E Outra Vez o Rei da Apologia Escreve Outra Carta de Repúdio
Como um raio em cuspo O compasso do mundo A forma e fluxo que desejo Que as cores se unam
O canto segue sem fôlego Como cavalos marchando A voz trêmula em conjunto Falhando a mesma aurora auto erótica
O exílio é uma gota no tempo Para quem têm a promessa Ao seu dispor, em nome do amor Expulsa todas as chagas do corpo
Não me importa nomes ou guerras Se tudo que quis esteve sempre Ao alcance de meus dedos gentis Pode clamar-me hedonista, aceito o filo
Eu sei e sei que tu sabes Todas as inverdades de mim E as verdades eu escondo ou troco Por grandes doses de vaidade
E isso é só uma bobagem Mas o teu martelo está desfigurado Servente a ceia de escravocratas Quem diria que se entregaria aos prazeres da servidão
O meu gosto permanece o mesmo: Quarta nublada O meu destempero espirra no teu sol ameno Trazendo desgoverno para o teu ser E por esse detalhe raso selara minhas pernas
Nessa eterna reza cansada Eu invento intervalos tropicais Para proteger a minha pele funil Dos olhos infantis de teu pavão...














