“Amar vai muito além de dizer eu te amo. Expressar sentimento é demonstrar através de atitudes o quão alguém é importante. Amor é fogo que arde sem se ver, é sorrir inesperadamente, é presença mesmo na distancia.”
— E agora nós?
will byers stan first human second

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Janaina Medeiros

Love Begins
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Aqua Utopia|海の底で記憶を紡ぐ
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@sobcarneviva
“Amar vai muito além de dizer eu te amo. Expressar sentimento é demonstrar através de atitudes o quão alguém é importante. Amor é fogo que arde sem se ver, é sorrir inesperadamente, é presença mesmo na distancia.”
— E agora nós?
Ai que coisinha lindaaaaa
talvez minha ingenuidade tenha sido acreditar que seríamos perfeitos um para o outro até nos erros, que nossa conexão era alicerce intransponível quando as tempestades visitassem, que nunca machucaríamos um ao outro em razão do orgulho, que haveria amor incondicional sem sofrimento rasgante e que oitos manuscritos fariam um infinito perfeito.
Avec Élégance
Aqui o risco é boca suspostamente Dilatando uma promessa de vida Sob o olhar mirado em desalento Abraçando a baía com as pernas
Eu ainda não sei o que fazer Com minhas próprias mãos Quando há um multidão Presumindo gestos
Solverá o corpo em cena: A Roma em decadência O fruto sintético, Hermes Tímido devorado pela cidade
O afeto beira o inacreditável O repentino me ofende Esse ato é vil e imprudente Atira no fogo dessa sua vaidade
Vingo afoito, a dança estirada Na calçada, o disfarce se estende Na peregrinação de formigas Nos papéis de enfeites esquecidos
Essa literatura que me faz sua cria Bisturi nos olhos, separando pedaços Para montar o mais novo titã desta era Reconhecida para a superar a fabulação
Irradia esse narciso de suingue Remendado ao longo de um suspiro ou outro Você faz gentilezas as partículas Que grudam e mascam sua juventude
A vontade desencadeia a repulsa Afasta-lo do contexto e manifestá-lo Em um dia qualquer em que uma Bacante informal não voltou para devora-lo
Você tinha uma vastidão cósmica como o espaço sideral, mas também a mesma quantidade de oxigênio.
eu gosto de acreditar
em recomeços,
já que para nós só resta
procurar entre os avessos
das promessas deixadas
nas lacunas de seus beiços.
erro, orgulho, gosto, passo,
grito, beijo, choro, amasso
a pena imposta é contrapasso
meus estáticos, o que faço
das avarias escorraço
deuses igualmente devassos
alvedrio tornou-se escasso
em substantivos, me embaraço
mas nos verbos? renasço
O amor é duro igual concreto
Desculpa não ter cumprido o contrato
Minha língua ainda fala o seu dialeto
E seu perfume ainda mora no meu quarto
Muito obrigado por me ajudar a passar pela vida
Deixando os meus problemas de lado
Espero que você saiba que eu ainda te amo
Me perdoe por eu sempre chover nos seus dias ensolarados.
ele fala que não estou sozinha mas o que escuto é a companhia de cada um dos meus pecados
fingimos e enganamos para sentir que existimos por um bem maior, que existimos pelo amor. mas quando “eu te amo” escorre pelos seus lábios, a saliva tem o gosto doce das mentiras que você conta? doces mentiras… será que você realmente gostava de roxo? se consegue mentir sobre o amor mais profundo que dilacera corações e arrasa expectativas, teria mentido também sobre algo tão simples quanto a sua cor favorita?
afinal, as palavras que eram o maior fingimento de todos ou era apenas você?
pessoas não entram
em nossa vida
por acaso
mas é
em um acaso
que elas saem
para o nirvana alcançar
minhas entranhas reorganizei
do avesso as dobrei torcidas
até quedarem enegrecidas
e não mais tarde definhei
eu dancei na chuva,
deixando as gotas de amor me banharem.
lavarem cada canto do meu ser,
me aliviarem.
mas você abriu o guarda-chuva
e se protegeu ao máximo
para não se adoentar.
eu fiquei doente de amor
e morri de pneumonia,
só não sei se foi mesmo
o frio da chuva
ou o que seu coração exalava
por eu sempre amar sozinha.
ela dedilhou o universo
enquanto suas mãos pegavam fogo
e teve certeza definitiva
que o incêndio havia queimado tudo.
— cinzas sopradas ao vento.