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@cupcakemiabae
rxishimizu:
cupcakemiabae:
{ FLASHBACK }
A mente da Bae se encontrava completamente cheia, especialmente após os últimos acontecimentos. A menina tentava entender o que se passava no mundo bruxo e no mundo trouxa, porém nenhuma resposta acabava por surgir. E sem dúvida que esse fato era agoniante. E mesmo que não trabalhasse diretamente sobre tal fato, a garota se sentia quase na obrigação de entender o que se estava passando. Ou pelo menos aquele era o jeitinho de seu coração se sentir mais calmo. Talvez se ela conseguisse uma resposta para tudo aquilo seria bem mais fácil, e sua preocupação acabasse. Ou pelo menos era o que ela esperava. Contudo, seu instinto parecia lhe dizer frequentemente que algo de ruim estaria prestes a acontecer. E céus, como a asiática desejava estar errada. Ela só queria conseguir sossegar um pouco, e assim encontrar paz no mundo. Não era algo difícil, porém no momento tudo parecia estar distante, ou pelo menos, a paz parecia distante. Reencontrar a japonesa acabou sendo algo positivo no dia da garota, afinal ela amava voltar a ver aqueles que um dia fizeram parte de sua vida. Um sorriso praticamente surgiu novamente em seus finos lábios assim que ela escutou as palavras da outra. — “ Ahm…tudo bem então. Ambas nos desculpamos. ” — assentiu brevemente com a sua cabeça enquanto o sorriso em seus lábios aumentou ligeiramente. Apesar de nunca ter tido muito contato com a ex-lufana, a coreana não conseguia ficar indiferente ao jeitinho da outra. Ela sempre haveria lhe parecido uma excelente pessoa. — “ Hum, eu realmente acho uma excelente ideia, porém não precisa me comprar nada. ‘Tá tudo bem, sério. ”
Embora as duas não tivessem um relacionamento muito próximo durante seu período escolar, e muito menos compartilhassem de muitas coisas que se extendessem ao período no qual estudavam Rei e Maria sempre estiveram relativamente próximas dentro do seu circulo de amigos. Quer dizer que, por mais que nem sempre conversasse diretamente com a mesma era com bastante frequencia que se lembrava da mesma se relacionando com pessoas com as quais ela se relacionava, ou pessoas que relacionavam-se com conhecidos seus. De certa maneira, por mais que não a conhecesse muito bem podia quase a considerar como amiga. Naturalmente, por conta dessa sua percepção a cerca da presença da mesma havia percebido eventualmente quando a mesma havia se afastado da escola. Nunca soubera os detalhes ou para aonde a mesma havia ido depois de se afastar da escola, mas mesmo depois do afastamento ela continuava sendo uma das pessoas que se lembrava da época. Pensar nisso a deixava curiosa a cerca do que a mesma poderia ter feito nesse período; se havia ido estudar em sua antiga escola, a Mahoutokoro. E talvez pudessem conversar sobre isso enquanto observavam e caminhavam pela loja de livros. Estava animada por estreitar seus laços de amizade, e conhecer melhor uma pessoa que ja convivera no passado. Observar seu crescimento de longe e, agora saber como havia se virado depois da escola. Sorriu gentilmante diante da resposta alheia, contendo mais uma vez outro impulso de se desculpar a mesma. Sabia que estavam bem, afinal de contas. — Por favor, eu insisto. Só umzinho ? Como presente de aniversário ? — E com isso acompanhou a mesma a entrada da loja.
{Closed}
{ CLOSED }
i will return in every song that is unsaid || haria
hexshow:
Muito embora tivesse escutado diversas vezes dos seus pais quando mais novo, que deveria ao máximo aproveitar enquanto as coisas ao seu arredor eram simples e o maior problema que ocupava sua mente estava relacionado ao resultado de alguma prova, somente hoje em dia que Hei dava o verdadeiro valor as suas palavras. Talvez por conta desses tempos mais faceis terem enfim ido embora, trazendo consigo uma chuva de outras responsabilidades que a altura ele sequer sonhava. Hoje em dia ele compreendia mais sobre o que era crescer e ter que cuidar das próprias contas, algo que se tornava ainda mais dificil por conta de escolhas que ele havia tomado no passado. Tanto ele quanto seus pais haviam escolhido dar as costas aos seus avós, algo que ele esperava com o tempo passar. Que algum dos lados mudasse de ideia, ou que eles finalmente percebessem o que poderiam perder se continuassem com essa ideia de purismo desenfreado. Controla-los a ponto de sufocar os sonhos que tinham, como era o seu caso de trabalhar com a música não era o certo. As coisas não deveriam ser assim.
Com tantos problemas e novos pensamentos ocupando sua mente, havia sido apenas natural que eventualmente acabasse jogando alguma dessas coisas para o lado. Não era como se não se importasse com essas coisas, ou que deixasse de doer quando pensava na maneira como ele e Mia haviam se separado de uma maneira tão abrupta. Durante muito tempo havia meditado sobre isso e, por um curto espaço de tempo, havia até mesmo conseguido se convencer a nutrir uma especie de sentimento negativo quando se lembrava como as coisas tinham acontecido. No entanto, depois de amadurecer e observar as interações ao seu redor de uma maneira geral havia chegado a fatidica conclusão; algo que havia o machucado um pouco mais, de que tudo que ele e Mia tinham tido não havia passado de um romance passageiro de colegio. Algo que na hora havia sido intenso, assim como todos os sentimentos que havia sentido na epoca, estavam afinal de contas em um período que os hormonios e as emoções estavam a flor da pele. Havia sido extremamente triste pensar e ver as coisas dessa maneira, mas isso o havia ajudado o bastante para se recompor e seguir em frente. E com tantos confrontos que se seguiram, como as discussões que aconteceram por sua escolha de seguir para perto dos trouxas estudar música isso eventualmente acabou sendo deixado de lado.
Atualmente, apesar de sua postura extremamente assertiva com relação a muitos aspectos, muitas vezes podendo até mesmo ser descrita como agressiva, Hei se sentia contido o bastante no que dizia a esse respeito. Estava se surpreendendo, na verdade, com a maneira madura que vinha lidando com a situação desde que havia se encontrado com Mia no beco diagonal. Sempre havia imaginado que quando a encontrasse a encheria de perguntas a respeito, assim como demandaria porque ela havia escolhido as escolhas que havia feito. No entanto, hoje em dia, não somente compreendia melhor as escolhas da mesma como continuava se apegando aquela visão que havia montado e que havia escutado diversas vezes sobre “romances de colegial”. Sempre no mesmo tom depreciativo, parecendo que ninguém realmente acreditava que tal coisa poderia ter um futuro. O que não necessariamente significava que não podiam ser amigos. Esperava que algum dia esse clima pesado se dissipasse entre os dois; pois apesar de tudo sentia falta das conversas que tinham. Manteve seus olhos fixos na mesa, sentindo-se de alguma maneira mais triste em constatar que ela continuava com aquele habito de morder os lábios quando estava ansiosa. Apenas uma de várias coisas que o fazia lembrar de algo que estava tentando afastar, sabia que não ajudaria pensar muito nesse tipo de coisa. — Eu sei. Muitas coisas estranhas andaram acontecendo. — respondeu em um tom igualmente triste, mantendo sempre seu olhos fixos em suas próprias mãos jogadas sobre a mesa. Buscava qualquer desculpa para não a encarar naquele momento; não conseguia. — Não sei. — respondeu, quase imediatamente arrependendo-se. — Espero que não. — acrescentou, não querendo soar rude do mesmo jeito que era daquele jeito que estava se sentindo.
Se dependesse apenas dele provavelmente continuaria encarando a toalha de mesa pelo restante da tarde, como se sua vida dependesse disso, mas ao escutar uma leve alteração no tom de voz alheio a curiosidade falou mais alto. Tornando a fixar seu olhar no rosto alheio se surpreendeu ao perceber o tom rosado tingindo a face alheia; evidentemente mostrando o quão constrangida estava. E subitamente ele arrependeu-se de ter entrado nesse assunto, havia se esquecido completamente dos encontros as cegas. Apesar de ter pensado na possibilidade dela ser seu par, não pensou que ela pudesse estar ali para encontrar outra pessoa. — Oh… Um encontro. Que… legal. — comentou, evidentemente surpreso com a resposta alheia. Mas porque estaria ? Perguntou a si mesmo, ela tinha idade o bastante para cuidar de si mesma. — Blind date. Pensei que pudesse ser alguma coisa divertida. — acrescentou dando de ombros, como se não se importasse com isso.
Eram diversas as vezes que a Bae se apanhava pensando no passado, especialmente porque ela sabia o quanto haveria errado. Ela sabia perfeitamente que o caminho que haveria escolhido haveria sido o errado, e com isso o afastamento daqueles que ela mais amava. Tudo haveria sido culpa sua e de suas péssimas escolhas. Mas o que mais a garota poderia fazer para remendar o maldito passado? O que ela poderia fazer para apagar aquela maldita dor agoniante que habitava em seu peito desde o tempo que ela haveria partido? Maria já não sabia mais o que fazer para emendar o passado, e nem para controlar aquela maldita dor de imensa saudade que teimava em morar em seu coração. Parecia tudo tão impossível, ou seria apenas a sua culpa fazendo com que a asiática acabasse por remoer em demasia tudo aquilo que haveria feito. Era quase como se a ex-sonserina tivesse cometido um enorme crime, e na verdade, mesmo que ela não tivesse cometido um crime propriamente dito, seu coração parecia lhe castigar a fazendo recordar da tamanha dor e mágoa que haveria causado aos seus amigos mais próximos, bem como aquele que morava em seu peito, aquele que ela ainda continuava amando mais que tudo nessa vida. Seria possível um amor perdurar assim tanto? A Bae realmente não sabia, contudo ela poderia jurar que o sentimento que nutria pelo ex-namorado ainda continuava demasiado presente em seu peito, quase como se o tempo não tivesse sequer passado. Era como se aquele amor continuasse sendo simplesmente semeado pelas constantes lembranças que invadiam a mente da bruxinha, a fazendo se arrepender do caminho que haveria escolhido. Seria tudo mais fácil se a magiozoologista tivesse simplesmente escolhido caminhar ao lado do Park. Porém, a culpa e o arrependimento não serviriam de nada, afinal o seu caminho já haveria sido escrito, bem como o caminho do asiático, e sem dúvida que o caminho que ambos escolheram os afastava em todo e qualquer sentido.
Maria realmente estaria mentindo se falasse que nunca haveria pensado no seu namoro com o Park em todo aquele tempo, afinal as lembranças do passado sempre a haveriam perseguido dia após dia, a fazendo se arrepender constantemente do caminho que haveria escolhido. Porém, o passado era algo que jamais iria voltar e a ex-sonserina só tinha que ter consciência de tal fato. Ou pelo menos ela tentava, visto que seu coração e sua mente pareciam não querer esquecer o que ela vivera com o ex-lufano. Era praticamente impossível a menina esquecer o outro, especialmente porque ela nunca haveria conseguido colocar um ponto final naquele sentimento, afinal ela ainda se sentia na obrigação de pelo menos pedir desculpa pela mágoa que haveria causado ao mesmo. Poderia um pedido de desculpa pelo menos apaziguar um pouco aquela maldita dor que parecia não querer abandonar o peito da ex-sonserina? Sem dúvida alguma que a Bae desejava por isso, afinal aquela maldita dor parecia a estar matando aos poucos, como se ela fosse um simples flor que haveria sido sugada por uma abelha na primavera, como se ela fosse uma pequena onda perdida no imenso areal de uma praia. Era agoniante imaginar como sua vida haveria chegado aquele estado, especialmente porque a loira sabia perfeitamente que já haveria tido tudo em sua vida. Porém, sua teimosia acabara por fazê-la perder praticamente tudo. Era óbvio que a garota haveria encontrado finalmente a sua família biológica, contudo isso acabara por fazer com que ela perdesse aqueles que realmente amava. Era um preço demasiado elevado, afinal a felicidade que ela outrora sentira parecia ter simplesmente sumido, sem ter qualquer esperança de retorno. Era como se o passado fosse um único momento intocável ao qual apenas restava à asiática relembrar cada momento com imenso carinho.
De fato, Maria haveria realmente crescido com o passar dos anos, se tornando numa pequena grande mulher. Seus ideais foram praticamente traçados assim que ela conseguira vincar ainda mais sua personalidade, e sem dúvida que com o passar dos anos a sua personalidade se tornara ainda mais relutante. Sua teimosia continuava algo demasiado constante em praticamente tudo que a garota fazia, bem como seu lado meio inocente. Contudo, a Bae ainda continha aquele lado menos inocente, capaz de tudo para conseguir aquilo que ela realmente queria. E sem dúvida que conhecer suas origens apenas acabara por motivar aquele seu lado, afinal seu avô materno mantinha a mesma postura que a asiática. Era quase como se fosse uma espécie de traço hierárquico. A ex-sonserina sabia perfeitamente que eram raros aqueles que conheciam aquele seu lado, afinal ela nunca haveria sentido necessidade de expor aquele seu lado mais egoísta. E, sem dúvida alguma que a coreana já haveria pensado em usar seus trunfos para reconquistar o Park, porém uma parte de si sempre lhe alertava para ela não o fazer. Uma parte de si que ela considerava ser a parte mais pura, a parte onde se situava aquele belo sentimento que ela ainda continuava nutrindo pelo garoto. E talvez fosse um tanto idiota a menina se deixar levar tanto pelo seu coração, mas não haveria como não se deixar levar, afinal durante todo aquele tempo aquele amor continuara demasiado presente em seu coração, quase como se tivesse sido pregado eternamente em si. Contudo, fora apenas quando seu olhar batera na silhueta do ex-lufano após tantos anos que a menina se apercebera da dimensão daquele sentimento, daquele amor. Ela não poderia mais chamar aquilo de um puro amor adolescente, afinal aquele sentimento era muito mais que isso. Era um sentimento eloquente, que ao mesmo tempo lhe trazia uma espécie de calma. Era como se o seu mundo apenas fosse constituído por Hei Shou. E na verdade, seu mundo era apenas ele. Ele era o seu pequeno mundinho do qual a bruxinha sentia uma saudade avassaladora. Sentir aquela distância que parecia existir entre eles no momento era algo completamente agoniante para a loirinha. Ela se sentia completamente perdida, sentindo seu peito arder por completo de saudade. Ela sentia a culpa corroer completamente por entre suas veias. A Bae manteve seu olhar fixo naqueles traços que tanto a faziam suspirar de amores, e sem dúvida que isso não haveria aliviado sua dor, afinal sua vontade era apenas tomar aquele corpo junto ao seu num abraço completamente apertado, bem como sentir aqueles doces lábios colados aos seus num beijo repleto de saudade. A menina piscou seus olhos algumas vezes tentando se controlar, afinal o presente era algo demasiado diferente do que ela outrora vivera. --- " É, realmente andam mesmo. " --- replicou no mesmo tom de voz triste sentindo novamente aquela maldita pontada de dor em seu coração. Maria soltou sua respiração, quase como se seu ar tivesse faltando em seus pulmões. Ela mordeu brevemente o seu próprio lábio inferior com força. Porque estava sendo tão difícil lidar com aquele que amava? --- " Sabe, te reencontrar aqui me faz lembrar de certos momentos. " --- acabou por proferir baixinho sentindo um enorme alívio em seu peito, afinal ela haveria conseguido falar o que realmente ia dentro de si. --- " I miss you, so much. " --- sussurrou num impulso sentindo pequenas lágrimas se formando no canto de seus olhos puxados.
No momento em que suas íris poisaram na silhueta do ex-lufano, Maria se arrependera profundamente por ter se inscrito naquele maldito encontro às cegas. Como iria ela lidar com tudo aquilo quando seu coração apenas aclamava por aquele que se encontrava no momento à sua frente? Era difícil demais, especialmente porque a saudade a corroía por completo, bem como aquela maldita culpa. Contudo, a Bae não poderia negar o quanto haveria ficado surpreendida pela atitude alheia. Ela voltou seu olhar para aquele delicado rosto, se perdendo completamente naqueles traços que tanto amava, e isso sem dúvida que fizera com que a coloração em seu rosto se tornasse ligeiramente mais rosada. --- " Ahm...mas...não é nada demais, sabe? " --- retorquiu sentindo sua voz falhar por breves momento. A ex-sonserina semicerrou ligeiramente seus olhos após a resposta alheia, sentindo uma ponta de ciúme querer se apoderar de si. Ela tossiu ligeiramente sorrindo brevemente, porém era notável o quanto a garota haveria ficado enciumada com aquele fato. --- " Blind date, é? Que bom. " --- assentiu brevemente com a sua cabeça, e acabou por baixar seu olhar para os próprios pés. --- " Acho que ambos nos inscrevemos no mesmo tipo de encontro, só....queria ter sido a sortuda de ser seu par. "
Valentines day
sebbyfawley:
Um pequeno problema para pessoas como Sebastian, que em geral se aproximavam mais de pessoas a quem tinham um determinado interesse ou objetivo em particular, era achar as vezes que as pessoas ao seu redor também o faziam. Problema no aspecto que dificilmente as pessoas estavam de fato agindo como ele imaginava que estas o estivessem fazendo, o levando a um constante estado de vigilia. Excessivamente consciente das pessoas ao seu redor e, inevitavelmente abrindo brechas muito maiores daquelas que ela conseguia enxergar. Afinal de contas, uma pessoas excessivamente cuidadosa ou desconfiada como ele constantemente de mostrava levantava e despertava mais curiosidade que uma pessoa mais descontraída e relaxada. No entanto, tentou como sempre agir de maneira mais natural e descontraída o possível, por mais que nãos e sentisse exatamente dessa maneira. — Aparentemente sim. Seria isso o sinal de alguma força maior ? — acrescentou, embora nitidamente estivesse apenas brincando a fim de descontrair o clima com a mesma. E, levando em conta como a mesma havia se portado diante de um encontro não acabasse por a importunar um pouco; um dos seus hobbies prediletos. Ao observar a maneira tímida com que a mesma reagiu a sua pergunta Sebastian não conseguiu não achar graça daquilo. Era tão adoravel e ao mesmo tempo tão inocente. Algo realmente raro de se ver nos dias atuais, pensou consigo mesmo. — Sabe que não precisa ficar desse jeito, certo ? É só uma conversa normal; não é como se fosse um encontro de verdade. Ninguém esta pensando desse jeito. Quer dizer, pode ser que encontre seu principe encantado durante esse encontro, mas não é nada que precise se pressionar sobre. Seja você mesma e tudo vai dar certo. — acrescentou incapaz de se conter; acabando por se tornar algo que estava entre uma provocação e um conselho sincero. Uma mistura bem estranha de ambos.
Uma das características mais marcantes da personalidade da Bae era sem dúvida alguma a sua teimosia, por isso era praticamente habitual ver a menina teimando por algo. Contudo, essa sua teimosia não se tingia apenas ao fato de ela teimar com outra pessoa, sua teimosia também se tingia ao fato de a garota nunca desistir de entender algo que haveria acontecido. E sem dúvida que os últimos acontecimentos eram um enorme exemplo disso. A ex-sonserina tentava ao máximo não pensar no que haveria se passado, porém era praticamente impossível ela não pensar. Era quase como se uma espécie de força magnética a puxasse em pensar em tais coisas, bem como em tentar entender tudo o que haveria se passado. Maria simplesmente não conseguia deixar de pensar nas diversas respostas que poderiam existir para o que de fato acontecera no ano novo, bem como posteriormente. Ela tentava a todo o custo tentar entender, contudo as respostas pareciam nulas. E na verdade tudo era demasiado escuro para a asiática, especialmente porque a culpa a corroía por completo, a fazendo acreditar que tudo aquilo não passava de um mero aviso para os erros que haveria cometido no passado. A garota queria realmente acreditar que ainda ia a tempo de recuperar o tempo perdido, e assim conseguir manter todas aquelas pessoas que sempre a haveriam apoiado no passado. Ou pelo menos era isso que seu coração mais desejava. Realmente, a bruxinha queria acreditar que aqueles seus encontros repentinos com o loiro não passavam de um mero acaso do destino, porém sua mente parecia querer lhe alertar que aquilo era um tanto estranho. Ou eram apenas cuidados da sua cabeça visto os últimos acontecimentos. A loira tombou sua cabeça para o lado enquanto mantinha seu olhar fixo no rosto alheio. --- " Não sei, mas quem sabe, não é mesmo? " --- respondeu dando levemente de ombros. De fato, a Bae não sabia a razão de tantos encontros com o outro, contudo, sem dúvida, que aquilo estava lhe deixando uma certa pulga atrás da orelha. As palavras alheias acabaram por fazer com que a ex-sonserina sentisse seu rosto esquentar uma vez mais. Ela sorriu ligeiramente triste, afinal já algum tempo que ela haveria encontrado o seu príncipe encantado. --- " Ahm...eu sei disso, mas...é só estranho, sabe? " --- retorquiu num tom de voz completamente melancólico, afinal seu coração parecia se apertar de uma imensa saudade de tempos que jamais iriam voltar. A menina soltou um longo suspiro enquanto baixava delicadamente o seu rosto. --- " São apenas...lembranças do passado. "
cherry bomb || mifanny || blind date
wongnotwrong:
Não seria surpresa nenhuma se ela tivesse sido uma das primeiras pessoas a se inscrever para o encontro às cegas. Tiffany Wong se enfiando nas situações mais inusitadas e menos racionais que se poderia imaginar? Nada de incomum. Ela havia crescido daquele jeito em que era normal fazer o que lhe dava na telha, mesmo que sua mãe tivesse tentando colocar certos limites na filha enquanto a garotinha desenvolvia e mostrava sua personalidade travessa, porém, pela presença constante do irmão, com o passar do tempo e também devido o fato de ter engravidado novamente, Tiffany aos poucos se viu livre dos sermões de sua mãe sobre como deveria se comportar mais como uma dama ou, ao menos, como uma menina normal e não agir tão moleca como era.
Se tinha ficado triste por isso, pelo afastamento da mãe? De modo algum. Algumas pessoas poderiam se entristecer e acreditar que estavam sendo deixados de lado, mas era algo que não passava pela mente da britânica porque ser sensível com essas questões não faziam de sua índole; Fany tinha a tendência em ser emotiva com outras coisas, não com a probabilidade de estar sendo deixada ou esquecida por alguém, mesmo que fosse de sua família. Ela tinha aprendido durante a convivência com Seonghwa, talvez sem que ele sequer soubesse, que não havia nascido para agradar aos demais e que, se alguém a deixou sem motivo aparente, a jovem bruxa nem deveria se preocupar em correr atrás de quem não pensou em si.
Mas também não era como se tivesse participado do encontro com o intuito de encontrar o amor de sua vida, não, isso nem fazia sentido para ela, que acreditava ser nova demais para isso. Seu único propósito era se divertir e fazer amizades. Por isso que, ao ver que se tratava de Maria seu par, a Wong abriu logo um sorriso e aproximou-se ainda mais animada da mesa. “Oi, coração! Caralho, você é meu par? Ou seria melhor dizer “minha”? Espera… Acho que não existe feminino de meu par. Ah, tanto faz. Fala ai, Mariazita, como tu tá?”
Muito provavelmente a Bae haveria se inscrito naquele encontro às cegas com o intuito de conseguir esquecer as mágoas de seu passado, porém a menina queria realmente acreditar que sua consciência ainda se encontrava completamente intacta e assim ela apenas haveria se inscrito com o intuito de espairecer um pouco sua cabeça, afinal os últimos acontecimentos parecia querer assombrá-la cada vez mais. A ex-sonserina se sentia completamente exausta, quase como se não estivesse dormindo há diversos dias. Porém, tudo não passava do fato da garota não conseguir realmente esquecer o que haveria acontecido. Ela sentia uma enorme necessidade de encontrar respostas, afinal talvez aquilo acabasse por acalmar um pouco o seu coração. Ou era isso que a asiática realmente esperava. Porém, as respostas pareciam não aparecer, e a menina se sentia completamente perdida no meio de todo aquele caos que ia sua cabeça. Contudo, não era apenas sua cabeça que estava um caos, afinal seu coração também se encontrava num verdadeiro caos.
Apesar de sua principal razão para se ter inscrito naquele encontro tivesse sido espairecer sua cabeça, a verdade era que a bruxinha não estava conseguindo fazer isso na sua totalidade. Sua mente parecia estar sendo constantemente invadida por enormes lembranças de seu passado. Céus, como ela sentia uma enorme saudade de seu passado, bem como de todos aqueles que um dia haveria chamado de amigos. Ela ainda se lembrava perfeitamente de cada momento que haveria vivido naquelas ruas, bem como naquele lugar em especial. Talvez em parte aquele encontro tivesse sido uma péssima ideia, afinal as lembranças pareciam deixar seu coração completamente apertado, quase como se ela estivesse sendo sufocada, ou pior que isso, sendo esfaqueada por uma faca bem afiada. Sua vontade era de chorar, porém Maria nunca fora pessoa de demonstrar seus sentimentos, especialmente os ruins que a faziam se sentir completamente fraca.
A Bae estava completamente perdida no seu livro que apenas dera conta da presença alheia quando escutara a mais nova. E sem dúvida que fora praticamente inevitável que um sorriso largo não surgisse nos finos lábios da menina, afinal a Wong parecia ser uma espécie de luz radiante. A ex-sonserina tombou sua cabeça para o lado enquanto fixava seu olhar no rosto alheio, não conseguindo evitar que uma risada se soltasse de sua garganta. Maria balançou brevemente a sua cabeça. --- " É, parece que eu sou o seu par, sim. E...nossa, nunca tinha pensado nisso, sabe? " --- acabou por responder rindo uma vez mais. --- " Eu 'tou bem, contudo admito que agora 'tou bem melhor, sabe? E você como 'tá, meu bem? "
somewhere over the rainbow - event 002 - marine plot 1.
k-lestrange:
Katrine a apertou tão forte quanto poderia, talvez com medo de que a menor voasse para longe de si novamente. Dessa vez a loira estava resoluta a não deixar ninguém sair da sua vida novamente, mesmo que para isso tivesse que lutar muito para manter-los perto de si, ela estava cansada de ver as pessoas partindo, a deixando para trás. Não deixaria isso acontecer mais uma vez, agora seria diferente, pelo menos ninguém poderia dizer que ela nada fez. Se eles partissem novamente não seria sua culpa em nenhum momento. A mais nova continuava mais baixa que ela de modo que beijar o topo dos fios claros não lhe trouxe nenhuma dificuldade. Se afastou apenas o suficiente para que pudesse olha-la com cuidados nas orbes escuras. Fez uma cara séria mas quem a conhecia já sabia o que estava para vir depois disso, as brincadeiras eram algo que ela sentia falta, mas com Mia se sentia com 17 anos novamente e não sentia vergonha disso. - Mia, mia, mia! - ela repetia com uma nota de felicidade inconfundível em sua voz. - Não, eu não te perdoo, você vai ter que pagar sete anos de abraços e cafunés!
Sentir aquele abraço tão apertado fora realmente uma espécie de calmante para o coração da Bae, especialmente porque a menina sentia uma enorme saudade daquela mulher. Sim, sem dúvida, que sua melhor amiga no momento era uma mulher. Uma mulher à qual a ex-sonserina sentia um enorme orgulho. Na verdade, Maria sempre fora uma espécie de admiradora da mais velha, sentindo orgulho por cada pequena coisa que a mesma conquistava. A Lestrange era uma espécie de irmã mais velha para si, e sem dúvida que era ótimo saber que nada haveria apagado o que ambas construíram ao longo dos anos em Hogwarts. Era ótimo saber que pelo menos ela haveria conseguido manter uma das pessoas mais importantes para si. A magiozoologista soltou um breve suspiro de alívio, e acabou por sorrir largo ao sentir o beijo no topo dos seus cabelos. O sorriso que emoldurava o delicado rosto da asiática era sincero e completamente feliz, afinal ela estava imensamente feliz por ter reencontrado finalmente a francesa. Aquela cara séria que a outra fizera acabara por fazer com que a bruxinha soltasse uma breve risada baixa, afinal ela conhecia a mais velha como a palma da sua mão. Ela tocou na ponta do nariz alheio com o seu dedo indicador esboçando um sorriso. --- " Ah, você acha mesmo que isso vai ser um castigo, Trine? " --- questionou divertida enquanto apertava novamente seus braços em torno do delicado corpo da loira. --- " Você sabe que sempre amei seus abraços, então...se prepara porque vai ter uma Mia completamente grudenta a você. "
iammyonlymai:
- Hogwarts fica aqui por perto não ? - perguntou para a primeira pessoa que viu, nunca tinha visto de perto a tão famosa escola e estava curiosa para saber como deveria ser.
Ao escutar aquela voz tão aveludada fora praticamente inevitável que a Bae não reconhecesse a dona da mesma. Ela voltou seu olhar na direção da garota e acabou por esboçar um sorriso completamente largo. Maria reconhecia aquele rosto da loja de animais onde trabalhava, bem como do Caldeirão Furado onde era habitual almoçar. --- “ Fica sim, meu anjo. “ --- respondeu enquanto se aproximava da mesma. --- “ Você quer que eu te leve até lá? “
kaienzito:
- Já estou em clima de valentines
Assim que escutou as palavras alheias, Maria não conseguiu evitar a gargalhada que haveria se soltada de sua garganta. Ela balançou sua cabeça para ambos os lados enquanto tentava controlar o seu riso, coisa que não estava sendo nada fácil. --- “ Ai, espera, eu preciso tirar uma foto desse momento, Kaien! “
benjamingaunt:
Achando um canto vazio nos três vassouras, por pura sorte, não pensou duas vezes antes de ir para este desejando tomar um pouco de cerevja amanteigada em paz, algo que até lhe trazia certa nostalgia de não muito tempo atrás.
Após dar algumas voltas pelas ruas do vilarejo, a Bae acabara por decidir ir ao Três Vassouras. Talvez ali a garota conseguisse encontrar um pouco de sossego, e assim conseguir esquecer um pouco as lembranças que aquele dia lhe trazia em especial. Ao adentrar no local, Maria acabara por avistar um rosto que era meramente seu conhecido. Ou pelo menos ela se lembrava dele de algum lugar. A ex-sonserina se aproximou do mesmo, e vendo que este estava sozinho apontou para a cadeira que estava ali vazia. Seu rosto queimava, afinal timidez era algo que jamais abandonava a doce magiozoologista. --- “ Me perdoa, mas...posso me sentar aqui? ‘Tá tudo ocupado por aqui. “
nixsally:
- O que acha deste ? - perguntou para a pequena, já estavam a uns bons minutos confeitando seus próprios biscoitos quando viu alguém entrar e por não ter mais mesas disponíveis foi num impulso que se virou para o mesmx - têm lugares sobrando, se quiser se sentar - indicou as cadeiras que estavam vazias a seu lado da mesa - fique á vontade.
Fora praticamente impossível que um sorriso não surgisse nos lábios da Bae ao observar aquela cena tão adorável entre mãe e filha. Porém, a menina não esperava que a mesma se direccionasse a si para que se sentasse na mesma mesa. Seu rosto acabara por tomar uma coloração completamente rosada e ela se aproximou da mesa, acabando assim por se sentar ali. --- “ Ahm...obrigada. “ --- agradeceu num tom de voz completamente baixo, contudo um sorriso surgiu novamente em seus finos lábios. Ela voltou seu olhar para a pequena notando nos traços idênticos que a mais nova tinha com a outra. --- “ É sua filha? “
valentine’s day || hogsmead
bxdguyuko:
Com a pouca paciência que tinha, não se encontrava muito amigável naquele momento. E por isso que seu semblante não era dos melhores, o que pareceu soar como um desafio para um babaca.
Ficava estupefata com a quantidade de ignorantes que tinham a indecência de agirem como se as mulheres fossem obrigadas a sorrir sempre que eram “cantadas” com palavras sujas e ridículas.
“O que foi? O gato comeu sua língua? Não queria me ver sorrindo?” Inquiriu debochada ao ameaçá-lo com sua varinha, prontamente apontada para o pescoço alheio.
Enquanto passeava pelas ruas do vilarejo, a Bae acabou por observar uma cena um tanto divertida. Ou pelo menos parecia ser aos seus olhos. A garota se aproximou um pouco mais da cena que acabara por ver, e sorriu ao constatar que se tratava da mulher que haveria encontrado na noite de ano novo. Ao observar a forma como a mesma estava lidando com o homem, que supostamente estava babando nela, fora praticamente inevitável que a ex-sonserina não soltasse uma risada baixa. Afinal ainda existiam mulheres capazes de enfrentar todo e qualquer tipo de homem.
Maria acabou por se aproximar um pouco mais de ambos, um sorriso breve presente em seus finos lábios. --- “ Ah, acho que ele acabou por perder a fala, poxa. “ --- disse enquanto voltava seu olhar para a mulher. --- “ Melhor soltar ele antes que...bem, comece cheirando mal, sabe? “
valentine’s day || hogsmead
acciokang:
Era estranho para ele estar ali, aquelas pessoas que não pareciam normais para alguém como Junmyeon que mesmo após anos de convivência com os irmãos e até mesmo alguns poucos amigos bruxos, ainda não tinha se acostumado com o fato de existirem mágicos.
Kang observava os demais com um olhar atento, como se houvesse perigo iminente e precisasse de se cuidar. Talvez estivesse julgando demais, pensou consigo e balançou a cabeça, piscando algumas vezes antes de respirar fundo e decidir que seria mais mente aberta.
Apenas não fazia muito sentido para si saber que vivia em um mundo em que existia magia, e só de imaginar que metade dos trouxas - a palavra também não era algo que o agradava de um todo - sequer faziam ideia daquilo? Realmente, era muito confuso.
“Então está me dizendo que… Essa vassoura, um objeto usado para varrer… V-v… Vo-oa?” Inquiriu, completamente surpreso e boquiaberto. “Impossível.” Comentou baixinho, em descrença.
Sem dúvida alguma que uma das coisas que Maria mais sentia saudades de seus tempos em Hogwarts era o quadribol. A garota sentia falta da adrenalina que sentia sempre que pegava na sua vassoura e invadia os céus das imediações do castelo. Ela sentia falta da competitividade que sentia a cada jogo. Realmente, foram tempos maravilhosos e que no presente deixavam um enorme vazio no peito da bruxinha.
Porém, fora praticamente inevitável que a garota não sentisse uma enorme vontade de voar quando suas íris achocolatadas poisaram naquelas vassouras que estavam numa das estandes presentes no vilarejo. O sorriso que emoldurava o rosto da asiática era completamente nostálgico, quase fazendo com que ela se sentisse uma adolescente novamente.
Após pensar um pouco, Maria acabou por pegar numa vassoura. Uma voltinha, sem dúvida, que iria acalmar um pouco a saudade que ela sentia, ou pelo menos era o que ela esperava. Contudo, sua atenção fora desviada quando ela escutou a voz do mais velho. Por vezes, a menina até se esquecia que o mesmo não fazia parte daquele mundo.
A ex-sonserina voltou seu olhar para o rosto alheio acabando por sorrir ligeiramente de canto. --- “ É, exatamente isso. Essa vassoura voa. “ --- assentiu positivamente com a sua cabeça enquanto sorria cada vez mais, sentindo a nostalgia tomar conta de si. --- “ Você quer ver como funciona, Mickey? “
valentine’s day || hogsmeade
fxckseo:
Um pouco exagerado, tinha de confessar. Aquela preparação toda apenas para comemorarem o festival não fazia muito sentido para ele, que achava fora de contexto considerando que os bruxos deveriam estar mais preocupados em focarem no ocorrido do ano novo do que em um evento de dia dos namorados.
Era como se tivessem esquecido que o mundo mágico estava correndo perigo. Ou o trouxa, o que fosse, naquela altura Jeonghan já nem sabia mais.
Sentado em uma mesinha enquanto bebericava seu chá e escrevia algumas anotações de alquimia, sua atenção foi desviada para uma aglomeração e um falatório próximo a Casa de Chá da Madame Puddifoot.
De fato o seu objetivo principal de participar naquele evento estava surgindo o efeito desejado. A mente da menina se encontrava ligeiramente mais calma, bem como seu coração. A Bae já não sentia qualquer necessidade de pensar nos últimos acontecimentos, afinal ela estava realmente se divertindo naquele evento. Ou pelo menos era o que ela esperava.
Porém, a asiática não poderia negar que o breve reencontro que haveria tido com o Park não haveria deixado uma pequena mágoa dentro de si, afinal a saudade que sentia do mesmo era enorme. Contudo, no momento a bruxinha queria simplesmente esquecer tal fato, e assim aproveitar os últimos minutos que lhe restavam daquele evento.
Quando escutou o falatório próximo à Casa de Chá da Madame Puddifoot, a magizoologista percorreu todos os rostos ali presentes, acabando por se deparar com um bastante seu conhecido. A menina voltou o seu olhar para a aglomeração que haveria se formado. --- “ Será que as pessoas já não têm mais respeito pelas outras? “
“ Sweet dreams are made of these Who am I to disagree? Travel the world and the seven seas Everybody's looking for something
Some of them want to use you Some of them wanna get used by you Some of them want to abuse you Some of them want to be abused “
cherry bomb || mifanny || blind date
@wongnotwrong
Quando Maria haveria visto o anúncio sobre o encontro às cegas ela, num primeiro momento, não haveria sequer pensado em se inscrever, afinal fazia imenso tempo que sua vida romântica não evoluía. Na verdade, parte disso era sua, contudo a menina ainda não se sentia realmente preparada para ter um romance, ou sequer pensar em tal. Porém, após pensar bastante ela decidira realmente se inscrever, afinal algo de bom poderia sair dali, além de que ela poderia espairecer um pouco a sua mente, e assim esquecer os problemas que tanto lhe assombravam nos últimos tempos. A verdade era que a Bae apenas queria se divertir um pouco, e sem dúvida que aquele encontro às cegas era uma ótima oportunidade para tal.
Após ter tido um encontro ligeiramente atribulado com o Park, a garota se sentou na mesa que haveria sido preparada para si e para o seu par. Realmente a dúvida em saber quem era o seu par era algo que a estava deixando completamente ansiosa e curiosa. Os segundos pareciam passar lentamente, e por isso a ex-sonserina acabou por se focar no pequeno livro que sempre levava consigo para todo o lado. Talvez se ela se ocupasse com algo o tempo acabasse por passar mais rapidamente, e assim a garota poupava, sem dúvida alguma, suas unhas. Completamente perdida em seu livro, a menina apenas notara na presença alheia assim que escutou a mais nova chamar pelo seu nome. Maria voltou seu olhar para o rosto alheio completamente surpreendida. --- “ Fany? “
gugudan’s mina for @star1 april 18 (x)
i will return in every song that is unsaid || haria
hexshow:
Desde que recebera a resposta da equipe de organização do evento, assim o confirmando como uma das atrações musicais que se apresentariam no decorrer da tarde Hei não conseguia mais pensar em outra coisa. A cada instante que passava, quanto mais meditava a respeito da apresentação em si mais ele se dava conta da dimensão da oportunidade que lhe estava sendo concebida; assim como a responsabilidade que tudo aquilo implicaria. Estava igualmente feliz e receoso que pudesse fazer alguma coisa errado; havia ajustado os mínimos detalhes para que nada saísse do seu controle, mas nunca se sabia. Mesmo estudando tudo o que precisava ser estudado, e revisando as letras das músicas que apresentaria apenas no momento saberia como as coisas desenrolariam. E como sabia que não podia se dar o luxo de ficar muito ansioso, ou que se pensasse muito a respeito desse assunto acabaria passando mal e perdendo a oportunidade Hei buscou alguma coisa para mante-lo ocupado. A resposta havia chegado ao seu olhar mais cedo do que imaginava; fazendo assim que se inscrevesse naqueles encontros a cegas.
No seu caso, muito provavelmente, bem mais as cegas do que os dos demais casais, uma vez que sua ansiedade era tamanha que nem ao menos conseguira pensar o bastante para ler o horario que começariam. Tudo o que ele havia processado era o lugar que teria que se dirigir, não pensando duas vezes antes de seguir para o ja conhecido caminho que levava a madames Pudifoot. Ja faziam-se muitos anos, mas houve uma epoca que vinha para o vilarejo em passeios escolares quase que todo final de semana. Enquanto seguia ligeiramente apressado para o estabelecimento Hei refletiu brevemente sobre esses momentos; na época nem ao menos percebia a tranquilidade que tinha, sem ter que lidar nem ao menos com metade dos problemas que tinha que enfrentar hoje em dia. Além dos posteriores problemas dentro de casa, com a briga que havia acontecido entre seus familiares. Enfim, de um modo geral coisas que não tinha como saber que aconteceriam na epoca.
Assim que chegou pode perceber que uma certa quantidade de mesas haviam sido reservadas, provavelmente por conta desse encontro as cegas. E deveria estar bastante adiantado, uma vez que em sua grande maioria as mesmas encontravam-se vazias. Não sabia ao certo quanto tempo tudo aquilo levaria, e esse pensamento estava começando a o deixar mais uma vez ansioso. Inspirou profundamente pegando um dos objetos que eles ja deixavam dispostos sobre a mesa, buscando qualquer coisa para se manter ocupado. Estava ali para desviar sua atenção das suas ansiedades, não ficar ainda mais nervoso repreendeu a si mesmo. Permitiu então que seus pensamentos tomasse uma outra direção, na medida que a propria ambientação do lugar o fazia lembrar de algumas raras vezes que havia frequentado o lugar quando ainda mais novo. Tudo continuava mais ou menos como ele se lembrava, com seus detalhes delicados que sempre fazia com que as pessoas ligassem o lugar diretamente a casais em alguma especie de encontro.
Exatamente o que estava ali para fazer. Estava tão absorto em seus próprios pensamentos que, ao escutar uma voz ao mesmo tempo familiar, mas que ja a muito tempo não estava habituado a escuta-la acabou se sobressaltando um pouco. Por um breve espaço de tempo chegou a pensar se não estava imaginando coisas, mas ao olhar ao redor logo pode encontrar a dona da voz. Depois de tanto se habituar a tanto essa distancia, como a ausencia alheia era um pouco estranho ter que se lembrar que ela havia voltado a não muito tempo. — Ah, oi Mia… — respondeu prontamente se endireitando na cadeira, e devolvendo o frasco com que estivera brincando instantes atras. Não conseguia entender o porque de estar se sentindo tão desconfortavel, se não estava fazendo nada de errado; mas de algum modo sentia como se estivesse. Ao fixar seu olhar no rosto alheio pode perceber que alguma coisa estava errada, alguma coisa na postura alheia lhe informava que ela não estava se sentindo bem; embora é claro, pudesse ser apenas impressão. Tornou a desviar o olhar em direção a mesa, lembrando-se vagamente desse costums que ela costumava ter antigamente. Sera que ela era o seu par? Se perguntou subitamente, sentindo-se um pouco mais ansioso diante de tal possibilidade. — Eu também não, na verdade… — sussurrou consigo mesmo, imaginando se não teria como a situação se tornar ainda pior. Não querendo esperar a resposta resolveu puxar um assunto qualquer, mas não ajudando muito no processo. — Então… O que esta fazendo por aqui ?
De fato, a mente da Bae sempre fora demasiado complicada, especialmente porque a garota sempre haveria mantido uma espécie de máscara sobre seus verdadeiros pensamentos. A menina sempre haveria escondido demasiado bem tudo aquilo que sentia, contudo existiam pessoas que sempre haveriam conseguido ler a garota na perfeição. E sem dúvida que seu ex-namorado era uma dessas pessoas. O Park sempre parecia exercer uma espécie de filtro aos sentimentos da asiática, quase como se conseguisse lê-la com um simples olhar. E de fato fora isso que acabara por levar Maria a se apaixonar perdidamente pelo garoto. Óbvio que o fato de o outro nunca a ter abandonado fora um ponto crucial também em seus sentimentos, além de que sua beleza sempre fora algo que a garota sempre admirara. A forma como ele sorria para si era como uma espécie de luz brilhante em seus dias. Contudo, o presente era totalmente diferente. A ex-sonserina já não tinha mais aquela luzinha em seus dias, nem tinha aquele abraço caloroso que ela sempre amara. Tudo haveria desaparecido, e sem dúvida que a culpa haveria somente sua. Maria estava ciente que o erro haveria seu, e céus, como isso acabava por doer demais em si. Não ter mais o ex-lufano ao seu lado, ainda para mais sendo sua culpa, deixava a menina completamente perdida, como se ela tivesse sozinha caminhando pelo mundo fora.
Muito embora a bruxinha soubesse que seu coração ainda possuía um dono, ela não quis faltar aquele encontro às cegas. Ela sentia necessidade de espairecer um pouco a sua cabeça, talvez para assim conseguir uma resposta para todas as dúvidas que pairavam em sua mente. Dúvidas essas que ainda eram bastantes, especialmente após os últimos acontecimentos do ano novo. A menina se sentia completamente perdida naquele mundo, e sem dúvida que achar uma razão, uma resposta para tudo aquilo iria acabar por fazê-la se reencontrar. Ou pelo menos era isso que a garota esperava. Mas, de fato, Maria sempre fora demasiado curiosa acerca das dúvidas que pairavam em sua cabeça. Fora essa sua curiosidade que acabara por levá-la na busca de seus pais biológicos, bem como fora essa curiosidade que ditara seu afastamento. Era doloroso, sem dúvida, ainda para mais quando a garota estava completamente ciente que aquele afastamento fora somente culpa sua. As coisas poderiam ter sido realmente diferentes, e no momento era isso que pairava na mente da Bae, afinal ela poderia ter optado por outro caminho, um caminho que não precisasse excluir todos aqueles que habitavam em seu coração.
Estar percorrendo aquelas ruas do vilarejo estava trazendo diversas lembranças à menina, especialmente lembranças que faziam seu coração se apertar de uma imensa saudade. Uma saudade completamente incontrolável e que a garota só queria amenizar. Saudade essa que fora causada por mero capricho seu. Seria ela assim tão egoísta? Afinal sua partida não fora apenas dolorosa para si, pois todos aqueles que eram seus amigos acabaram por sofrer com seu afastamento. E sem dúvida que ela não poderia deixar de pensar no Park. O garoto sem qualquer dúvida que fora o mais machucado no meio de tudo aquilo. E céus, como isso doía demais em seu coração. E de fato, Maria estava arrependida pela opção que haveria optado, contudo o arrependimento não poderia levá-la de volta ao passado. O arrependimento de nada servia, e a menina estava completamente ciente disso. Mas ela poderia tentar remendar as coisas, ela simplesmente poderia pedir desculpa e tentar seguir sua vida mantendo de perto aqueles que ainda nutriam algum carinho por si. E por mais que lhe doesse, a asiática estava plenamente ciente que sua relação com o ex-lufano jamais seria o mesmo.
Observar aquele rosto bem ali num sítio onde no passado haveria frequentado diversas vezes na sua presença fora como uma flecha para as lembranças. Lembranças de um passado feliz, de um passado onde ela poderia jurar a pés juntos que fora realmente amada por alguém. Sem dúvida que o asiático a haveria amado, e Maria jamais haveria duvidado disso, afinal o namoro de ambos fora perfeito. Perfeito até ao ponto em que ela haveria falhado. A Bae falhara como namorada, porém também haveria falhado como amiga do garoto. E céus, como isso era tão doloroso. Mas a vida não era feita de desculpas nem de arrependimentos, a vida era feita de opções, e a garota acabou por optar pelo passado de sua família. E de fato fora esse o seu maior erro. Fora praticamente inevitável a coreana não sentir uma pontada em seu peito pela forma como o outro haveria lhe falado. Ainda era estranho todo aquele distanciamento que parecia existir entre eles. A ex-sonserina esboçou um sorriso entristecido acabando por baixar o seu rosto por breves instantes. --- " Ainda é estranho ver você me chamando de Mia. " --- acabou por confessar num pequeno murmúrio, sentindo o ar faltar em seus pulmões. A bruxinha voltou novamente seu olhar para aquele delicado rosto que ainda continuava sendo o dono de seus maiores sonhos. Sua respiração parecia ter se alterado, se tornando ligeiramente ofegante. --- " Hum...e é mau você ter me encontrado aqui? " --- questionou visivelmente curiosa pelo fato de o Park se encontrar ali. Seria ele o seu par? Se fosse seria algo definitivamente estranho, contudo uma obra do destino. Ela mordeu o seu próprio lábio com força e acabou por desviar, uma vez mais, o seu olhar. Suas bochechas tomaram uma coloração um tanto rosada. --- " Ahm...eu...bem, vim para um encontro. " --- respondeu sentindo sua voz se perder lentamente. --- " E você? "