A casa está em chamas, mas o Brasil brinca
No Brasil, há muito tempo se tenta apagar um fogo generalizado. Mas o que realmente faz esse fogo existir ninguém quer resolver. Quando uma casa inteira está pegando fogo, o que normalmente as pessoas fazem? Correm para apagar as chamas. Mas, se a causa continua ali, o fogo volta. O Brasil já passou da hora de enfrentar esse problema que faz tudo voltar a pegar fogo. Como pessoas adultas, é hora de mudar o rumo. É fácil? Não. É muito difícil? É. Mas já passou da hora de arrumar essa história. E aí: quando iremos tirar esse problema crônico que faz tudo pegar fogo?
O problema passa por um Estado grande, altos impostos e uma classe política com influência direta sobre como as pessoas votam. A população presa em dependência, auxílios e afins. Políticos e o povo presos no jeitinho, porque os incentivos perversos levam a isso. O que boa parte da população acredita é que o Estado tem que controlar, que tem que intervir na economia. É confiar que o Estado organizará tudo e não as pessoas por meio do livre mercado e do capitalismo. É confiar que o governo cheio de empresas estatais estará fazendo um bem para a sociedade em geral. É uma mentalidade presa ao governo. É a cultura da meia-entrada para tudo, a ideia da proteção estatal para toda a atividade econômica.
Funcionou? Não. Se ficar na ilusão de que, um dia, uma hora, dará certo, o ciclo continua. Porque em alguns lugares, antes de ter Estado grande, eles fizeram o inverso: diminuíram o Estado, venderam empresas estatais, cortaram gastos, abriram os mercados, tiraram a burocracia, diminuíram a máquina pública e cortaram de verdade impostos. E aí sim veio a prosperidade, os ganhos da produtividade e a renda. De maneira natural, vinda da eficiência do mercado. Não foi a caneta do governo que fez o crescimento aparecer.
O brasileiro quer isso? Não, porque ainda acredita que o governo funciona. E continua nesse ciclo, porque ainda fica com uma pequena fatia desse bolo por conta do gigantismo do Estado. Mas o bolo inteiro fica nas mãos dos políticos. Enquanto isso a casa pega fogo, o brasileiro reclama, mas continua brincando à janela com a sua fatia. O fogo até incomoda, mas como o fogo ainda não pegou sua fatia, ele deixa para lá. Mas tem um detalhe: a casa já está caindo, o fogo só se alastra e ele continua brincando.













