Enquanto a distância te levar pra longe de mim, estarei com você em meus sonhos.
Mirika Carvalho
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@mirikacarvalho
Enquanto a distância te levar pra longe de mim, estarei com você em meus sonhos.
Mirika Carvalho
Mas aqui, nesse sótão esfumaçado Existem apenas os Nachos Os queijos, como a vida ficou Duro e Frio como plástico
David Nicholls (Um Dia)
Deixar seu olhar morar no meu, sua boca colar na minha. Nossos corpos se juntarem nos fazendo todo calor do mundo como jamais sentimos outra vez. Nossas vidas se tornarem uma só, e nossos planos serem os mesmos. É apenas você completando e fazendo a minha vida mais feliz a cada dia. Com aquele sentimento e a certeza que será para sempre.
Mirika Carvalho
To com vontade de deixar aquele olhar morar no meu, com vontade de esquecer o mundo, e sentir como se só existisse nos dois. Mais ninguém, ninguém mais
Mirika Carvalho
Ela tinha 14 e ele 21, eram totalmente diferentes. Ela gostava de Rock e ele de Rap, ele fazia bico nos horários vagos e ela estudava na casa das amigas. Isso aconteceu em 1974, e foi tudo por acaso. - Dizia a filha deles.
Anonymous. (via psicografou)
Só estou cansada de perder pessoas, só isso.
The Walking Dead. (via desfrutar-se)
Aqui, agora Nesse lugar vazio Pedaços espalhados de quem sou De quem somos Esperando sua volta
Pegue meus pedaços Para juntá-los um a um Colando com a saliva E me fazendo sentir outra vez Tudo o que me fez ver Sentir, amar, fazer O que só você me fez ser
Porque tudo parece vazio sem tua presença Porque você é quem torna tudo perfeito Faz o meu dia brilhar E uma enorme escuridão fria, vazia Quando se vai
Porque você é tudo pra mim Só você me faz feliz assim.
O que a loucura fez de mim.
E mais uma vez estou eu, nesse quarto escuro de paredes brancas, sozinha, e me lembrando de tudo de todos que me fizeram chegar a esse estado. Em um dia muito lindo, em que o sol rotineiramente estava brilhando, e ocupando seu devido lugar, acordei muito feliz, pois era meu aniversário. Planejei encontrar meus dois melhores amigos e meu namorado. Tonny que era um de meus amigos quando era pequeno perdeu os pais durante uma longa viajem pela Itália, no verão de 1999, mas apesar disso era um cara bastante muito sarcástico e mal humorado, com olhos azuis e frios como uma pedra de gelo, cabelos pretos meio arrepiados corpo bem magro, alto e com longos cortes verticais nos pulsos. Lua (ou Luana, como os outros a chamam), era uma garota que tinha problema com os pais e não passava um único dia sem desejar que eles morressem, e era muito dotada de um jeito extravagante que eu nunca consegui compreender, mas apesar disso era um tanto assustadora, com um cabelo preto quase na altura da cintura, uma pele extremamente branca e esverdeada, olhos pretos acompanhados de uma maquiagem borrada, e um estilo meio complicado de se descrever, cheio de roupas de couro como se estivesse em um daqueles filmes históricos de guerra. E sem esquecer do meu namorado John. Ah, o John... Era aquele tipo de namorado perfeito, me comprava livros, me levava pro shopping, pro cinema, e todos os dias sem falta me mandava aquelas mensagens lindas logo pela manhã, acompanhadas de um "bom dia minha princesa", e alem disso, ainda escrevia musicas inspiradas em mim, alem do fato de ser absolutamente lindo, com seu corpo escultural, sua pele branca rosada, cabelos longos castanho-claro, uma barba completamente linda e bem cuidada, alem de ser muito cheiroso, e amava Shakespeare tanto quanto eu. Sim, ele era perfeito. Ah, e eu. Uma garota baixa, magra, com cabelos ondulados ruivos, pele branca, com sardas pelo corpo quase todo, com jeans rasgados, um all star preto que eu ja usava ha uns quatro anos, camisas largas, e dotada de uma depressão profunda que enlouquecia até os mais experientes psiquiatras e psicólogos há mais de três anos, que vinha por conta do fato de ter espíritos, vultos ou qualquer outra coisa, conversando comigo desde que eu tinha 7 anos. Eu juntamente com os três, fazíamos rituais, sim, rituais de magia negra que incluíam conversar com espiritos, invocar fantasmas, e fazer algumas bruxarias que a avó de Lua, que era mais experiente ensinou a ela quando ela era bem mais nova, por volta dos 10 anos. Andando pelas ruas da cidade, cheias de casas lindas, com suas estruturas perfeitas e muito bem planejadas, e gente que nunca ligava umas para as outras, passeando pela típica e linda Malibu com aquele ar de "hoje vai ser diferente", cumprimentei todos, e sorri como a Miss Universo, até chegar à sorveteria que marcamos de nos encontrar. Chegando la os três me abraçaram, dei aquele beijo maravilhoso no meu namorado, tomamos um belo sorvete enorme, e ficamos por la conversando por algumas horas. Depois de lá, fomos diretamente até a praça da cidade, uma linda, que ficava de frente para o mar, e ficamos la admirando o mar e conversando sobre fantasmas e sobre perseguições de espíritos malignos que andavam nos rodeando, depois da ultima seção que fizemos, há uns 3 meses atras. Nós víamos muita movimentação estranha, era como se todos que víamos na rua, no shopping, no ônibus tivessem um, dois ou mais espíritos demoníacos os acompanhando, acho que eram seus pecados, mas eu nem me ligava muito em tentar descobrir o que eram. Saindo de lá da praça da cidade, caminhamos para o shopping que sempre íamos, era um shopping muito, mas muito grande, com cerca de duzentos e sete quilômetros quadrados, e quase metade dele não funcionava, devido a uma explosão na cozinha de um restaurante que matou não só quem estava dentro dele, mas umas 150 pessoas. Foi realmente trágico, principalmente pra mim, porque meus pais estavam lá, e enquanto eu saí e fui comprar hambúrguer com Tonny, houve a explosão. Hoje, um ano depois, o shopping não é tão frequentado, porque todos lembram das mortes de seus conhecidos, amigos e familiares, inclusive eu. Chegando lá, fomos para a lanchonete onde o pai de Lua trabalhava, era um Mc Donalds como todos os outros, e ficava no meio do shopping entre um monte de cadeiras vazias. Comemos naquele shopping frio e enorme, que só tinham umas 30 pessoas, rindo, brincando, e outras falando sobre supostos "fantasmas" dos mortos no incêndio, que pelo que ouvi, viviam na parte escura, fria e inabitada do shopping, que estava ate hoje interditada. Ouvindo esses boatos, eu e a galera rimos muito, pois nunca tivemos medo de nada disso, e acho até que era isso que nos mantinha sendo amigos. Ai surgiu uma ideia, um desafio. Como eu andava com vontade de parar com os rituais assombrosos que fazíamos, me desafiaram a entrar na parte inabitada (até então, assombrada) do shopping, e em troca, me tirariam dos rituais. E foi o que fiz. Chegando cada vez mais perto do espaço vazio, molhado por canos estourados, que ainda estavam lá, como se estivessem sido explodidos ontem, com aquele cheiro de morte e pavor pelos sentidos de minhas narinas. Cada vez que entrava mais pela enorme e assombrosa parte isolada do shopping, mais sentia meus poros arrepiando e cada pelo do meu corpo sendo levantado pelo misto de pavor e lembranças. Entrando e explorando cada loja que tinha por lá, cada espaço vazio que mais me pareciam ter muita gente lá, como se eu ouvisse sons de passos correndo por trás de mim, e passando para outro lado q supostamente não tinha ninguem. De repente, escuto um agudo e baixo canto de criança, paro para escutar estava cantando "parabens pra você, nessa data querida...", quando olho, sinto um enorme misto de pavor e pena no canto do que era uma loja. Era uma menina, com cabelos desgrenhados, hematomas pelo corpo, uma pele branca e olheiras fundas que praticamente a fazia parecer não ter olhos. Peraí, já vi essa menina! Mesmo com todo esse cabelo e hematomas, notei que ela que estava no restaurante no dia da explosão, ela quem estava fazendo aniversário, em volta de um bolo e uma faca para cortá-lo, com o que devia ser 10 parentes em torno dela, cantando a canção de parabéns enquanto o restaurante estava prestes a explodir. Sinceramente, não soube se eu deveria sair correndo, ou simplesmente pensar que ela não ofereceria nenhum perigo. Mas tentei me manter calma, sabia que ela não estava "viva" de verdade. Então o que eu fiz foi apenas continuar andando. Andando um pouco mais, acabei ouvindo um choro de menino, aquele choro apavorado que acabava me deixando ainda mais aflita. Fui andando, chegando perto a ele, e abri uma porta do que me parecia ser um banheiro, completamente destruído, e lá estava ele. Um menino tão bonito, se não estivesse completamente molhado pela agua da descarga quebrada que caía sobre ele, e com o corpo todo cortado, e rasgado sem sequer sair algum sangue. Ele me olhou, e começou a chorar ainda mais. Abaixou a cabeça e falou em voz baixa e trêmula: "estou com medo moça, me ajude!". Comecei a tremer cada membro do meu corpo, tudo aquilo era real e mais forte do que eu imaginava. Mas quando abaixei pra falar com ele, ele me disse: "moça, fuja daqui, eles querem te levar, pra junto de seus pais". Quando tentei tocá-lo no ombro, pra falar mais perto com ele, ele simplesmente sumiu com o toque da minha mão. Foi nesse momento que corri o mais rápido que pude, mas senti algo agarrando a minha perna. Era uma mão, branca, muito branca, com unhas cheias de limo, e fria como um gelo. Gritei o mais alto que pude, gritei por Lua, por Tonny e enfim por John, mas ninguem pareceu me ouvir. Lutei contra aquela mulher de aparência mais apavorante que qualquer protagonista de filme de terror, enquanto gritava e chutava ela, ela me derrubou, e quando me derrubou, senti uma pancada no braço esquerdo, quando o vi, estava simplesmente torto, quebrado, e com uma dor insuportável, o que me fez gritar ainda mais. Quando escuto passos correndo em minha direção, fico com mais medo ainda, até que alguém pega minha mão, é uma mão quente, vinda de vivos. Que simplesmente me puxa forte e luta contra a mulher que me aprisionava. Sim, era John. Ajudei a lutar contra a mulher, mas com John fazendo quase toda força. E nos livramos dela. Corremos o mais rápido possível pra onde tinha luz, o mesmo lugar que entramos. Saindo daquele lugar, minha sensação foi de alívio, depois de correr tanto, consegui respirar regularmente, e dei um abraço tão forte em John, e ele o retribuiu a altura, dei um beijo nele numa forma que nunca havia beijado antes, e disse que o amava. E saímos correndo do shopping pra nunca mais voltar. Hoje, em uma casa linda, com uma pintura num misto de branco e verde-alface, um quintal com um gramado enorme, e com tudo do meu jeito, e uma criança linda, Jenny, de apenas 5 anos, correndo pela casa. Olho pela janela, e sim, meu marido, lindo marido, John, claro. Ele está chegando, corro pela porta e me agarro em seu corpo, e ele me pega no colo, eu seguro em seu rosto "muito obrigada, por ser o homem da minha vida, e por segurar minha mão quando mais precisei". Disse eu, provocando uma sensação nostálgica em John, que me segurou ainda mais forte, e me deu um beijo tão maravilhoso quanto no dia de nosso casamento, há exatamente 7 anos. Por: Mirika Carvalho
Apenas dance. Dance com o sol, com a chuva. Com a tristeza, com a felicidade. Dance em todos os seus momentos bons, mas também dance quando nada der certo. Dance enquanto toca uma musica boa, mas dance também de uma musica que você não gosta tanto. Dance com o corpo do outro colado ao seu Dance com um reggae ou com rock Dance em tudo. Lembre-se que a dança é o que move o corpo, e o corpo é o que move o mundo. O seu mundo Mude seu corpo e seu mundo através dela.
- Mirika Carvalho
Um psicopata encantador... Ou quase.
Uma certa vez, na internet como sempre fico, abri algumas paginas de redes sociais procurando pessoas pelas quais poderia me interessar. Não só para manter um relacionamento amoroso, mas simplesmente conhecer pessoas novas. Pessoas que talvez eu tivesse algo em comum, ou nem tanto. Mas foi o que aconteceu, visitei paginas e paginas de humor. Assim conheci Jeffrey Morrison, alto, cabelos grandes, ou nem tanto, olhos lindos e azuis meio sensuais e com um ar misterioso, e um sorriso capaz de seduzir até os cegos, e um estilo interessante, meio largado, porem bem cuidado. Tinha 28 anos, um cara legal, divertido, interessante, e com uma visão extraordinária sobre a vida, seus pontos positivos, e costumava a levar tudo como se fosse uma piada, e sempre me fazia rir, e me ajudava quando eu tinha problemas, mas geralmente não se importava muito, e não contava quase nada sobre a vida dele ou nada o que pudesse descrever quem ele realmente era emocionalmente. Jeff, como eu passei a chamá-lo conforme pegava mais intimidade, tinha um grande senso de justiça, criticava a política, e tudo o que ele achava errado, ou o que prejudicava as pessoas, mesmo se vindo delas próprias. Jeff sempre me criticou por não gostar de ajudar os outros, não me importar, nem um pouco, já que eu já era auto-suficiente, por ter um emprego fixo, no qual ganhava em torno de $7.500 dólares, já tinha muitos amigos, e um namorado que me amava, no qual já estava há 3 anos, e que já havia traído inúmeras vezes, mas não pretendia me casar, por conta dessas traições a Tyler eu e Jeff brigamos algumas vezes. Jeffrey tinha perdido os pais em um terrível acidente, quando ele ainda era pequeno, ainda com 10 anos, como não tinha ninguém da família próximo, passou a cuidar do irmão, quase bebê, aproximadamente 9 anos mais novo, mesmo sendo novo sempre soube educar o irmão, e com a ajuda de alguns amigos dos pais falecidos, que não puderam acolhê-los em suas casas, arrumou alguns empregos temporários, e assim conseguiu criar e alimentar seu irmão. Um dia decidi finalmente encontrar com Jeff pessoalmente, já que ficamos muito amigos, nos encontramos em uma sorveteria, perto de um cemitério que eu visitava as vezes, já que eu gostava de cemitérios e coisas do tipo. Assim aconteceu, nos encontramos, ele por morar longe, chegou um pouco atrasado, mas como me deslumbrei com tanta beleza, nem me importei, esqueci até de reclamar pelo atraso. O encontro “amigavel” foi incrível, ficamos até quase escurecer, e quando o sol estava se pondo, e a sorveteria iria fechar, Jeff, que sabia das minhas constantes visitas ao cemiterio, e a minha “queda” por climas de terror, me convidou a ir com ele ao cemitério. Eu, claro, como não sou nada boba, aceitei. Fomos, assistimos ao pôr-do-sol, e nos divertimos bastante, até Jeff me confessar que teria se sentido atraído por mim, e segurando forte nas minhas mãos, disse que nunca tinha conhecido alguém como eu, e comecei a “desarmar” emocionalmente com todas aquelas declarações, e assim, acabamos nos beijando, e o clima esquentou bastante, ele começou a me pegar por pontos fracos, que eu jamais tinha confessado a ninguém, segurou forte nas minhas pernas, e me levou a ficar em cima dele, e assim foi tirando a minha roupa, pouco a pouco, com muita calma, a ponto que eu mal percebi, quando ja estava-mos nus, completamente naquele cemitério, escuro e com uma neblina assustadora. Mas nem percebi esses detalhes, enquanto Jeff pegava firme nas minhas pernas, e ia subindo suas mãos até meu bumbum e minhas partes intimas, começou a me excitar, com aquela pegada forte, em exatamente meus pontos fracos, assim transamos, quase até amanhecer. Uma noite incrível, que eu nunca me esqueceria, de forma alguma, de algo que foi quase mágico e sensual ao extremo, e de certa forma inusitado, já que era em um lugar não muito conveniente. O dia clareou, Jeff com a mesma doçura que a noite, me acordou, e disse que o celular tinha tocado. Quando eu olhei, era claro, meu namorado, olhei pra Jeff com aquela ara de culpa, como quem tinha feito algo de muito errado. Liguei pra Tyler, meu namorado, e ele atendeu com todo aquele carinho de sempre: - Bom dia, meu amor. Só queria saber como você está, ontem liguei pra sua casa, e você não atendeu. Está tudo bem? - Claro amor. Respondi: Mais tarde você passa lá em casa tá, pra agente ver aquele filme que tinha-mos combinado. Ele aceitou, e desligou. Eu disse pra Jeff: - Foi sinceramente, a melhor noite da minha vida, fantástico. Não sei o que devo fazer, já não sinto nada mais por Tyler, desde que você entrou na minha vida. Jeff disse: - Meu amor, agente pode continuar a se encontrar. Pode ser? Fiquei indecisa, mas topei, e ele foi embora. A noite, depois do filme com Tyler, fui conversar com Jeff, conversamos por um tempo, e ele me convidou a casa dele. Mas dessa vez com Tyler. Certamente, desconfiei muito, mas Jeff me assegurou que não contaria nada. Assim aconteceu. Fomos eu e Tyler a casa de Jeff, Tyler nem desconfiava de nada, e foi comigo. Chegando lá, uma mansão, enorme, quase um castelo, digno de filmes de terror, daqueles medievais, com vampiros e lobisomens. Sem cor, meio acabado, velho, e cheio de limo nas paredes de fora. Certamente eu e Tyler ficamos com muito medo, principalmente porque eu não conhecia tão bem Jeff. Enfim entramos, e Jeff começou a ficar estranho comigo, mas achei que era por conta da presença de Tyler. Jeff nos levou a conhecer a casa. Mas não nos mostrou tudo. Em alguns quartos, tinha facas, estiletes, navalhas e uma série de bisturis cirúrgicos. Simplesmente assustador, todos sujos de sangue, gordura humana, e outras coisas que nem consegui identificar. Comecei a gritar com Jeff: - O que é isso? Porque nos trouxe até aqui? Jeff não respondeu. Tyler começou a gritar as mesmas perguntas. Jeff, com um olhar completamente diferente do dia em que o conheci, virou e disse para Tyler: - Você certamente não conhece sua namorada não é? Ela te traiu seu idiota apaixonado, você se apaixonou pela mulher mais imunda do mundo, ela me confessou a traição a você. Só você não percebeu, inclusive, te traiu comigo. - e contou todos os detalhes da nossa noite a Tyler, enquanto eu chorava muito, mas não por arrependimento, mas por medo do que Jeff poderia fazer. E depois de contar tudo a Tyler, nos prendeu juntos nus, e com Tyler atras de mim, com os corpos nus e colados um no outro. E assim nos levou a conhecer o resto da mansão. Nos mostrando tudo, muitos e muitos corpos amultuados em quartos. Perguntei desesperada a Jeff: - O que você fez com eles? Você é louco? - Claro que não, loucos são eles. Todos eles de alguma forma prejudicaram a si mesmos ou aos outros. Aqui vemos, uma gorda, imunda, que conheci a um tempo atrás. Ela só pensava em comer, extremamente, não via que esses excessos acabavam com a vida dela. Quando olhavam diziam “olha aquela gorda ridícula, com certeza ela nunca vai arrumar ninguém”. Eu fiz um FAVOR ao mundo, e inclusive a ela mesma matando ela do jeito que ela gostaria, comendo até morrer, explodir, até não aguentar mais. Em outro quarto, chegamos, e tinha um homem morto, com a boca toda estourada e comida por bichos, simplesmente assustador. E disse Jeff: - Nem precisa perguntar. Esse homem sujo, era um político mentiroso, corrupto, que nunca soube dar valor a família, e esquecia da esposa e dos filhos, pra andar por ai em “festinhas particulares” com algumas amiguinhas tão sujas quanto ele que eu mesmo já tratei de eliminar. Ele morreu pela boca. Dei um acido a ele que comeu a carne da boca dele toda, e os dentes, pouco a pouco. E você não pode ver mas eu cortei o genital dele em partes, pouco a pouco, pra ele sentir muita dor. E ele morreu. Deve ter sido por não conseguir comer. E assim Jeff, assustadoramente, foi me mostrando assassinato, por assassinato. Até chegar a um quarto vazio, e escuro, onde só tinha uma janela pequena no alto. Onde prendeu eu e Tyler. Tyler começou a discutir comigo, me chamar de traidora, de suja, prostituta, eu conseguia ver o olhar dele de decepcionado, e triste por eu ter traído ele, todo aquele amor agora se transformou em ódio. - Como se não bastasse estou preso agora, com você. Disse Tyler. - Não sei como me apaixonei por você. - Esquece tudo isso, temos que sair daqui. Vamos fugir, ele vai nos matar. - Por mim, que te matem, não estou me importando. Disse Tyler com um olhar de ódio que eu jamais vi em outra pessoa. Depois de um tempo, nos acalmamos, e tentamos pensar em um jeito de sair de lá. Já que Jeff parecia ter saído. E tentamos abrir a parede, que dava para o jardim da mansão. Tentamos até não conseguir mais. Quando amanheceu, tentamos mais um pouco, já que conseguimos ver melhor o quarto. E achamos uma pequena brecha, na janela. Tyler me segurou, e eu subi em cima dele, para tentar abrir. Depois que quase uma hora tentando, finalmente abri a janela consegui sair do quarto, e puxei Tyler pelos braços, e ele conseguiu subir, e sair junto comigo. Quando achamos que estava-mos finalmente livres, vemos Jeff, lá no final do jardim. Ele percebeu olhando da cozinha, que saímos, e correu atras de nós até uma floresta que tinha ao lado da casa de Jeff. Corremos por mais de uma hora, até que conseguimos sair da vista dele. E andamos um pouco mais, até achar uma pista muito pouco movimentada. Na qual estava vindo um carro lá de longe, começamos a fazer sinal com as mãos, e resolveram nos dar carona. Entramos no carro, o casal muito amigável, nos perguntou o que estava-mos fazendo naquela floresta sozinhos e sujos. Contamos parte do que tinha acontecido a eles, mas só a parte que Jeff estava tentando nos matar. Nos levaram até a cidade e conseguimos chegar finalmente chegar em casa. Chegando em casa, tomamos banho, e nos vestimos, tudo sem falar uma palavra, desde a floresta, já que Tyler estava realmente muito chateado pelas traições. Pegamos algo pra comer, Jeff não tinha nos dado comida, com a intenção de que morresse-mos de fome. E depois de comer, conversei com Tyler, perguntei a ele o que realmente estava sentindo naquele momento. Tyler um pouco mais calmo, mas ainda chateado, que realmente não esperava isso de mim, que pensava que eu realmente o amava. E disse mais milhares de coisas que fizemos juntos, e que o levou a acreditar que eu o amava. Comecei a chorar, e finalmente estava me sentindo culpada por tudo aquilo. E prometi a Tyler, depois de muita conversa, Tyler finalmente me perdoou. Acabamos dormindo, na sala mesmo, conversando e relembrando todos os momentos que passamos juntos. Depois, no dia seguinte, acordei, fiz nosso café, e enquanto Tyler ainda dormia. Fui ver meus e-mails. Quando abriu, vi na caixa de entrada, um e-mail de quem? Sim, Jeff, estava lá: “Eu sei onde você mora. Rastreio todas as suas mensagens de e-mail. E como já poderia imaginar: AINDA NÃO ACABOU - Ass: Jeffrey Morrison”
O que vem apos a morte?
Antes de começar a historia, permita-me contar um pouco sobre mim. Eu, um cara de 18 anos, um pouco baixo, cabelos escuros, grandes, na altura dos ombros, um pouco ondulados, olhos castanhos claros, físico não muito forte, pois não sou muito ligado a esportes ou malhação. Geralmente uso preto, ou cinza, simplesmente por familiarizar muito meus sentimentos com as cores. Não sou muito sociável, até porque não tenho muito costume de sair de casa. Gosto muito de tocar guitarra e baixo, dois instrumentos que toco desde os 11 anos. Sou bastante ligado a família, apesar de uma tragédia ter nos separado. E acredito muito que um amor eterno é possível acontecer, ou o “até que a morte vos separe”. Em um certo dia, bastante ensolarado, como todo dia no estado em que moro, acordei, tomei banho, tomei café com meus pais e meu irmão pequeno, dei um beijo de bom dia nos tres, e fui pra escola enquanto eles iriam trabalhar. Tudo ocorrendo normalmente, até que chega uma tia, irmã da minha mãe e que eu não via há dias, na escola, no meio do recreio, chorando desesperadamente, me levou até uma sala, que estava vazia, e ali mesmo, veio a me dizer que meus pais tinham morrido num acidente de carro, que foi provocado por um homem bêbado, que estava voltando de uma festa. “O que? Como assim?” Eu, um garoto de apenas 18 anos, agora completamente órfão? Sai imediatamente da escola, peguei meu irmão na creche juntamente com a minha tia, e fui pro local do acidente, chegando lá que a ficha começou a cair, vi meus pais ensanguentados, já haviam tirado os dois do carro, e estavam os removendo para a ambulância. Perdi completamente o chão, parecia que haviam arrancado a força o órgão mais importante do meu corpo, como se a minha vida também tivesse acabado aquele momento. Depois disso, passei três meses de luto, sem escola, sem amigos, sem sair do quarto, havia apenas eu e meus instrumentos, e mais ninguém, já que eu evitava falar com qualquer pessoa, sendo até da família. Ficamos eu e meu irmão na casa da minha tia após o acidente, até o dia, quando ela brigando com o marido, acabou sendo obrigada por ele a nos mandar embora, porque ele não queria sustentar nós dois, que nem éramos filhos deles. Assim ficou eu e meu irmão, na rua e sem ninguém. Fui obrigado a arrumar um emprego para sustentar nós dois, e trabalhei em uma pizzaria, perto de casa, até que um cara que passou a ser meu amigo, cliente da loja, me chamou na casa dele, dizendo que iria ter um ensaio de uma banda de rock que ele mesmo tinha acabado de montar e que estavam precisando de um bom guitarrista, e que se me aprovassem eu faria parte. Acabei aceitando na hora, já que não tinha muita opção e não queria trabalhar numa pizzaria pro resto da vida. Fiz o teste e me aprovaram, adoraram tudo o que eu fiz, e passamos a tocar em um mês, depois de bastante ensaios. Nossa primeira vez juntos foi em um bar não muito grande, tocamos por umas duas horas, o que rendeu 150R$ para cada um. Foi bom, para uma pessoa que nunca tinha tocado fora de casa, ver todos gostando e apreciando o meu trabalho foi maravilhoso acabei me sentindo melhor, mas continuava com a mesma dor da perda, que eu não tinha conseguido superar mesmo depois de tanto tempo. No próximo show, uma semana depois, algo de diferente aconteceu, em meio a multidão vi uma menina, linda, cabelos longos, castanhos e levemente ondulados, um sorriso maravilhoso, que se encaixava perfeitamente em um rosto angelical, com um corpo perfeito que parecia ter sido desenhado pelos meus sonhos, e lindos olhos claros, e que não os tirava dos meus. Após a apresentação fui imediatamente conhecer ela, sem pensar duas vezes, disse “Oi” ela com um lindo sorriso tímido respondeu “Oi, gostei das musicas”, e me disse o nome dela “Elena”, um nome que eu nunca iria esquecer na minha vida - embora tinha o costume de esquecer nomes. E depois disso conversamos por alguns minutos, e marcamos de sair para o cinema no dia seguinte, e já avisei que teria que levar meu irmão, já que éramos apenas nós dois, ela disse que adorava crianças, e que não tinha problema nenhum. Incrível, enfim, alguma coisa na minha vida está dando certo, conheci alguém que pode mudar completamente a minha vida. Fomos pro cinema, como combinado a esperei na entrada do cinema. E veio ela, linda como sempre. Cumprimentou a mim e ao meu irmão e entramos para ver o filme. Após o filme, deixamos meu irmão em um parque, e ficamos conversando lá por perto, sozinhos, nos beijando, e acariciando um ao outro, com emoções a flor da pele, e um sentimento intenso no qual eu nunca havia sentido na minha vida. Ficamos lá por mais ou menos uma hora e meia, e depois o pai dela foi buscá-la na frente do parque, cumprimentei-o, e ele no começo acabou não gostando muito de mim, devido ao meu estilo um pouco agressivo, mas ela conseguiu explicar quem eu era por trás da aparência. Foi um encontro perfeito, até que eu cheguei em casa, e meu irmão estava muito mal, não sabia exatamente o que estava acontecendo com ele, que nem sabia falar direito. Decidi levá-lo ao médico, e passei a noite lá, com ele internado, passando mal. No dia seguinte, pela tarde, haviam feito exames nele, que o diagnosticou com câncer no pulmão, devido a convivência com meus pais que eram fumantes. E mais uma vez, minha vida desandou de uma forma que eu nunca iria imaginar. Saindo de lá, liguei para Elena, e contei a ela o que aconteceu. Ela imediatamente correu para o hospital para ficar lá comigo, enquanto meu irmão estava internado. Passados 11 meses, a poeira já tinha baixado, eu e Elena estávamos jantando, em um restaurante maravilhoso, decidi pedi-la em casamento, estávamos a pouco tempo juntos, mas sabíamos que não precisava de mais tempo, ela para a minha, ou melhor, nossa felicidade, aceitou. Fiquei realmente muito feliz, foi um dos melhores dias da minha vida, embora meu irmão esteja internado. E fui para o hospital contar ao meu irmão que iríamos nós três formar uma família em pouco tempo. Chegando lá, fui ao quarto do meu irmão, mas dessa vez ele não estava mais lá. E me veio um enfermeiro, me deu um copo d’água, e me disse que o câncer havia piorado, e o pulmão dele havia parado de funcionar. E mais uma vez, perdi alguém, sem duvida, muito importante pra mim. No dia seguinte enterrei meu irmão, juntamente com a minha noiva. Apenas nós dois estávamos no enterro, já que a minha tia que era a única pessoa da família em que eu tinha contato, havia viajado para outro país, e eu não consegui falar com ela a tempo, e mesmo assim, ela nem nos ligava mais nem mandava nenhuma notícia, sem dúvida ela não iria aparecer, mesmo se eu conseguisse falar com ela. Fiquei mais de um mês de luto, com aquela mesma dor que aqueles dias em que eu tinha perdido as pessoas mais importantes da minha vida. E 5 meses depois eu e Elena nos casamos, foi perfeito, apesar de ninguém da minha família estar lá, apenas a família dela, que a propósito eu me dava super bem. Foi lindo nosso casamento, depois, fomos pra lua de mel, e ficamos um tempo numa ilha que era da família dela. E em dois meses, descobrimos que ela estava gravida, uma noticia maravilhosa, tanto quanto aquele dia que ela aceitou se casar comigo. E finalmente depois de 9 meses a muito esperada e amada criança nasceu, uma menina linda, tanto quanto a mãe, e eu, segurando aquela linda criança, que eu mesmo tinha feito, não tinha palavras para expressar tal sentimento, só sabia que queria cuidar dela, e protegê-la enquanto eu tivesse vivo. E agora tinha a certeza que todos os meus dias seriam felizes, ao lado das duas mulheres da minha vida, não importa o que acontecesse, seriam nós três, e talvez mais um ou dois quem sabe. E esse, finalmente o final que eu sempre quis, apagou todas as minhas tristezas, como se eu voltasse a vida, e sem duvidas foi muito diferente do que eu imaginava ser. E assim foi o nosso “felizes para sempre”.
- Mirika Carvalho