high hopes
And I could hold you endlessly, ultralife just you and me. Oh my heart is aching from my body breaking, there's magic in the way that you stop the world it's only you. Oh my heart is aching 'cause I could be your one and only — @byvnghc
Acordar com todos aqueles sentimentos embaralhados na cama de um hospital fora extremamente doloroso, física e mentalmente. Seu corpo estava fraco, e pelo minuto em que haviam percebido que o garoto havia finalmente despertado, começou o que parecia uma maratona de visitas médicas e familiares. Kiwoo não ligava a mínima para isso quando tinha somente uma pergunta em mente: onde estava byungho? Ele era real, afinal? Tudo o que passara fora incrivelmente vívido e concreto, e ele mal podia esperar para começar a sua pequena investigação. Quando suas mãos já lhe obedeciam o suficiente para tal, pesquisas no celular foram realizadas em conjunto com seus conhecidos colegas hackers e eles descobriram mais do que kiwoo se quer pedira, porém todas as informações foram recebidas de bom grado, pois agora sabia que byung; seu byungie, sempre existira e estava vivo.
Finalmente após algumas semanas, quando conseguira estar forte de novo para andar por conta própria e sabendo que não teria sequela alguma do acidente, o kim foi à procura do outro. Obviamente, o hospital não era o mesmo, e também era muito mais rígido em questão de segurança, mas ele fez de tudo para que conseguisse entrar e achar o quarto do mais novo. E quando o fez, agradeceu por ele estar sozinho.
“Byungie,” tomou-lhe a mão quando próximo o suficiente, as gotas grossas caindo pelo rosto incessantemente. Era um alívio vê-lo ali, por mais que o moreno não fosse capaz de fazer nada. Era um alívio somente que ele existisse, que ainda respirasse; kiwoo não era louco, não havia ficado ainda mais insano depois do trauma. Era tudo apenas um encontro de almas que se pertenciam, e nada poderia fazê-lo parar de amar o que vivera naquele plano intermediário. “Desculpe, eu demorei. Eu demorei, mas eu to aqui. É tão bom te ver! Eu não acredito que depois de tudo, eu ainda te encontrei de novo. Será que você pode me ouvir? Aaaa, foi tão difícil te achar, byungie. Eu tive que pedir ajuda pra uns amigos… E entrei aqui escondido. Você podia acordar agora, não é? Seria igual aquelas cenas de filme… e aí nós poderíamos ficar juntos de novo! Eu senti tanto a sua falta…”
E por mais que o loiro continuasse falando, nada mudava. Prometeu então visitá-lo mais vezes, e numa delas teve o encontro com o irmão do outro. Por início, achou que seria mais um que tentaria lhe expulsar, porém achara alguém que acreditara em suas história sem lhe julgar, e então as idas ao hospital ficaram muito mais fáceis.
Pelo menos quatro vezes por semana, kiwoo estava lá, do lado da cama que abrigava seu amado. Às vezes ele vinha com flores, às vezes trazia seu caderno de sketches para desenhar as novas roupas de cosplays enquanto simplesmente falava sem parar e esperava que ele acordasse.
“Acho que já tá na hora da gente ter essa conversa, byungie. Ah, sabe, mesmo depois de tudo, talvez você acorde e não me queira, porque minha realidade é completamente diferente da sua. Eu ainda faço as mesmas coisas que fazia antes de ‘morrer’— não sair com outras pessoas! Isso não. Quero dizer em relação a ser camboy. Eu acabei perdendo meu quarto na república, mas um amigo meu quis dividir um apartamento comigo. Aquilo ali é minúsculo, mas pelo menos eu tenho meu próprio quarto, né? Que é do tamanho dessa cama que você tá, parece o armário do harry potter. Como eu não tenho currículo para nada, e minha família agora que eu acordei não liga a mínima de novo, eu tive que arranjar dinheiro de alguma forma. Mas eu quero dizer uma coisa muito séria: eu sempre penso em você! Eu nunca deixo de pensar… Eu sinto tantas saudades…” Suspirou, erguendo uma das sobrancelhas logo depois. “Será que você me ouve daí? Se eu falar besteira você vai acordar de vergonha? Aigoo… Talvez seja melhor não, vai que você não acorda, vai ser super estranho eu falando sacanagem com alguém que tá dormindo. Não curto essas coisas.”
Mas às vezes ele não trazia nada além de suas lágrimas.
“Eu acho que não vou aguentar mais, byungie… Será que eu devo tentar cair de uma escada de novo? Mas e se eu morrer? Eu tenho certeza de que não vou pro mesmo lugar que você! Aah, byungie… byungie, acorda logo. Por favor, byungie, amor. Eu te amo tanto… Nada faz sentido sem você. Nada. E-eu não quero viver uma vida sem você. Quero você comigo aqui, mesmo que eu seja só mais um bostinha nessa vida e não te mereça… eu vou tentar melhorar! Por favor, volta. Eu já te achei de novo, agora você precisa vir pra cá. Por favor, volta pra mim…”
Às vezes, não trazia nada além de sorrisos ou novas histórias do seu dia-a-dia para contar também.
"Esses dias eu fiz uma live e contei um pouco do que passei com você, e aí as pessoas começaram a perguntar como você era e claro que teve gente dizendo que alguém como você não existia. Bullshit, todos com inveja. Hah! Inclusive, adivinha só quem veio falar comigo depois? Ela mesma, aquela sugar mamma doida que eu te contei semana passada. Sabe o que ela disse? Que se você voltasse pra mim, ela pagaria a gente num private. Ha-haaaa! Até parece! Até parece que vou deixar meu byungie ser visto por esses tarados— e eu sei que eu sou tipo um deles, mas você é puro e doce demais pra esse mundo. É melhor você acordar logo pra me dar ideias do que fazer com a minha vida, byungie... Eu to juntando dinheiro pra tentar mudar, mas eu... fico perdido sem você."
Aquilo virara rotina sem que percebesse, mas sempre que entrava naquele quarto o mais velho tinha a esperança de achar o outro com os olhos abertos. Não importava até quando ele teria que fazer isso, kiwoo não desistiria, mesmo que qualquer um quisesse lhe impedir ou lhe chamasse de louco por tal atitude. No final, o que importava era a esperança que tinha, e o contato que podia ter ao tomar-lhe a mão gentilmente entre as próprias para reafirmar-lhe de que tudo era real, e tudo ficaria bem.














