A semana dos 33
os momentos mais especiais da nossa vida acontecem de forma inesperada. cliché? talvez.
quando acordei dia 19 não sabia que esse seria o dia em que a semana mais feliz do ano ia começar.
não sabia que terminaria o dia com um ramo de rosas, um jantar romântico à beira mar, os parabéns cantados pela minha voz favorita, com os seus braços na minha cintura.
não sabia que dia 20 iria repetir, vezes sem conta, "estou incrivelmente feliz! não consigo parar de sorrir!", que ia receber tantas mensagens, posts, telefonemas de felicitações carregados de carinho e amizade, que ia terminar a noite a cantar os parabéns com a minha família e a soprar as velas com a Júlia.
não sabia que o dia 21 e 22 seriam, de forma totalmente inesperada, incríveis no trabalho e na família.
e que sexta, dia 23, estaria sentada à mesa, com direito a prendas e confettis, com os meus amigos mais queridos num jardim mágico do Príncipe Real.
acordei de ressaca no sábado. a ressaca de um profundo e pleno estado de absoluta felicidade. vi o pôr do sol no silêncio barulhento do mar na praia do Guincho. adormeci enrolada nos braços onde sou mais feliz.
e acordei domingo para o fantástico.
a fantástica certeza de que onde estou hoje não o previ há um ano; de que o coração não se me aperta partido no peito; de que gosto do que faço; de que estou onde quero; de que com as pessoas certas tenho conseguido sonhar e chegar mais longe; e de que, quem sabe, é aos 33 – depois de solavancos e trambolhões, lágrimas e gargalhadas, depois de muito e antes de tanto mais – que tudo se alinha e a vida que quero, que amo, começa.















