Not today Justin
h
Monterey Bay Aquarium
Mike Driver
$LAYYYTER
almost home
KIROKAZE
occasionally subtle

#extradirty
he wasn't even looking at me and he found me

Origami Around
PUT YOUR BEARD IN MY MOUTH

@theartofmadeline
2025 on Tumblr: Trends That Defined the Year
ojovivo
Jules of Nature
Misplaced Lens Cap
Peter Solarz
we're not kids anymore.
No title available
seen from Australia

seen from United States

seen from Germany

seen from United States
seen from United States
seen from United States

seen from United States
seen from United States
seen from United States

seen from United States
seen from United States

seen from France

seen from Germany
seen from United States
seen from United Kingdom
seen from United States

seen from United States
seen from Finland

seen from Singapore

seen from Croatia
@serafim-de-luz
Os Ombros Suportam o Mundo
Chega um tempo em que não se diz mais: meu Deus.
Tempo de absoluta depuração.
Tempo em que não se diz mais: meu amor.
Porque o amor resultou inútil.
E os olhos não choram.
E as mãos tecem apenas o rude trabalho.
E o coração está seco.
Em vão mulheres batem à porta, não abrirás.
Ficaste sozinho, a luz apagou-se,
mas na sombra teus olhos resplandecem enormes.
És todo certeza, já não sabes sofrer.
E nada esperas de teus amigos.
Pouco importa venha a velhice, que é a velhice?
Teus ombros suportam o mundo
e ele não pesa mais que a mão de uma criança.
As guerras, as fomes, as discussões dentro dos edifícios
provam apenas que a vida prossegue
e nem todos se libertaram ainda.
Alguns, achando bárbaro o espetáculo
prefeririam (os delicados) morrer.
Chegou um tempo em que não adianta morrer.
Chegou um tempo em que a vida é uma ordem.
A vida apenas, sem mistificação.
.
Carlos Drummond de Andrade
Voz #serafimdeluz
Foi um quase algo que doeu. Um quase que nunca imaginei em toda a minha vida que pudesse doer tanto assim. Ele foi uma história linda, mas inacabada, interrompida por algo simplesmente banal. Um quase algo que eram baseado em sonhos idealizados para serem realizados a dois. Um quase algo que me destruiu de dentro pra fora e me fez sangrar por dias intermináveis e ainda sangra. Mais também foi um quase algo lindo, ingênuo e puro da minha parte. Amei desesperadamente e loucamente como se fosse o meu último dia na terra.
Aceitei os erros, defeitos, abandonos e idas e vindas sem reclamar porque queria mais desse quase. Esse quase algo que me fez duvidar de mim mesma e da minha capacidade humana de amar alguém que sempre fazia questão de me dar ausência do que ser o quase algo dele. Eu queria ser mais pra ele, pro nosso amor. Eu queria que saíssemos dessas incertezas e vivêssemos todas as promessas que fizemos um para o outro em todas as vezes que dizíamos "eu te amo" com todas as certezas que achávamos que tínhamos.
Você foi o quase mais intenso em que vivi em todos esses anos de sobrevivência. Foi o grande amor da minha vida, mas também foi a dor mais sobrenatural que já senti em carne e osso. Todos os dias vivo o nosso quase sozinha, esperando uma resposta, esperando uma mensagem, esperando uma ligação que sei que jamais acontecerá. Tenho a certeza que irei conviver com todas as possibilidades que infelizmente não conseguimos realizar. Irei conviver com um quase que antes era cheio de certezas e hoje se tornou apenas um amor que não sobreviveu ao quase algo.
— Elle Alber
Existem coisas que não nascem à luz do dia. Que não se mostram em uma reunião, nem aparecem nas fotos sorrindo em rede social. São coisas que vivem no escuro e preferem assim. Porque são mais verdadeiras quando não precisam provar que existem.
São pensamentos que a gente tem quando o mundo cala. Quando o barulho de fora para, e o de dentro começa. Desejos que não foram feitos pra serem ditos. Verdades que não se sustentam em voz alta, mas que, no fundo, definem quem somos. Segredos, vergonhas, memórias que guardamos só pra nós mesmos.
Tem aquela dança ridícula no espelho quando a música toca. Aquela conversa imaginária com quem já foi. A risada abafada lembrando de uma piada que ninguém mais acharia graça. O comentário maldoso que você jamais faria em voz alta. O plano mirabolante que você faz antes de dormir, como se fosse mesmo possível largar tudo e sumir pra vender brigadeiro numa praia do interior ou pra fazer texto sob encomenda pra quem não consegue dizer o que sente.
Tem aquele medo que você só assume pra si mesma e, mesmo assim, finge que não escuta. A vontade de mandar mensagem, mas o orgulho que paralisa o dedo. O ensaio de coragem em frente ao espelho. O pedido sussurrado pra que o universo te veja, mesmo quando você diz que não precisa de ninguém.
Tem também amor. Um tanto. Aquele que você sente e guarda. Cuida em segredo. Que nunca virou declaração, mas também nunca foi embora, tá ali nos detalhes invisíveis, na lembrança persistente, no cuidado silencioso.
É uma parte sua que só aparece quando ninguém está olhando. Uma versão que é mais livre, mais leve, mais verdadeira. Que não precisa se encaixar, nem se explicar. Que dança feio, que chora bonito, que sente muito. Que tem fé num futuro que não sabe nomear, mas que acredita. Porque acredita. E isso já basta.
Algumas coisas são feitas pra serem vividas na ausência porque nem tudo que é invisível é mentira. Às vezes, é só sagrado demais pra ser exposto. E você, mesmo sem plateia, continua sendo história. Inteira. Verdadeira. E linda.
Eu sou uma entusiasta dos casos perdidos. E isso nunca foi segredo. Tá escrito em mim — nos olhos que escolhem errado, nas mãos que tremem na hora de soltar. Todo mundo sempre soube. Eu sempre soube. O que ainda me assombra é outra pergunta: eu teria olhado pra você se você não fosse exatamente isso — um naufrágio em curso?
Porque alguma coisa no seu silêncio pareceu carregar o mesmo peso que eu. Alguma coisa em você sangrava do mesmo lugar que eu tanto buscava esconder. E talvez tenha sido isso que me fez parar. Que me fez pensar, mesmo que só por um segundo, que você era uma outra versão de mim: quebrado de um jeito bonito. Uma tempestade, assim como eu. Um reflexo sujo, trincado, mas que ainda assim espelhava.
Mas esse é o problema com as causas perdidas. Elas estão perdidas. De um jeito que nem a minha parte mais teimosa consegue ignorar. De um jeito que nem o meu lado mais arrogante ousaria prometer conserto. Porque não tinha. Não tem.
Mesmo assim, eu fui. Sem alarde, sem coragem demais. Só com essa vontade quieta de ficar perto, nem que fosse por pouco. Nem que fosse pra doer depois. Fui porque algo em mim pedia tua presença, mesmo sabendo que ela nunca seria inteira.
Você tinha um caos que sabia meu nome. E eu achei que reconhecer isso fosse suficiente. Achei que dividir o peso tornaria ele mais leve. E, talvez por isso, eu tenha acreditado — nem que por um segundo — que havia beleza em juntar dois destroços que falavam a mesma língua.
Me entreguei nas entrelinhas, às madrugadas, nos silêncios cortados por perguntas baixas e respostas quase sussurradas — como se a coragem caminhasse na ponta dos pés.
Foram muitas noites em que os nossos corações se esbarraram entre o medo e a coragem. A gente se tocava nas pausas, nos silêncios, nas entrelinhas. Não foi só pele, foi por dentro. Foi na espinha, no estômago, no que fica mesmo depois de tudo.
Agora, minha causa parece um pouco mais perdida sem a sua. E tudo que me sobra são essas lembranças que eu insisto em manter vivas. Algumas reais, outras inventadas — todas doendo como se tivessem acontecido ontem.
E ainda assim, nada mudou. Porque causas perdidas não mudam!
Ficaram as noites em que eu imaginava a sua presença deitada ao lado, quente e impossível. Os diálogos inventados, onde você dizia tudo o que nunca teve coragem. Onde eu respondia como se ainda tivesse tempo.
A verdade?
Perdi algo que nunca foi meu.
E agora eu permaneço aqui, tentando entender como é possível sentir falta de algo que já nasceu com data de validade.
Eu perdi uma causa perdida. E, no fundo, não deveria me doer tanto assim. Mas dói. Dói como na primeira noite sem você. Como se uma parte minha tivesse ido embora junto — e, de certo modo, foi.
Tudo tem sido acelerado
Urgem os dias, as horas e até meus pensamentos
O botão do piloto automático quebrou e não desativa
Talvez parar eu consiga na tentativa número 01 milhão
Bati no liquidificador toda a minha emoção
Hoje é um domingo monótono
Não saí para correr como de costume e procastinei a ida na academia por conta da chuva que jurei que pararia, mas não, ela continuou até eu desistir e aceitar que eu não poderia sair
.
Tem pressão nos meus ouvidos e ouço tudo abafado
Me causa mal-estar ficar gripado
Sei que não vou dormir por agora, provavelmente vou ficar acordado até umas 03:00 horas revirando na cama, e depois que eu acordar vou ficar arrependido por não ter ido dormir cedo.
No meu Journaling de hoje não tem novidade
Quem sabe em uma próxima edição que raramente acontece :):
@serafim-de-luz
Uma vez me falaram que eu acabaria sozinha. Eles estavam mais certos do que imaginavam. Sempre fui uma pessoa muito abençoada e rodeada de pessoas boas, mas a vida me trouxe alguns caos e algumas pessoas que me drenaram toda energia boa, mas não os culpo, a única pessoa responsável por se deixar ser drenada, foi eu mesma. Mas apesar de tudo isso, eu cultivo parcerias, amizades e amores bonitos, que fazem toda a diferença, de fato, mas no fim do dia, sou eu, sem energia e sem saber exatamente para onde ir, no fim das contas, estou sozinha, com medo do mundo lá fora. No fim do dia eu sou uma pessoa que um dia conseguia desabafar, mas hoje não fala, não expressa, apenas se desfaz. Sou como um mar que já foi azul e agora carrega tempestades em silêncio. As ondas batem contra mim, levando pedaços do que eu era, mas ainda assim, continuo ali, existindo. Sou a casa abandonada que um dia foi cheia de risos, mas agora ecoa apenas o vento. Sou aquela estrela que brilha distante, quase apagada, mas ainda brilhando, porque no fundo, mesmo em meio ao caos, ainda há algo em mim que resiste.
Aline e Carol, sobre ser silêncio.
.
Como posso ser tão antissocial assim?
Não sei como ainda perguntam por mim
Tem uma parte minha que quer e não quer ir
Uma quer estar por lá e a outra anseia ficar aqui
.
Você lê a minha mensagem de imprevisto e que não poderei comparecer
Você sabe que não é verdade
É só uma parte minha solitária que se ativa quando fico sem vontade
.
Esse tipo de sentimento só acontece quando estou a me denegrir
Pode ser que seja um sentimento tóxico
Não tenho uma explicação exatamente em si
Quando a enxaqueca parar, pensarei em ir
.
Não sou de falar muito pessoalmente, quanto menos por aqui
Aprecio o momento silencioso e o barulhento também
O que mais tenho apreciado é não estar preso a lugares
O peso do mundo não estará mais sobre mim quando tu, alter ego, não mais respirares
.
#serafimdeluz #serafim-de-luz
"No Tumblr eu vejo o coração de pessoas que eu nunca vi o rosto."
Será que eu já fui a poesia de alguém?
- ana
Maturidade o suficiente para trabalhar com quem não gosto
Você vai sentir minha falta e eu espero que não seja tarde demais
Quantas horas eu perdi, quanto tempo eu fiquei no telefone só para te acalmar e te fazer sorrir? Eu perdi a conta. Eu segurei sua mão e disse que tudo ia ficar bem quando você achou que seu mundo ia desabar. Eu disse que tudo ia passar, que você deveria aprender a seguir em frente, mesmo achando que não era possível. Eu estive com você nas horas boas e ruins. Eu fui tua amiga, até não precisar mais de mim e dos meus conselhos. Hoje quem precisa de um conselho, de um ombro amigo sou eu, mas você sumiu. Para você nenhum problema é maior que o seu. Tudo é drama e você nunca está disposta. Amizade também se desgasta, assim como um namoro. Uma coisa está ligada a outra: amizade é também um relacionamento. Engraçado que quando eu disse que nossa amizade poderia acabar a qualquer momento, você disse que eu pareço aquelas crianças da escola que dizem o tempo todo: “nossa amizade já era”. Quando estamos em um namoro e amamos muito a pessoa mas, infelizmente, o namoro está se desgastando, não tentamos fazer com que as coisas mudem? Estamos dispostos a lutar, fazer com que não acabe e que tudo fique bem outra vez. Com a amizade não é assim também? Se não é, então eu não sei de mais nada. Apenas um desabafo, Nessa Cross.
O problema é que as pessoas desejam e querem tanto, mas demonstram e tentam tão pouco.
Sandro Alex.
Eu não consigo escrever. Minha pasta de rascunhos se tornou um amontoado de textos incompletos que mal passaram do primeiro parágrafo. Eu não sei o que dizer.
Talvez todos esses textos inacabados sejam um retrato de nós dois. Uma história que nunca é vivida, um sentimento que nunca é entregue, as palavras que começam a serem ditas mas que nunca são realmente expostas.
Quem sabe assim como eu venho abandonando meus textos pela metade, você tenha feito com a gente. Em algum momento decidiu que não queria continuar escrevendo essa história e simplesmente a deixou incompleta no meio de um verso importante.
Não há nada de errado nisso. Acontece.
Mas o teu silêncio contaminou meu coração, roubou minha inspiração e agora eu sou obrigada a escrever um texto sobre não conseguir escrever.
O que isso quer dizer? Será que eu também desisti dessa história?
Não há nada de errado nisso não é?
Acontece.
meuarcanjo
Só um desabafo de quando estava chovendo
#
O caminhão de lixo não pegou os sacos que deixei fora.
Pensei que tivesse pego.
Quando vi, os cachorros já haviam rasgado os sacos
Foram fotos e objetos aos quais eu tinha apego.
Eu não queria mais o que (não mais fazia sentido).
Tive de juntar o amontoado espalhado aos quilos.
Organizei tudo e eu não podia colocar para dentro de casa novamente.
Não queria mais aquilo, pois ficaria doente mais ainda psicologicamente.
Vi-me obrigado a procurar em quadras alternativas e saber se o caminhão ainda estava por perto, mas ele já tinha passado.
Era tarde, e o turno dado como encerrado.
Não posso retornar para casa e forço-me a procurar um lixão.
Depois de horas, finalmente encontro.
Lugar fétido; no entanto, posso desapegar de apegos e obter elucidação.
Ao chegar em casa, posso colocar a cabeça no travesseiro tranquilamente, sem o peso do mundo e adormecer com tamanha abnegação.
@serafim-de-luz
Pelo menos meu medo de abandono nunca vai me deixar.
poemasdocaos