Cara, tÎ precisando muito ficar bem longe, onde ninguém possa me atrapalhar. Numa ilha deserta, talvez.
Ouvir os pĂĄssaros, ou o som do mar.
Preciso esquecer do meu dissabor, preciso sumir do mundo, ou simplesmente, o deixar de lado.
Queria saber, o que realmente eu estou sentindo. Me vejo rodeada de pessoas, no entanto, perdida.
Estou vivendo um tsunami, segurando apenas, um copo d'agua.
As lågrimas me queimam, como um vulcão em chamas. Me vejo longe e perdida. Mas meus pés, permanecem sobre uma cama, também esquecida.
Me lembro do teu âAdeusâ, e me sinto mais ainda aflita. Aquele foi o jeito mais sĂștil, de se fazer uma despedida.
Me olho em frente a um espelho. Sinto entrar por a janela, apenas um vento frio. Minha boca tremula, no estomago arrepio. Saudade do primeiro momento, âaquele que nunca existiuâ.
Eu sei, que vocĂȘ nĂŁo sentiu, aquela coisa toda por mim. VocĂȘ nunca me imaginou no teu futuro, dava pra ver no teu sorriso confuso.
Me ouça agora, nao me deixe aqui. Onde até o vento, tem pena de mim.
Passos, vozes, imaginaçãoâŠ
Sigo lentamente, procurando meu chĂŁo.
Apos a janela, só mais gritos de dor. Não mais meus, mas da escuridão. Que tomou de mim, ate a inspiração.
Volta pra mim , não foge⊠Não mais.
Volta passarinho, pombinha da minha paz.
Te vejo voar tĂŁo alta, tĂŁo longe, tĂŁo distante de mim.
Como pude um dia sonhar, em ser eu ali, pertinho de te.
Volta⊠Volta, volta passarimâŠ
Pousa aqui na minha janela, e canta um pouquinho, sĂł pra mim.
Volta⊠Volta, volta passarimâŠ
Se nĂŁo voltar agora, a minha janela, virarĂĄ trampulim.
Confesso, que te ouvir, me acalma. Mas tenho, que te deixa ir.
Agora nĂŁo me dĂȘ um âAdeusâ tĂŁo brusco, e dolorido. Apenas diga, âatĂ© alĂâ.
Ăbvio que sentirei sua falta. Mesmo estando, sempre aqui.
Não como lembranças, que ainda assim se apagam. Mas como versos vivos, dentro de mim.
Pois se apaixonar por escritores, ainda tem final feliz.
Eternizada em mil palavras, mesmo sendo, de mero aprendiz.