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One Nice Bug Per Day
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Sweet Seals For You, Always

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seen from Germany
@sandroschutt-blog
No Bullshit
In the words of the artist Julia Zieger:
This is a project I did targeting all the motivational posters hanging in the offices and studios of creatives. I wanted to show that there is authority in these posters, that you have to get rid of. You are your only authority. You are the alpha and the omega of your mind. Deep down you already know.
Images and text via
Aqui não tem mais lugar para meu blues.
The place that used to be a red district of the state for the troopers passing by.
Keep it clean.
How many likes this angel deserves? -Heroín baby-
ffffixas: instagram @adamscarvalho Adams Carvalho
essa técnica!
Comediante
I - Acabou o tesão, amiguinho
Abriu algumas guias no navegador para ler as notícias. Era um hábito que o prendia há anos, não podia começar seu dia sem saber o que acontece no mundo. Começava pela Folha, seguia para o Globo, para se informar de sua terra, depois acessava um portal qualquer para saber o que outros sites de renome tinham a oferecer. Após a leitura primaria ele partia para a mídia internacional – The Guardian, El Páis e New York Times. Não se deve confiar na mídia nacional. Foi isso que aprendeu durante vinte anos trabalhando na TV.
Havia estreado na TV a cabo no início da década de noventa. Dementes, um programa de humor que dispunha de baixo orçamento e falta de bom senso. Sucesso. Por mais que não figurasse no panteão dourado da comédia polida brasileira, possuía seu lugar ao sol. Pôde abusar do linguajar e fazer coisas que seriam impensáveis na TV aberta. O Palhaço Cool, por exemplo, fazia piadas com programas de auditório na base de sexo e depravação – as assistentes de palco seminuas se esfregavam nos apresentadores de maneira pornográfica e várias formas de pênis e vaginas se espalhavam pelo cenário. Simplesmente espetacular.
Mas para onde foi a inspiração? Onde se escondem as ideias obscenas e perturbadoras? O que aconteceu com meu público?
Hoje em dia as pessoas riem de si mesmas através de redes sociais. O cidadão comum em desgraça é mais engraçado porque é real. Sabia disso. Concordava plenamente. Dizia por aí, quando influenciado por algumas doses de vodka, que a vida é a única piada que te faz rir por desespero e crueldade. Esse tipo de humor chega diretamente às mãos das pessoas por conta de outras pessoas que lhes enviam conteúdos frívolos todos os dias, quer queira, quer não. De que serve o comediante hoje em dia? É só o cara que conta piadas manjadas. Tiozão de festa.
Alugou uma pequena quitinete em um lugar desconhecido por seus amigos e parentes. Queria isolamento para motivar a criação, pois a supervisão sempre lhe causara tormento. Estava ali, imerso em sua própria filosofia existencial, isolado no silêncio do ócio, olhando para a tela do computador como se não estivesse ali. Sua meditação melancólica foi interrompida pelo abrupto toque de seu celular:
-Alô?
-Fala, Fagner. Tenho notícias que vão te agradar.
-Conseguimos recuperar nosso acervo da MVP?
-Ainda não, mas falta pouco. Estou falando de trabalho, meu camarada, trabalho.
-Que não seja como o último. Aquele bispo engomadinho censurou pra caralho nosso humor.
-Não. Dessa vez é uma boa. Nada daquela emissora bananinha que não deixa falar um palavrão. Agora é canal fechado, liberdade total e... Adivinha?
-Eles vão nos pagar dois milhões por temporada e um boquete para cada?
-É um trabalho, não o paraíso muçulmano. Eles vão nos deixar fazer o que fazíamos no começo. O Dependentes vai voltar a ser o Dependentes. Só precisamos da sua assinatura para fechar com a ViVision. O que me diz?
-Preciso avaliar a proposta com calma. Mande-me por email. Assim que receber eu leio e te respondo.
-Certo. Mas não me vá desaparecer por semanas como você costuma fazer. Precisamos assinar até quarta ou vão colocar outra atração no nosso horário.
-Que dia é hoje? Sexta?
-Isso.
-Então dá tempo.
Desligou o telefone. Precisava de um café para organizar as ideias e para motivá-lo em tal ambiente claustrofóbico em que se encontrava. Foi até a cozinha e ligou a cafeteira. Enquanto esperava decidiu que era uma boa idea adicionar uma pequena dose de conhaque ao café para tornar seu efeito mais poderoso. Começou a vasculhar pelas prateleiras até que achou a garrafa de Presidente com um quarto de seu conteúdo desaparecido. Aqueles 750ml de conhaque teriam que mantê-lo aquecido pelos próximos dois dias. Assim esperava.
A cafeteira anuncia com um cling que seu trabalho chegou ao fim e a dose de destilado estava a caminho. Sentou a frente computador, tomou um gole do café aditivado e sorriu. Pouca coisa o deixava tão contente quanto cafeína e álcool pela manhã.
Mas isso não era o suficiente para fazê-lo rir. A carreira de comediante tornou seu humor extremamente seletivo. Piadas corriqueiras não despertavam seu interesse, assim como qualquer outra previsível e politicamente correta. A maioria das piadas sujas já haviam penetrado seus ouvidos e cérebro, e muitas delas fora ele próprio quem escrevera. Rir espontaneamente por coisas pequenas como um café estava fora de questão. Tornou-se um homem amargo.
Mas então, qual o motivo do riso? O gosto do café com conhaque sequer passou por sua boca, que estampava um leve sorriso de surpresa e espanto. A luz caía sobre sua existência através de uma chamada em negrito do New York Times:
“Onda de mortes por asfixia durante masturbação preocupa pais de adolescentes”.
Se liga no urubu!
tempo: 4horas
Ilustração vetorial. Arte original. Adobe Illustrator.
Tempo: 7 horas
Ilustração vetorial. Arte original. Adobe Illustrator.
Tempo: 13 horas
Life itself.
Just a minor wound.
Atella - The Monster by Bill Porter
FODA! FODA! FODA!
QUE VÍDEO É ESSE?
Good read about one of the most racist, criminal and stupid polycies adopted by the US (and then by the rest of the world) in history.
Rolling Stone politics session is way better than the regular pop culture sessions of the magazine nowdays.
Most of the time, the politics session writing is fun at the same time that is clever.
This piece is no fun at all, but is pretty clever.
Enjoy the text.
BUMP
Bumped into a bump Bomb into a bang Bang! hit you again Long is the game Song, is what you say Worong, i’ll be someday Tongue, cries u-hay! Saw the x-ray Blond, are you okay? Hong Kong someday Streets made of clay
Click! Here comes the again Clap! Here comes the bang Shit! He called a gang Find your ying-yang
Do that thing Can you sing?
Felt a little lump Bumped into a bump.
"ISSO É UM ULTRAJE! UM ALCOÓLATRA JAMAIS DEIXARIA UMA GARRAFA PELA METADE!" Bukowski