cabeça cheia. desenho colagem meu. caneta + stickers colecionados numa vida
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Origami Around
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cabeça cheia. desenho colagem meu. caneta + stickers colecionados numa vida
Carta para o professor de desenho da casa sem rascunho
Caro professor destemido,
dedico a ti o encanto
só daquele instante, em que passei pela primeira vez ,
o pincel na aquarela.
Por conta do meu algoritmo ansioso por algo que me desse vida, encontrei na rede um outro algoritmo que buscava apresentar uma nova forma de experimentar e pensar a vida. Assim, na controversa vida digital de selfies felizes, meu faro de…
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Carta para professora
Salve professora,
– aqui abro os braços, inclino o dorso . reverêncio.
Escrevo essa carta – dívida.
Carta que não foi escrita por culpa e toda culpa dos meus emaranhados sentidos. Não sabia como lhe dizer, mas tinha de parar. Eram muitos os impulsos e estímulos, o percurso até o Studio foi ficando perigoso. Meu corpo hesitava quando tocava ao volante, uma tontura me vinha . Ele não queria.…
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nó, górdio - por Alexandre
nó, górdio – por Alexandre
ele sentiu a tua repulsa ela sentiu a dor no peito dele você vive em células mais que mortas mas o melhor foi o que estava pro dia seguinte você viveu na música dele.
tudo é átomo insetos, borboletas eu e você meu cachorro, o banqueiro , o gari, a mesa, o sapato. o melhor átomo está no meu cachorro.
qual é o seu grito de guerra ? às 6hrs da manhã tenho o meu vizinho operário. não sabe onde estou
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quando sei da fusão de duas estrelas de nêutrons
quando sei da fusão de duas estrelas de nêutrons
ela vai jogar o olhar sob o jornal, mas, antes. é sábado à tarde.
folheia revistas que já não existem mais. um vício de segurar fantasmas e misturar-se aos espectros.
ela tem um telefone de um acordo com uma operadora e…
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a boca
diz aquela boca sempre aberta, de lábios que não bicam, no meio de um rosto monótono.
e não vai falar de dentes por que acabou de enterrar um dentista.
pra onde caminha ?
Carlinha Parque fala demais pensa que vai segurar a correnteza do rio. seus rufos atrapalham a visão coloca palavras aonde não lhe cabe.
já andava sem bússola e ainda agora os helicópteros a zumbizar sua cabeça as hélices giravam…
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dias de sol. um corpo sem resposta. não conversa com dias de sol. não reage à montanha estacionada no lombo.
tua fruta. lambuzou o beiço na fruta madura. mergulhou sem volta. quando tempo parou, tomou seu relógio, aquele com bússola.
a dor de não amar.
a dor de não amar.
sonhei que íamos andar trançados. sentindo o cheiro da cidade pequena. rindo como crianças, mas, você tinha passos irritados. e eu parecia invisível . algum amor , por favor ?
queria tocar seu rosto, deslizar os dedos na sua testa preocupada. e num surto, rolaríamos na grama de corpos encaixados. mas, o amor é um cimento seco, que existe em ti. nem um respiro no cangote. nem um fio de dedo nas…
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vida de cavalo.
Nada e ninguém se move. Tudo no mesmo lugar, pra mais de 10 minutos. Trânsito péssimo. Não fosse estar na monotonia de um domingo, capaz de irritar os nervos. Fileiras de carros fazem forma em paralelo. O sinal fecha. Enquanto isso, Juliana busca distração surfando o olhar naquele mar de carros, sem ondas. De repente, percebe algo, bem ali, na janela do seu carro. Juliana toma um susto. Tédio…
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vida de cavalo. Estava tudo parado. O trânsito estava péssimo. O que não chegava a ser uma novidade. Fileiras de carros faziam forma em paralelo.
lugar meu.
peso meu corpo no chão o tapete descabelado, me acolhe. pela janela do quarto, um sol quente e mensageiro reza minhas pernas. diz a elas por onde ir. fala aos meus joelhos, que é esse o lugar. o sol me diz pra não medir os caminhos. os pés doídos das danças acumulam calos da ponta e do coração. ter uns, o sol diz ser útil. outros, no peito. diz que não . bom dissolver em água de chorar.
toca bem…
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vive aê. ontem a noite chegou vermelha. lançaram tinta lá do céu. da minha janela só rosa se via.
ovo de páscoa
vivo na prisão de um ovo. tal qual um recheio ninguém me vê.
é certo que me escondo. do desperdício de um encontro, mau fadado, amedronta.
já fui mastigado por vorazes, uma pressa furiosa, nem sabia o que comia.
já fui engolido por gulosos, que não conhece o gosto da diferença.
francamente, que sentença. prefiro aqui, seguro e quente.
ouvi falar nos insensatos. dizem que não ligam prás regras que…
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Mundo novo.
Hoje é meu primeiro dia. Paro num ponto, que não sei aonde ele vai me levar.
Pela janela do ônibus, meu olhar desliza nas casinhas da vizinhança desconhecida. Sinto encanto e medo. Me distraio. A gaiola abriu e não sei voar. Minha tia diz que um mundo novo virá e que muitas emoções estão por vir. Vou descobrir. Por hora, estou aprendendo andar de ônibus. Ainda não sei se é bom. Não consigo olhar…
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sem bala.
sem gosto esse dia chupo papel. a bala, se tinha. nem vi. acordei assim, morta. sem vida. acho que me roubaram de mim.
e agora, ando assim vagando. olhos parados. enxergo nada. isopor e pipoca, mesmo sabor.
lá fora, talvez alguém viva. de febres e podres. outros so bebem malditos sabores. o que será de mim.
vem taça vermelha com bebida sagrada. quem sabe está benta. e distraí a tristeza.
ensaio…
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te embalo
porque entender se não entendo. tento sentir, não a raiva. e ela vem. vem tonta e inútil.
a música vai embalando, adoça o amargo do não.
ouço a voz fina feminina. e muda a dimensão.
mudou o tom. não penso mais, o corpo balança, a mão me cinta. não escapo. danço a vida. vem.
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