Pátria/Pandora
Ele tem o teu gosto Entretanto, mais estonado Ele tem o teu formato Entretanto, mais afrodisíaco
Espelhado e assombroso Os escombros que ainda Residem em teu peito-castelo Era cismas e trovas de cristais
Entreter é submeter-se Avisa-se nas lápides dos teus cílios Enche os pulmões em seus vislumbres A estética solvida pela técnica da cândida
E eu colidi com teus olhos foscos pela noite Me privei de nossas carnes Líbido vazia, corpo vazio, olhos vazios Em contrapartida, uma boca cheia de arrependimentos
O amor e teu desperdício O amor e você, desperdício O amor em você, desperdício O amor desperdiçado por você
Repugnante mancha, em dos sóis: O termo que queima, o monstro que reinventa-se O corte que apedreja, o veneno que perfuma Eis a ti, as vespas oriundas de teu amarelo pus
Sujo e escancarado, como meu tórax Nenhum feitiço fora cuspido Todo o toque ferido dissolve-se Toda a cantoria, verte-se em chiado Juro lealdade à tarântula de porcelana Juro instintos finitos em teu peito Juro comunhão de pecados em teus dedos Juro catástrofes em tua cintura...












