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@ladyofchaos
Muito bom ter gratidão em TODAS as coisas.
Hoje fui a uma feira de livros e recobrei minha alma gótica, saí de lá realizada e pensando que quem eu sou não muda, independente do tempo eu sempre vou gostar de Shelley, Bukowski, Edgar Allan Poe, Wilde, Byron, Machado, Clarice… E isso me acalenta, porque nunca vou perder esse jeito único de ver a vida.
Era uma menina, um ano mais velha que eu, cabelo colorido, sonhos pela frente.
Mas ela sofreu um acidente
Moto vs caminhão
E
De repente
Ela estada na mão do cirurgião
Era uma menina, como eu
Tinha irmão
Pai
Mãe
Uma família
Que esperava e rezava por ela
E agora esperam ela acordar
Era uma menina
Que terá marcas
Do que viveu
Lutando para sobreviver
Em meio a um breu
Era uma menina
Com sonhos
E devaneios tolos
Ela poderia estar indo trabalhar
Indo estudar
Mas um acidente sofreu
E agora rezamos para que ela fique bem
Você e eu.
Tentar entender a cabeça das pessoas é muito complicado
Como neurodivergente, eu sempre captei nuances de quando algo não estava de acordo, mas nunca entendi porque não estava de acordo.
É difícil você seguir uma normal social que você não entende, para a qual você não foi treinada, e que ninguém te mostrou.
É difícil captar tanta coisa com um olhar, e ainda assim não saber o que fazer com a informação que você recebeu.
É complicado não conseguir ler o ambiente corretamente, ficar imaginando mil suposições de porque uma pessoa está agindo diferente com você, sem você ter feito nada.
É difícil perceber que o que você achava ser coisa da sua cabeça, realmente é uma questão séria, que a pessoa realmente virou o rosto e te ignorou, mesmo sem você ter feito nada para isso. É perceber que ter antipatia com algumas pessoas é uma forma de proteção.
É difícil entrar na cabeça dos outros, é mais difícil ainda desenrolar nossos próprios pensamentos e saber porque estamos desse jeito, pois nunca paramos de fato para pensar nas coisas.
A verdade é que eu não vou mudar, eu vou ser sempre intensa. E eu sinto falta daquela menina de quinze anos que escrevia para um milhão de amores. Esse ano ela faz uma década. Eu sinto saudade daquela garota de 17 anos que vivia cada amor como se o mundo fosse acabar. As coisas eram mais simples, mais intensas, mais vivas.
Eu acho que a pandemia acabou com tudo, acabou com uma era, com o estrelismo, com as relações verdadeiras, com a profundidade, com a minha vontade de socializar, com o meu gás para eventos… Eu me descobri outra no pós. Talvez tenham sido os eventos, as pessoas, a desconexão…. Eu não sei, mas eu sinto falta de quem eu era.
E é por isso que naquele 27 de outubro eu prometi que ia tentar de novo, que ia viver tudo o que o mundo tinha para mim. Porque eu quero voltar a ser intensidade, o raso não me atrai.
E talvez, por isso, você não me atraia mais, você até é profundo, mas apenas quando está dente de mim ;).
Eu queria que você entendesse como eu me sinto, entendesse profundamente todas as coisas que eu nunca mostrei. Mas você não tem uma bola de cristal, e eu não sou tão boa assim com sentimentos.
Não vai mudar, nunca vai mudar. Eu sinto a profundidade, baby. Eu não pão viver sem sentir, o superficial não me tem. Eu quero mais do que ser amada em voz alta, eu quero ser idolatrada quando morrer. Se você não pode fazer isso por mim, deixe que outro o faça.
As vezes a gente só precisa de alguém que diga o quanto a gente é incrível
É absurdamente difícil passar por lugares de grupo quando você é uma pessoa sozinha. Você é ótima, comunicativa, se dá bem com todo mundo, mas não faz a manutenção, pois não sabe como fazer, e aí eu não sei o que acontece com as pessoas, mas por fim você termina sozinha.
E é muito ruim terminar sozinha em um lugar que tem pressão social clara. É muito bom você poder ter alguém que te apoia.
Hoje nem o elogia da preceptora valeu tanto quanto saber que eu não tinha sido primeira escolha para ser grupo de prática com quem eu queria e que uma guria mediana foi. Isso doi, mas sigo fazendo o meu melhor.
Dia 23 de janeiro de 2026 o dia que talvez mude tudo.
Foi o dia que eu entrei no centro cirúrgico pela primeira vez como alguém que realmente deveria estar lá. Foi o dia em que eu entrei em uma sala de cirurgia pela primeira vez, foi o dia em que eu pude auxiliar em uma cirurgia pela primeira vez, foi o dia que eu vi um cérebro pulsando pela primeira vez.
E isso me fez pensar, eu passei tanto tempo, mesmo antes de entrar na faculdade pensando em como seria pode tocar em um cérebro pulsando, em como seria operar um tumor, em como seria mexer nessa parte tão vital da vida de alguém.
Eu pensei desde o início da faculdade “e se o centro cirúrgico não for para mim?” “E se eu descobrir lá na frente que eu não gosto de cirurgia?”. Mas eu chorei quando acabou, chorei quando tive que sair do centro cirúrgico sem saber se volto daqui uma semana ou no próximo semestre, porque eu me senti em casa lá, eu senti que aquele era o meu lugar. E eu entendo quem faz cirurgia mesmo sabendo que não tem a mesma qualidade de vida que a clínica, eu entendo quem doa 100% do seu tempo para fazer aquilo que realmente ama.
Porque quando eu saí da clínica, eu saí triste pelos pacientes que deixei lá, pelas vidas que eu ia ter que parar de acompanhar, mas eu não saí triste pro pensar que estava abandonando um pedaço muito importante da minha vida, como foi o centro cirúrgico.
E isso diz mais ainda sobre mim, sobre o fato de que eu não quero só atender, eu quero resolver os problemas, não apenas com medicamentos e observação, mas com uma abordagem direta, que trate o cerne da questão e a resolva. Eu quero revolucionar o mundo, descobrir técnicas e procedimentos que muitos ainda não conhecem e trazer melhoria e qualidade de vida aos pacientes.
Sim, o pós operatório da neuro é normalmente ruim, mas espero algum dia poder mudar isso, ou pelo menos melhorar um pouco o cenário.
E no primeiro dia do ano eu cheguei a uma constatação, e tive que escrever sobre ela. Porque o peso que estava em meu coração não me abandonou até não escrevesse. E não me abandonou nem mesmo agora. Porque me dói saber que talvez a gente não seja para durar, que talvez esse ano possa ter um fim. Porque eu te amo, mas a espiritualidade me deu xeque mate, e resta-me aceitar, sei porque ela fez isso e não vou reclamar.
Estar em um ambiente com outras 17 meninas dividindo opiniões foi a coisa mais tóxica que já aconteceu na minha vida.
Eu descobri que quanto mais insegura e insignificante for a pessoa, mas defeitos ela vai colocar nas outras.
O problema é que isso fez com que eu me olhasse com outros olhos, fez com que eu me sentisse insegura com coisas com as quais eu já havia lidado há muito tempo.
Fez com que eu tivesse complexo com coisas que nem existem, ou que imagine que elas existam.
Então há todo um processo de ressignificar, de me aceitar, porque tem coisas que são herança e te tornam quem você é.
Não consigo colocar para fora tudo o que me atormenta aqui dentro, é como se isso fizesse tudo ser real demais.
Fico imagino vários cenários hipotéticos, alguns doem mais que outros, uns me fazer repensar sobre as minhas decisões, mas todos eles tem uma coisa em comum
Doem no fundo do meu âmago.
Sheron
Gostaria de poder esquecer alguns livros só para poder lê-los novamente. Livros que ke fizeram sonhar, livros que me fizeram sentir, livros que doeram no fundo da minha alma e depois me deram aquela sensação de que não tinham realmente terminado e me deixaram pensando na vida do personagem por mais uma semana. Livros assim são raros, são grandes obras, são presentes para quem realmente não desiste da leitura exaustiva, porque concluir todos os trechos da história é o que deixa tudo maravilhoso.
Lendo o post de uma amiga para o namorado hoje no qual ela dizia “eu pedi você exatamente do jeito que você é nas minhas orações, sem tirar, nem por” eu percebi que eu não pedi você em minhas orações.
Eu nunca pedi por ninguém nas minhas orações, eu pedi por oportunidades de trabalho, uma carreira brilhante, proteção… mas eu nunca pedi por ninguém, e talvez por isso eu tenha tido tantas pessoas que eu não esperei ou não imaginei.
Eu sempre aceitei as oportunidades tal como elas vinham, sem questionar se eram realmente a certa, eu só caía de cabeça e vivia o momento.
Mas você veio em um momento diferente, um momento que eu estava vulnerável e precisava de segurança. Você foi o meu Porto Seguro, mas garoto, eu gosto de voar, de me jogar, e não consigo mais estar aqui sem me sentir viva.
A cada momento eu percebo mais pequenas coisas que nunca me incomodaram e agora me incomodam. A casa é pequena demais, eu não tenho um lugar para estudar, a gente nunca foi a um lugar realmente marcante e passou o dia todo lá, você não gosta de visitar museus e eu adoro, e a gota da água foi você querer sair da frente do palco no meio de November Rain, sabendo que foi a música pela qual eu esperei o show inteiro porque tinham te queimado com uma bituca de cigarro (eu posso ter sido um pouquinho egoísta aqui? Com certeza, mas era o meu momento, o momento daquela adolescente de 14/15/16 anos que não via mais sentido na vida e se agarrou no rock para continuar).
Talvez as pequenas coisas me incomodem agora porque meu lugar não é mais aqui, eu preciso voar de novo, e eu acho realmente que a gente foi um momento, não um pra sempre. Foi bom estar com você, eu levaria você como amigo para a vida, porque eu me sinto segura com você, o sexo também sempre foi maravilhoso, mas tem coisas que não encaixam mais, independente do quanto a gente queira tentar, e eu acho que agora nós estamos em uma batalha de ego, vendo quem se machuca mais.
Eu com certeza ainda te amo, mas isso não significa que eu quero continuar com você. Atitudes >>>>>>palavras.
Eu quero alguém que me ame como o aerosmith canta
A gente cobra uma reciprocidade que deveria vir de graça
Desde sempre eu sabia que eu era diferente, e isso me fez inteira, única, eu sabia quem eu era, e não precisava tentar me encaixar para me colocar na vida dos outros.
Mas, eu sempre percebia um certo distanciamento, uma reciprocidade que não era verdadeira, pessoas que realmente só estavam lá enquanto precisavam de mim. Pessoas que nunca fizeram questão de me ter em primeiro lugar. E isso dói. Dói você estar disponível quando a pessoa precisa e ver que ninguém nunca vai estar lá pra você.
Tudo piora quando você entra na faculdade, pois você fantasia, pensa, quando está no ensino médio “quando eu entrar na faculdade vai ser diferente, eu vou achar o meu grupo”, mas então você chega na graduação e vê que é apenas uma escola para pessoas maiores de 18 anos, que não são tão maduras quanto julgam parecer.
Você percebe que na faculdade os transtornos são mais evidentes, as pessoas são mais impulsivas, os conflitos mais intensos, a empatia quase inexistente. Você vê pessoas falando que irão mudar o mundo, que participarão de projetos sociais e assuntos afins, mas que não olham para o colega sofrendo ao seu lado. Você vê o julgamento escancarado no olhar, a repulsa nas palavras e a distância no toque.
Então, você pensa “será que eu nunca vou encontrar o meu grupo? “ Todos aqueles filmes adolescentes me enganaram? Será que eu nunca vou achar um lugar onde eu me sinta aceita e possa ser eu mesma?” E talvez você não ache mesmo, talvez você fique para sempre buscando uma coisa que não exista. Talvez ninguém chegue pra você e diga o quanto você é perfeita, única, inestimável. Mas não esqueça, VOCÊ É!
E não ter pessoas ao seu lado não faz você menor, menos importante ou indigna de nota. Isso só demonstra que talvez as pessoas não estejam prontas para a potência que você é. Mas você merece coisas incríveis, merece ser amada e se sentir verdadeiramente agraciada. Então, se você acredita de algum modo em carma, ou em uma força superior, apenas não desista, continue dando o seu melhor, e algum dia você encontrará alguém que entenda a imensidão que é ser você e o privilégio que é te ter como amiga.