"A Fifi sempre volta", mas
desta vez quem está indo é você.
Eu não sei o que vou fazer com sua cestinha, brinquedos, tigelas e comedouros, rasqueadeira, gravatas, remédios, shampoos, perfumes, toalhas, paninhos. O estoque de lenços umedecidos. Tchau.
Eu não sei o que vou fazer com o meu tempo. Os passeios de manhã - "a Fifi vai, hein, tchau. Kobinho vai?" - , os cochilos, as brincadeiras, os segundos e terceiros passeios, a corrida no estacionamento, te secar a cada aguinha gelada, fazer nossa rotina do sono, acordar com suas corridas sonâmbulas. Tchau.
Meu agachar perdeu um lugar em minha frente, abrir meus braços não tem mais abraço de sovaco, meus banhos não têm mais companhia. Tchau.
Não vamos mais pegar o paninho para você fazer sua festa. Não vamos mais ficar vendo a rua. Não vamos mais todo mundo. Tchau.
Não vou mais te pegar, dar biscoito, esconder sua comida, ensinar truques, coçar.
Pra que treinar abdominal se não vou precisar levantar do sofá rápido enquanto você vem correndo pular? Pra que vou guardar meus sapatos se você não vai roubar? E minhas meias?
Como vão ser minhas refeições sem você se metendo por baixo dos meus braços?
Kobe, Kobinho, Koubelino, Binho, Bibinho, Pintin, Pintintin, Pintin amarelin, Amozinho, Meu amor, Cara linda, Filho, Mofilho,
Você foi o meu primeiro amor da vida.
Tenho medo de esquecer como é a textura das suas orelhas, do seu cheirinho, da sua presença.