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@poemnow
No momento ao qual nos constituímos como seres humanos, com características suficientes para sobrevivermos aos perigos que o mundo colocou em nosso caminho, nós nos tornamos criadores. A ação e o pensar de criar é formado pelos nossos ideais de realidade, esses que são inerentes a própria condição humana e que jazem na materialidade de nossa existência.
Ser criador é brincar de Deus, não em um sentido religioso, mas sim, no sentido de criar algo que faça sentido para o nosso ser existencial. No momento em que criamos vivências, experiências e vida, nós aderimos ao papel metafísico de divindade, pois criar é participar da jornada e das consequências que ela nos traz.
Como seres em movimento, fomos capaz de criar ideias e objetiva-las em nosso meio, criando o espectro de realidade que vivemos nos dias atuais. Sendo assim, criamos a sociedade em uma ideia conjunta de várias facetas, pois a criação se estabelece de forma plurilateral onde todos são responsáveis pelas características atribuídas a ela.
Poetizar é criar e sobre a luz do luar, amar.
Ser – Metáfora
Ser metáfora é uma conversa com a pessoa amada, após um dia lindo de sol. É questionar-se sobre a vida e como nós a vivemos. É apaziguar a dualidade de nossa existência com a vasta carga de conhecimento que possuímos e integramos em nossas vivências – é o simples e ao mesmo tempo complexo, ato de viver.
O ser é o que sou neste momento e o que vou ser no próximo, assim como, o que fui. A metáfora que me une a mim mesmo faz parte de algo maior e mais complexo, mas como asas, me faz voar alto. O Ser Sujeito é um poema que muitas vezes não é bom, nem fácil de ler, muito pelo contrário, talvez seja como uma grande caixa de Pandora, onde nos deparamos com a escolha de abri-la e soltar os nossos demônios em momentâneo caos ou deixa-la no lugar onde está, e sempre nos questionarmos sobre os conteúdos que guardamos.
Ser – Metáfora é um projeto de dualidade e questionamento. O que trago nos próximos resquícios de tempo efêmero é um recorte de textos e pensamentos que de certa forma, saem da minha própria caixa de Pandora, é o momento de metaforizar e criar algo diferente. Textos, poemas, contos e todos os monstros saem de seu lar e convergem nos momentos seguintes, logo, caro leitor, espero que aproveite o que está por vir.
As palavras são como gotas de chuva que caem dos olhos do escritor. O processo para a chegada de uma tempestade é doloroso e demorado, já que vivemos em tempos de seca. Mas em uma tarde bonita, ensolarada, e cheia de vida, alguns barulhos são escutados no horizonte e os pequenos pingos de chuva caem sobre a terra seca. No céu, os relâmpagos dançam ao som dos trovões.
Visage – O rosto, a face o nosso eu. Esta palavra me encanta e aflora vários sentimentos, por isso, precisei escrever um poema com esta temática, mostrando um pouco das máscaras que nos iludem e criam a humanidade sem sentido que vivemos. A poesia é simbólica e precisa tocar, com sentimentos bons ou ruins, ou até mesmo com sentimentos que não estamos preparados para arcar. Estaríamos nos preparando para queimar?
A valsa que dançamos costuma ser bem turbulenta e cheia de movimentos complexos, a nossa vida é complexa, mas é entrelaçando nossos paços ao ritmo que aprendemos a viver e isso torna a dança uma experiência majestosa. Os meus poemas são o que eu sou, mas também são o que o outro pode ser – entrelaçados.
O livro Todo Amor de Vinicius de Moraes é uma obra fantástica com uma coletânea de poemas que sempre me inspiram e por este motivo, trago um poema para caracterizar um pouco desta data tão saudosa e do meu amor por Vinicius.
A Viagem de Odisseu foi a primeira coletânea de poemas que criei, e hoje, compartilho com vocês. A viagem foi longa e pesarosa, mas a criação e o processo foram lindos.