Você disse que ficaria
que estaria para sempre lá
que não seria como todos,
que passam por nós com uma presença vazia.
Mas você não o fez,
você foi o pior de todos.
Eu acreditei cegamente,
e me destruí visivelmente.
Eu acreditei que ainda valia a pena,
que tudo seria diferente;
mas novamente eu me iludi.
Novamente o meu mundo caiu.
Eu não te culpo por isso,
foi um erro meu.
A culpa foi minha,
por acreditar e esperar demais
em quem oferece de menos.
Mas eu segui em frente,
tento fingir que está tudo bem
todos os dias.
Todos os míseros e sôfregos dias.
Mesmo quando o meu interior
estava arruinado e turbulento.
Mesmo quando eu morria lentamente
por dentro.
Um colapso de sentimentos,
um fio quebradiço de emoções,
uma bomba fatal de angústias,
era assim que eu me encontrava.
Quando eu te conheci,
milhões de sensações me vieram à cabeça,
sensações estas que acreditei
que jamais sentiria novamente.
Você me montava e destruía,
mexia com minha alma,
me fazia sorrir até nos piores dias
e me desconcertava.
Era tudo tão atraente,
aquilo era novidade para mim.
E eu fui fraca e tola,
me deixei levar pela magia da primeira vez.
E quando você se foi,
me quebrou
em milhões de pedaços
impossíveis de se remendar.
Você me destruiu, me quebrou.
E não estava lá para me tirar das cinzas.
E sozinha, eu não tive como me erguer.
Você me fez dar os primeiros passos,
mas eu não consegui dar os últimos.
A dor e solidão me acolheram.
A dor me fez chorar,
Fez odiar-me e tentar coisas absurdas; mas ela me preencheu com seu manto acolhedor.
A solidão me ensinou coisas
que não sabia sobre mim.
Eu posso não ter ninguém,
mas tenho eu mesma.
Apenas eu, eu e eu,
seguindo sozinha
por caminhos tortuosos e desconhecidos. Tropeçando nas próprias escolhas,
transbordando o grito eminente por socorro.
A necessidade de se encontrar…
Eu estava perdida,
quebrada,
machucada.
Mas ainda era fiel a mim mesma.
E por mais que eu seja o grito melancólico
no meio de amores vagos e silenciosos,
por mais que eu esteja cansada
de ouvir “Eu te amo” de um amor vazio e preguiçoso,
por mais que eu perca a beleza das coisas,
que a vida perca o sentido,
que eu me perca novamente,
que meu coração seja machucado novamente,
eu continuo de pé.
Firme? Talvez.
Forte? Um pouco.
Feliz? Não muito.
Mas com certeza, seria o meu momento,
A minha vida, a minha escolha.