kyledoscopio
✗。º◂—— Estava sentado na fonte dos anjos, aguardando pela companhia de @nvdincs, quando fora interrompido por um dos criados para a entrega de uma carta. Sozinho, agradecendo a si mesmo por ter se encaminhado ao local mais cedo, decidiu abri-la, sorriso sendo esboçado ao constatar que se tratava de uma carta do governante de Icoris. Uma leitura rápida foi feita antes que dobrasse o papel e o guardasse no bolso interno do colete, preparando-se para sentar novamente quando a visão da joia invadiu seu campo. Há quanto tempo estava ali? Questionou-se mentalmente, desfazendo a breve expressão de confusão para esboçar um sorriso. — Você já ouviu aquele ditado? Se no dia de São Saniel chover, alguma coisa, alguma coisa, alguma coisa, vai permanecer. — Questionou-a em tom divertido, pois por mais que não lembrasse do maldito ditado, lembrava-se que aquele era o anjo preferido da garota. Lera em seus formulários.
Quando uma criada fora até o seu quarto para chamá-la, à convite de Kyle Stuart, Nadine apenas sorriu e assentiu, agradecendo o recado dado com alguma fingida timidez caipira, só para trancar a porta do quarto e correr para seu guarda roupa, trocando o longo para um conjunto azul de camiseta preta e saia godê azul royal, com um casaquinho por cima. Em seguida, puxou no fundo da gaveta do armário um adereço até que comum em Wisteria Hollow: um crucifixo em um rosário. Enrolou ele no pulso e, achegando com esta mão no coração, rezou para Uros, pedindo sorte no desenrolar daquele encontro. Fechou os olhos, suspirou e tateou o crucifixo com um pouco de pressão nos dedos, até que ele se partisse e abrisse, revelando um frasco com cocaína em seu interior. Precisaria daquilo para enfrentar o comprador. Cheirou a substância, aguardando apenas instantes por seus efeitos. Fechou o crucifixo novamente e saiu do quarto, ainda com o rosário em mãos.
Chegando na fonte dos anjos, observou o que parecia uma cena intrigante. Kyle Stuart com uma carta? O embaixador? Trataria de saber mais sobre o assunto se lhe fosse dada a oportunidade, fez a nota mental. Com passos de gato, silenciosos e vagarosos, ela se aproximou, até que o comprador reparasse em sua presença. Não conteve o sorriso ante a sua fala, deixando-se rir. Ele lera o seu formulário. “Não seria ‘vai acontecer’? É... posso até dizer que vivo isso, senhor Stuart. São Saniel tem contemplado por demais minha família.” assentiu com minha cabeça, lembrando das rezas dos pais para o anjo. “O senhor... vai bem? Não vou mentir que vi o senhor enfiar algo no seu...” apontou para o colete, como se ela estivesse usando-o. “É alguma poesia pra moi? Os Charpentier tem certa fama de serem fãs de rimas.” gracejou, ao passo em que se sentava numa distância segura do embaixador, como se fosse um gesto de respeito. “O senhor vai bem?”













