✶ { A B O U T } ✶ — 𝔶𝔬𝔲 𝔟𝔩𝔢𝔢𝔡 𝔧𝔲𝔰𝔱 𝔱𝔬 𝔨𝔫𝔬𝔴 𝔶𝔬𝔲'𝔯𝔢 𝔞𝔩𝔦𝔳𝔢.
É o primeiro membro dos Black a ser selecionado para a Grifinória em incontáveis gerações e é conhecido como uma ovelha-negra em sua família, por não concordar e retrucar contra todos os preconceitos de sangue que tentaram lhe ensinar quando criança.
Tem facilidade em se dar bem com animais e criaturas mágicas.
Não nutre muito apreço por notas estelares, mas é um bruxo talentoso em diversos âmbitos, como Transfiguração, Feitiços e habilidades de Duelo.
Realmente gosta muito da bagunça e vida quase boêmia pelas quais é imensamente conhecido pelos corredores de Hogwarts. É um dos alunos mais populares da escola e divide opiniões entre os que o amam e os que o odeiam.
HEADCANONS.
PRE-HOGWARTS — Sirius nasce em resplendor. Uma criança tardia mas ansiosamente esperada: o primeiro menino, um herdeiro. Os pais não são conhecidos pelo zelo, mas nas entrelinhas da educação rigorosa o banham em mimos, alimentando-lhe a cabeça com noções de grandeza: tal qual um príncipe a treinar para governar seu reino, desde que retém consciência, é ensinado a exigir e não perguntar, a tomar e não pedir. Em retrospecto, os progenitores criaram uma dinamite caseira, à espera da faísca para detonar. Com o gênio forte de sua mãe e uma predisposição à traquinas própria, apesar das repreensões, é o filho perfeito. E o peito se estufa mais quando torna-se irmão mais velho, uma conquista particular que, mesmo não sabendo porquê, o trás imenso deleite. Os primeiros onze anos de sua existência são marcados pela pompa que o cerca e, ainda uma criança, é doutrinado nas ideologias dos adultos. “Sangues ruins são a escória.” Repete as palavras sem hesitação, embora não as compreenda em sua totalidade — não associa que os sujeitos extraordinários sobre os quais ouve nos sussurros de tio Alphard durante as reuniões familiares são os mesmo; ele se refere a eles com termos mais afáveis, afinal.
TRIGGER WARNING: menção de abuso físico.
PRIMEIRO E SEGUNDO ANO — “Ora, há muita ambição e notável arrogância, mas você não é como os outros… não, consigo ver o potencial… você prosperará na GRIFINÓRIA.” É naquele instante que o mundo que conhece desmorona. Passa a primeira noite em Hogwarts revirando numa cama que insiste não ser sua. Se convence de que o chapéu cometera um erro; ele deveria carregar a tradição, trazer honras e glórias para o nome que carregava. Walburga pessoalmente comparece na escola no dia seguinte, demandando que o trocassem de casa. É o diretor que lida com a fúria da mulher, enfatizando que mudanças eram um bom sinal e oferecendo palavras de conforto a Sirius. Aquela é a primeira vez que a mãe o observa com frieza, afirmando que a causara tamanha decepção. Sendo uma criança que nunca lidera com rejeição, acostumado a ser o favorito, o desespero e desamparo que sentiu, de vez em quando, ainda o perseguem nos pesadelos. Durante o ano letivo se esforçou para enturmar-se com os primos que ainda frequentavam a escola, a amigar-se com os sonserinos; contudo, contrário de antes, não estava isolado no ninho, cercado unicamente por um grupo seleto de pessoas — não, uma vez em Hogwarts era exposto aos diferentes bruxos e bruxas que formavam a sociedade mágica. Um deles, e certamente o mais importante, sendo James Potter. Uma conexão instantânea e genuína, em poucas palavras trocadas Sirius encontrou um melhor amigo, um irmão. Foi ele — juntamente dos que vieram depois — que, entre pequenos argumentos e palhaçadas, convenceram-no que as visões que herdara não eram certas. Não fora um processo repentino, mas moroso, com opiniões escapulindo aqui e ali no princípio. Naquele verão, quando retorna para casa e comenta sobre os melhores amigos, recebe um sermão sobre misturar-se com “traidores de sangue”; e quando argumenta que os meninos são legais, é Orion quem sugere as chibatadas nos calcanhares como aviso. Singelas cicatrizes permanecem pelo resto do verão, mas Sirius decide que irá mudar a opinião dos pais. E nos dois anos que se segue, se desdobra entre duas vidas: uma repleta de travessuras e transgressões com os amigos nas dependências escolares e outra dentro de casa, onde, a princípio, cuidadosamente questiona as opiniões dos pais — sempre se filtrando, ainda mantendo sua postura. Mesmo assim recebe punições, “brandas” (chibatadas, penas enfeitiçadas cravando palavras nas costas das mãos) porque Orion conclui que são apenas influências ruins que pode arrancar dele. E Sirius está decidido que, eventualmente, compreenderão. Afinal, eles o amam. Ainda existem pequenos momentos entre os progenitores que valoriza — quando o pai o leva para o escritório para ensiná-lo feitiços complicados ou quando toca piano para a mãe. E Regulus, quem ama com todo o coração. É para ele quem mais sussurra suas descobertas, a quem mostra as bugigangas que conseguiu com seus amigos, os discos que esconde debaixo da cama. Provavelmente fora essa teimosia e determinação que o chapéu tenha descoberto quando vasculhou sua mente.
TRIGGER WARNING: menção de abuso físico e tortura.
TERCEIRO E QUARTO ANO — A adolescência é uma fase conturbada, e conforme as estações mudam, a discrepância entre a vida dentro e fora de Hogwarts aumenta. Sua popularidade aumenta pelos corredores da escola, sendo conhecido por ambos sua boa aparência e pegadinhas. Você raramente o vê longe dos amigos. Em sua mente, são sua segunda família; seu porto seguro. E nunca deixaria ninguém feri-los de maneira alguma. É a época em que desenvolve sua forma animaga, como parte da promessa compartilhada de ajudar com o “problema peludo” de Remus. Suas inimizades com certos alunos da sonserina se forma e intensifica, e não mais procura a validação daqueles que a residem. No quarto ano, os pais não o mandam nem uma carta em seu aniversário e não faz questão de passar o natal em casa. Os murmúrios sobre eventos cruéis acontecendo além das paredes seguras de Hogwarts começam a se espalhar e, aos poucos, compreende que não é mais só uma questão de “opinião”. Se afasta de seus familiares, e para de filtrar suas palavras. Levantar a voz, teima e argumentar com os progenitores e qualquer outros que ousar usar aquela palavra. Mas é uma guerra e nenhum dos lados quer ceder. Por um tempo, o pai ainda acredita que suas punições físicas são o suficiente para calá-lo, e tornam-se mais frequentes; não consegue escondê-las dos amigos, mas quando perguntam apenas ri e muda de assunto. E, assim, momentos tenros com os pais diminuem. Sirius não mais adentra o escritório ou passa tardes na sala. Monstro começa a roubar coisas de seu quarto, denunciar os segredos que compartilha com o irmão, e as brigas nunca acabam. Passa apenas uma semana em casa naquele verão; contudo, é uma que se lembraria por muito tempo. Não recorda como a briga com a mãe começou, mas antes que possa pronunciar outra palavra está ao chão, o corpo contorcendo e espamando. Uma dor inimaginável o consome e não recorda-se quando perde a consciência, mas acorda na cama horas depois, os músculos dormentes. “Acabaram seus avisos.” São as palavras da mãe, de costas para ele. Passa horas se convencendo que a mulher não usara aquela maldição em si; como poderia? ela era sua mãe. Mas quando acontece uma segunda vez, após um jantar familiar, não pode mais mentir para si mesmo. Nunca conta aos amigos sobre isso, afinal, como explicar que a própria mãe o amaldiçoara daquela forma? Somente pensar parecia matar algo dentro dele.
QUINTO E SEXTO ANO — O verão quinto ano é o pior. Sente-se sufocado, preso e encurralado. O relacionamento com os progenitores é inexistente. Quando não está confrontando-os, é um fantasma em sua própria casa. Na fatídica noite em que briga com eles pela última vez, é após ouvir o nome de Voldemort ser proferido pelos cômodos. Não era uma surpresa, ouvira outras vezes — entretanto, outrora estava afundado em sua ilusão, desesperadamente tentando acreditar que não acreditavam de verdade no que diziam. O que ouve é impossível de repetir, e a cólera que o consome é como nenhuma outra. E dessa vez quando é amaldiçoado novamente, não desmaia, mas luta contra usando toda sua força de vontade. E acontece repetidamente, e não há nenhuma emoção no rosto de nenhum dos pais. E quando percebem que ele não irá ceder, comentam sobre “sequer valer os esforços”. É a fatídica noite em que sobe as escadas e enche o malão, deixando o Grimmauld Place. Passa horas andando sem rumo pelas ruas de Londres, lutando contra as lágrimas que insistem em escorrer. Não arrepende-se das decisões que toma, mas a realidade caindo em seus ombros é desesperadora. Desamparado, sozinho, sente-se com onze anos novamente. Uma criança birrenta frente as injustiças da vida, de precisar ceder tanto aos meros dezesseis anos. Os próprios pais — nenhuma criança quer deixar de ser amada. Mas quando, finalmente, se encontra na porta dos Potter, é recebido de braços abertos e o sentimento que toma seu coração é indescritível. Em seu sexto ano, é a primeira vez que sente-se em paz. Genuinamente feliz. Ainda há um gosto agridoce em sua garganta sempre que depara-se com Regulus nos corredores, mas permite-se gozar de sua juventude. Interesses românticos, bebidas, festas. É o ápice de seu espírito maroto. E ansia pelos feriados sabendo que retornará para um lar onde sente-se acolhido e amado.
FIM DO TRIGGER WARNING.
SÉTIMO ANO — Ressentimento como o que nutre somente floresce de semelhante quantidade de amor. Por vezes pondera se o irmão está tão bem quanto aparenta, se os pais se arrependem. Se quando olham para os quadros faltando sua figura travessa, também sentem os cordões repuxando em volta de seu coração. As vezes se pergunta se esqueceu o suficiente dos momentos ruins para lembrar do porquê precisava esquecê-los em primeiro lugar, pois memórias boas são as únicas que o perturbam nos momentos de fragilidade. Mas esses são sentimentos que reprime. Desde o começo do verão, com a ameaça duma guerra se aproximando, preocupa-se com a segurança dos amigos e daqueles que ama. A própria segurança não o interessa tanto, e está disposto a lutar com unhas e dentes pelas coisas que acredita.
PERSONALIDADE — Sirius Black é feito em camadas. A primeira é a que exibe pelos corredores de pedra, o sorriso mostrando os dentes e os flertes fáceis nos lábios. O garoto que abandonou tudo para lutar pelo o que é certo. O que não hesita antes de defender seus amigos e está sempre metido em encrencas. Não é perfeito, e por vezes sua arrogância e orgulho de berço vazam pelas rachaduras. Mas se esforça para ser uma boa pessoa, e não liga de receber puxões de orelha para ser mantido em ordem. A segunda é a personalidade carinhosa e amorosa que somente exibe para seu grupo de amigos. Os contatos físicos, os momentos de fragilidade e a sensibilidade. Como gosta de dizer: “ao contrário das crenças populares, Sirius Black tem um coração.” Sente as coisas com deveras intensidade, mas somente as confia aos melhores amigos. A terceira é a que guarda para si, o menino que é consumido pelos medos e as cicatrizes do passado. O que revira noites pensando nas coisas que nunca foram e assombrado pelas inúmeras possibilidades do futuro.
Além de ocupar a posição de artilheiro no time de quadribol, também é o capitão. É surpreendentemente bom em dar ordens e estrategizar as partidas. Não busca por glórias no esporte, o sendo muito mais satisfatório ver as conquistas e progressos dos membros do time (especialmente James) que as próprias.
Sua ambição é seguir a carreira de magizoologista. O interesse em criaturas mágicas começou ainda na infância, quando passava horas lendo livros sobre as mais fantásticas que caminhavam pela grã-bretanha e o mundo. E cresceu quando tornou-se animago. Não é incomum vê-lo na cabine de Hagrid, ajudando-o com as criaturas que contrabandeia para o castelo. Sempre que precisa dum tempo sozinho se esconde na Torre de Astronomia ou na clareira, onde alimenta os unicórnios ou conversa com os centauros. Contudo, com o estado atual do mundo mágico, anda considerando tornar-se auror.
Sabe uma boa quantidade de feitiços de proteção devido ao pai. Orion o ensinou muitos antes de tudo acontecer. Além de ter estudado vários dos livros dele, em segredo, quando pesquisava para a criação do mapa.
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SELF-PARAS — THE MIRROR OF ERISED













