
roma★
wallacepolsom
One Nice Bug Per Day

祝日 / Permanent Vacation

blake kathryn
Claire Keane
ojovivo

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🪼

❣ Chile in a Photography ❣

Andulka

shark vs the universe
Alisa U Zemlji Chuda
styofa doing anything
Show & Tell
will byers stan first human second
Stranger Things
dirt enthusiast
todays bird
YOU ARE THE REASON
seen from Colombia
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seen from Germany
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seen from United Kingdom
@poesilar
continuo tragando pelos poros tudo continuo trazendo nos olhos um mundo
Charles Bukowski uma vez escreveu: “Sempre haverá alguma coisa para arruinar nossas vidas. Tudo depende do quê, ou de quem nos encontra antes. Nós estamos sempre maduros e prontos para sermos levados.
One Tree Hill. (via ecoares)
90% da massa do seu corpo é na verdade poeira estelar
já que todos os elementos, exceto o hidrogênio foram criados nas estrelas
isso já deveria ser o bastante para te convencer que você é merecedor do melhor do universo.
Eu sempre tive insônia.
Eu nunca botei fé no amor até tu me fazer dormir com o som da tua respiração.
querida m.,
você encantou os meus olhos e o meu coração.
eu nunca vou saber te agradecer por ter me resgatado de uma floresta escura. eu adoro florestas escuras, mas eu não conseguia voltar pra casa. você fez um caminho de cuidado e me chamou com sua voz forte e vibrante. como todo o resto do seu corpo e do seu ser. às vezes, eu nem te toco pra não tirar seus pelos e membros do lugar. eu não mudaria nada em você. me desculpe, se aqueles dias eu te fiz pensar o contrário. eu me puno quase sempre por isso. a distância é o maior castigo de todos.
eu queria estar no meio dessa fotografia que me enviou nessa manhã pós-uma-sexta-ruim. eu adoro prédios e por-do-sol e você juntou numa coisa só. me faz imaginar que eu tenho amado de pouco em pouco toda sua conjuntura. desde as suas indecisões até a sua mão que decreta em público a extensão da minha. desde o seu medo até a coragem de colocar meus dedos na sua boca (e depois todo o resto). o futuro é um grande mistério, assim como nós, mas toda vez que anoitece, eu desejo que você esteja lá quando eu abrir os olhos. acho que isso quer dizer algo, no final das contas.
quando você me liga pra falar que eu sou bonita demais, percebo que eu não posso ocupar nossa linha. todos os espaços tem sido seus.
obs.: há quase quatro meses.
a,
minha vida é uma mentira daquelas mal contadas que faz tudo dar errado no final. e meus olhos exalam nada mais que uma tristeza profunda e uma solidão da alma porque eu posso ter todas as pessoas do mundo mas elas não me têm. e nem mesmo eu, me tenho. o mundo é um lugar ruim para aqueles que vivem demais dentro de si eu sou sempre assim, a. distante. talvez um dia alguém chegue e consiga me fazer sentir menos presa em um aquário que transborda água mas que eu não sei nadar no entanto não é algo que eu espero: apostar em pessoas é uma causa perdida. o sentimento de solidão faz parte de mim assim como o sangue que corre nas minhas veias
c.s.
que vida cheia de nós
nós na garganta, nós nos destinos, nós dois.
Barba Azul, 1 9 9 2. (N. C. Oliveira)
Esses dias uma travesti me parou na rua da consolação. Ela poderia ter parado outras tantas pessoas que estavam em volta, mas me escolheu. Ela veio cambaleando em minha direção, era fome ou pressa de viver. Ela me escolheu e eu só tinha que me desligar e parar também.
Conversamos. Ela me pediu dinheiro. Eu não tinha nada além do bilhete da passagem. Perguntei qual era o seu nome. R., melhor assim. Ela queria dinheiro para comer, me explicou depois, estava com fome. Então dei um pacote de bolacha que guardava na bolsa e um suco que levaria para a faculdade. Não era o meu último lanche. Talvez seja o dela. A gente nunca sabe quando é.
Ela me pediu para cheirar o cabelo dela. Era terra com cheiro de álcool, o olho faltava saltar e arder. Não era odor, era ardor. “Sabe esse cheiro? É de abandono. Queriam me violentar, mas eu não deixei”, ela dizia com a voz tremula. Era frio ou pressa de viver.
Eu sei que quando nos despedimos, R. me gritou de longe: você ainda vai lembrar de mim. Eu respondi que sim. Você sabe o momento exato em que uma história vai te marcar para sempre. Mesmo que você não entenda o por quê.
R., a lembrança foi tanta que precisei eternizar em um texto.
somos todos compostos por vendavais emocionais particulares que ninguém no mundo inteiro vai conseguir entender a forma como eles nos impactam. as experiências podem ser iguais, mas as interpretações são relativas e subjetivas. cada dor é única. por isso que no fundo e no final de tudo, ninguém é capaz de entender o próximo por inteiro.
Nietzsche não me entendeu.
Platão não me estudou. Freud não me resolveu. Da Vinci não me reinventou. Dalí nunca me pintou. Bukowski não me escreveu. Hitchcock não me filmou.
Porque estou à frente, no tempo onírico, na hora errada, no ponto morto de uma realidade afastada. No entanto, o filósofo não me sabe, mas sua ideia me crava. E o artista não me entende, mas sua arte me salva.
que vazio eu tô tentando preencher?
aquilo que a gente tem vontade de falar e não fala vontade de gritar e não grita é sussurrado baixinho pelos olhos fica subentendido no infinito.
…e arde mais que brasa em pele quente você olhando pra mim
será que eu não poderia ser invisível por alguns dias?
Mistério Misterioso
Quis fazer uma busca sorrateira para encontrar o meu verdadeiro eu, mas foi em vão. Tornei-me um mistério misterioso nebuloso e intrigante para todos, incluindo a mim. Digo coisas que ninguém entende. Sinto coisas que ninguém explica. Soletro frases que nenhuma boca aprende. Talvez seja o meu jeito quieto, pensante e errante. Ou talvez as minhas ausências inexplicáveis. Será pelo meu jeito esquisito de não morrer de amores por aquela morena de cabelos longos? Ou por não me contentar pelos olhos azuis da loirinha. A verdade é que todos estão errados, não sou fã da transparência, nem do riso frouxo e muito menos dos cem por cento educações, pessoas assim quase nunca são levadas a sério. É por isso que me apeguei á individualidade e a mesma me abraçou calorosamente. Eu prefiro os silenciosos, os que proferem pouco e que quando abrem a boca, sinto vontade de fechar a minha.
J.J, Literato Sensato