Saudade,
Senhorinha dos olhos de mel.
Me encharcas com as doces pupilas entreabertas,
E invades o que não era meu, agora já o és.
Cigana oblÃqua e dissimulada,
Tua ode Machado de Assis já citara.
És vadia em meu leito e brincas com meus sonhos.
Aaah, saudade! Libertina louca,
Tuas mãos de longe acenam e gesticulam
Numa dança dourada, parando o tempo,
Bêbadas… Encharcadas de vinho!
Olho-te tão distante, e nem me reparas,
Elas me hipnotizam, cigana. Tu sabes enfeitiçar.
Aaah Saudade, cola em mim. Por que não?
- Papillon















