A Bíblia do Marketing Digital - Cláudio Torres
“Com seu nascimento a internet trouxe para o mundo dos negócios uma grande novidade: o acesso instantâneo às informações sobre produtos e serviços.
“Criou uma verdadeira corrida das empresas para a construção de seus sites, repletos de informações, catálogos e fotos sobre sua empresa e produtos.
Assim cresceu a internet, um grande catálogo eletrônico, que servia como meio de comunicação entre os consumidores e as empresas, os estudantes e as universidades, os leitores e a impresa, os que queriam informações e os produtores das valiosas informações.
Continuamos nossas vidas, produzindo e publicando anúncios nas mídias conhecidas, rádio, jornal e revistas, é claro televisão, até que um dia nos deparamos com uma realidade incômoda, na qual surgem novos concorrentes em nosso negócio, que crescem e operam, usando a Internet.
O consumidor mudou tão rapidamente que muitos ainda não conseguiram acompanhar a mudança, muito menos entender o porque ela aconteceu.
Novas tecnologias e aplicações, como os blogs, as ferramentas de busca, os fóruns, as redes sociais e tantas outras aplicações online, foram utilizadas para, literalmente, assumir o controle da produção e o consumo da informação, atividades antes restritas aos grandes portais e empresas.
O blogger foi criado para popularizar os blogs, o que demandou um grande investimento em desenvolvimento do site.
Não há mais separação entre o produtor e consumidor. Não há mais exclusividade de produção nem na mídia nem no software. E o mais importante: não há mais distinção entre informação, entretenimento e relacionamento.
O consumidor é quem decide.
O mais impressionante, sob o ponto de vista do uso da Internet no marketing, é o dado sobre frequencia de uso. Dos indivíduos que acessam a Internet, 54% acessaram diariamente e 34% acessam uma vez por semana, o que significa que 88% das pessoas que acessaram a Internet o fazem ao menos uma vez por semana.
Os dados da pesquisa apontam para um fato incontestável. O consumidor online no Brasil representa as classes A, B e C, e acessa pelo menos uma hora a Internet toda semana. Ele busca diversão, relacionamento e informação, usa as ferramentas de busca, participa de redes sociais e lê muito.
O consumidor, quando está conectado à Internet, tem basicamente três desejos, três necessidades, que são como um farol-guia e nos ajudam a entender seu comportamento. Essas três necessidades, criadas e satisfeitas pelo próprio consumidor, são: informação, entretenimento e relacionamento.
As regras em geral são escritas pelos próprios internautas, e em geral são informais, não escritas. A experiência nos permite identificar algumas dessas regras, e os casos de sucesso e fracasso nas iniciativas on-line ajudam a confirmar o que funciona e o que não funciona.
Criar um site com pop-ups, telas que abrem automaticamente, ferramentas que se instalam na máquina do usuário sem sua solicitação, são a receita certa para garantir que o usuário não volte ao site.
Quando uma pessoa é enganada, ela tem uma energia renovada para divulgar o que aconteceu. Ela quer desabafar e reclamar. E isso é muito fácil de fazer na internet. Assim nunca, jamais caia na tentação de enganar o internauta fazendo uma promessa difícil de se cumprir.
A internet, em essência, permite que uma mensagem se propague muito rapidamente e com credibilidade. Afinal, é um amigo meu, enviando uma mensagem, dizendo pra eu ler sobre um assunto. Não há nada mais natural e orgânico que isso. Não há nada mais eficiente, em termos de comunicação, de que sua mensagem transmitida pelas mãos de alguém que o consumidor conhece.
Hoje, no mundo dos negócios a história se repete. Ou você entende o que está acontecendo ou é devorado pelo mercado. Entender a Internet não é mais questão de opção. Não se esconda atrás da ideia de que é possível fazer marketing sem a Internet. Não se iluda, achando que criar um site resolve seus problemas.
Se você quer dominar a Internet e ter uma estratégia de marketing digital que ajude você a reinar em seu mercado, você terá que mergulhar profundamente nesse rio turbulento que é a rede e deixar que as águas da sociedade digital lhe mostrem o caminho.
A Internet se tornou um ambiente online bastante complexo. Com a evolução das linguagens de programação voltadas as aplicações web foi possível criar websites cada vez mais complexos, além de diversos tipos de aplicações e componentes que são usados para a interação entre o internauta e o site, e até entre sites. Os sites originais evoluíram para aplicações de comércio eletrônico, redes e mídias sociais.
A internet se tornou um ambiente que afeta o marketing de sua empresa de diversas formas, seja na comunicação corporativa seja na publicidade, e continuará afetando o marketing mesmo que você não invista um centavo nela. Ao contrário da mídia tradicional, em que o controle é dos grupos empresariais, na Internet o controle é do consumidor. Assim, mesmo que você não participe dela, seus consumidores estarão lá, falando sobre seus produtos e serviços, comparando sua empresa com as da concorrência, e, finalmente, buscando novas formas de se relacionar com a sua marca.
Com o tempo, as ferramentas de busca evoluíram e se sofisticaram. Infelizmente, a maioria dos sites, não. Eles se multiplicaram feito moscas e ficou cada vez mais dificil encontrar um site util. Além disso, o consumidor evoluiu e se sofisticou. Ele não queria ler mais os folhetos e catálogos dos produtos das empresas nem ouvir suas opiniões sobre si mesmas. O consumidor queria mais, muito mais.
As pessoas comuns começaram a criar e escrever em seus blogs sobre o que mais gostavam. A internet passou a estar recheada de informações. Informações gratuitas, criadas por pessoas que escreviam simplesmente porque eram apaixonadas por um tema. Elas nunca tinham tido a chance de expor seu conhecimento, e o blog era perfeito para isso. Eram pessoas que queriam divulgar seu conhecimento, e não vender produtos.
As ferramentas de pesquisa, em conjunto com os blogs, transformaram as pesquisas por produtos em pesquisas por informações. Elas se especializaram cada vez mais em encontrar sites, capturar seu conteúdo e relacionar o conteúdo a palavras-chave, a fim de apresentar um resultado muito mais rico e útil para quem pesquisa. Os blogs se especialiazaram em publicar conteúdo relevante sobre assuntos específicos, e como são milhões de blogs, eles formam uma enorme biblioteca de conteúdo.
Nessa primeira visita, o consumidar lerá rapidamente o texto, para ver se o que ele procura está ali. Se estiver, fica, se não estiver, ele vai embora em segundos, com um simples clique no botão “página anterior” do navegador. Mesmo se ele ficar, depois de ler o que ele queria só vai guardar o endereço do site se perceber que ali há um manancial de informações a respeito do tema. Assim, o volume de conteúdo é tão importante quanto sua qualidade, utilidade e relevância para o consumidor.
A ideia é gerar conteúdo genuíno, útil e relevante para o consumidor, isento de interferência comercial. É ser útil de fato, como uma rádio informando o melhor caminho em um momento de congestionamento, ou em um canal de televisão, divulgando informações de prevenção de um momento de epidemia.