A poesia masturbatória não tem fim.
Lembra daquela trinca de filmes nacionais que eu queria ver? Esse é o segundo.
A idéia é que um cara termina com a namorada pelo telefone por uma besteira, vai pedir desculpas e se perde, ficando preso no trânsito de São Paulo. Não parece legal? Então, tambem achei. Mas era uma cilada, Bino!
Com dez minutos de filme, deitei pra ver de lado e talvez engatar no sono. O Tijolo me ligou, pausei e tentei de novo continuar, renovado. Com quarenta minutos pausei mais uma vez e fui escrever outra resenha, onde acabei revendo um filme muito melhor, porque não aguentava mais esse. Voltei pra terminar, batendo o pé e revirando os olhos. Tudo isso num filme que só dura uma hora e meia pae. Mal sinal.
O filme é um apanhado de "arte" conceitual, com takes repetidos de gente andando sem próposito pra um lugar qualquer, somados de umas metáforas de texto inseridas em off, que tambem não acrescentam praticamente nada. Imagina um filme do Jarmush, só que feio, mal filmado e que não leva a contemplar nada porque os segmentos são curtos e desencontrados. É muita poesia com pouca coisa pra dizer embalada em musica clássica pra dar relevância.
Acabou. Obviamente eu estive escrevendo isso enquanto o filme passava. A reviravolta da trama era que o protagonista tinha sido atropelado no inicio do filme, e tudo que obrigam o espectador a ver era uma grande viagem de dorga de quando a gente tá morrendo. Não tô nem brincando, é isso mesmo. Que beleza. Isso explica tudo e me deixa muito feliz. Eu esperei um bocado de tempo pra ver um filme que é um grande cagalhão. Chupa essa manga ae, seu trouxa. No caso eu. Eu chupo a manga.
Foram dois filmes. Falta um.