Pelos deuses! Aquela ali passeando na praia é ATENA? ah, não, é só MILAYA ZANELE KATINA, uma INVESTIGADORA CRIMINAL DE CAMPO, hóspede do hotel, nos agraciando com sua beleza nos halls do aletheia hotel. as moiras avisaram: mesmo com os TRINTA E UM anos nesse novo corpo, segue tão CAUTELOSA & ARROGANTE quanto na antiguidade.
𝐃𝐈𝐕𝐈𝐍𝐃𝐀𝐃𝐄 : ATENA // Ἀθηνᾶ: deusa da sabedoria, da estratégia em batalha e da justiça. Apesar de ser um pé no saco com sua inteligência, Atena fez-se presente nessa nova encarnação como Milaya, mas, ao contrário das propostas outrora, aqui ela faz sua história como uma mulher determinada a ter tudo que quer e almejar de forma honesta. Há muito de Atena em Milaya, exceto por sua castidade, mas isso também nunca lhe foi um problema quando seu bem-estar é mais importante que qualquer outra pessoa. Uma figura irremediável quando quer algo, quase que insuportável também... Ironicamente, Mila morre de medo de aves, em especial: corujas.
* ⠀𓂃 🦉 ⠀❪ EXTRASTATS :
𝐃𝐀𝐓𝐀 𝐃𝐄 𝐍𝐀𝐒𝐂𝐈𝐌𝐄𝐍𝐓𝐎 : 4 de setembro de 1994;
𝐎𝐑𝐈𝐆𝐄𝐌 : são petersburgo, rússia;
𝐆𝐎𝐒𝐓𝐎𝐒 : rock, criar playlists, passear de carro sem rumo, inverno, flores, casos criminais, coturnos, calças pretas coladas, tank tops, taça de vinho nas madrugadas & pizza de frango com borda de chocolate;
𝐃𝐄𝐒𝐆𝐎𝐒𝐓𝐎𝐒 : corujas e aves em geral, verão, biquini, gente que enche linguiça e não chega ao ponto & procrastinação.
tba.
* ⠀𓂃 🦉 ⠀❪ HEADCANONS :
Nos portões de um orfanato na Rússia fora deixado um bebê de poucas semanas; faminta e chorona jazia Milaya em sua plenitude - ou no começo desta. A história poderia ser de mazelas e enfermidades, mas, apesar dos pesares, existia um final feliz e para isso o começo também foi.
Após ser acolhida no estabelecimento, ela e uma outra bebê, que tinha sido deixada há alguns dias, foram preenchidas por um requisito de um casal que queria uma filha recém-nascida. Tentativas em vão os fizeram achar que seria destino adotá-las juntas, como irmãs, ao invés de escolher uma delas, e assim foram levadas para um local aconchegante. Não eram ricos, mas tinham uma condição que lhes permitiu as criarem para crescerem unidas e que puderam dividir dos bens uma com a outra.
Acontece que atritos entre irmãos sempre irão existir e entre essas duas era completamente imprevisível. Havia algo que impedia que pelo menos por uma semana elas ficassem em paz, mas o sentimento fraterno as condenava a se entenderem e voltarem a ficar de bem.
Com o tempo passando e cada uma tomando o rumo de sua vida, ficava mais claro o quão diferentes eram mesmo tendo sido criadas sob os mesmos ensinamentos. Todavia, a história de Milaya seguia de forma singular para um espaço onde sempre sonhou estar. Desde pequena via casos criminais e séries policiais, incitando seu desejo de participar daquele meio da forma que fosse. Então, admirou-se com a perspectiva de um investigador.
Ela mesma adorava xeretar na vida dos outros para tentar desvendar situações das quais não lhe cabiam, embora fosse divertido para si, e isso instigou seu estudo, tornando-se uma jovem aplicada e que se formou com antecedência para que pudesse cursar de imediato a faculdade. Ainda era nova quando iniciou, sendo orgulho dos pais e também carregando as piadinhas de adotada nas costas com muito prazer, obrigada!
Acontece que após formada, Mila já estagiava na delegacia de São Petersburgo quando acompanhou sobre um caso que os agentes estavam ficando malucos para desvendar e nada ia para frente. Metida, como sempre, ela resolveu que iria tomar uma frente secreta diante do caso, fora do rastro de seus colegas, mas levando em consideração o que já sabia da situação. Ao tirar suas férias, então, ela decide rumar para o local onde uma das últimas vítimas de assassinato havia sido encontrada, na Grécia, e partir pelo pressuposto de que não estava verdadeiramente ali para descansar e sim para achar respostas a fim de ganhar alguma promoção para um cargo superior bem melhor do qual estava. Aquela era sua chance de não só fazer o que gostava de fazer, mas também ganhar por isso. E, de quebra, saciar o que habitava dentro de si: uma vontade irremediável de matar a curiosidade.
[Drop: Fragmentos] - Aletheia Hotel. Quarto a critério. (0/3)
Charlotte ajeitou a peruca ruiva enquanto caminhava pelos corredores do Aletheia, no retorno do aeroporto. Tinha conseguido se passar por uma investigadora particular contratada pelas famílias preocupadas. Meia verdade, claro, considerando que ela estava investigando, só que por conta própria, um plano inicial antes de obrigar Henrich a se enfiar em Santorini para fazê-lo propriamente. A sensação de dor e abandono que a perseguia desde que acordara no hotel era insuportável. Era uma ferida antiga que numa cicatrizava completamente, e ela precisava de respostas concretas. — Preciso revisar as gravações da madrugada do dia 7. — Disse a pessoa que caminhava ao seu lado. Trazia aquela confiança firme, que na realidade não sentia, quando finalmente chegaram a um dos quartos do hotel, Charlotte retirou a peruca e, os óculos. — Agora podemos revisar as gravações do aeroporto. E sim, você já disse que foram revisadas pelos responsáveis e blá blá blá mas, o que custa olhar mais atentamente?
O pouco que sabia daquela com a qual andava lado a lado não era o suficiente para dizer que eram amigas, sequer colegas. Apenas... conhecidas. No entanto, existia uma parceria velada entre ambas naquele momento, pois, ao tentar buscar por explicações sólidas e concretas do que havia acontecido nas horas faltantes de sua memória, Milaya por curiosidade, como sempre, encontrou-se misturada nos planos de Charlotte. O som do salto contra o chão ressoava compassado demonstrando a rapidez com que ela acompanhava outrem. Adorava a sensação de perigo que sua profissão lhe proporcionava, mas, ali, no momento, era algo inteiramente pessoal e válido. "Tem que ser bem rápido. Imagina se a jornalista chega antes do prazo esperado?!" Respondeu-lhe no instante em que entraram no quarto. Ela removeu o capuz de seu casaco e o óculos escuro, cujo qual colocou no bolso, pondo-se a ocupar as mãos para encontrar a madeira das gavetas a fim de puxar uma a uma e buscar por papéis. "Não que eu esteja minimamente preocupada. Pesquisei bem o itinerário dessa mocinha e ela gosta muito de se ocupar no SPA. Acho que tem interesse em alguma das mulheres de lá porque nunca vi tanta dedicação em suar de toalha." A língua afiada sempre presente com comentários desnecessários enquanto, por sorte, uma das gavetas tinha umas pastas e algumas agendas. Milaya pegou tudo e jogou em cima da cama, espalhando com cuidado. "Talvez ela tenha a senha do notebook em alguma agenda, ou alguma anotação importante por aqui." Parou momentaneamente apenas para soltar um comentário oportuno, pondo-se de joelhos rente à cama, mas com o olhar fixo em Charlotte. "Espero que saiba que só estou fazendo isso porque preciso saber o que aconteceu, mas, se quiser dar uma de engraçadinha e se aproveitar, você cai comigo. Prometo."
A pesquisa de Patricia em relação ao assassinato da mulher do presidente ainda não estava terminada. Pelo contrário, estava ainda no inicio e as suas chefes não estavam a gostar o facto que ela estava a demorar mais que o normal para escrever. Então, ao ver Milaya sentiu que era uma oportunidade de ter alguém com um olhar diferente "Bom dia Milaya.... Posso lhe fazer umas questões em relação a profissional?"
Ser abordada daquela forma apenas lhe deixou mais curiosa (do que sempre fora). Era claro que até sua reação corporal clamava pela resposta que a outra lhe daria. "Bom dia, dearest. E quais seriam?" Ainda ia buscar seu café no restaurante do hotel, pois, começar o dia sem sequer uma cafeína para lhe manter acordada durante o dia era duro. "Vamos buscar o que lanchar primeiro, o que acha?!"
starter fechado ⸻ jardins, @milaisathena
❛ hold still. this might sting a little. ❜
tão dispersa nos próprios pensamentos, evelynne não percebeu a segunda presença nos jardins àquela hora. assim como meses antes, estivera com o pequeno diário entre as mãos; o olhar tornou-se atento a cada estátua, a cada sensação que lhe despertava algo antigo. instintivamente, buscava respostas que já sabia que não encontraria. ela fora arrancada dos próprios pensamentos quando sentiu um toque em seu ombro. um toque leve, suave, mas repentino o bastante para sobressaltá-la e, por consequência, fazê-la espetar o dedo em um dos espinhos. “me desculpe, mila. eu não vi você.” o olhar baixou até o próprio dedo, detendo-se na pequena gota de sangue. não ardia; ela apenas parecia tentar se recompor do susto. “está tudo bem, isso aqui não é nada. o que faz nos jardins?”
"Tudo bem, Eve. Eu sei que cheguei que nem um espírito obsessor." Foi o que conseguiu comentar na rapidez de sua atitude em aproximar-se dela, pois, apesar de tudo, havia gerado aquela reação de outrem. Claro que não foi proposital, mas era inconsciente o ato de pensar no que poderia fazer para remediar a situação. Não era de seu feitio, todavia, dar muito mais importância do que a própria pessoa não estava dando, então, de certa forma, confortou-se com a calmaria da outra. "Só estava espairecendo um pouco minha cabeça. Tive uma pequena inconveniência" E com isso queria dizer: 'novamente discuti com minha irmã, aquela chata insuportável', mas omitiu tal fato por ser nada ético de sua parte se o fizesse. "e agora não tenho mais saco pra ficar no quarto. Isso sem contar com as outras dores de cabeça que são pessoas fazendo perguntas idiotas pra mim." Ao fim da frase, soltou uma lufada de ar descontente antes de lhe direcionar um meio sorriso sem tanto humor. "E você, só quis tentar ser espetada por uma rosa e esperar caso se tornasse a Mulher dos Espinhos?"
⋆ @milaisathena said "you said you wanted excitement!"
Familiar a ela, o olhar lançado na direção de Milaya exalava a mais pura reprovação. Desconhecia o motivo por ainda insistir em iniciar certas discussões com ela. ─── Eu vou fingir que não está implicando que esse caos sem explicação é entretenimento. ─── Há muito tempo pretendia deixar o hotel, uma vez que havia concluído ter sido arrastada até aquele lugar contra a sua vontade e sem um porquê genuíno, antes mesmo de ter subitamente despertado no dormitório para o qual — sem sombra de dúvidas — seu check-out certamente fora confirmado. ─── A visita a esse lugar me fez começar a valorizar ainda mais a monotonia e uma rotina regrada. ─── Prosseguiu, se recusando a alimentar a ideia que ela sugeria. ─── Agora, quando vamos embora daqui? ─── Não dependia da irmã para se despedir de Santorini e retomar a rotina distante da ilha, mas instigava a outra com o objetivo de descobrir mais sobre seus planos, descobrir o que planejava para o restante das "férias compulsórias" que em nada havia beneficiado o relacionamento entre ambas.
O fato de estar com a mão metida dentro da bolsa transversal, que estava pendurada na maçaneta da porta de seu quarto, procurando o aliado do estresse, seu cigarro de menta, demonstrava a tamanha inquietação na cabeça de Milaya. Para a outra que a conhecia bem, era notável, mas para os demais que saíam de seus quartos e a viam do corredor, era apenas uma mulher cutucando os mesmos acessórios e itens dentro de uma bolsa que já não era muito grande, que dirá que teria tanta coisa assim dentro para gastar tempo buscando. "Não é que seja legal, maninha, é que..." Suspirou, vencida. Bateu as mãos na lateral do corpo para evidenciar a sensação de cansaço. "Good God, você não consegue só tirar algo de bom de nada?" A reclamação veio do coração, era nítido. Enquanto que Mila era extremamente eufórica e inconveniente, certas vezes, sua irmã era seu oposto. Ambas, se parasse para pensar de um certo ponto de vista, eram chatas em seus próprios mundinhos, mas nada que justificasse o fato da morena agir com tanto desdém para como Katerina se sentia diante de tudo - e com tudo referia-se a não somente a situação em Santorini, mas familiar também. "Precisa mesmo ser tão chata a viagem toda? 'Tá bom, okay, não sabemos como viemos pra cá de novo, mas é tão ruim assim estar na Grécia? Ou você não consegue encontrar diversão em nada e precisa encher meu saco pra se sentir minimamente feliz?" Sabia que quando em seu auge do estresse falava muita, mas muita besteira de uma vez só. E, geralmente, nunca pedia desculpas diretas sobre isso. O maior defeito de Milaya era sua arrogância, mas não antes de ser uma completa escrota com quem amava, ou pelo menos era assim que definia se sentir com relação à irmã. Respirou fundo a encarando. A boca tremeu algumas vezes para tentar reparar o que dissera, mas decidiu que mentir um pouco mais seria o ideal para reverter a situação para si. "Adivinha só, Katerina, você pode ir e vir quando bem entender. Se não liga de tirar umas férias comigo pra se divertir em um país totalmente novo e cheio de opções, então não se prenda só por minha causa. Volte e fale pro papai e pra mamãe que você é chata." Mais uma vez colocou-se a procurar pelo cigarro na bolsa, mas a inquietação já havia atingido seu cérebro ao ponto de que decidiu, então, procurar nas gavetas, soltando uma bufada descontente enquanto proferia a frase em um tom abaixo. "Onde 'tá essa merda...?"
Foi uma interação rápida. Mão na testa, olhos fechados, uma reza rápida e silenciosa antes de olhar nos olhos do outro e sorrir com confiança. - Então você dormiu do nada e só acordou agora? Como se tivesse esquecido das últimas 12 horas? - pressionou os lábios, pensativo, fingindo que aquilo tudo era novidade. - Tem certeza de que não foi nenhuma bebida alcoólica adulterada?
Primeiro que Milaya nunca foi religiosa o bastante para se ater a uma congregação, por mais que uns tios comentassem. Ela sempre era repreendida por alguns colegas cristãos que por ter sido adotada, deveria agradecer a Deus, mas, é claro, como toda boa samaritana que se preze, a morena apenas concordava e dizia que iria ver no que ia dar. No caso, se por ela não agradecer à Deus: iria pro inferno ou se já estava destinada a ele de qualquer jeito. Quando o outro lhe deu a bênção, ela fez uma careta de olhos abertos, meio sem jeito. Não lembrava nem o motivo de ter se sujeitado a conversar com ele. "Nessa baderna toda, você é o quê aqui?" Ajeitou a postura com as mãos na cintura e sobrancelha arqueada. "Já respondi muita coisa pros policiais. Não tô afim de conversar sobre minhas coisas pessoais pra alguém que não conheço bem. Não falo nem pra minha irmã direito." Debochou no final, rindo de si mesma, pois, não era mentira; ela sequer tinha se dado o trabalho de compartilhar aquilo com Katerina, embora devesse. Mas o faria, em algum momento... "Vamos fazer assim: você me diz o que estão dizendo, e eu vejo se te digo o que quer saber do meu ponto de vista."
Ares: you're still the favorite, even now. (Olimpo)
As feridas saravam, mas, certamente, a memória de uma guerra jamais sairia de sua cabeça. E Atena, embora não estivesse sequer machucada fisicamente, tinha tudo isso marcado em seu templo: sua mente. Um marco de sua história divina, certamente.
A ordem do pai era superior, mas, a benevolência de Atena diante dos seres mais fracos, os humanos e semideuses, prevalecia. Talvez, só talvez, a preferência de Zeus consigo não fosse totalmente descabida se levasse em conta quantos heróis ajudou a ascenderem. E ali, após a Guerra de Troia, provou ser aquela cuja sabedoria triunfava - outra vez.
Ares, seu bendito irmão que era seu oposto também, mais uma vez foi alvo de suas transgressões. Não deveriam se intrometer nas causas mortais, mas, lá estavam os dois intrometidos. E então, a consequência: ouvir Zeus lhes repreender e mais uma vez insistir no seguimento da regra. Ela sabia que nenhuma interferência que causava era totalmente infundada, portanto, entendia que vocalizar tal contexto não se aplicava inteiramente à si, ou sequer um terço.
Estava por se retirar quando o ouviu verbalizar aquela besteira. Atena sabia que havia cabimento lógico para ser como era, então, seu egocentrismo não era algo sem nexo. Ainda havia humildade em seus atos tal como em suas palavras, mas, é claro, quando se tratava de Ares ela sentia um gosto muito mais adocicado na boca ao proferir pelo salão divino: "'Cause some battles are made to be won, dear brother. And no one likes the losers." O canto do lábio ergueu-se com um singelo sorriso, quase discreto demais, direcionado inteiramente ao semelhante. A interferência de Atena na guerra havia, sim, prejudicado-o e é mais do que óbvio que ela havia feito de propósito. Mais uma vez aquele mendigo de atenção teria o vexame que merecia - para ninguém menos que ela deliciar-se. Após proferir, a deusa retirou-se do recinto sentindo a orelha queimar pelo possível surto que Ares teria na sequência. Ela, todavia, tinha coisas muito mais importantes para lidar.
Local: Hotel Aletheia, corredores, 8h20
Com: Milaya ( @owlyouneedislove )
Vamos lá: não tem muito tempo, Genaro quase foi preso por exercício ilegal da profissão. Não era nada demais, sabe? Um cara morreu e ele foi fazer a perícia do corpo, só que implicaram com o fato de que ele não tinha o mínimo de formação pra agir. Um absurdo! Ele conseguiu escapar porque tinha bons contatos e uma arma carregada, mas depois disso teve que deixar a barba crescer. Esperava que a investigadora não o reconhecesse, mas só por precaução decidiu confirmar. Abriu um sorriso carismático e se aproximou da mulher com bom ares. - Bom dia, moça! Veio conhecer as histórias da fenda? Eu tenho várias muito boas.
Era muita cara de pau da parte de outrem chegar como se nunca tivessem se visto na vida, quando Milaya bem lembrava dos rostos de quase todo mundo que já passou em sua vida. Era, na verdade, imprescindível que em seu trabalho fosse assim. Um rosto conhecido poderia ser tanto de um culpado quanto de um civil normal, e ela necessitava ter isso em mente. Era bom lembrar, também, que aquele em questão era culpado, e ela só não podia julgar tanto porque nem mesmo ela estava em atividade no momento. Para todos os efeitos, Milaya estava apenas, única e exclusivamente de férias, nada além, sendo portanto inapta a se meter nos assuntos policiais de outros distritos. Ela fazia, de qualquer forma. Ela retribuiu o sorriso simpático mais falso da história dos sorrisos simpáticos falsos, mas cruzou os braços para estudar seu próximo movimento. "Ótimo, querido, pois espero que possa me entreter com todas elas. Me conte primeiro sobre essa fenda."
_ 🗨️🤙Tá, mas pensa comigo. Quando a gente tá em terra firme, a gente coloca os hamsters em gaiolas com rodinhas e labirintos pra eles se divertirem. Eles estão em uma versão mimetizada do nosso mundo onde eles podem agir...🤙💬 - pausou a fala para molhar a cabeça, dando uma cambalhota na piscina - 🗨️🤙 ... como se estivessem no nosso mundo. Agora, olha pra gente. A gente tá em uma piscina no meio do oceano. Mimetizando... 🤙💬 - deu mais um mergulho.
A fala dele fez Milaya entreabrir a boca de surpresa. É, por mais aleatório que fosse conversar sobre aquilo, não podia negar: ele estava coberto de razão. "Sabe o pior de tudo? Você ter entendido perfeitamente o sinônimo de capitalismo. Somos como ratos, entende?" Se afastou para trás a fim de que os pingos da piscina, cuja qual ele havia mergulhado e ela estava apenas na borda, molhando as pernas, não lhe pegassem. "A roda tem que girar de alguma forma. Mas, talvez, só talvez, hamsters não se sintam tão felizes presos dentro de gaiolas, seja lá quão grandiosa ela for. A natureza é muito mais abrangente e iluminada do que um cômodo de casa, não é? Apesar que eles vão estar seguros ali, não vão virar comida de bicho nenhum..."
Você já fez sua boa ação de Natal & Ano Novo de 2025? NÃO?!?! Então, eu te dou a chance de fechar o ano com o sentimento de dever cumprido e coração quentinho ao preencher essa vaga de personagem no @aletheiahotelrp!
✨ ATENA está ansiosa para ter sua irmã-quase-que-gêmea, ARACNE, com muita intriga, angst e tudo mais que tiver disposição! ✨
NOTAS DA PLAYER: Pra quem nunca viu Resident Evil: The Series, o visual (e com isso digo a aparência delas mesmo) e dinâmica entre as irmãs se dá parecido com a Jade e a Billie. Milaya, que se assemelha a Jade, é muito mais esbaforida, metida, nariz empinado. Ela é a parte extrovertida, enquanto Aracne, se assemelhando à Billie, é a introvertida. As duas se dão bem na medida do possível, mas o passado mitológico de ambas as impede de serem carne e unha. Há uma força maior entre elas que as fazem se repelir em várias formas, especialmente pelo sentimento de desprezo e descontentamento que a Aracne deve nutrir pela Milaya.
Um plot interessante que pensei pra reforçar essa rivalidade entre as duas é que na vida adulta delas, Milaya é policial, mas Aracne vai pelo contrário da irmã, podendo ter alguma profissão secreta. Ela pode ser uma apostadora do tigrinho e ser diretora de alguma rede de apostas criminosa, ou talvez líder de alguma boca (sem ser usuária), uma vibe nesse nível tipo Walter e Hank de Breaking Bad, que podemos trabalhar muito bem com essas nuances de cada uma das duas!
Fora isso, também tem a probabilidade de memórias irem voltando e essa disputa entre elas se fortificar mais ainda, que é o que mais me deixa ansiosa de desenvolver! Vou deixar abaixo um resumo direto da conexão, mas de antemão reforço que: FCs, profissão e personalidade acima não são obrigatórios, é apenas um punhado de sugestões pra quem tiver afim de aplicar e não souber como dar o próximo passo com a personagem! Vou abraçar qualquer tipo de ideia que quiserem trazer. 🥺
Na vida passada, Aracne era uma tecelã mortal da mitologia grega, famosa por sua habilidade excepcional, que ousou desafiar a deusa Atena em um concurso de tecelagem. A deusa aceitou o desafio, mas o orgulho de Aracne e a tecelagem perfeita de sua obra — que retratava os deuses em seus atos menos nobres — provocaram a fúria de Atena. Por causa de sua insolência, a deusa a transformou em uma aranha, condenada a tecer para sempre.
Por ironia do destino (literalmente), elas nasceram nessa encarnação para serem irmãs! Ambas foram adotadas juntas quando eram bebês em um orfanato em São Petersburgo, Rússia, portanto, precisam ter a mesma idade, 31 anos, e conviveram com a dinâmica de irmãs desde sempre. Há algumas fagulhas entre elas que não sabem o que é, mas Aracne sente uma aversão por Milaya que não é capaz de explicar.
Elas tiraram férias ao mesmo tempo no Hotel Aletheia na intenção de apaziguar os ânimos que nos últimos tempos têm ficado muito efervescentes, quase intragáveis aos pais de ambas e até para si mesmas, mas a ilha vai trazer cada vez mais apatia entre as duas, apesar de terem carinho uma pela outra por óbvias razões de serem irmãs, afinal de contas.
Se já for de casa e tiver interesse, pode se chegar no meu chat pra gente se adorar. Se for novato e tiver qualquer dúvida com relação a onde o rp está em questão de eventos e plots, pode chegar do mesmo jeito que vamos nos encontrando aos pouquinhos e posso direcionar com o que sei! Perdido você não fica, mas, te contar um segredinho: você não vai se arrepender de jogar aqui. 💖
interação fechada em VÔO DE CONEXÃO - DENTRO DO AVIÃO, com @betternotcallsaulberk.
Talvez as experiências que teve no hotel Aletheia tivessem sido no mínimo estranhas e muito inoportunas para seu gosto, e voltar para São Petersburgo fosse a ideia central para limpar de si essas energias indecifráveis. Lá estava ela, então, pegando um vôo que duraria horas e horas, somente porque não quis pagar mais caro pelo vôo direto, fazendo uma conexão para que, enfim, chegasse em casa. Ora, se ela chegaria de qualquer forma, o que tinha de problemático em esperar mais tempo se pagaria mais barato? Tinha gastado demais em Santorini para saber que precisava se conter agora. Quando ajeitou a mala no local acima das cabeças e se confortou na cadeira do lado da passagem, Milaya olhou em volta para os passageiros, rostos desconhecidos, até 'trombar' olhares com o seu colega de assento. O próprio olho arregalou, a boca entreabriu e o rosto esquentou. Meu Deus, o que fiz pra merecer... A morena engoliu tão seco que teve que tossir para que conseguisse descer a saliva pela garganta, porque o susto de ver aquele mesmo fulano da vez que fora bombardeada de cocô de gaivota, era demais para sua sanidade. Ainda mais ter que sentar ao lado dele. Era muita humilhação para a conta. Foi uma questão de milésimos de segundo em que tudo isso aconteceu, mas para Mila pareceram anos luz em uma única troca de olhares, e ela fez o que qualquer pessoa que deve e teme, faria: "Opa! Ai, nossa! Você aqui, né?! Eu nem lembro onde te vi, mas 'tava lá por aquele hotel... ai, como é o nome mesmo...?" Fingia desentendimento sendo que sabia de trás pra frente o nome Aletheia. "Um que era perto da praia, algo assim. Muito bom! Você pegou conexão ou é vôo direto? Muita concidência você por aqui."
— They used to say the same thing about me — Dexter riu. A história ia um pouco além porque ele parecia um boneco de porcelana porque era vestido pelas babás de acordo com os ideais dos seus pais que achavam que pô-lo em roupas formais o fazia amadurecer mais rápido, ou algo assim. Maioria das roupas de Anya eram pequenas fantasias porque vendedores de loja conseguiam convencer Dexter super rápido sobre o quão fofa Anya pareceria vestida de dinossauro. — Na verdade, é só curiosidade. Mal de família, temo eu. Eu não lembro de ver você por aqui, então ela também não viu e pronto. Já consigo imaginar a dor de cabeça que vai ser ensinar para ela sobre stranger danger.
Considerando que um era a cópia do outro, era de se esperar que esse elogio passasse por família. Certamente Milaya não poderia dizer o mesmo sobre si ou sua irmã, mas não deixava de ser precioso imaginar os outros passando por isso. Não era algo da sua cultura, porém, da de outrem com certeza era. "Uhhh..." A morena levou a mão fechada em punho para conter os lábios. Era seu maior mal na infância, especialmente um trabalho que seus pais tiveram que ter para domá-la (não ironicamente falando). "Posso te dar uma dica? De quem viveu exatamente assim. Botar uma coleira não ajuda, vai por mim, mas talvez mostrá-la alguns casos criminais pode alertar a pequena Anya de não correr para gente esquisita. Foi o que me ajudou a ser mais contida." Olhou para a menina nos braços dele, que balbuciava um som e outro sem muita coerência, e tentava sorrir com as gengivas aparecendo. "Eu não sou a esquisita, mas prendo os esquisitos, combinado?!" Não era nada boa com crianças e, sim, se tornava esquisita pelo simples fato de não saber interagir com elas, mas certamente Anya entenderia no futuro o que aquilo significava.
khalid: oi aqui é o khalid
khalid: a gente conversou umas semanas atrás num bar em santorini kkkk vc me passou esse número
khalid: ou n passou pq eu n faço ideia se isso é um 8 ou 9
khalid: [ foto do bilhete ]
mila: oi, khalid, tudo certo contigo?
mila: te falar... eu acho que a gata que te passou o número, foi a que pediu meu número........
mila: ela tava falando comigo justamente num bar em santorini, pediu meu número depois de um flerte muito seco e vazou!
mila: até hoje não recebi uma única mensagem de dona savannah coisa alguma
mila: se não for a mesma pessoa, é MUUUITA da coincidência, acha não? kkkkkk
mila: de toda forma, é mila aqui! não sei qual nome ela te passou, mas vc tá como savannahlid aqui por óbvias razões