“ I think it’s great to be flawed. I am hugely flawed, and I like it this way. That’s the fun of life. You fall, get up, make mistakes, learn from them, be human and be you. ”
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@sundaramahima
“ I think it’s great to be flawed. I am hugely flawed, and I like it this way. That’s the fun of life. You fall, get up, make mistakes, learn from them, be human and be you. ”
it's the calm before the storm || astrid and felicity || february 78
ast-woodwork:
Um final de semana calmo era tudo o que elas precisavam, ou era o que elas estavam acreditando. Mas tudo parecia ótimo observando de primeira: sem a cobrança do trabalho, sem a cobrança sobre elas mesmas, sem nada. Embora o planejamento todo tenha sido feito de última, Astrid conseguiu alguém para lhe cobrir durante o tempo que ficaria fora e nem seria muito tempo, afinal seriam apenas dois dias. Dois dias longe de tudo e de todos, onde ela e Felicity apenas aproveitariam da amizade delas e criavam um programa que há anos tinham planejado, mas não arranjavam tempo. Tempo. Isso era algo que ambas prezavam e cuidavam muito bem, e quase nunca tinham tempo para lazer ou algo parecido, o que gerava uma enorme carga horária no trabalho e duas mulheres extremamente cansadas nos finais de semana, embora satisfeitas com tudo o que haviam feito durante a semana.
Eram sempre assim, e Astrid acreditava que era por conta disso que ambas sempre se deram bem, e desde que conhecera Felicity, soube que ali estava uma grande amiga e que a amizade delas duraria bastante. E estava certa, claro. Já haviam se formado em Hogwarts e mesmo depois de alguns anos, elas ainda mantinham contado, e se falavam sempre que arranjavam algum tempo, já que nenhuma das duas se dava o prazer de ir em festas ou coisa parecida. Gostavam do trabalho, de ter o que fazer, e quando a Woodwork deu a ideia do final de semana fora, bem, era claro que ela não tinha nada planejado, mas isso era o menor dos problemas. E logo que a amiga sugeriu que fossem para a Romênia, lhe pareceu um ótimo lugar e uma ótima ideia. Felicity já tinha estado por lá, o que seria ótimo para ambas, assim teriam lugares para onde ir, sem estarem totalmente perdidas, já que uma delas conhecia o local.
O planejamento não demorou muito e logo conseguiram se hospedar em um simples hotel, mas não ficaram muito por lá. Felicity havia comentado sobre uma reserva de dragões que havia ali perto, e assim decidiram, juntas, que seria ótimo conhecer o local, que não era aberto para visitantes. Mas, como a Stirling tinha sua licença e trabalhada no departamento de Trato das Criaturas Mágicas, era claro que poderiam dar um jeito de adentrar o local sem muitas complicações. Dito e feito, logo que Felicity conversou com a administração e indicou onde trabalhava e que estudava sobre dragões, ambas foram liberadas para entrar no local, o que de certa forma pareceu encher de alegria os olhos da amiga. — Está claro que estamos em um território que você parece conhecer melhor do que eu, então seja minha guia e nada de bobeiras que quero conhecer todos eles — comentou animada enquanto caminhavam lado a lado até onde estavam os primeiros dragões da reserva. — Se estivéssemos em um Hospital ou no St. Mungus saberia todos os lugares, mas como você escolheu aqui, acho que estou naquele lance de “territórios desconhecidos” — sorriu e aguardou o que a Stirling tinha para lhe dizer, se iam passar o dia ali, e estavam de “férias”, bem que aproveitassem um pouco daquele tempo juntas.
Apenas um final de semana, nada mais. Fora o que Felicity havia dito para seu supervisor quando dissera que não pegaria nenhuma hora extra naquele final de semana. Ele parecera extremamente surpreso com a notícia de que a jovem não trabalharia a mais, ela sempre ficava até mais tarde e o máximo que podia em sua mesa, era algo quase compulsivo por parte da morena, mas é claro que ele não se importava. De qualquer forma, Stirling trabalhava para ele e o estava ajudando trabalhando a mais, mesmo que recebesse por fora todas aquelas horas extras. E folga era algo que ela nunca tirava a não ser que houvesse uma emergência muito grande e ela fosse obrigada a isso, e se fosse pensar, aquele poderia ser o caso. Em sua última conversa com Astrid percebera que, apesar de amar o que fazia, estava estressada. Sempre achara que aquilo jamais aconteceria, que a partir do momento em que encontrasse algo de que realmente gostasse de fazer ela jamais se sentiria insatisfeita com o trabalho e sempre trabalharia feliz e sorridente, mas não era bem o caso. Não que estivesse insatisfeita, mas ela ainda era humana e acabara se estressando. Passava tempo demais longe de contato humano, boa parte de seu trabalho consistia em realizar pesquisas e estudos com dragões que beneficiariam a reserva onde estudara na Romênia e também o Ministério da Magia Britânico onde trabalhava, mas a outra parte era lidar com dragões que escapavam da vistoria — muitas vezes por culpa de malditos contrabandistas que os levavam para longe de seu habitat natural — e acabavam invadindo lugares trouxas, causando problemas com bruxos e até mesmo com trouxas. Não havia muito tempo para interagir com humanos nesse meio tempo, pois quem conversava com os bruxos prejudicados e alterava a memória dos trouxas traumatizados eram pessoas de outras áreas do Departamento de Regulamentação e Controle das Criaturas Mágicas e Obliviadores. O trabalho dela era lidar com dragões e nada mais. Não sobrava muito tempo para se tornar uma pessoa social ou amigável, muito menos para fazer amigos ou até mesmo encontrar um namorado como via outras pessoas fazendo.
Mas com sorte ela não julgava precisar disso. Tinha seus irmãos, que eram as coisas mais preciosas em sua vida, e uma melhor amiga desde os tempos de Hogwarts, não precisava de muito mais que isso. Mas nos últimos tempos ela sentia estar negligenciando até mesmo estes, que eram as pessoas que ela tinha em sua vida desde sempre. E por isso não pensara duas vezes antes de aceitar o convite de Astrid para fazerem uma viagem. Ela realmente estava precisando colocar a cabeça em outra coisa e aquela parecia ser a oportunidade perfeita para colocar a conversa em dia com a amiga. Quando dissera a Drew que estava indo para a Romênia, o mais velho zombara dela, que não estava fugindo do trabalho coisa nenhuma porque ali encontraria apenas mais trabalho. Porém a muito ela não conseguia mais enxergar a Romênia como um local de trabalho, aquele era um lugar muito bonito para se visitar e adorava ver como seus dragões estavam, mas não tinha mais autorização para cuidar deles, apenas vê-los. E a melhor coisa: podia levar acompanhante. Então não pensou duas vezes antes de levar Astrid consigo, e ao chegarem no lugar ela já quase dava pulinhos de alegria por estar ali. - Não se preocupe, vou te mostrar todos os meus bebês. É uma pena não podermos chegar muito perto, mas o que vale é vê-los, eles são simplesmente magníficos. - andou alguns metros e se deparou com o primeiro dragão, um magnífico Meteoro Chinês negro com a asa direita permanentemente machucada que estava sendo alimentado por um homem que Felicity reconhecia de longe. - Essa beleza aqui é o Belial, ele foi atacado por um Rabo-Córneo Hungaro quando ainda era um filhote, e por isso não pode voar. Ele pode parecer feroz e ser de uma raça de perigo médio, mas é extremamente dócil. E aquele ali é Caesar, ele foi um dos meus professores durante o treino aqui. - disse, enquanto acenava animadamente para o homem. - Por favor, me avise se você estiver se sentindo entediada.
Home is wherever I’m with you…
It’s the start of a new beginning || Parricity {Flashback}
Apesar do que algumas pessoas pareciam pensar sobre Felicity, ela acreditava no amor. Acreditava em sentimentos profundos, principalmente por ter sido criada por um casal que se amava profundamente mesmo depois de tantos anos juntos. Apenas não tinha muita certeza de que ela era destinada àquilo. É claro que tivera suas quedas, algumas nos tempos de Hogwarts e uma grande paixão já depois de ter terminado a escola, enquanto estava no treinamento para aurores. Mas havia algo em seu espírito ansiando por algo mais, algo que ela não sabia se encontraria ali na Inglaterra, por isso terminara tudo com Parrish para sair em viagem pelo mundo, mesmo que tivesse doído em seu peito deixá-lo. Nunca pediria que ele esperasse ela voltar com sua descoberta, até porque não tinha certeza se algum dia voltaria definitivamente, e nem esperava que fizesse. Esperava que ele seguisse em frente, encontrasse alguém que desse mais atenção à ele do que ao trabalho – algo que ela admitia vergonhosamente não fazer – porque sabia que o homem merecia. E, ao finalmente voltar, decidiu por não ir atrás dele. Não porque não tivesse vontade de fazê-lo, o que ela tinha e muito, mas sim porque acreditava que ele já a havia esquecido. Provavelmente nem se lembrava mais de sua existência. Então durante várias semanas trabalhando no Ministério não o viu nem uma única vez, até a tarde anterior quando, ao se esbarrarem, foi como se todos aqueles sentimentos que a Stirling lutara para manter guardados durante aquele tempo viessem novamente à tona e com o dobro da intensidade. Muitos poderiam julgá-la fria por conta de sua seriedade, mas apenas aqueles que a conheciam sabiam o quanto Felicity poderia sentir com tanta intensidade quanto qualquer um, mesmo que tivesse grande controle sobre suas atitudes e palavras.
E naquele momento ela sentira. Sentira muito. Sentira a tristeza por tê-lo deixado, a alegria por tê-lo reencontrado, a esperança de que as coisas pudessem voltar a ser como eram e o medo de alimentar essa esperança. Esta era uma característica muito forte de Felicity. O medo, mesmo que acompanhado de uma grande capacidade de repreendê-lo, ignorá-lo e combatê-lo, estava sempre presente em sua vida. E uma das coisas que ela tinha medo era de amar. Sempre fora extremamente racional e gostava de coisas concretas, como o oceano, das que ela podia apontar e saber o que era. Porém, aquele sentimento não era uma dessas coisas, e isso a assustava mais do que estava preparada para admitir até para si mesma. Mas nem por isso ela lutava contra esse sentimento, acreditava que cada coisa acontecia da forma como tinha que acontecer, e em partes aprendera aquilo com o próprio Parrish, que ela se encaminhava para encontrar. “É apenas um café, Felicity Stirling.” Tentou dizer para si mesma afim de calar os pensamentos que voavam enquanto se encaminhava para encontrá-lo, mas era impossível calá-los. Felicity, que nunca ficava nervosa, sentia-se muito nervosa naquele momento, e aquilo, mais que qualquer coisa, a assustava e muito.
Não se preocupe com isso não, eu me viro se precisar, conheço a casa. Érr… Hm, é prazer conhecer você, Felicity falou muito sobre você também.
Vamos começar parando com esse tom. “Amiga” é algo muito forte e íntimo. Sou conhecida dele, e me deixou ficar aqui por causa dos insetos que estavam corroendo minha casa. Sou só uma sem teto, mas prazer em conhecê-la. Do jeito que a Felicity fala você é basicamente uma santa, e realmente espero que ela tenha dito a verdade sobre mim.
Tudo bem, me desculpe, peguei pesado com o amiga. Fico feliz que vocês duas finalmente possam se conhecer, de verdade. Venham, vamos para a cozinha comer alguma coisa, acho que Drew deixou algo parecido com um jantar aqui em algum lugar.
Sente-se, Ast. Vou pegar um pouco de água... Ah, oi Gloria. Achei que você fosse chegar mais tarde. Astrid, essa é a Gloria a, é... Amiga do meu irmão. Gloria, essa é Astrid, minha amiga da qual te falei.
[Flashback] You are my person || Astrid and Felicity || January 78
Aquela havia sido uma noite realmente difícil, a garota de fato tentara tirar seu pai do bar por três vezes consecutivas e nas três vezes teve de aguentar os comentários nojentos dos colegas do homem. Apenas conseguiu tirá-lo de lá, após uma enorme briga entre pai e filha. A jovem não gostava daquilo, era claro, mas muitas vezes Eliott merecia seus gritos e suas broncas. E sempre se perguntava quem era de fato o mais responsável ali. Era certo que deveria ser ele, primeiro por ser mais velho e segundo por ser seu pai, aquele que deveria ter lhe dado educação desde a morte de sua mãe, mas de longe era. Eliott morrera na noite em que Elena faleceu, todos podiam ver isso. Astrid queria se lembrar de um momento bom que passara com o pai, mas era praticamente impossível, ainda mais pela maior parte de suas lembranças estar relacionadas depois da época que sua avó veio a falecer. Perder a única pessoa que de fato lhe dava importância e era importante, não havia sido fácil. Foi logo depois da morte de Ellen, que ela descobriu o que seu pai de fato fazia.
A jovem por muitas vezes tentou tirar o homem daquele vicio e ele muitas vezes prometeu que pararia com os jogos e com as bebidas, mas todas promessas a jovem Woodwork sabia que seriam cumpridas. Astrid também sabia que se não pagasse o aluguel do apartamento do pai, ele provavelmente estaria vagando e morando pelas ruas, como estava antes de se reencontrarem. Era uma situação de fato delicada e não era algo que ela saia contando para todos, a verdade é que ninguém sabia daquilo, nem mesmo Felicity ou seus amigos do hospital. Nunca tive coragem suficiente para contar que seu pai era um viciado em jogos e o fato de esconder sua vida de sua melhor amiga, já lhe deixava com um enorme peso na consciência, principalmente por inventar desculpas em vários momentos que marcavam para se encontrar, que não eram muitos.
Tanto ela, quanto Felicity trabalhavam demais, e gostavam de trabalhar. Por isso, era raro marcarem algum momento para saírem juntas. Quando dava, Astrid gostava de ser pontual, mas parecia que ela iria se atrasar e muito aquele dia. Antes teve que passar em casa, e trocar de roupa, além de lavar os cabelos, que estavam impregnados com cheiro de cigarro e bebidas, uma vez que um dos homens fez questão de derrubar o copo inteiro de bebida, em cima dela, enquanto comemorava a vitória de um dos jogos. E estar chegando aquela hora no bar, parecia errado, principalmente depois de ver a amiga ali. Caminhou até ela, com uma expressão de desculpas, e logo que se aproximou, tratou de se explicar. — Felicity, me perdoa pelo amor de Merlin! Fiquei presa em um dos plantões do Hospital, e por isso estou chegando só agora, sério, me desculpa. Sei que prometemos que o trabalho não seria o principal hoje, mas era um paciente de longa data, e ele precisava ser atendido imediatamente — sabia que era errado mentir, mas precisava, principalmente se contar a verdade, fosse revelar tudo aquilo que passara naquele dia, e as coisas que passava desde a sua adolescência. Felicity tinha mais coisas com o que se preocupar, e se preocupar com ela era a última delas. Não queria isso, não mesmo.
Não havia nenhuma maneira de um dragão de seis metros de altura e raça não identificada ter invadido uma casa no meio da Londres trouxa, destruído todos os pertences de uma pessoa sem gerar uma única faísca e depois simplesmente saído voando como se nada tivesse acontecido. Aquilo não se encaixava no comportamento usual de nenhuma raça que Felicity Stirling já havia estudado, e mesmo com tão pouca idade e experiência, ela sabia que estava certa. A Stirling raramente errava sobre algo, pois não fazia afirmações das quais não tinha certeza. Sempre pesquisava, pesquisava e pesquisava até ter certeza absoluta do que estava prestes a dizer, por isso era de tão poucas palavras, mesmo que seu cérebro fosse de julgamento fácil e seus olhos estivessem sempre examinando o ambiente ao redor. Porém, em seu trabalho, ela precisava provar que estava certa. E com isso, precisava mostrar vários documentos que diziam o comportamento habitual dos dragões, além do fato de que não havia registro de nenhum solto e sem controle daquela forma pelas redondezas do Reino Unido. Aquilo era claramente uma tentativa de acobertar algo humano, ela já vira isso antes várias vezes. E geralmente esse tipo de desculpa esfarrapada envolvia o grupo de magos das trevas que se auto intitulavam Comensais da Morte. Eles entravam na casa das pessoas, faziam estragos de nível inimaginável e depois colocavam a culpa nos animais que nada tinham a ver com suas estúpidas brigas por causa de sangue. Felicity tinha vontade de bater nessas pessoas até incapacitá-los, mas simplesmente não podia e aquilo não ajudaria em nada. Então a única coisa que podia fazer para ajudar era tentar provar que aquilo era uma enorme mentira. Porém seu horário de saída já havia passado a muito tempo e ela nem sequer percebera, estava quase reunindo todos os documentos que precisava para fechar o caso quando, ao imaginar-se mandando um daqueles homens para o St. Mungu’s com vários ferimentos feitos por suas próprias mãos, acabou por se lembrar de sua amiga que trabalhava no hospital. Para piorar, tinha combinado de encontrar-se com ela e estava irremediavelmente atrasada. Olhou lamentavelmente para sua papelada, mas ela ainda estaria quando retornasse pela manhã, por isso apenas levantou-se correndo e foi encontrar-se com Astrid.
Elas eram amigas desde o primeiro ano de Hogwarts. Ficaram amigas ainda no Expresso, foram selecionadas para a mesma Casa, ingressaram o time de Quadribol juntas, dividiam dormitório e quase tudo o que faziam era juntas. Quando terminaram a escola cada uma seguiu seu rumo, Astrid ingressou no treinamento de healers no St. Mungu’s e ela no de aurores no Ministério. Foi a primeira vez desde os onze anos que elas pararam de se ver todos os dias, mas continuaram se falando sempre que podiam. E então ela largou tudo o que tinha na Inglaterra para viajar o mundo e seguir um sonho que ela ainda não sabia qual era, e foi o maior tempo que passaram separadas, antes de Felicity voltar para a Inglaterra pronta para voltar para o Ministério, mas em um setor diferente. Desde então elas faziam de tudo para continuarem em contato e não perderem o hábito de se encontrarem, mesmo que muitas vezes fossem atrapalhadas pela fixação que ambas tinham pelos seus respectivos trabalhos. Como naquele dia, em que aparentemente Felicity não era a única atrasada, pois ao chegar no lugar marcado percebeu que Astrid ainda não estava ali. Inconscientemente a Stirling riu. É claro que ambas iriam se atrasar, senão não seriam elas. Tinha acabado de pedir uma cerveja amanteigada e escolher uma mesa quando a amiga entrou pela porta do bar, parecendo afoita e ligeiramente incomodada. Sorriu diante das desculpas da Woodwork. – Não se preocupe, eu também acabei de chegar. Problemas com pessoas que acham que podem culpar os dragões por tudo, um absurdo. – falou sentando-se na cadeira. – Estranho seria se nenhuma de nós se atrasasse, se quer saber. – brincou, mas ao dar uma olhada melhor na amiga percebeu que ela parecesse mais distante que o normal. – Hey Ast, está tudo bem? Você parece incomodada, teve um dia muito difícil no serviço?
Who’s going to want me? My own mother didn’t even want me.
Lily York (via ofdoexyes)
Family don’t end with blood || P.O.V. {April; 78}
Se qualquer um perguntasse a Felicity, ela diria que todo aquele trabalho e pesquisa valeram a pena. Os riscos que correra foram vários, pois as informações que adquirira nem sempre fora de forma que agradaria os seus superiores caso descobrissem no que ela andara enfiando o nariz. Ela sabia que o que estivera fazendo era errado, sabia desde o primeiro momento, mas não conseguia evitar. Não conseguia se impedir de procurar cada vez mais fundo desde que lera aquele nome em um registro. Não era algo grandioso, era apenas algo sobre a família indiana Sundrani – uma tradicional família bruxa puro-sangue da Índia – registrando uma queixa contra o Departamento de Regulamentação e Controle das Criaturas Mágicas do Ministério da Magia Indiano por permitir que um dragão de pequeno porte invadisse uma cerimônia de matrimônio e machucasse três pessoas. Com sorte era um espécime filhote e ainda não tinha total controle sobre seu fogo, então os ferimentos foram todos por mordidas e arranhões, mas as pessoas ficaram furiosas. Mesmo com a descoberta de que um dos convidados estava tentando esconder a criatura numa bolsa de couro para mais tarde vendê-la ilegalmente no mercado negro, eles ainda não se conformavam com o acontecido e abriram um processo contra o Departamento por negligência de suas funções. Este, por sua vez, pediu ajuda para o Departamento Inglês, um dos melhores em lidar com situações como aquela, e Felicity fora aquela quem tivera de encontrar uma solução sem sequer se encontrar uma única vez com as pessoas e apenas trocando cartas com os trabalhadores do Ministério da Magia Indiano.
Pelo pouco que entendeu, quem estava causando todo o rebuliço era a matriarca da família, Ananda Sundrani. Ela não apenas tinha pouco respeito pelo que as autoridades diziam, como também parecia apenas estar fazendo aquilo por ser extremamente mimada e não saber ouvir um não como resposta. Mesmo a distância Felicity já a detestava, mas foi quando pegou o documento oficial do incidente na mão pela primeira vez que seu coração pulou duas batidas. Quem estava se casando era a filha de Ananda, Mahimā Sundrani. Ela conhecia aquele nome. Sabia muito bem que aquele era seu nome, ou pelo menos era isso que estava escrito no papel que a mulher que a abandonara na porta do orfanato deixara no meio de suas cobertas. Ela sabia que não poderia ser um nome assim tão incomum na Índia, mas havia um comichão na sua orelha que a estava deixando completamente incomodada. Ela precisava saber mais sobre aquelas pessoas. E assim fizera, fora atrás de mais informações e assim conseguira descobrir onde eles moravam e até mesmo qual a sua fonte de renda, o comércio de tecidos caros para toda a Índia. Tudo o que precisava era se encontrar com aquela mulher frente a frente, olhá-la nos olhos e perguntar o porquê de tudo aquilo, e para isso precisou convencer o chefe do Departamento de Regulamentação e Controle das Criaturas Mágicas Indiano que ele precisava dela lá, na Índia, para ajudar com aquela situação. Quando seu supervisor recebera a carta do homem com aquelas palavras, quase tivera uma parada cardíaca, pensando que perderia sua melhor funcionária para os indianos. Mas ela fez o favor de tranquilizá-lo, dizendo que era apenas alguns dias. Logo estaria de volta.
Mas é claro que não se sentia completamente realizada como achou que se sentiria. Saber que ela podia estar perto de conhecer sua mãe biológica causava uma sensação incômoda na boca de seu estômago. Ananda podia sim ser sua mãe, ela tinha de lidar com este fato, e para piorar tinha outra filha e colocara nesta o mesmo nome da primeira. Mesmo que Felicity já esperasse por algo assim, fora um descobrir que ela poderia ter uma irmã. Não estava preparada para isso, nunca sentira que faltava essa parte dela. Talvez fosse pelo fato de ter cinco irmãos e uma prima que considerava como uma irmã para se preocupar em amar incondicionalmente, mas ela nunca achara que poderia ter mais alguém no mundo para intitular “família” no mundo. Ainda mais alguém que tinha o seu sangue, aquela possibilidade era quase totalmente surreal. Ela sempre tivera apenas Zachary, Amelia, Eric, Drew, Aaron, April, Freddie e Delilah, e estava muito feliz com isso. Mas afinal, não era isso que ela procurava? Um laço sanguíneo ao qual se agarrar, como se precisasse disso para saber quem era? Sim, era, por isso ela resolveu parar de reclamar mentalmente. Podia estar a ponto de conhecer um laço sanguíneo real, encontrar a si mesma em algum lugar, finalmente se sentir parte de algo, e ela não podia se dar ao trabalho de reclamar daquilo.
Estar na Índia era como já se sentir parte de algo. Não era a primeira vez que ela pisava ali e nem seria a última. Gostava de visitar o lugar pelo menos uma vez por ano, e até mesmo possuía algumas roupas e jóias típicas do lugar, algumas das quais usava naquele exato momento. Gostava de se vestir daquela forma, mas nunca o fizera para que ninguém que conhecia visse. Era como um segredo seu, e preferia manter daquela forma por enquanto. Sentia-se culpada por não ter contado a nenhum de seus irmãos ou sequer para seus pais onde estava e o que estava fazendo, mas não podia falá-los que estava indo atrás de possivelmente encontrar sua mãe biológica. Não aguentaria aquilo. Amelia era sua verdadeira mãe, mas ela precisava saber de onde vinha. Pelo menos ter uma ideia.
A casa dos Sundrani era uma residência grandiosa, exageradamente luxuosa, construída para misturar a aparência das antigas casas tradicionais indianas e casas modernas e luxuosas que se encontravam em qualquer lugar no mundo. Ela supostamente deveria estar ali para conversar com Ananda sobre a situação de seu processo. Não para tentar convencê-la a mudar de ideia e nem tentar repetir o porquê de tudo aquilo não ser culpa do Ministério, apenas discutir informações burocráticas para a mulher ficar a par de tudo. Tocou a campainha e foi recebida por um elfo doméstico extremamente velho que lhe falou alguma coisa em hindu que ela não compreendeu. - I’m sorry, I don’t... - mas antes que ela continuasse uma voz amarga gritou algo do lado de dentro, e o elfo abriu mais a porta, fazendo um sinal para que ela entrasse e o seguisse. Foi levada até um bonito jardim onde havia uma pequena mesa de chá redonda com quatro cadeiras a rodeando, e em uma delas se sentava uma velha mulher. Felicity olhou-a bem nos olhos e seu coração acelerou, pois encontrou ali suas feições refletidas, com vários anos a mais e um olhar de poucos amigos que a Stirling apenas exibia em serviço com pessoas difíceis de se lidar e de vez em quando com Aaron para repreendê-lo. Mas ela estava ali, e a mulher também parecera notar aquilo, pois arregalou os olhos de uma forma que parecia que eles fossem saltar para fora. “O que você está fazendo aqui?” perguntou ela em inglês, porém com o sotaque carregado. “Pensei que eram aqueles idiotas do Ministério, você não é bem vinda. Eu vou chamar os aurores.” Felicity não se abalou com a fala da mulher, mantendo-se perfeitamente composta ao dizer: - Eu sou do Ministério. Meu nome é Felicity Stirling e eu trabalho para o Ministério da Magia Inglês, estou aqui para discutir alguns detalhes sobre seu processo... - mas antes que ela terminasse de falar Ananda já sacudia a cabeça furiosamente. “Eu não quero você. Fale para eles mandarem outra pessoa.” e não esperou uma resposta antes de lhe virar as costas, mas Felicity não deixaria que ficasse por aquilo mesmo. Ela não fora até tão longe para isso, precisava ouvir o que ela tinha a dizer, precisava saber. - Por que? - perguntou apenas, levantando a voz antes que a mulher saísse de sua vista. Conseguiu que esta parasse de andar, mas não obteve uma resposta imediata, então acrescentou: - Por que alguém que tem tudo, tem perfeitas condições de criar uma criança, abandonaria uma filha recém nascida à própria sorte? - aquilo chamou a atenção da mais velha o suficiente para que ela se virasse para encará-la. “Não tente agir como se soubesse o que aconteceu, como se tivesse o direito de me julgar. Você se tornou exatamente o que temi que se tornaria, uma descrente. Assim como o seu pai.” Felicity levou um segundo para processar aquelas palavras. Aquilo significava que seu pai não era indiano, era isso que ela queria dizer? - Então você... Você fez isso por vergonha por ter tido uma filha fora do casamento? Não poderia aguentar os olhares das pessoas e simplesmente me deixou para morrer de hipotermia... - mas teve suas palavras interrompidas pela indiana. “Sua tola, pare com isso. Pare de achar que sabe de tudo. Se uma mãe gera uma filha fora do casamento em uma dessas famílias sangue-ruins ocidentais, nada a acontece além de um pouco de vergonha. Mas aqui, isso pode levar à morte.” aquelas palavras raivosas saíram com um sotaque quase tão carregado que Felicity quase não as compreendera. Ela conhecia o extremismo puro-sangue, sabia que pessoas faziam atrocidades por isso, mas ainda assim não conseguia entender o que levava uma mãe a fazer o que Ananda fizera. Fora criada pela pessoa mais batalhadora que já conhecera, e sobre todas as circunstâncias que poderiam tê-la desfavorecido, Amelia conseguira criar com perfeição seis cidadãos maravilhosos sem nunca deixar que nada abalasse sua determinação. Por isso não entendia Ananda Sundrani e seu discurso purista desesperado. - Tudo isso foi para salvar a sua própria pele? - falou, já começando a sentir repulsa da mulher à sua frente. Porém suas palavras foram seguidas de uma forte bofetada no rosto. Felicity simplesmente não soube como reagir, mas nenhuma lágrima ameaçou vir aos seus olhos. Ela era melhor que aquilo. Por isso apenas deu as costas para a mulher e saiu pelo mesmo caminho que o elfo a indicara. Entretanto, antes que alcançasse a porta de saída, foi atingida pelo corpo magro e pouco mais baixo que ela de uma garota que quase corria na direção do jardim de onde ela viera. A menina murmurou um pedido de desculpas em hindu ao mesmo tempo em que Felicity se desculpava em inglês, e ao ouvi-la a garota arregalou os olhos de forma alegre. “You’re English!” disse ela, com um forte sotaque, ainda mais forte que o da mãe. - Yeah... - respondeu, ligeiramente incerta, sem compreender o porquê de tanta alegria por este pequeno fato e já desconfiando de quem se tratava a garota. “Sorry... My name is Mahimā Sundrani.” disse ela, sorrindo docemente. Felicity abriu o melhor de seus sorrisos, mesmo com a bochecha ainda doendo pelo tapa que a mãe da garota lhe dera, e respondeu: - And I am Felicity Stirling. - antes de sair pela porta de cabeça erguida.
Porque aquela era quem ela era. Felicity Aileen Crawford Stirling. Filha de Amelia e Zachary, irmã de Eric, Drew, Aaron, April, Freddie e, para todos os propósitos, de Delilah também. Aquela era sua família, seu clã, sua gangue, e ela não precisava dos laos de sangue para isso. Ainda continuaria visitando a Índia, pois aquele lugar realmente lhe trazia uma sensação maravilhosa de paz de espírito, mas finalmente compreendeu que ela estava sim incluída em algum lugar e nada mudaria aquele fato.
Yesterday's gone, we gotta keep moving on || Parricity {Flashback 1976}
Enquanto sentava-se no velho banco de madeira, Felicity não conseguia deixar de martelar em sua cabeça as palavras de Joseph. Ela tinha certeza do que estava fazendo? Durante semanas aquela decisão estivera certa em sua mente, clara como água. Largar o treinamento de aurore para viajar pelo mundo, era o que ela precisava. Não havia porque continuar se prendendo a algo que claramente já não era mais a sua praia, porém naquele momento era a primeira vez na sua vida que sentia insegurança inundar seu peito. Não gostava da ideia de se acomodar em algo apenas porque estava confortável, porém havia conquistado tanto durante aqueles dois anos, treinando para ser uma auror desde que saíra de Hogwarts, que não conseguia imaginar sua vida sem os treinos diários e cansativos. Não estava verdadeiramente infeliz fazendo aquilo, gostava de ser puxada até seu limite, gostava de vê-lo sendo testado um dia atrás do outro e principalmente gostava da adrenalina que vinha com tudo aquilo, mas não conseguia se ver fazendo isso pelo resto de sua vida. Era como se houvesse um espaço dentro de seu peito precisando ser preenchido, e o treinamento para aurores não fazia nada para contribuir com isso. Ela precisava se mover daquilo e logo.
Mas havia mais alguma coisa que precisava resolver antes de partir: Parrish Milligan. Jamais imaginou que fosse acabar se apaixonando nesse caminho, não estava nos seus planos. Apesar de na adolescência ter tido seus deslizes, sempre considerou relacionamentos como uma distração, algo que apenas a atrapalhava de ver o objetivo central que era um bom emprego, porém o rapaz a pegara de surpresa e tirara seu foco completamente. Tentara impedir a si mesma de se apaixonar por ele, mas fora algo que acontecera de forma tão simples e natural que ela não pôde evitar, perdendo o controle de si mesma pela primeira vez em toda a sua vida. Mas, diferentemente do que costumava pensar, acabara conseguindo lidar com o namoro e o treinamento de forma bastante precisa. E por isso, acabara se acomodando. Estava indo bem no treinamento, se destacava na maioria dos exercícios, tinha um namorado de quem gostava muito e respeitava completamente seu espaço e o tempo que ela passava fora, além de uma família enorme com quem conseguia manter contato sempre que podia. Era quase surreal quando visto pelas outras pessoas, principalmente aquelas que também passavam pelo treinamento e viam sua vida pessoal decair a cada segundo, mas para Felicity não era a melhor das sensações. Aquele sentimento de que algo não estava em seu lugar apenas crescia, e já não sabia mais como lidar com tudo aquilo, quando finalmente se decidira: ela precisava de uma mudança. Não fora fácil decidir-se por isso, estava confortável como estava. Mas ela nunca fora de se acomodar, então precisava mudar algo em sua vida.
Mas ela sempre soube que, de todas as coisas que não estavam em seu devido lugar, Parrish não era uma delas. Mesmo que nunca tivesse dito aquilo em voz alta, ela amava o Milligan, porém para mudar o que estava errado em sua vida ela precisava mudar o que estava certo também. Não sabia o quanto de si ela deixaria para trás quando partisse em sua busca, por isso não podia dar nenhuma garantia de que seria a mesma garota que ele conhecera e nem podia pedir que ele acompanhasse sua mudança, por isso precisava fazer aquilo. Precisava terminar com Parrish, apesar da dor que isso causava em seu peito toda vez que pensava a respeito. Eram poucas as pessoas além de sua família que ela deixava ver tanto de seu interior como fizera com ele, e isso não era algo que poderia ser ignorado. Uma parte de si tinha esperanças de que, quando essa sua busca maluca e sem sentido acabasse e ela finalmente voltasse, tudo estivesse exatamente como antes, mas Felicity sabia que não podia se permitir ter essa esperança. Se o deixasse que aquilo tomasse conta dela, talvez não tivesse forçar para fazer o que precisava ser feito. Por isso tentou desviar seus pensamentos disso voltando o olhar para o relógio, vendo que estava quase na hora marcada. Eles sempre se encontravam ali, naquele banco de frente para uma bela praça com um lago tranquilo e pássaros voando. Era uma parte muito bonita da Londres trouxa, e que ficava ainda mais bonita nos raros dias sem chuva. Ela soube que sentiria muita falta daquele lugar, da simplicidade que aqueles encontros proporcionavam. Mas mais uma vez desviou os pensamentos daquele sentimento. Não valia apena remoer aquela dor, Felicity já havia tomado sua decisão e nem isso a faria mudá-la.
Você já tentou conversar sobre isso com ele? Ou quer que eu converse? Ai posso dar um chute no traseiro dele, e quem sabe assim ele para de te importunar. Vai ver ele fez aqueles cursos de teatro e está encenando desde então, deve estar funcionando, ou ele decidiu virar alguém normal, e tratar da relação de vocês totalmente profissional. Sabe o que você precisa? Um final de semana longa de tudo isso, longe do trabalho, dos seus irmãos, de tudo. E, a companhia da melhor pessoa do mundo, que te entende melhor que todos: Eu. Então o que acha de pularmos fora da cidade nesse final de semana? Relaxar a mente, e só encarar a realidade na segunda. E isso vem de alguém que detesta tirar folgas, então é bom aceitar, fora que não aceito um “não”, como resposta.
Estou bem na verdade, o mesmo lance de sempre, muito trabalho, pouca vida social, mas ando bem. Aaron pareceu que deu uma folga, mas é aquela mesma coisa de sempre, você sabe.
Não, por Merlin, não. Esse tipo de conversa entre nós dois só levaria a lugares que estão bem melhores quietos. Aprecio sua intenção, mas isso não vai ser necessário... Eu acho. Não sei, nunca sei de nada quando se trata de Parrish Milligan, você sabe disso. É tão... Ugh, frustrante. Sabe que você tem razão? Nós duas trabalhamos demais e não temos nenhum descanso, as pessoas dizem que estou começando a me tornar uma velha chata por conta disso. Acredita que Delilah me comparou com as nossas tias esses dias? Não quero me tornar uma tia velha e chata, então a sua proposta está mais que aceita, senhorita Woodwork. Então, alguma ideia de para onde vamos? Ainda acho que você iria adorar a Romênia, mas a decisão está em suas mãos.
É exatamente isso que nós precisamos mudar, e logo. Ah deu é? Por isso você parece mais bem descansada, bom saber que ele está sossegando dessas festas malucas.
Por mais que você merecesse, eu acho melhor não. Você mesma já levou um grande quando aceitou o pedido, então é aquele lance de que “só aprendemos quando nos ferramos”, e por ai vai. Mas agora me conte, o que rolou e o que tá rolando entre vocês?
Eu sei, eu mesma me bateria se isso não fosse algo completamente estúpido pra se fazer. Não importa o quanto eu fuja, ele sempre dá um jeito de aparecer e isso está me deixando meio maluca. Ele... Se comportou, exatamente como disse que faria e eu não acreditei. Eu não sei Ast, juro que não sei o que está rolando. Eu geralmente tenho bastante controle das coisas na minha vida, e não saber como lidar com esta... Situação está me deixando completamente pirada.
Tudo bem, mas e você? Como vai as coisas no trabalho, na sua casa? Aaron ainda tem te incomodado?
Sim, ele simplesmente veio até meu Departamento me procurar e me chamar para beber um café. E eu não pude dizer não. Vamos lá, já pode me dar um tapa, eu mereço.
Aaron ainda está furioso porque encontrou a April com aquele ex-namorado aqui em casa. Veio dizer que eu deveria ter cuidado melhor dela em Hogwarts e não a deixado namorar, como se eu realmente tivesse alguma influência desse tipo na vida dela…
As coisas estão explosivas ali em casa.
Qual é a do Aaron de levar várias garotas pra casa, mas não gostar que a April leve alguém? Aposto que se fosse você levando alguma menina ele não falaria nada, da próxima vez que o vir eu vou brigar com ele porque isso é machismo! Fez muito bem em não tentar proibir ela de nada, April é inteligente e sabe muito bem o que faz.
Mas e você? Nenhuma menina em vista, Freddie?
are you felicity af? (insp.)
naivelales:
“Ohana means family. Family means nobody gets left behind…. or forgotten.”
— Lilo & Stitch