título de curiosidade mesmo!
Sobre os personagens
Viviane é uma personagem ok. Não me entenda mal, eu gostei dela, mas ela não tem uma característica marcante que tu pense “Nossa, isso é a cara dela”. Bem, talvez tenha: ela é super protetora com aqueles que ama. Seja o pai (enquanto estava doente), a mãe, o irmão, os amigos, ela está sempre preocupada em proteger alguém.
Ela é uma personagem rica, mas não mimada. Elegante, mas meio sem querer. É o tipo de protagonista feita pra que todos gostem dela. E eu gostei.
Mas o Rafael é apaixonante. À exceção dos problemas dele (que eu não vou contar pra não dar spoilers), a personalidade do Rafael é muito parecida com a do meu namorado, e foi engraçado ler sobre um personagem tão parecido com alguém com quem eu convivo na vida real.
Como se não bastasse, o Rafael é bonito sexy, musical... Ele é basicamente o cara perfeito, o cara que tipicamente tem que se redimir de algo e viver feliz pra sempre.
Basicamente, um livro ideal pra se ler quando quiser aproveitar um bom romance, ou mesmo sair de uma ressaca literária, porque é um livro bastante envolvente, com uma linguagem fácil, e uma história tocante. Eu gostei muito e com certeza lerei os demais livros da autora.
Se é pra ler terror, então que seja em grande estilo.
Eu nunca tinha lido terror (Rose Madder conta?), e apesar de ter gostado muito dessa versão de Drácula, ainda sinto que não li terror de verdade.
Sinopse
Bram Stoker publicou seu romance Drácula em maio de 1897, estruturando-o como um romance epistolar, escrito a partir de uma série de cartas, relatos, diários pessoais, reportagens de jornais, registros de bordo, etc. A solução narrativa do autor foi brilhante: narrar a história a partir dos diários e memorandos de seus protagonistas, com isso as confissões e desesperos dos envolvidos na trama vão dando forma ao perigo, que só muito depois se torna completamente evidente. Ele nos apresenta também os costumes, tradições e a cultura da Inglaterra vitoriana e o a reação dos britânicos com relação ao que vem do estrangeiro, personificado através do medo arquetipiano da figura do vampiro. Nesse sentido, a realidade do racionalismo britânico entra em choque com o sobrenatural, explicitado através das figuras opostas de Drácula e de Van Helsing, ambos estrangeiros e pertencentes a sociedades estranhas aos costumes britânicos. A atmosfera gótica é o pilar do romance: a maior parte da história se passa na Inglaterra, berço da civilização industrial e para onde o Conde se dirige com o intuito secreto de conquistar o mundo, o que é apenas sublimado ao longo da narrativa. Quando o conhecimento científico encontra seu limite para lidar com os fatos, resta o conhecimento popular. É desse conhecimento que Van Helsing tira os procedimentos necessários para acabar com o vampiro. As dicotomias entre as figuras do bem e do mal são figuradas nos personagens humanos e nos vampiros. O único contato entre os universos é a sensualidade e o erotismo.
Minha opinião
Como a própria sinopse menciona, Drácula é um romance epistolar, e não tem um narrador como estamos acostumados. A história se desenrola através de diários, cartas, recortes de jornais, etc. No princípio, isso me incomodou um pouco, mas depois eu gostei. É uma forma muito interessante de mostrar diversos POV, em primeira pessoa e sem perder nada da ação.
Essa versão que eu li não é completa, pelo que pude perceber. Eu imagino que a história em si é a mesma, mas acredito que detalhes acabaram por ser suprimidos.
A história começa quando Jonathan Harker, um assistente de procurador vindo da Inglaterra, vai até a Transilvânia para negociar com um tal Conde Drácula. O que ele não esperava é que o conde fosse uma criatura das trevas, e que o mantém prisioneiro por muito mais tempo do que ele esperava passar lá. Todo esse tempo ele registra em seu diário as coisas que vê e vive.
Nesse meio tempo, na Inglaterra, a noiva de Jonathan Harker, Mina Murray, escreve seu diário inspirada pelo hábito do noivo. Ela está em visita à Lucy Westenra, e no diário descreve algumas histórias um pouco estranhas que tem acontecido.
Depois de um tempo, Mina é avisada que Jonathan espera por ela, e vai ao seu encontro. Casam-se e voltam à Inglaterra como Sr. e Sra. Harker.
Muito mais acontece a partir daí, mas eu realmente não quero estragar a experiência de quem for ler :)
Eu gostei muito mais desse livro do que eu achei que iria. Eu não tinha muita expectativa, e talvez por ser minha primeira incursão com o gênero de terror eu não tenho certeza se eu entendi bem. Era pra gente ficar aterrorizado, não? Porque eu não fiquei ao ler esse livro.
Provavelmente, o que me leva a nunca ler terror (”nunca” sendo totalmente sem querer, nesse caso) é fato de que eu sou ~um pouco~ medrosa. Eu sempre achei que não ia conseguir dormir de noite. Isso não aconteceu em Drácula, o que me faz afirmar (de novo) que tenho a impressão de não ter lido terror de verdade ainda.
É engraçado ler um romance epistolar porque você consegue acompanhar os pensamentos mais íntimos dos personagens sem ter um narrador onisciente. O que acontece é que a gente percebe coisas no cruzamento das histórias que os próprios personagens não percebem.
Sobre os personagens
Minha personagem favorita é a Mina. Ela é muito determinada e forte, mesmo quando tudo indica que vai dar errado, ela continua firme. Eu gostei muito da pró-atividade dela na história, e adorava ler as partes do diário dela. Ela foi a personagem por quem eu mais fiquei assustada.
Outro personagem muito interessante é o Dr. Van Helsing. Quando ele chega, não imaginamos a importância que ele vai ter ao longo da história, e eu fiquei um pouco fascinada pelo tanto de conhecimento que ele tem.
Todos os outros personagens são incríveis, mas meus favoritos foram mesmo a Mina e o Van Helsing.
Em resumo, esse livro é muito bom. Eu me diverti MUITO ao lê-lo, mas ainda quero reler Drácula em uma versão completa. Com certeza esse livro foi uma ótima porta de entrada para o gênero de terror.
Resenha | I Dare You | Eu Sei O Que Você Está Pensando, John Verdon
Se tem um gênero literário que eu sempre gosto, é o policial. Eu adoro uma boa investigação. E esse livro não me decepcionou!
Sinopse
Uma carta perturbadora chega via correio com uma simples declaração ao final: "Veja como conheço seus segredos - apenas pense em um número." Errará quem pensar que uma carta dessas chega a seu destino final apenas por obra do acaso.
Para o detetive aposentado da polícia de homicídios da cidade de Nova York, Dave Gurney, que está formando uma nova vida ao lado de sua esposa Madeleine, as cartas começam a deixar de ser estranhas para se tornarem um complicado quebra-cabeça que levará a uma enorme investigação sobre assassinatos em série.
Trazido para o caso como consultor, Gurney em pouco tempo percebe pistas que a polícia local deixou passar. Ainda assim, diante de um oponente que parece ter o dom da clarividência, Gurney vê seus esforços irem em vão, seu casamento rumando a um precipício e, finalmente, um medo incontrolável de que seu adversário não pode ser parado.
Minha opinião
Esse é o primeiro livro de um “série” sobre o detetive aposentado Dave Gurney. Eu usei aspas porque normalmente as séries policiais (mas não só elas!) tem duas tramas: tem a história principal, que começa e termina no próprio livro, e tem o desenvolvimento do personagem, as mudanças que vão acontecendo com ele ao longo dos livros da série. E eu gosto muito dessa forma de contar uma história.
A história começa quando Mark Mellery, que foi colega de faculdade de Dave há 25 anos, o procura pois tem recebido cartas estranhas. Na primeira delas, o autor foi capaz de adivinhar o número no qual Mark pensaria! As próximas vem em forma de poema, e parecem cada vez mais ameaçadoras.
Até que Mellery é assassinado. Brutalmente assassinado, com incontáveis golpes na garganta feitos com uma garrafa quebrada. E depois outro cadáver surge, a muitos quilômetros de distância, morto aparentemente do mesmo modo. Mesmo aposentado, Gurney acaba envolvido na solução desses crimes tão misteriosos.
A forma como o autor construiu o mistério, e depois o desconstruiu, foi incrível. Eu fiquei tentando juntar as pistas, mas minha experiência com livros policiais não ajudou em nada. Sou uma péssima investigadora.
Mas como nada é perfeito, tem coisas que me incomodaram. A principal delas é que o mistério da adivinhação, que prometia ser algo realmente surpreendente, acabou me decepcionando um pouco. Além disso, os motivos do assassino ficaram claros, mas não foram muito bem explicados. Fiquei com vontade de saber mais sobre os motivos e como o assassino teve o insight para fazer o que fez.
Sobre os personagens
Dave Gurney é um personagem muito interessante. É extremamente analítico, extremamente lógico, e por isso se deu tão bem na carreira de detetive policial. Cada homicídio era uma charada, um jogo, e Dave era capaz de ver as coisas de modo que mais ninguém conseguia. Mas a verdade é que essa característica se aplica a toda a vida dele, não apenas ao trabalho. Ele é muito racional para tudo, e por isso, muito do que ele sente (ou deveria se deixar sentir) acaba ficando sufocado no meio de tanta análise.
Inclusive, é essa característica que o torna uma pessoa tão cheia de problemas emocionais. Ele não se permite sentir as coisas, porque precisa analisar tudo. É um personagem realmente fascinante e estou ansiosa pra conhecer mais dele.
Às vezes invejava a capacidade que ela possuía de se fascinar com pequenos aspectos da natureza.
Madeleine, pra mim, é a personagem mais incrível desse livro. Ela é um personagem muito forte. Sensível, inteligente, perceptiva, ela tem uma importância enorme na vida do Dave, embora nem ele perceba. Ela até tem um pouco da lógica que ele tem, e memória quase fotográfica.
Em suma, é um bom livro para aqueles que adoram o gênero policial, que te deixa intrigado com um mistério aparentemente sem solução, mas que tem um final um pouco abaixo das expectativas criadas ao longo da história. Mas vale a pena pelo detetive Gurney e sua vida complexa!
Não consegui “coletar” mais citações sem dar nenhum spoiler, então vai essa que eu achei muito verdadeira:
Já notou que os fãs de de cachorros preferem café? Que o chá é para o pessoal dos gatos?
O tópico dessa semana é um dos meus favoritos! Só foi muito difícil escolher entre tantos lugares!
The this week's topic is one of my favorites until now! It was hard choose just five cities!
Cidades Fictícias
Fictional Cities
5# Berk, de Como Treinar Seu Dragão
Berk, from How to Train Your Dragon
Eu amo dragões, eu amo vikings, e eu amo esse livro (apesar de achar o filme mais divertido). Eu ia amar conhecer uma cidade em que se treina dragões. E ainda por cima ficar amiga da Astrid!
I love dragons, I love vikings, and I love this book (although I think the movie is funniest). I would love know a city where dragons are trained to help us. And be Astrid’s friend!
4# Alicante, Os Instrumentos Mortais
Alicante, from The Mortal Instruments
Eu já falei num Top 5 Wednesday anterior sobre o quanto eu acho legal a ideia de esconder um país que tá bem ali no meio do continente através de mágica. Então é óbvio que uma das minhas cidades preferidas tinha que ser a capital desse país, com suas torres demoníacas feitas de adamas.
I already told here about how interesting I think the idea of hide a country at the middle of a continent by magic. So obviously than one of my favorite fictional cities will be the capitol of this amazing country, with its demoniacal towers made of adamas.
3# Braavos, As Crônicas de
Braavos, from A Song Of Ice And Fire
Valar Morghulis.
Apesar do meu imenso carinho por Winterfell, eu acho que a cidade mais interessante de As Crônicas de Gelo e Fogo é Braavos. É uma das cidades mais ricas de Essos, e a mais poderosa das Cidades Livres. A entrada da cidade é guardada pelo Titã de Braavos, uma gigantesca estátua de bronze e pedra maciça que serve de fronteira.
Although I have an enormous affection for Winterfell, I think that the most interesting city in the A Song Of Ice And Fire is Braavos. It's the richest and most powerful of the Free Cities. And the entrance is guarded by the Titan of Braavos, a giant statue made of stone and bronze that serves as border.
2# Hogsmeade, Harry Potter
Hogsmeade, from Harry Potter Series
Existe alguém que não queira conhecer Hogsmeade?
Acho que todo mundo que já leu Harry Potter sonha em conhecer esse refúgio que é o último lugar 100% mágico da Inglaterra.
There is someone that don’t want to know Hogsmeade?
I think that anyone who had read Harry Potter series dream about know the last totally magic town in the world.
1# Valfenda, O Hobbit e O Senhor dos Anéis
Rivendell, from The Hobbit and The Lord of the Rings
Apesar de eu provavelmente preferir o Condado para viver, pra mim Valfenda tem muito mais apelo, digamos assim. É um lugar mágico, a casa dos elfos, as criaturas mais etéreas da Terra Média. E por isso essa é minha cidade fictícia preferida de todos os tempos.
Although I would prefer the Shire to live, Rivendell it's more appealing for me. It 's a magical place, the home of elves, the most ethereal creatures in Middle Earth. And this is why Rivendell is my favorite fictional city of all time!
Extras
Também gosto muito de Astrae e Loramendi, de Feita de Fumaça e Osso, e Valíria, de As Crônicas de Gelo e Fogo. Mas são cidades que são apresentadas nos respectivos livros como já destruídas, então deixei de fora.
I also like a lot of Astrae and Loramendi, from Daughter of Smoke and Bone, and Valyria, from A Song Of Ice And Fire. But these are cities that are already destroyed in their books, so I not counted for the Top 5 of this week.
Esse livro foi uma experiência incrível. Não consegui parar de ler até terminar. Eu gostei muito dele, e vou tentar explicar porque.
This book was an amazing experience. Couldn’t stop reading until I finished. I really liked it, and I’ll try to explain why.
Sinopse
Ao voltar da escola, Clay Jensen encontra na porta de casa um misterioso pacote com seu nome.
Dentro, ele descobre várias fitas cassetes. O garoto ouve as gravações e se dá conta de que elas foram feitas por Hannah Baker - uma colega de classe e antiga paquera -, que cometeu suicídio duas semanas atrás. Nas fitas, Hannah explica que existem treze motivos que a levaram à decisão de se matar.
Clay é um desses motivos. Agora ele precisa ouvir tudo até o fim para descobrir como contribuiu para esse trágico acontecimento.
Clay Jensen returns home from school to find a mysterious box with his name on it lying on his porch.
Inside he discovers thirteen cassette tapes recorded by Hannah Baker, his classmate and crush who committed suicide two weeks earlier. On tape, Hannah explains that there are thirteen reasons why she decided to end her life.
Clay is one of them. If he listens, he’ll find out how he made the list.
Minha opinião
Eu gostei muito da forma como esse livro foi escrito. Enquanto Clay ouve as fitas, descobrimos o que cada uma contém, e também como o próprio Clay reage a cada uma delas. É quase como assistir um diálogo. Eu gostei muito disso. Ao final do livro, o autor explica que pensou em fazer diferente, em contar toda a história da Hanna, mas que era imprescindível que os leitores vissem as reações do Clay imediatamente pra que a história fizesse sentido.
I really liked the way this book is written. While Clay listen the tapes, we discover what each one contains and how he reacts to it. It’s almost a dialogue. At the end of book, the author explain why he decided write this way. He thought about write all Hanna’s story first, but would make more sense if we knew immediately how Clay reacts to Hanna's words.
(Hanna) E pela primeira vez em muito tempo, senti esperança.
(Clay) Eu também senti. Eu me forcei a sair de casa e ir àquela festa. Eu estava pronto para que algo novo acontecesse. Algo empolgante.
(Hanna)And for the first time in a long time, I felt hope.
(Clay) So did I. I forced myself out of the house and to that party. I was ready for something new to happen. Something exciting.
O tema abordado também é muito interessante. Apesar de parecer que o tema central do livro é suicídio, eu não enxerguei assim. É um tema muito importante pra história, é claro, afinal não existiria história nenhuma se não fosse pelo suicídio da Hanna. Mas o que é realmente importante sobre esse livro é que é uma forma de nos mostrar que tudo que a gente faz impacta a vida das pessoas ao nosso redor.
The subject of this book is also very interesting. Although seems that is about suicide, is not what I felt it while I read. Of course, “suicide” is very important to the development of the story, but the truly important thing in this book is it show us that all what we do impact the life of people around us. And we don’t know how we are affecting their lives.
Cada uma das treze pessoas que a Hanna citou como as razões pra tirar a própria vida fez alguma coisa para ela. Pode nem ter sido uma coisa muito importante para a pessoa, mas teve um impacto imenso na vida da Hanna. Quando a Hanna começa a filosofar sobre essas questões, eu me identifiquei muito. Eu sou uma pessoa muito sensível, e as ações das pessoas ao meu redor costumam me afetar profundamente, então eu concordo MUITO com essa “filosofia” da Hanna.
Each of the thirteen people who Hanna cites in the tapes like the reasons to take out her own life made something to her. Could be nothing important for that person, but had a giant impact in Hanna’s life. I identify with Hanna, when she starts to explain her thoughts about this. I'm a very sensible person, and the actions of people around me affect me a lot, so I agree with Hanna's philosophy.
E quando estragam uma parte da vida de uma pessoa, não está estragando apenas aquela parte. Infelizmente, não dá para ser tão preciso ou seletivo. Quando você estraga parte da vida de alguém, você estraga a vida toda dessa pessoa.
Tudo… é afetado.
And when you mess with one part of a person’s life, you’re not messing with just that part. Unfortunately, you can’t be that precise and selective. When you mess with one part of a person’s life, you’re messing with their entire life.
Everything…affects everything.
Sobre os personagens
Eu gostei muito do Clay, apesar de só o conhecermos superficialmente. Ele é aquele cara decente, tímido demais pra falar com a garota que gosta, observador e sem muitos amigos. Não exatamente popular, é o cara mediano na hierarquia de uma sociedade escolar.
I like Clay a lot, although we only know him superficially. He is decent, too much shy for talking with the girl he likes, but is very observer and don't have many friends. Not exactly popular, it's the median guy on the hierarchy of high school society.
Já a Hanna a gente realmente conhece. Como eu disse, eu me identifiquei com ela, então é claro que eu gostei do personagem. Quanto mais ela afundava nos sentimentos depressivos e autodestrutivos, mais eu ficava angustiada. Apesar de já saber desde o começo que ela havia cometido suicídio, ainda assim eu torci pra ela parar de se fazer sofrer.
However, Hanna we really know. As I said, I identify with her, so it’s obvious I liked the character. The more she was sinking in depression and self-destructive feelings, more I anguished I was. Although I already knew since the beginning she had committed suicide, even so I hoped she'd stop doing suffer herself .
Eu senti falta de um saber mais sobre o Tony... Ele tem um papel importante no desenrolar da história, e eu queria ter conhecido mais dele, além do gosto por coisas antigas.
I missed learn more about Tony ... He plays an important role in the progress of history, and I wish I had known more of him, beyond the taste for old things.
Enfim, é um livro muito bom, que nos faz pensar muito nas forma com que a gente trata às pessoas ao nosso redor. Não é um livro feliz, mas é um livro com uma mensagem muito bonita.
Anyway, it's a very good book that makes us think a lot in the way we treat the people around us. Not a happy book, but a book with a beautiful message.
Eu estou tão animada pra responder o assunto de hoje! Possíveis spoilers, mas bem leves, juro!
{I’m very excited about this topic! Possibly with spoilers, sorry about that!}
Séries que eu gostaria que tivessem mais livros
{Book series I wish had more books}
5# Harry Potter, J. K. Rowling
Existe alguém que não queria mais livros de Harry Potter? Talvez não sobre o Harry especificamente, mas mais histórias que se passem nesse mundo paralelo e mágico seriam muito bem vindas!
{Harry Potter Series, by J. K. Rowling - There are someone who didn’t want more books from Harry Potter series? Maybe not about Harry specifically, but more stories happening in this parallel and magic world will be welcome!}
4#Trilogia Grisha, Leigh Bardugo
Eu li recentemente, e fiquei querendo muito acompanhar o futuro do Nikolai! Eu gostei muito da Alina como personagem principal, mas o melhor personagem dessa série é mesmo o Nikolai. E com tudo que acontece com ele no último livro, eu realmente queria conhecer um pouco mais dele por um ponto de vista que não o da própria Alina.
{Grisha Trilogy, by Leigh Bardugo - I’ve read recently, and now I want a lot read more about Nikolai’s future! I like Alina as main character, but the best character of these books is Nikolai… With all that happened to him in the last book, I really want to know more about him from another point of view…}
3# Trilogia Estilhaça-me, Tahereh Mafi
Essa série é um caso de amor. O último livro fez eu me apaixonar por essa série. Mas ele termina com gostinho de quero mais. As coisas demoram tanto pra acontecer, que quando acontecem, você quer mais. Adoraria saber que rumo a vida da Juliette tomou, ou mesmo saber como foi a vida dos outros personagens antes.
{Shatter-me Series, by Tahereh Mafi - This series is a case of love. The last book make me fall in love with the series. But when it finished, you want more. I'd love to find out how was the life of Juliette after the end, or learn more about the lives of other characters.}
2# Trilogia do Mago Negro, Trudi Canavan
É uma maldade terrível terminar uma série com uma morte e uma gravidez! Eu gostaria tanto de poder continuar lendo sobre a Sonea! Ela é uma das minhas personagens preferidas, porque não é daquelas protagonistas “comuns”, que ou são lindas e perfeitas, ou são incrivelmente fortes e badass. Eu amo a Sonea pela sua normalidade!
{The Black Magician Trilogy, by Trudi Canavan - It’s cruel with the readers finish a series with a death AND a pregnancy! I really like to continue reading about Sonea, because she is one of my favorite characters ever… I love the fact she is simple and weak at the beginning, not beautiful and perfect and strong. She isn’t badass, she is normal, and I love her!}
1# Trilogia Feita de Fumaça e Osso, Laini Taylor
É difícil dizer que uma série é a minha favorita, mas essa está com certeza no Top 5! Eu adoro os personagens, eu adoro a história, e quando terminei o terceiro livro, queria muito continuar lendo sobre a vida de Karou, Akiva, Zuzana, Mik, Liraz, Ziri e todo o resto. A autora criou um mundo tão interessante, e o rumo que o final dessa história tomou é simplesmente inacreditável!
{Daughter of Smoke and Bone Trilogy, by Laini Taylor - It’s hard to say that a series is my favorite, but this is one of my top 5 for sure! I love the characters, I love the plot, and when I finished the third book, I wanted a lot continue reading about Karou, Akiva, Zuzana, Mik, Liraz, Ziri and all the others. The author created a world so interesting, and the finale of these books are unbelievable!}