o zĂper da fantasia do amigo estava ainda mais preso do que taehyeon antecipara, de modo que tinha que forçar o fecho ainda mais do que primeiramente achou que seria necessĂĄrio, âvocĂȘ precisa devolver essa roupa?â a pergunta veio apĂłs a segunda tentativa falha de abrir a peça âpor que vai ser bem mais fĂĄcil se der pra cortar essa merdaâ comentou, mesmo jĂĄ imaginando que aquela nĂŁo era uma opção, âia dizer que poderia ter me ligado que eu ia lĂĄ te salvar desse vexame, mas, nĂŁo sou uma pessoa tĂŁo boa assimâ riu nasalmente âse bem que acho que isso seria melhor do que ter essa gente toda encarandoâ completou, em um volume menor. era impossĂvel ignorar por completo as pessoas que estavam perto dos dois, principalmente quando muitas dessas os miravam como se vissem a cena como alguma fonte de entretenimento; o gwan nĂŁo costumava gostar de estar nos holofotes, ainda mais quando se tratava de uma situação como aquela âeu te odeio, sabia disso?â sussurrou para jinhwan, sem ter certeza se ele havia conseguido o ouvir por causa da parte superior da fantasia. âuma criança bem estranha entĂŁoâ murmurou em resposta enquanto ainda tentava encontrar alguma forma de fazer com que o zĂper funcionasse âfesta de gĂȘmeos Ă© tĂŁo pior assim? vocĂȘ ganha o dobro pelo menos?â indagou, realmente nĂŁo fazia ideia de como o emprego do outro funcionava por nunca ter nem considerado se aventurar em algo do gĂȘnero âentĂŁo se humilhar desse jeito atĂ© tem umas vantagensâ deixou que um riso baixo saĂsse por seus lĂĄbios ao final da sentença. ânĂŁo âtĂŽ dizendo que vocĂȘ teria ido pra festa pelado, imbecil, mas que poderia ter tirado a roupa na hora de vestir isso aquiâ explicou, nĂŁo contendo um riso ao ouvir a fala seguinte do son âuhum, com certeza, bonitĂŁoâ respondeu, em um tom de deboche, âtĂĄ bem complicado⊠como que vocĂȘ conseguiu trancar isso desse jeito?â respirou fundo antes de tentar desemperrar o fecho novamente, tendo mais sorte dessa vez do que nas outras, âporra, finalmenteâ exclamou ao conseguir descer o fecho âmeus dedos tĂŁo atĂ© doendo por causa dessa merda.â
âprecisar eu atĂ© nĂŁo preciso, mas considerando que quem vai ter que pagar por outra sou eu...â deixou o fim da sentença incompleto, imaginando que o amigo adivinharia o resto desta, e como nĂŁo seria tĂŁo benĂ©fico a ir pelo caminho mais fĂĄcil. âna real, Ă© atĂ© bom que nĂŁo dĂȘ, mais chance de eu nĂŁo me estressar e jogar ela no lixo.â poderia atĂ© ser consideravelmente o tipo de pessoa perdida no mundo, contudo, conhecia sua personalidade e sua forma de agir tĂŁo bem que nĂŁo possuĂa a menor dĂșvida de que poderia acabar fazendo isso em algum momento. ainda mais quando se colocava em conta que nĂŁo era pouca a raiva acumulada apĂłs todos os anos, e como parecia apenas aguardar uma forma de ser descontada. âsempre bom saber como vocĂȘ tĂĄ sempre aĂ pra eu contar contigo.â debochou, mesmo sabendo que nĂŁo era verdade aquilo - e o amigo o estar ajudando naquele momento era prova disso. âainda prefiro aqui que se nĂłs estivĂ©ssemos na festa, porque vocĂȘ nĂŁo imagina o forno que âtava lĂĄ. sĂ©rio, parecia verĂŁo de trinta e cinco graus, eu nĂŁo aguentava mais, nĂŁo. e eu prefiro ficar sem ter que ouvir o sermĂŁo da empresa de porquĂȘ eu nĂŁo cuido das fantasias.â suspirou, ajeitando sob o braço direito a cabeça da fantasia de rato. no fundo, preferia estar com ela. sĂł para nĂŁo as pessoas na volta nĂŁo poderem ver quem era por trĂĄs da roupa. âvocĂȘ me ama, sĂł nĂŁo admite pelo motivo Ășnico que nĂŁo sabe como lidar com isso.â retrucou, abrindo um sorrisinho debochado. âah Ă©, vocĂȘ nĂŁo viu nada ainda. prefiro bem mais quando a empresa me manda pra festinha das princesas.â era muito melhor se vestir como um personagem da disney que como um rato, nĂŁo tinha a menor dĂșvida disso. âolha... sĂł se os pais forem muito ricos e decidirem que eles te curtiram o suficiente pra isso, ou sĂŁo relativamente bons-samaritanos, porque na maioria das vezes Ă© bem pouco mais. ganho mais pelo tempo da festa que pelas crianças.â contou sem muito Ăąnimo. somente revirou os olhos com o comentĂĄrio alheio, apenas o cutucando pelas costelas em resposta. era humilhante mesmo, nem poderia negar. âmas era exatamente o que eu âtava querendo dizer, idiota, vocĂȘ nĂŁo sabe como sempre tem uma criança chata lĂĄ nĂŁo me deixando em paz porque quer abrir o zĂper.â resmungou. chegava a ser deprimente como estava no fundo do poço em sua vida, para aquilo realmente ser um tĂłpico de discussĂŁo com os outros. âĂ©, sou mesmo.â pelo menos, confiante com sua aparĂȘncia ainda era. âesses fechos... na real, a fantasia toda, Ă© uma porcaria. por isso.â nĂŁo sabia explicar, entĂŁo preferiu focar na culpa da empresa mesmo. soltou um xingamento baixinho quando ouviu o amigo anunciar a sua vitĂłria, rapidamente tratando de retirar aquela fantasia patĂ©tica. passando as mĂŁos por seus fios escuros e ajeitando-os, antes de voltar-se para taehyeon. âviu, de vez em quando eu atĂ© meio que te amo. valeu, salvou minha pele. diria que iria te pagar alguma coisa, mas o mĂĄximo- ou, na real, a Ășnica coisa que eu posso atĂ© receber por hoje Ă© uma cerveja. sĂł precisamos deixar isso em casa.â