owyixuan:
Cedo ou tarde o chinês tinha a sensação de que viria uma notícia amarga. Ou, melhor, uma descoberta - ele era descrente de que alguém ali viria a dar-lhe alguma informação sem algo em troca, e o que poderia oferecer? Nada, exatamente nada. Estando naquele lugar era como um corpo usado para experimentos, nada além disso.
Yixuan não conseguia compreender muito bem o que estava acontecendo, mas se existia algo que o moreno tinha certeza era de que iria arranjar um jeito de sair do cativeiro, como havia nomeado carinhosamente o lugar em que estava, e iria encontrar sua irmã - de preferência, viva. Ele precisava pensar nisso, necessitava ser positivo em meio a maré negativa e sombria que se formava dentro de si, caso contrário, iria ir à loucura.
Respirando fundo pela segunda vez, tomou coragem para sair de seu quarto; tinha uma ordem clara de não deixar aquele cubículo, mas não estava preocupado em seguir as regras impostas por aqueles sugadores de alma, ou o que diabos fossem. Mas Yixuan não foi tão longe quanto esperava até se deparar com outra pessoa nos corredores.
Surpreso, ele arqueou uma sobrancelha. “它是怎麼出來的?” Indagou, entretanto, não percebendo que havia falado em mandarim e não em coreano, a língua do outro; estava mais atento em olhar ao redor para não ser pego do que perceber seu erro.
Embora conseguisse se lembrar com exatidão dos próprios motivos que o levaram a ir atr´das daqueles pesquisadores, quando ficara sabendo a respeito do projeto que estavam conduzindo aos poucos outros detalhes aparentemente sem importancia pareciam estar desaperecendo sem que ele percebesse. Haviam demorado alguns dias para que percebesse que estava começando a esquecer das coisas, inicialmente se tratando do nome do prédio que lembrava se ter entrado no dia em que fora se tratar. Depois aos poucos fora esquecendo detalhes do trajeto que fizera, agora ja não tinha tanta certeza das informações que de fato de lembrava. E ainda haviam coisas que, por mais que ele observasse e senti-se bastante incomodado com essas coisas ele buscava não direcionar muito de sua atenção. Como a possível razão que os levariam a não deixar entrar em contato com seus pais, que tipo de experimentos porderiam estar conduzindo em si que o deixava tão perigoso para as outras pessoas ? Se fosse perigoso, não que ele se importasse uma vez que estava curado e esse havia sido seu objetivo principal de qualquer forma oq ue seria aquilo ? E ele estava estudando medicina, deveria saber que não existiam curas mágicas e aparentemente simples e automaticas como as que haviam feito com ele. Deveriam existir efeitos coleterais, e uma lembrança que insistia em afastar lhe fazia ter certas suspeitas de qual. O tamanho do complexo, sabendo o tipo de coisas que eles eram capazes de fazer ali dentro não o surpreendia muito. Talvez não devesse se surpreender, com o tamanho de tudo o que parecia envolver o local, mas não esperava encontrar uma pessoa estrangeira ali. E o outro estava com um olhar tão perdido... Será que não sabia falar sua lingua, por isso estava tão deslocado por ali ? — Sori. — replicou amaldiçoando-se por não ter levado tão a sério suas aulas de inglês. — Yu english espeaku ? — porque estava se dando ao trabaho de perguntar isso quando ele mesmo não sabia era um mistério, mas foi o jeito que pensou em se comunicar.










